Arquivo | outubro, 2012

RESENHA: O Jogo do Anjo – Carlos Ruiz Zafón

29 out

Carlos Ruiz Zafón é um escritor barcelonense que atingiu fama mundial com A Sombra do Vento, que foi traduzido para mais de 30 idiomas e vendeu mais de 10 milhões de copias ao redor do mundo. Seu segundo romance adulto, O Jogo do Anjo, foi publicado em 2008 e se tornou um sucesso de vendas atingindo rapidamente a quantia de 1 milhão de exemplares vendidos. A historia da obra se passa alguns anos antes dos acontecimentos de A Sombra do Vento, por isso é possível ver personagens e lugares em comum como Os Sempere e sua livraria, Gustavo Barceló e é claro, O Cemitério de Livros Esquecidos. Além disso, a Barcelona gótica de Zafón é usada mais uma vez como plano de fundo, ainda mais misteriosa.
David Martin tem 28 anos. É escritor e ama os livros mais do que qualquer coisa. Talvez menos do que Cristina, seu grande amor, que acabou por se relacionar com o Pedro Vidal, seu amigo e benfeitor. David também ama escrever e sempre sonhou ver seu nome publicado na capa de um livro, mas vende seu talento barato e acaba por escrever livros com pseudônimo de Ignatius B. Samson. Cínico e amargo, David acaba por escolher viver sozinho em um macabro casarão em ruínas, mas descobre que está muito doente e tem apenas poucos meses de vida. Eis que surge em sua vida, Andreas Corelli, um misterioso editor de livros que oferece uma proposta tentadora a Martin: Muito dinheiro e talvez até mesmo a sua saúde de volta. Mas quem é esse estranho e como ele conseguirá fazer isso?
            O Jogo do Anjo tem um caráter consideravelmente mais obscuro que A Sombra do Vento. Esse lado sombrio é primeiramente visto com o protagonista, David Martín, abandonado pela mãe e vivendo com um pai violento que em meio a sua frustração acabava por impedi-lo de ler os livros que tanto o faziam feliz. Ele viu o pai ser assassinado na sua frente e acabou por trabalhar em um jornal local para sobreviver, o que não o torna, de maneira alguma, inocente como Daniel Sempere. Em segundo lugar, o livro tem um tom muito mais gótico que o primeiro, com muito mais mistério e um toque de sobrenatural. Algo aconteceu aos antigos moradores do casarão onde David agora vive e parece que o mesmo pode acontecer com ele.  Mistérios e suspense. Um livro mais macabro onde existem mais sombras do que se aparenta.
Mas não é só de David que se trata esse livro. Os coadjuvantes também roubam a cena em muitas ocasiões principalmente o senhor Sempere (O avô do Daniel) e Isabela, uma moça geniosa que serve como assistente e confidente de David. Ambos têm um carinho muito grande pelo nosso protagonista apesar dele sempre fingir que não se importa com nada, o que acaba rendendo muitos bons momentos no livro. Alguns engraçados e outros extremamente tocantes. Além disso, há Andreas Corelli que acaba por se tornar uma incógnita, pois nunca sabemos de que lado ele realmente está.
Com um final muito enigmático que permite o leitor tirar suas próprias conclusões (o que chega até a desagradar a muitos) O Jogo do Anjo trata de escritores malditos, livros esquecidos, amor, mistério e principalmente a amizade. Foram os livros que salvaram David quando ele era apenas uma criança e são eles que vão salva-lo agora. Ou pelo menos é nisso que ele acredita.

Título: O Jogo do Anjo (El Juego Del Angel)

Autor: Carlos Ruiz Zafón
Editora: Suma de Letras
Ano da primeira 1ª edição: 2004
Número de páginas: 400 
Recomendação pessoal: Conhecer Barcelona. Tudo bem. Eu nunca estive em Barcelona. Mas Zafón descreve a cidade de uma maneira tão singular e tão mágica que é impossível não ter a vontade de conhecer todos os lugares que ele descreve em seus livros.

