Arquivo | outubro, 2012

RESENHA: O Jogo do Anjo – Carlos Ruiz Zafón

29 out

Carlos Ruiz Zafón é um escritor barcelonense que atingiu fama mundial com A Sombra do Vento, que foi traduzido para mais de 30 idiomas e vendeu mais de 10 milhões de copias ao redor do mundo. Seu segundo romance adulto, O Jogo do Anjo, foi publicado em 2008 e se tornou um sucesso de vendas atingindo rapidamente a quantia de 1 milhão de exemplares vendidos. A historia da obra se passa alguns anos antes dos acontecimentos de A Sombra do Vento, por isso é possível ver personagens e lugares em comum como Os Sempere e sua livraria, Gustavo Barceló e é claro, O Cemitério de Livros Esquecidos. Além disso, a Barcelona gótica de Zafón é usada mais uma vez como plano de fundo, ainda mais misteriosa.
David Martin tem 28 anos. É escritor e ama os livros mais do que qualquer coisa. Talvez menos do que Cristina, seu grande amor, que acabou por se relacionar com o Pedro Vidal, seu amigo e benfeitor. David também ama escrever e sempre sonhou ver seu nome publicado na capa de um livro, mas vende seu talento barato e acaba por escrever livros com pseudônimo de Ignatius B. Samson. Cínico e amargo, David acaba por escolher viver sozinho em um macabro casarão em ruínas, mas descobre que está muito doente e tem apenas poucos meses de vida. Eis que surge em sua vida, Andreas Corelli, um misterioso editor de livros que oferece uma proposta tentadora a Martin: Muito dinheiro e talvez até mesmo a sua saúde de volta. Mas quem é esse estranho e como ele conseguirá fazer isso?
            O Jogo do Anjo tem um caráter consideravelmente mais obscuro que A Sombra do Vento. Esse lado sombrio é primeiramente visto com o protagonista, David Martín, abandonado pela mãe e vivendo com um pai violento que em meio a sua frustração acabava por impedi-lo de ler os livros que tanto o faziam feliz. Ele viu o pai ser assassinado na sua frente e acabou por trabalhar em um jornal local para sobreviver, o que não o torna, de maneira alguma, inocente como Daniel Sempere. Em segundo lugar, o livro tem um tom muito mais gótico que o primeiro, com muito mais mistério e um toque de sobrenatural. Algo aconteceu aos antigos moradores do casarão onde David agora vive e parece que o mesmo pode acontecer com ele.  Mistérios e suspense. Um livro mais macabro onde existem mais sombras do que se aparenta.
Mas não é só de David que se trata esse livro. Os coadjuvantes também roubam a cena em muitas ocasiões principalmente o senhor Sempere (O avô do Daniel) e Isabela, uma moça geniosa que serve como assistente e confidente de David. Ambos têm um carinho muito grande pelo nosso protagonista apesar dele sempre fingir que não se importa com nada, o que acaba rendendo muitos bons momentos no livro. Alguns engraçados e outros extremamente tocantes. Além disso, há Andreas Corelli que acaba por se tornar uma incógnita, pois nunca sabemos de que lado ele realmente está.
Com um final muito enigmático que permite o leitor tirar suas próprias conclusões (o que chega até a desagradar a muitos) O Jogo do Anjo trata de escritores malditos, livros esquecidos, amor, mistério e principalmente a amizade. Foram os livros que salvaram David quando ele era apenas uma criança e são eles que vão salva-lo agora. Ou pelo menos é nisso que ele acredita.

Título: O Jogo do Anjo (El Juego Del Angel)

Autor: Carlos Ruiz Zafón
Editora: Suma de Letras
Ano da primeira 1ª edição: 2004
Número de páginas: 400 
Recomendação pessoal: Conhecer Barcelona. Tudo bem. Eu nunca estive em Barcelona. Mas Zafón descreve a cidade de uma maneira tão singular e tão mágica que é impossível não ter a vontade de conhecer todos os lugares que ele descreve em seus livros.

