Código R

8 maio
Por: Hannah Hebron
De: Natal
Email: hhebronb@revistafriday.com.br

Se eu fosse uma Constanza da vida e alguém viesse até mim para pedir um conselho, eu já o teria na ponta da língua: Erre! Na verdade, quando cometido, o erro tende a passar despercebido, então, para completar o conselho eu diria “se permita experimentar…e erre!”

Muitos revirariam os olhos e – se me permitem o uso do jargão – sambariam na minha cara com seus looks impecáveis extraídos – para não dizer copiados – do blog da fulana de talou da beltrana famosa. Não me entendam mal, não acho errado desejar uma bela peça, masda inspiração à cópia o caminho é duro e tortuoso.

Bem, vamos às explicações, já que é isso que vão me pedir na hora que pescarem a mensagem “se vistam mal”. Nana nina não, o intuito não é ver um exército de mulheres horrorosas por aí, mas estilo é uma coisa que não nasce ao contratar de um stylist, mas sim, ao “alimentar da criatividade”.

Quando mais nova, nunca fui obrigada ou proibida de vestir nada, minha mãe nunca teve vergonha de mim, mesmo quando aos 6 anos eu queria sair de casa com um vestido de saia rodada de bolinhas acompanhado de uma camisa floral por baixo (oi, mix de estampas), ou aos 9, quando eu fui de polainas de lurex para a festinha de uma amiga, aos 12, quando juntei meia calça fosca rosa choque com saia de organza preta e blusa de paetês, e muitas outras ocasiões que merecem espaço na memória de moda…Minha mãe nunca olhou torto ou condenou nada disso, e por isso (dentre milhares de outras coisas lindas que se deram na minha criação), agradeço fervorosamente à mulher que me deixou expressar o que quer que fosse por meio das minhas roupas.

Essas pequenas experiências da “mini alquimista do closet” me formaram como a mulher que usa uma peça não porque alguém usou, ou porque ela está inserida em uma tendência super comentada, mas sim porque hoje, aos 20 anos, depois de muitos erros, sei que continuo usando uma roupa para me expressar, porém, experimento menos e sei mais sobre quem eu sou e o que eu gosto. Na época, essas experiências não pareciam erros, também não pareciam coisa das mais certas, mas aos 6, 9 ou 12, eu me permiti…E mesmo dando boas risadas de fotos antigas, sei que todos esses “erros” construíram a minha identidade, a identidade de uma pessoa que não se veste para se encaixar, mas para assim como fazemos com o cérebro e os lábios, pensar e falar.

Sair de casa para ver todas as mulheres usando grandes colares e roupas completamente iguais é doloroso. Será que a nossa geração é tão deslumbrada assim a ponto de deixar de questionar as coisas e apenas aceitá-las como verdades absolutas e imutáveis (leia-se até a próxima tendência aparecer no corpinho de uma “moça do blog”…e o  resto vocês já sabem)?!

Errar é mais que humano, é preciso…Se na vida erramos e aprendemos com o acontecido,por que na moda deveria ser diferente? O resultado disso é crescimento, e é disso que estamos precisando, porque agüentar essa linearidade copiada já cansou!

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