Por: Virgínia Fróes
De: Natal – RN
Email: virginia@revistafriday.com.br

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A Noviça Rebelde

26 out
Se alguém que está lendo esse texto e alguma vez fez curso de inglês, com certeza já ouviu a seguinte música: 

“Doe, a deer, a female deer/Ray, a drop of golden sun/Me, a name I call myself/Far, a long long way to run/Sew, a needle pulling thread/La, a note to follow sew/Tea, I drink with jam and bread/That will bring us back to do…oh oh oh”

Se não, então a dica de filme de hoje é pra você:
O filme conta a história de Maria, noviça em uma pequena cidade Austríaca, que não consegue se adaptar às normas rígidas do convento onde vive por possuir um espírito livre e amar a natureza. Por isso, a Madre Superiora decide manda-la para trabalhar na mansão Von Trapp, como babá de sete crianças inquietas que tem um pai nervoso e autoritário, mas que não consegue contê-las.
No início Maria tem muito trabalho, pois as crianças se recusam a ficarem sob os cuidados de uma babá, mas aos poucos, ela vai conquistando o coração e a confiança deles e também do frio Capitão Von Trapp através do poder da música.
A história se passa no final da década de 30, quando o regime nazista de Hitler começava a se disseminar para outros países próximos à Alemanha e é baseado na história real de Maria Von Trapp, ex-noviça.
(A verdadeira família Von Trapp)
O filme é inspirado no famoso musical da Broadway e consegue passar com leveza a história da família Von Trapp, dividida em duas partes: Pré e pós invasão nazista na Áustria. O lado perverso da ideologia de Hitler não consegue interferir de forma negativa na narrativa, tornando, assim, “A Noviça Rebelde”, uma das histórias mais conhecidas do mundo.

Elenco: Julie Andrews, Christopher Plummer, Eleanor Parker, Richard Haydn, Peggy Wood.
Diretor: Robert Wise
Duração: 171 min.
Ano: 1965


Por: Natália Farkatt
De: Natal – RN
Email: natalia@revistafriday.com.br

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Conexão Dublin: Aquecimento Halloween

25 out
Outubro: final de outono, começo de Halloween
Acredito que este final de semana foi o mais esperado por mim – e por outros moradores também… Não só aqui como diversos outros lugares no mundo onde a data é comemorada! Dia 31 de Outubro, quarta-feira, é Halloween, mas as festas em Dublin começam cedo… desde sexta-feira.

Assim que cheguei na Irlanda, vinha pensando no Halloween. Afinal, aqui as pessoas realmente comemoram a data vestidos a caráter e assustando quem passar pela frente, seja nas ruas, pubs ou parques. Uma verdadeira festa ao ar livre.

Em termos de aparência para a festa, sempre quis ter uma fantasia do Beetlejuice. Cara, como sou apaixonada pelo filme “Os fantasmas se divertem” de Tim Burton. Acho incrível a história, o diretor, os personagens e a trilha sonora. Enfim, sai como louca atrás desta fantasia e só achei em um site irlandês. Comprei em um sábado  e a entrega foi na terça. Até ai, tudo perfeito… até eu provar o vestido e ver que uso o tamanho “small” – pequeno – e não o “medium” em Dublin. Não troquei a roupa para não dar muita dor de cabeça, mas estou pensando seriamente em dar umas apertadinhas nele… 😡
Vestido com gravatinha e peruca do Beetlejuice
No pub que trabalho também terá festa durante todo o final de semana até o dia 31. E, para descontrair,  terei que trabalhar fantasiada apenas no sábado. Como esta fantasia do Beetlejuice é apenas para o último dia do mês – tipo uso exclusivo, saca? – hoje fui atrás de outra fantasia barata e bacana. Acabei comprando uma de pirata, vestido nem tão curto nem tão longo, com tapa olho e bandana. Para incrementar, comprei uma lente de contato verde bem falsa com duração de um mês. 