Por: Virgínia Fróes
De: Natal – RN
Email: virginia@revistafriday.com.br

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A Noviça Rebelde

26 out
Se alguém que está lendo esse texto e alguma vez fez curso de inglês, com certeza já ouviu a seguinte música: 

“Doe, a deer, a female deer/Ray, a drop of golden sun/Me, a name I call myself/Far, a long long way to run/Sew, a needle pulling thread/La, a note to follow sew/Tea, I drink with jam and bread/That will bring us back to do…oh oh oh”

Se não, então a dica de filme de hoje é pra você:
O filme conta a história de Maria, noviça em uma pequena cidade Austríaca, que não consegue se adaptar às normas rígidas do convento onde vive por possuir um espírito livre e amar a natureza. Por isso, a Madre Superiora decide manda-la para trabalhar na mansão Von Trapp, como babá de sete crianças inquietas que tem um pai nervoso e autoritário, mas que não consegue contê-las.
No início Maria tem muito trabalho, pois as crianças se recusam a ficarem sob os cuidados de uma babá, mas aos poucos, ela vai conquistando o coração e a confiança deles e também do frio Capitão Von Trapp através do poder da música.
A história se passa no final da década de 30, quando o regime nazista de Hitler começava a se disseminar para outros países próximos à Alemanha e é baseado na história real de Maria Von Trapp, ex-noviça.
(A verdadeira família Von Trapp)
O filme é inspirado no famoso musical da Broadway e consegue passar com leveza a história da família Von Trapp, dividida em duas partes: Pré e pós invasão nazista na Áustria. O lado perverso da ideologia de Hitler não consegue interferir de forma negativa na narrativa, tornando, assim, “A Noviça Rebelde”, uma das histórias mais conhecidas do mundo.

Elenco: Julie Andrews, Christopher Plummer, Eleanor Parker, Richard Haydn, Peggy Wood.
Diretor: Robert Wise
Duração: 171 min.
Ano: 1965


Por: Natália Farkatt
De: Natal – RN
Email: natalia@revistafriday.com.br

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Conexão Dublin: Aquecimento Halloween

25 out
Outubro: final de outono, começo de Halloween
Acredito que este final de semana foi o mais esperado por mim – e por outros moradores também… Não só aqui como diversos outros lugares no mundo onde a data é comemorada! Dia 31 de Outubro, quarta-feira, é Halloween, mas as festas em Dublin começam cedo… desde sexta-feira.

Assim que cheguei na Irlanda, vinha pensando no Halloween. Afinal, aqui as pessoas realmente comemoram a data vestidos a caráter e assustando quem passar pela frente, seja nas ruas, pubs ou parques. Uma verdadeira festa ao ar livre.

Em termos de aparência para a festa, sempre quis ter uma fantasia do Beetlejuice. Cara, como sou apaixonada pelo filme “Os fantasmas se divertem” de Tim Burton. Acho incrível a história, o diretor, os personagens e a trilha sonora. Enfim, sai como louca atrás desta fantasia e só achei em um site irlandês. Comprei em um sábado  e a entrega foi na terça. Até ai, tudo perfeito… até eu provar o vestido e ver que uso o tamanho “small” – pequeno – e não o “medium” em Dublin. Não troquei a roupa para não dar muita dor de cabeça, mas estou pensando seriamente em dar umas apertadinhas nele… 😡
Vestido com gravatinha e peruca do Beetlejuice
No pub que trabalho também terá festa durante todo o final de semana até o dia 31. E, para descontrair,  terei que trabalhar fantasiada apenas no sábado. Como esta fantasia do Beetlejuice é apenas para o último dia do mês – tipo uso exclusivo, saca? – hoje fui atrás de outra fantasia barata e bacana. Acabei comprando uma de pirata, vestido nem tão curto nem tão longo, com tapa olho e bandana. Para incrementar, comprei uma lente de contato verde bem falsa com duração de um mês. 

Vamos comemorar o Halloween no The Barge?  ;]
Para dar o toque final, resolvi mudar meu esmalte também. Não sou nenhuma expert em unhas artísticas, mas imaginei um laranja abóbora com preto. Queria muito diferenciar pois além de cuidar da limpeza do pub, também sirvo bebidas e retiro pratos da mesa. O resultado da unha não ficou do jeito que queria, mas melhor que o esperado. Dá uma olhada ai:

Quebra um galho, vai!
Bom, próxima quinta-feira colocarei fotos de como foi minha noite tanto no pub quanto na quarta-feira, aonde eu realmente espero não trabalhar e curtir o dia também!

