Virtualizando o sexo

17 jul

A Revista Friday passou por um período de abstinência sexual, mas está voltando com todo libido que se faz necessário. Nós estamos instalados na web, somos virtuais e, também por isso, o sexo virtual não pode ficar fora da nossa discussão. O sexo virtual é, basicamente, a masturbação por estímulos visuais e auditivos.


Segundo informações do UOL, o “Bate-papo UOL” é o maior serviço de chat em língua portuguesa, conta com mais de 7.800 salas, sendo grande parte delas relacionada ao sexo virtual. O sexo virtual é a evolução do telessexo, onde as pessoas, através de telefones, entram em salas de bate-papo para a excitação mútua. O prazer buscado nas práticas sexuais, digamos, mais distantes, é um tabu pouco comentado, a não ser quando famosos têm suas fotos divulgadas na rede, aí vira um fuzuê generalizado.

No sexo virtual é possível manter o sigilo da identidade, além da realização de fetiches / desejos mais inusitados, já que as pessoas estão em busca do prazer sem julgar as outras. A possibilidade do sigilo e a falta de julgamento entre os participantes, aparentemente, são os aspectos mais atrativos da prática, além do exibicionismo e o inflar dos egos.

Mas, dentre suas vantagens, surgem alguns questionamentos: Vale a pena abrir mão do contato físico? As pessoas não estão cada vez mais isoladas e escondidas atrás de computadores? Diante da divulgação de tantos materiais, o sigilo é confiável? Sexo virtual é traição?

Para os casais mais moderninhos, o sexo virtual pode ser uma pimenta na relação, já que o casal pode se expor junto em frente  a uma webcam e assim agregar outras pessoas na relação. Ou ainda consentir que o parceiro ou a parceira se exponha sozinho, trocando informações e imagens com outras pessoas, sem deixar que o ciúmes fale mais alto. Mas e quando a outra parte não concorda, ou nem ao menos sabe do que ocorre, o prejuízo para a relação pode ser fatal.


Os desenvolvedores de jogos online estão ligados no crescimento desse mercado, como a Zynga que no fim do mês de junho lançou no Facebook o jogo The Ville, onde personagens podem mater relações sexuais. O jogo é amplo e o sexo é apenas uma parte, mas que já existe. Os personagens não ficam completamente nus, nem bebês são gerados, para não chocar tanto os jogadores e dar a sensação de sexo seguro.

Por fim, podemos observar o desenvolvimento de mais uma forma de sexo. Como todas as outras o importante é fazer com consciência, fugindo dos pudores e respeitando o outro, ou os outros.


Por: Gustavo Rodrigues
De: São Paulo – SP
Email: gu@revistafriday.com.br

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