Arquivo | abril, 2012

Cinco livros nunca traduzidos para o português que PRECISAM ser lidos – Parte I

29 abr
Por: Bruna Lobato
De: Poultney, Vermont, EUA
Email: brunalobato@revistafriday.com.br

Vai fazer um ano que eu moro nos Estados Unidos, então dá para imaginar que eu leio cada vez menos em português. Onde eu moro, ainda bem, tem mais de uma biblioteca pública. Mas não é difícil deduzir que a coleção em português é muito reduzida e que, mesmo quando eu tenho acesso à abundância de livros em português, quando vou à bibliotecas maiores (as bibliotecas públicas de Boston e Nova Iorque passando pela minha mente), eu não tenho tanto tempo assim para lê-los.

Por outro lado, estou sempre lendo em inglês. Eu faço faculdade de literatura e escrita criativa por aqui, então, mesmo quando eu estou sem tempo de ler por diversão, eu não paro de ler livros para trabalhos da faculdade, etc. Por essa razão, constantemente eu acabo tendo ideias de escrever aqui sobre “um livro maravilhoso que eu li” e fico desapontada ao saber que não existe tradução de tal livro para o português.

 Capas de algumas das várias edições de Pilgrim at Tinker Creek, livro nunca publicado no Brasil

 
Pensei que, ainda assim, eu deveria compartilhar a minha lista de livros não-traduzidos. Eles são livros muito bons e, alguns deles, de grande importância histórica. Além do mais, eu ainda tenho esperança que um dia eles sejam traduzidos para este idioma em que vos escrevo – nem mesmo que eu seja a pessoa a traduzi-los!

Segue a primeira parte da lista:

1.  Pilgrim at Tinker Creek da Annie Dillard:

Annie Dillard é uma escritora maravilhosa, com metáforas impressionantes e narrativas memoráveis. Os textos de não-ficção do seu livro Pilgrim at Tinker Creek saíram do diário do seu diário e descrevem o ambiente natural às proximidades da casa dela, em Roanoke, Virgínia, EUA.

O livro descreve Deus através dos estudos de criacionismo, levando, inclusive, alguns críticos literários a rotular Dillard como uma das mais importantes escritoras de horror do século 20. Este livro rendeu a Dillard o Prêmio Pulitzer de Não-Ficção de 1975 (o prêmio mais importante da literatura americana, organizado pela Universidade de Colúmbia), quando ela tinha apenas 29 anos.

Uma das minhas cenas favoritas do livro está bem no comecinho, uma em que o gato da Annie a acorda, depois de voltar da caça noturna, ao caminhar sobre o corpo dela, manchando-a com as suas patas sujas de sangue. “Parecia que eu tinha sido pintada de rosas”, ela diz (tradução livre). No entanto, esse trecho foi o que mais gerou controvérsias, pois, na verdade, Annie nunca teve um gato, levantando a questão de o quanto de liberdade um escritor tem para inventar coisas em uma obra de não-ficção.

Eu acho a maior decepção que esse livro não tenha tradução para o português. Eu mesma já entrei em contato com editoras solicitando a tradução da obra, mas “o livro não teria espaço no mercado”, eles dizem. Otimista como sou, penso que eles não podem estar falando sério.

…continua…

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Super Hiper População

28 abr

Por: Lucas Vinícius
De: Osasco-Sp
Olá você, cidadão de bem, que lê o blog na fila do banheiro enquanto retorce seu abdômen no intuito de dar um nó na bexiga e não deixar as pernas quentes.

Você com certeza já parou pra pensar sobre o motivo de existir tanta gente num espaço tão pequeno de terra!
Por que tanta gente?Qual a razão de tantos filhos?
Sabe quando faz 39ºC , você se veste de espartano pra entrar no metrô;
Quando dentro, se escora nas axilas levantadas de algum rapaz que trabalhou pesado na construção da nova estação, e na tentativa de se esquivar percebe que TODOS os sovacos estão apontados pra você?!?
Então, é o fenômeno da super população.
Não se engane! Não se trata de um super-herói, ao contrário, é um vilão do mais malvado naipe.