Ahhh, esqueci de contar! Esta segunda-feira será feriado! Então já viu como terei MUITA coisa boa pra contar! 

😉



Por: Mariana Perez

De: Dublin – Ireland
Email: mariana@revistafriday.com.br

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MEGALUCE

24 out

Formada pela dupla apaixonada por música Guilherme Duarte (guitarra e vocal) e Vitor Xavier (guitarra solo, baixos e voz), a Megaluce é de Lajes, em Santa Catarina. Tem influências de diversos estilos, mas tem como principal o rock. E sim, eles são uma dupla que se tratam mesmo como uma banda, simplesmente porque estão unidos pelo mesmo ideal: a música.
Quando perguntei a eles como é a recepção do público por serem uma dupla e tudo mais, eles disseram que – “A Megaluce  é cada pessoa que curte as nossas musicas, as melodias, a mensagem. Pode-se dizer que a nossa ‘inovação’ foi algo um pouco forçado devido a liquidez da cena de rock de verdade lageana, é dificil achar musicos que topem viver esse sonho. A gente tinha vontade de gravar músicas que dizem o que a gente pensa e cansou de esperar que uma banda se consolidasse para isso. Resolvemos nós mesmos gravar tudo em estúdio, agora a gente começa a ensaiar um show novo já com bateria e baixo”.
Eles infelizmente tem um grande problema com equipamentos, lugares para gravar e se apresentar lá em Santa Catarina devido a uma divulgação e expansão pequena de cenas independentes no estado, mas ainda assim não desistem. “É matar um leão todo dia, é sair atrás de lugares para ensaiar, equipamento, casas de show… isso é muito fraco aqui, tanto que eu não poderia citar uma grande banda lageana nos ultimos anos, são só pessoas que tem seus empregos e tocam numa garagem nos fins de semana” – diz Guilherme, e ainda completa – “A gente quer muito mudar isso, viver esse sonho, e dividir ele com cada pessoa. Porque acreditamos sinceramente que o dia sempre nasce outra vez sobre todos nós, assim como diz nossa musica de trabalho”.
É bonito de ver a vontade que os meninos teem de levar esse sonho pra frente. Em agosto saiu o primeiro EP deles, já disponível para DOWNLOAD.
A diferença deles é que, hoje em dia, muitas pessoas tem vontade de fazer música, muita gente quer fazer música. Mas eles não só querem como fazem isso na pratica. Afinal, ficar sentado em casa esperando a chance bater na porta é meio vago, né? Parabéns meninos e muito boa sorte!



CONHEÇA A MEGALUCE

SOUNDCLOUD
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Por: Mayara Munhós
De: São Bernardo do Campo – SP
Email: may.munhos@gmail.com

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Toast

19 out
Nesta segunda-feira (16) foi comemorado o dia mundial da alimentação. E, bom, quem não gosta de uma comidinha gostosa, né? Pensando nisso, resolvi trazer um filme que trata exatamente sobre comida: Toast.

Nigel (Oscar Kennedy) é um menino de nove anos que nunca comeu nada além de comidas enlatadas e torradas (daí o nome do filme). Como sua mãe (Victoria Hamilton) não sabia cozinhar, o menino tomou gosto e fascínio por alimentos que fossem feitos de vegetais, frutas, queijos e carnes frescos. Então, ao invés de colecionar álbuns de figurinhas como qualquer garoto normal, ele possuía vários livros de receitas e se divertia imaginando como seria fazer e comer todos aqueles quitutes.

Porém, como nenhuma história é completamente feliz, a mãe de Nigel morre e seu pai (Ken Stott) contrata Ms. Potter (Helena Bonham Carter) a qual, além de cuidar da casa, é uma cozinheira de mão cheia e conquista o coração (e o estômago) do viúvo. Apesar de estar se alimentando como sempre sonhou, Nigel não é bem tratado pela madrasta e se vê cada vez mais distante do pai.

Alguns anos mais tarde, ele (agora interpretado por Freddie Highmore) encontra seu porto seguro nas aulas de economia doméstica da escola, contudo, Ms Potter não entrega o seu reinado na cozinha tão fácil e começa uma batalha gastronômica dentro de casa. Frustrado, Nigel começa a trabalhar na cozinha do pub local, o que abre seus olhos para novas oportunidades e possibilidades.