Vamos comemorar o Halloween no The Barge?  ;]
Para dar o toque final, resolvi mudar meu esmalte também. Não sou nenhuma expert em unhas artísticas, mas imaginei um laranja abóbora com preto. Queria muito diferenciar pois além de cuidar da limpeza do pub, também sirvo bebidas e retiro pratos da mesa. O resultado da unha não ficou do jeito que queria, mas melhor que o esperado. Dá uma olhada ai:

Quebra um galho, vai!
Bom, próxima quinta-feira colocarei fotos de como foi minha noite tanto no pub quanto na quarta-feira, aonde eu realmente espero não trabalhar e curtir o dia também!

Ahhh, esqueci de contar! Esta segunda-feira será feriado! Então já viu como terei MUITA coisa boa pra contar! 

😉



Por: Mariana Perez

De: Dublin – Ireland
Email: mariana@revistafriday.com.br

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MEGALUCE

24 out

Formada pela dupla apaixonada por música Guilherme Duarte (guitarra e vocal) e Vitor Xavier (guitarra solo, baixos e voz), a Megaluce é de Lajes, em Santa Catarina. Tem influências de diversos estilos, mas tem como principal o rock. E sim, eles são uma dupla que se tratam mesmo como uma banda, simplesmente porque estão unidos pelo mesmo ideal: a música.
Quando perguntei a eles como é a recepção do público por serem uma dupla e tudo mais, eles disseram que – “A Megaluce  é cada pessoa que curte as nossas musicas, as melodias, a mensagem. Pode-se dizer que a nossa ‘inovação’ foi algo um pouco forçado devido a liquidez da cena de rock de verdade lageana, é dificil achar musicos que topem viver esse sonho. A gente tinha vontade de gravar músicas que dizem o que a gente pensa e cansou de esperar que uma banda se consolidasse para isso. Resolvemos nós mesmos gravar tudo em estúdio, agora a gente começa a ensaiar um show novo já com bateria e baixo”.
Eles infelizmente tem um grande problema com equipamentos, lugares para gravar e se apresentar lá em Santa Catarina devido a uma divulgação e expansão pequena de cenas independentes no estado, mas ainda assim não desistem. “É matar um leão todo dia, é sair atrás de lugares para ensaiar, equipamento, casas de show… isso é muito fraco aqui, tanto que eu não poderia citar uma grande banda lageana nos ultimos anos, são só pessoas que tem seus empregos e tocam numa garagem nos fins de semana” – diz Guilherme, e ainda completa – “A gente quer muito mudar isso, viver esse sonho, e dividir ele com cada pessoa. Porque acreditamos sinceramente que o dia sempre nasce outra vez sobre todos nós, assim como diz nossa musica de trabalho”.
É bonito de ver a vontade que os meninos teem de levar esse sonho pra frente. Em agosto saiu o primeiro EP deles, já disponível para DOWNLOAD.
A diferença deles é que, hoje em dia, muitas pessoas tem vontade de fazer música, muita gente quer fazer música. Mas eles não só querem como fazem isso na pratica. Afinal, ficar sentado em casa esperando a chance bater na porta é meio vago, né? Parabéns meninos e muito boa sorte!



CONHEÇA A MEGALUCE

SOUNDCLOUD
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Por: Mayara Munhós
De: São Bernardo do Campo – SP
Email: may.munhos@gmail.com

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Toast

19 out
Nesta segunda-feira (16) foi comemorado o dia mundial da alimentação. E, bom, quem não gosta de uma comidinha gostosa, né? Pensando nisso, resolvi trazer um filme que trata exatamente sobre comida: Toast.

Nigel (Oscar Kennedy) é um menino de nove anos que nunca comeu nada além de comidas enlatadas e torradas (daí o nome do filme). Como sua mãe (Victoria Hamilton) não sabia cozinhar, o menino tomou gosto e fascínio por alimentos que fossem feitos de vegetais, frutas, queijos e carnes frescos. Então, ao invés de colecionar álbuns de figurinhas como qualquer garoto normal, ele possuía vários livros de receitas e se divertia imaginando como seria fazer e comer todos aqueles quitutes.