Há um tempo, atingimos a notável marca de 7 BILHÕES de usuários de transporte público no mundo.
É MUITA GENTE, só fazer as contas:
Em 500 A.C. existiam menos de 30 milhões de pessoas;
Por volta de 1.850 – atingimos o primeiro bilhão;
Mais ou menos em 1.975- chegamos a 4 bilhões de seres humanos sedentos por vida;
Menos de 45 anos depois, atingimos SETE BILHÕES!!!
Loucura, né? Onde enfiar essa galera? E se continuar essa taxa maluca de crescimento?
Alguns estudos semi-sérios apontam que daqui 59 anos poderíamos DOBRAAAAR o número de gente caminhando por nossas terras…
QUATORZE BILHÕES!
É impensável!
Onde tiraríamos tanta comida? E água? E transporte? E emprego? E danones?
Sem contar que teria uma overdose de consumismo desmoderado, o que geraria problemas inflacionais, desvalorização de uma moeda qualquer…
E dobraria o número de carros, e de rodovias destruídas, e desmatamento…
E dobraria o número de camelôs, e boy bands,
Dobraria o número de pré-adolescentes, de transeuntes, e nômades do deserto. Dobraria a quantidade de enfermos, e não de hospitai, de público e não de salas vazias, de atrasados e não de transporte…
E dobraria o número de gente assim:
Porém não é de todo, um mal irreversível.
Aumentaria também o número de residências, com isso o número de esgotos ligados a mesma rede, com os esgotos usados ao mesmo tempo qualquer chuva poderia fazer transbordar tudo, isso aumentaria a proliferação de pragas e suas doenças, o que poderia criar um vírus zumbi e acabar com o excesso de humanos.
Caso não queira passar por isso, é só parar de ter filhos.
Em geral, uma taxa de fecundidade igual ou menor a 2,1 filhos por casal é o mais ideal, pois manteria o mundo equilibrado, sem doenças apocalípticas ou problemas previdenciários.
Como você vai fazer pra ter 2,1 filhos eu não sei… dividindo uma criança com a vizinhança, ou em algum site de compras coletiva. Mas o faça.

The Fim.




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FanSérie – Glee: Resumo 3×17 – Dance with somebody

28 abr
Por: Renan Amorim
De: Diadema



RESUMO

Nessa semana foi ao ar o episódio “3X17 – Dance with somebody”, que foi uma homenagem póstuma a uma das divas do pop: Whitney Houston. Com o intuito de expressar seus sentimentos com relação aos últimos dias no colégio, os membros do New Directions cantaram apenas músicas da cantora. Joe se oferece para acompanhar Quinn em sua fisioterapia como uma forma de motivá-la e começa a pintar um clima entre os dois. Kurt faz um novo amigo e deixa Blaine com muito ciúmes fazendo com que os dois tenham sua primeira briga. E como última cena do episódio, os membros do New Directions, com Artie e Mercedes no vocal principal performam a música “My love is your love” no auditório, deixando Will muito emocionado ao ver todos reunidos.
SPOILERS
No próximo episódio veremos as audições de Rachel e Kurt para a NYADA com a presença ilustre de Whoopi Goldberg no papel de Carmen Tibideaux. E também teremos um tema bem polêmico no enredo que é a violência doméstica.

A lista de músicas e um vídeo promocional vocês conferem abaixo:


School’s out cantada por Puck
Shake it out cantada por Santana, Tina e Mercedes
Cell block tango cantada por Tina, Sugar, Santana e Mercedes
The rain in Spain cantada por Puck e Finn com New Directions [Boys]
Not the boy next door cantada por Kurt 
Cry cantada por Rachel






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RESENHA/ESTRÉIA: Sete dias com Marilyn

27 abr
Por: Natália Farkatt
De: Natal-RN


Se digitarmos as palavras “Marilyn Monroe” no google, uma das primeiras definições que vemos é a seguinte:


“Marilyn Monroe, nome artístico de Norma Jeane Mortensen, (Los Angeles, 1 de junho de 1926 — Los Angeles, 5 de agosto de 1962) foi uma das mais célebres atrizes norte-americanas.
É uma das mais famosas estrelas de cinema de todos os tempos, um símbolo de sensualidade e um ícone de popularidade no século XX.” (fonte)


Porém, o filme “7 Dias com Marilyn”, que chega esta sexta-feira aos cinemas brasileiros (depois de ter o seu lançamento adiado várias vezes), retrata um lado pouco conhecido da famosa atriz.