O longa é baseado na biografia de Nigel Slater, famoso chef britânico. É um filme sensível e ao mesmo tempo divertido e atiça toda a gula que existe dentro de você. Então, só me resta o conselho de assisti-lo com várias guloseimas ao lado e desejar bom filme! 



Elenco: Freddie Highmore, Helena Bonham Carter, Ken Stott, Victoria Hamilton, Colin Prockter, Oscar Kennedy, Matthew McNulty, Frasier Huckle
Direção: S.J. Clarkson
Duração: 96 minutos
Ano: 2010


Por: Natália Farkatt
De: Natal – RN
Email: natalia@revistafriday.com.br

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Conexão Dublin: Curiosidades – Parte 2

18 out
Ponte Ha’Penny com seus inúmeros cadeados
Opa! Hoje finalizo as curiosidades com a segunda parte, mas nada impede que eu escreva sobre isto mais pra frente. Afinal, cada dia que passa, descubro algo novo e diferente aqui…

E lá vamos nós:

11 – Diferente de São Paulo, cidade onde morava, a vida noturna de Dublin tem hora de encerramento: 03:00 da madrugada. Com exceção de algumas lanchonetes 24 horas, a maioria dos pubs e baladas fecham exatamente às três da matina. Até me acostumar com isso, demorou um pouco… 

12 – Dublin possui várias pontes que ligam o lado norte ao sul, mas destaco a Ha’Penny Bridge. O nome é uma abreviação de “half a penny”, pois era cobrado meio penny para a travessia. À noite, o visual da ponte é maravilhoso e mega romântico. Se olhar com atenção, verá vários cadeados pendurados na Ha’Penny Bridge. Casais que querem selam o amor, escrevem seus nomes nos cadeados e os colocam nesta ponte. 

13 – Não há cobras aqui na Irlanda! Segundo a lenda, o Santo Patrício – ou Saint Patrick – teria expulsado todas elas, conduzindo-as até o topo de uma colina e fazendo-as cair no mar. A verdade é que, como a Irlanda é uma ilha, as cobras nunca chegaram aqui. Para vê-las, só se for no zoológico ou coleção particular.

14 – O contato com a natureza é constante. Basta ir ao parque e dar de cara com esta criatura lindíssima e fofa chamada esquilo. Poxa, como são bonitinhos pessoalmente. Além dos esquilos, é comum encontrar raposa atravessando a rua aqui em Dublin – em uma dessas madrugadas voltando do pub, quase morri de tanto susto quando vi uma delas correndo para o outro lado da rua. 

Coisinha mais fofinha *–*
15 – A Irlanda possui dois idiomas oficiais: o inglês e o gaélico – ou irish. Apesar de ser difícil encontrar alguém conversando em gaélico, os irlandeses aprendem o idioma desde crianças, na escola. 

16 – Beber álcool na rua? Nem pensar! Se a polícia te pegar com um gorozinho aqui, pode dar uma encrenca das feias, até ser preso. Mesmo assim, ainda vejo alguns corajosos bebendo cerveja nos parques ou nas ruas.

17 – Conheça o momumento Spire, localizado na O’Connell Street. O Spire – ou Spike, como alguns chamam – tem o formato de uma agulha e tem 120 metros de altura. Como está localizado bem no centro da cidade, o monumento vira um ótimo ponto de referência.

Spire visto da base para a ponta
18 – Aqui os mercados não tem sacolinhas plásticas gratuitas. Ou o pessoal traz alguma bag ecológica ou compra sacolas nos mercados. Cansei de ir para casa com leite, sucrilhos e até papel higiênico na mão. Isso é normal para eles!

19 – A Sexta-feira santa- chamada de Good Friday – é o único dia do ano em que não se pode vender bebida alcoólica no país. Como trabalho em um pub, menos um dia sem work =/


20 – Há uma joia típica irlandesa, um anel chamado Claddagh. As mãos indicam amizade, o coração simboliza o amor e a coroa representa a lealdade. Geralmente é usado como anel de casamento, mas também é possível achar o símbolo em brincos, pulseiras e colares.