Porém, como nenhuma história é completamente feliz, a mãe de Nigel morre e seu pai (Ken Stott) contrata Ms. Potter (Helena Bonham Carter) a qual, além de cuidar da casa, é uma cozinheira de mão cheia e conquista o coração (e o estômago) do viúvo. Apesar de estar se alimentando como sempre sonhou, Nigel não é bem tratado pela madrasta e se vê cada vez mais distante do pai.

Alguns anos mais tarde, ele (agora interpretado por Freddie Highmore) encontra seu porto seguro nas aulas de economia doméstica da escola, contudo, Ms Potter não entrega o seu reinado na cozinha tão fácil e começa uma batalha gastronômica dentro de casa. Frustrado, Nigel começa a trabalhar na cozinha do pub local, o que abre seus olhos para novas oportunidades e possibilidades.

O longa é baseado na biografia de Nigel Slater, famoso chef britânico. É um filme sensível e ao mesmo tempo divertido e atiça toda a gula que existe dentro de você. Então, só me resta o conselho de assisti-lo com várias guloseimas ao lado e desejar bom filme! 



Elenco: Freddie Highmore, Helena Bonham Carter, Ken Stott, Victoria Hamilton, Colin Prockter, Oscar Kennedy, Matthew McNulty, Frasier Huckle
Direção: S.J. Clarkson
Duração: 96 minutos
Ano: 2010


Por: Natália Farkatt
De: Natal – RN
Email: natalia@revistafriday.com.br

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Conexão Dublin: Curiosidades – Parte 2

18 out
Ponte Ha’Penny com seus inúmeros cadeados
Opa! Hoje finalizo as curiosidades com a segunda parte, mas nada impede que eu escreva sobre isto mais pra frente. Afinal, cada dia que passa, descubro algo novo e diferente aqui…

E lá vamos nós:

11 – Diferente de São Paulo, cidade onde morava, a vida noturna de Dublin tem hora de encerramento: 03:00 da madrugada. Com exceção de algumas lanchonetes 24 horas, a maioria dos pubs e baladas fecham exatamente às três da matina. Até me acostumar com isso, demorou um pouco… 

12 – Dublin possui várias pontes que ligam o lado norte ao sul, mas destaco a Ha’Penny Bridge. O nome é uma abreviação de “half a penny”, pois era cobrado meio penny para a travessia. À noite, o visual da ponte é maravilhoso e mega romântico. Se olhar com atenção, verá vários cadeados pendurados na Ha’Penny Bridge. Casais que querem selam o amor, escrevem seus nomes nos cadeados e os colocam nesta ponte. 

13 – Não há cobras aqui na Irlanda! Segundo a lenda, o Santo Patrício – ou Saint Patrick – teria expulsado todas elas, conduzindo-as até o topo de uma colina e fazendo-as cair no mar. A verdade é que, como a Irlanda é uma ilha, as cobras nunca chegaram aqui. Para vê-las, só se for no zoológico ou coleção particular.

14 – O contato com a natureza é constante. Basta ir ao parque e dar de cara com esta criatura lindíssima e fofa chamada esquilo. Poxa, como são bonitinhos pessoalmente. Além dos esquilos, é comum encontrar raposa atravessando a rua aqui em Dublin – em uma dessas madrugadas voltando do pub, quase morri de tanto susto quando vi uma delas correndo para o outro lado da rua. 

Coisinha mais fofinha *–*
15 – A Irlanda possui dois idiomas oficiais: o inglês e o gaélico – ou irish. Apesar de ser difícil encontrar alguém conversando em gaélico, os irlandeses aprendem o idioma desde crianças, na escola. 

16 – Beber álcool na rua? Nem pensar! Se a polícia te pegar com um gorozinho aqui, pode dar uma encrenca das feias, até ser preso. Mesmo assim, ainda vejo alguns corajosos bebendo cerveja nos parques ou nas ruas.

17 – Conheça o momumento Spire, localizado na O’Connell Street. O Spire – ou Spike, como alguns chamam – tem o formato de uma agulha e tem 120 metros de altura. Como está localizado bem no centro da cidade, o monumento vira um ótimo ponto de referência.