Baseado no livro “The Prince and the Showgirl”, de Colin Clark, o longa conta a história do próprio autor e da sua amizade com a musa do cinema (na época recém-casada com o dramaturgo Arthur Miller, durante a semana em que ela esteve na Inglaterra para filmar “O Príncipe Encantado”, a convite de Lawrence Olivier. 



Não conheço muito sobre o trabalho da Marilyn (de fato, estou baixando “O homens preferem as loiras” agora), porém, o que se percebe no filme é a figura de uma mulher frágil, tímida, doce, porém insegura, a qual quer ser reconhecida não por símbolo sexual e sim por aquilo que ela realmente é.


Obviamente, Michelle Williams rouba a cena, entrando profundamente no personagem, tendo ganho, merecidamente, o Globo de Ouro de Melhor Atriz (Musical ou comédia). Para os fãs de Harry Potter que esperam ver muitas cenas da Emma Watson, esqueçam A participação dela se resume a poucas cenas, mal conseguindo provar que tem capacidade para se livrar da personagem que a fez tão famosa.



O figurino da época, a caracterização da protagonista e a fotografia do filme também estão impecáveis, complementando o destaque necessário para que o filme se torne visualmente bonito, porém, sem perder o foco do enredo.


“Sete dias com Marilyn” é uma excelente pedida tanto para os fãs, quanto para os curiosos. Afinal, “Mulheres comportadas, raramente fazem historia” (Marilyn Monroe).



Bom filme!


Elenco: Michelle Williams, Kenneth Branagh, Eddie Redmayne, Emma Watson
Direção: Simon Curtis
Gênero: Drama
Duração: 99 min.
Distribuidora: Imagem Filmes




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Será que a experiência vale a pena?

26 abr
Por: Kelly Feltrin
De: São Paulo

São muitos os Hotéis ao redor do mundo, mas, em menor número aqueles com design diferenciados, excepcionais. 
Daí, que realizando algumas pesquisas por aqui e ali também, consegui encontrar dois estabelecimentos, um nos EUA e outro na Bélgica, com características bem peculiares. 
O primeiro, localizado no estado americano de Idaho, oeste do EUA, está localizado dentro de um Beagle, dêem uma olhada: 

Já o segundo que eu encontrei está localizado na Bélgica e foi inteiramente construído dentro de uma estrutura, cuja forma é baseada no Cavalo de Tróia, confiram:


Será que vale a pena curtir uma estadia em um deles? O que acham?


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COLUNA DE PESO: M.O.A. = Mico Open Air

23 abr
(Fonte da imagem: musica.uol.com.br)

Semana passada nesta coluna, falei que o mês de Abril entraria para a história. Disse isso, pois o Lollapalooza havia estreado com sucesso aqui no país e o Metal Open Air maior festival de Heavy Metal da América Latina iria estrear em uma semana, em São Luis (MA).



Estava tudo lindo e maravilhoso até que umas sucessões de fatos começaram a abalar as estruturas da ideia de um Abril histórico por motivos unicamente bons. O “Lolla” mostrou tradição, organização e qualidade, devido à experiência de mais de duas décadas. Já o M.O.A. mostrou exatamente o contrário, infelizmente.


Na última semana várias bandas cancelaram as apresentações no Metal Open Air. Os motivos foram vários. 

A banda Venom cancelou a apresentação, pois o visto do grupo foi extraviado para a África. Porém a maior parte cancelamentos foi por alegações de falta de pagamento cachê, passagens e hospedagem.

Anthrax, Blind Guardian, Saxon, Hangar, Matanza, Ratos de Porão e o Rock n´ Roll All Stars, de Gene Simmons, são apenas alguns exemplos de bandas que não tocaram. Várias notas foram enviadas alegando os motivos de cada grupo, Blind Guardian: “Devido a enormes problemas técnicos e administrativos, fomos forçados a cancelar. Parece que a produção local não tem sido capaz de garantir a estrutura de um festival. No futuro, teremos mais cuidado ao confirmarmos os shows.” Rock n´Roll All Stars: “Fomos informados, antes de voarmos para o Brasil, que muitas outras bandas já cancelaram suas apresentações. Estamos muito preocupados com a segurança de nossos fãs e dos artistas que já estão no festival. Ouvimos relatos de que é o evento é perigoso e um desastre. Por favor, tenham cuidado. Estamos ansiosos para fazer rock com vocês no futuro”.