O lindo anel Claddagh


E ai, o que achou da Irlanda? Consegui matar um pouco da curiosidade? 😉

Por: Mariana Perez
De: Dublin – Ireland
Email: mariana@revistafriday.com.br

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Os Homens São de Marte… E É Pra Lá Que Eu Vou!

17 out

            Olá lindos e lindas da Friday! Hoje eu vou falar sobre uma peça que vale muito a pena assistir. Essa vai para todas as mulheres que tem problemas com relacionamentos, que curtem comédias, que querem aprender um pouco mais, que pretendem se divertir bastante ou que reúnam todas as características. E é claro, homens também são permitidos na plateia, afinal, vocês vão acabar aprendendo um pouquinho mais sobre o universo feminino. A peça em questão é Os Homens São de Marte… E É Pra Lá Que Eu Vou!

“Eu fiquei ali, agarrada na grade, tentando fazer xixi enquanto os mosquitos me comiam viva. Mas tudo bem, vamos praticar o desapego!”


            Mônica Martelli escreveu e atua SO-ZI-NHA nessa peça e, acredite, ela faz tudo isso impecavelmente. A peça trata de um grande dilema feminino: encontrar o grande amor. Claro que nem todas as mulheres vivem por isso, mas no caso da protagonista, Fernanda, isso é quase que seu motivo para respirar. Há a crítica de certos valores e comportamentos da sociedade, mas ela é mostrada de um jeito leve e cômico.
            Fernanda é uma mulher moderna, independente e bem sucedida e tem dificuldade em encontrar um homem que saiba compartilhar dessa liberdade. Ela tem 35 anos, é jornalista formada e trabalha organizando festas de casamento. Para ela, a vida sem amor é em preto e branco. A história começa dentro do consultório de sua psicóloga, a Bete. Lá Fernanda conta todas as suas histórias e, assim, conhecemos os amores da Fê. Ela também sofre de ansiedade e isso faz com que ela ganhe um ar neurótico e muitas vezes até mesmo psicótico. 

            Ao longo da montagem, Fernanda chega a conhecer melhor um político, um rico playboy, um alternativo do Sul da Bahia e um gay. Uma das coisas mais legais da peça é que Mônica não sai do palco nenhuma vez! Ela usa um vestido que pode ser usado de várias formas e as mudanças temporais são feitas assim, mudando o vestido. Não é genial? Para que ela mude o vestido, há uma sutil mudança de luz, permanecendo somente as luzes de fundo acesas e, assim, podemos ver só a sombra da atriz.

            No site da atriz, podemos encontrar a descrição da peça. “Na verdade, a busca pelo amor pode ser uma oportunidade de aprendizado, mas para quem está solteiro não é assim, é castigo. Quem está solteiro quer encontrar um amor e ponto final, só não sabe como.

            De uma forma muito divertida, mas também emocionante e com um final surpreendente [assino embaixo, surpreende mesmo!], a peça fala do amor e da falta dele. Tudo isso com um tipo de humor que as mulheres são capazes de fazer muito bem: rir das suas próprias desgraças.”

            Como de costume, vou deixar aqui um vídeo relacionado à peça! Mas esse vale muito a pena ver, porque aí sim vocês vão ter ideia do que eu tô falando! 😀

            

Por: Ana Paula Cadamuro
De: São Paulo – SP
Email: anapaula@revistafriday.com.br

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iFriday – Pégaso, ajuda o seu cavaleiro! Gelo, Dragão e os guerreiros!

15 out
Eae galera como é que estão vocês?! Como todos bem sabem na última sexta-feira foi comemorado o dia das crianças e claro que a  Revista FRIDAY num ia deixar essa data passar em branco. Então eu escolhi algumas aberturas de anime que fizeram parte da minha infância (que fique bem claro que isso não faz tanto tempo assim… ahuahauhau) e que com certeza muitos de vocês já devem ter acompanhado.

Talvez muitos de vocês nem devam conhecer esse anime, mas eu gostei de Power Stone, principalmente pela sua abertura que eu achava incrível. Foi transmitido pela TV Globinho no início dos anos 2000 e contava a história de pessoas que ganhavam poderes usando pedras especiais.


Também exibido no início dos anos 2000 pela TV Globinho, Shinzo conta a história de uma jovem que é a última humana e que tem como objetivo encontrar outros possíveis sobreviventes que vivem em um refúgio.