Spire visto da base para a ponta
18 – Aqui os mercados não tem sacolinhas plásticas gratuitas. Ou o pessoal traz alguma bag ecológica ou compra sacolas nos mercados. Cansei de ir para casa com leite, sucrilhos e até papel higiênico na mão. Isso é normal para eles!

19 – A Sexta-feira santa- chamada de Good Friday – é o único dia do ano em que não se pode vender bebida alcoólica no país. Como trabalho em um pub, menos um dia sem work =/


20 – Há uma joia típica irlandesa, um anel chamado Claddagh. As mãos indicam amizade, o coração simboliza o amor e a coroa representa a lealdade. Geralmente é usado como anel de casamento, mas também é possível achar o símbolo em brincos, pulseiras e colares.


O lindo anel Claddagh


E ai, o que achou da Irlanda? Consegui matar um pouco da curiosidade? 😉

Por: Mariana Perez
De: Dublin – Ireland
Email: mariana@revistafriday.com.br

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Os Homens São de Marte… E É Pra Lá Que Eu Vou!

17 out

            Olá lindos e lindas da Friday! Hoje eu vou falar sobre uma peça que vale muito a pena assistir. Essa vai para todas as mulheres que tem problemas com relacionamentos, que curtem comédias, que querem aprender um pouco mais, que pretendem se divertir bastante ou que reúnam todas as características. E é claro, homens também são permitidos na plateia, afinal, vocês vão acabar aprendendo um pouquinho mais sobre o universo feminino. A peça em questão é Os Homens São de Marte… E É Pra Lá Que Eu Vou!

“Eu fiquei ali, agarrada na grade, tentando fazer xixi enquanto os mosquitos me comiam viva. Mas tudo bem, vamos praticar o desapego!”


            Mônica Martelli escreveu e atua SO-ZI-NHA nessa peça e, acredite, ela faz tudo isso impecavelmente. A peça trata de um grande dilema feminino: encontrar o grande amor. Claro que nem todas as mulheres vivem por isso, mas no caso da protagonista, Fernanda, isso é quase que seu motivo para respirar. Há a crítica de certos valores e comportamentos da sociedade, mas ela é mostrada de um jeito leve e cômico.
            Fernanda é uma mulher moderna, independente e bem sucedida e tem dificuldade em encontrar um homem que saiba compartilhar dessa liberdade. Ela tem 35 anos, é jornalista formada e trabalha organizando festas de casamento. Para ela, a vida sem amor é em preto e branco. A história começa dentro do consultório de sua psicóloga, a Bete. Lá Fernanda conta todas as suas histórias e, assim, conhecemos os amores da Fê. Ela também sofre de ansiedade e isso faz com que ela ganhe um ar neurótico e muitas vezes até mesmo psicótico. 

            Ao longo da montagem, Fernanda chega a conhecer melhor um político, um rico playboy, um alternativo do Sul da Bahia e um gay. Uma das coisas mais legais da peça é que Mônica não sai do palco nenhuma vez! Ela usa um vestido que pode ser usado de várias formas e as mudanças temporais são feitas assim, mudando o vestido. Não é genial? Para que ela mude o vestido, há uma sutil mudança de luz, permanecendo somente as luzes de fundo acesas e, assim, podemos ver só a sombra da atriz.

            No site da atriz, podemos encontrar a descrição da peça. “Na verdade, a busca pelo amor pode ser uma oportunidade de aprendizado, mas para quem está solteiro não é assim, é castigo. Quem está solteiro quer encontrar um amor e ponto final, só não sabe como.

            De uma forma muito divertida, mas também emocionante e com um final surpreendente [assino embaixo, surpreende mesmo!], a peça fala do amor e da falta dele. Tudo isso com um tipo de humor que as mulheres são capazes de fazer muito bem: rir das suas próprias desgraças.”

            Como de costume, vou deixar aqui um vídeo relacionado à peça! Mas esse vale muito a pena ver, porque aí sim vocês vão ter ideia do que eu tô falando! 😀

            

Por: Ana Paula Cadamuro
De: São Paulo – SP
Email: anapaula@revistafriday.com.br

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