O público também criticou o evento pela falta de informações para se chegar ao local, a dificuldade em comprar comida e que parte do acampamento foi instalado em um estábulo, por exemplo.  Veja a baixo a repercussão do caso no Jornal Nacional e no Jornal da Globo:

O festival que era para ser composto por três dias de shows, entre sexta-feira (20) a domingo (22), teve o terceiro dia (também) cancelado.

Kléber José Moreira, gerente do Procon de São Luis, em parceria com o Ministério Público, afirmou já ter aberto um processo contra os organizadores do evento.

O pior de tudo é que com esse descaso, amadorismo, e outros tantos defeitos apresentados, o Metal nacional acaba por perder e muito. Se desse certo, o M.O.A. abriria uma grande oportunidade de firmar o Heavy Metal com uma cena forte e respeitável. Imagina se ele fosse itinerante e atravessasse o país a cada edição? Imagina o Brasil tento um grande festival de metal anualmente? Mas isso, praticamente, não saiu do papel. O evento não passou de uma triste miragem.

Os headbangers brasileiros ainda não têm um gigantesco festival de metal como planejado, porém podem se orgulhar de terem um grande público, que ao contrário do que muitos pensam não manifestaram nenhum ato de violência.

Espero que o metal tenha mais espaço e o respeito que merece. Não foi dessa vez, mas um dia terá…

Fontes e mais informações:



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Jardim de Inverno

22 abr
Por: Bruna Lobato
De: Poultney, Vermont, EUA

Pablo Neruda (pseudônimo de Neftalí Ricardo Reyes Basoalto), nascido no Chile, foi um dos poetas mais importantes da América Latina. Autor de mais de trinta e cinco livros de poesia e amplamente traduzido para vários idiomas, ganhou o Prêmio Nobel da literatura de 1971.

Neruda foi um dos autores mais políticos do seu tempo e morreu em 1973, quando não resistiu ao histórico golpe militar que tirou o seu amigo Salvador Allende, marxista e o 45º presidente do Chile, do então democrático governo chileno.

Jardim de Inverno é a sua coleção de poemas de maior cunho pessoal. O título faz alusão ao seu sentido literal, uma estufa para crescer plantas do lado de dentro. Neste livro, Neruda deixa um pouco de lado as suas preocupações sociais e políticas e se volta para si.

O livro  é uma coletânea dos versos escritos em 1971, ano em que Neruda foi laureado com o Prêmio Nobel, dois anos antes de sua morte. Os versos desta obra são mais melancólicos e líricos, nesta fase conhecida como a última do autor. Nesta obra, Neruda continua a produzir a sua poesia de alto nível em um tom de despedida e mais voltado para os mistérios da vida que se aproxima do fim.

Que posso fazer se me escolheu a estrela / Para ser um relâmpago, e se o espinho / Me conduziu à dor de alguns que são muitos? / O que fazer se cada movimento /  De minha mão me aproximou da rosa? (Trecho de Jardim de Inverno)

A poesia do Neruda é quintessencial. Soa perfeita, fluida, escorre pela língua. Já li os seus trabalhos em espanhol, português e inglês e, sempre no original, ou ao encontrar boas traduções, eu me deleito. Sem defeito algum, simples e criativos, os seus versos são perspicazes a apresentam coisas banais de um jeito inusitado e cheio de humor (vide “Ode ao Tomate“).

Recomendo uma cópia bilíngue do livro, com os poemas em ambos português e espanhol, para que se desfrute completamente da magnitude dos sons das palavras da poesia de Neruda.

Dedicado a ele e à sua extensa obra, reproduzo aqui um trecho da sua “Ode ao Livro”, em espanhol:

Oda al Libro

Libro de poesía
de mañana,
otra vez
vuelve
a tener nieve y musgo
en tus páginas
para que las pisadas
o los ojos
vayan grabando
huellas:
de nuevo
descríbenos el mundo

Título: Jardim de Inverno
Autor: Pablo Neruda
Editora: L&PM Bolso
Ano de lançamento: 2005
Número de páginas: 96




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