Originalmente lançado como um video-game, o anime conta a história de Genki, que é um garoto viciados em games e que um dia acaba parando em um desses jogos onde se junta a Holly e um grupo de monstros para enfrentar o maligno vilão Moo.


Eu sei que vocês vão dizer que Sailor Moon é um desenho de menininhas, mas como um fissurado na extinta Rede Manchete eu não perdia nenhum anime que eles lançavam. O anime conta a história de Serena e das outras sailors que usam os poderes dos planetas para proteger a Terra da ameaça de perigosos monstros.


Mais um desenho com foco nas garotas, mas que acabou fazendo sucesso com todas as crianças quando foi lançado aqui no Brasil, Sakura Card Captors, conta a história de uma jovem que por acidente liberta cartas mágicas de um livro e acaba sendo obrigada a sair a procura de todas elas.


Vamos voltar um pouco no tempo e deixar pra trás, os animes de “meninas”. Agora quem aparece por aqui é o Fly, um anime que originalmente era um mangá baseado em jogos de RPG. A história do anime gira em torno de Fly, um garoto que tem o sonho de se tornar um herói.


Confesso que a minha primeira impressão sobre Bucky não foi das melhores, porque eu achei muito bizarro ele usando uma bola cor-de-rosa com braços e pernas e que pode explodir coisas abrindo as mãos, mas depois de acompanhar a história acabei me tornando um grande fã do anime, que foi exibido no inicio dos anos 2000 pela Rede Bandeirantes.


Medabots também chegou ao Brasil no início dos anos 2000, e tem como principal enredo a batalha de robõs com inteligência artificial que são controlados por humanos. Foi exibido pela TV Globinho.


Talvez seja um dos animes que mais fez sucesso por aqui quando chegou ao Brasil através da Rede Manchete no final dos anos 90. O anime conta a história de Yusuke Urameshi que ressuscitou após morrer por engano e recebeu do Mundo Espiritual a missão de proteger os humanos dos ataques dos mais variados tipos de demônios.


Samurai Warriors foi um anime produzido pela Sunrise no final dos anos 80 e que foi trazido ao Brasil pela Rede Manchete. O anime conta a história de cinco samurais que lutam contra Scorpio, um guerreiro milenar que lidera a força das trevas. Por aqui acabou não tendo grande sucesso.


Shurato é mais um anime que foi originalmente lançado em mangá. Ele conta a história de Shurato Hidaka, que foi transportado para uma dimensão paralela chamada Mundo Celestial com seu melhor amigo Gai Kuroki. Lá ele descobre que é a reencarnação de um deus budista e ajuda o povo divino de Deva a combater o povo divino de Asra, liderado pela deusa Shiva.


Inspirado nos pequenos Tamagochi, Digimon foi criado em 1997 e conta a história de crianças que foram escolhidas para lutarem ao lado de seus parceiros digimon contra os inimigos que querem dominar o digimundo. Atualmente, está em sua sétima temporada no Japão e aqui no Brasil sua abertura foi interpretada pela cantora/apresentadora Angélica.


Pokémon conta a história de Ash, um jovem que tem o sonho de se tornar o maior treinador de Pokémon do mundo ao lado do seu companheiro Pikachu. Atualmente está em sua 15ª temporada sendo exibida no Japão e já conta com mais de 700 episódios exibidos ao longo desses 16 anos de existência.


Honestamente, a série Dragon Ball (Dragon Ball, Dragon Ball Z, Dragon Ball GT) não é uma das minhas favoritas, mas é inegável o sucesso que o anime fez, e faz até hoje aqui em solo tupiniquim. Lançado como mangá nos anos 80, conta a história de Goku, um menino que mora em um lugar isolado e que tem rabo de macaco. Mais tarde descobre-se que ele foi enviado a Terra para matar os humanos, mas diferente do que todos esperavam ele acabou se tornando um grande protetor do planeta contra invasores alienígenas.


Quem me conhece bem sabe que Cavaleiros do Zodíaco é o meu anime favorito. Também foi adaptado do mangá e foi um dos primeiros animes a ser exibido aqui no Brasil através da Rede Manchete. Originalmente chamado de Saint Seiya, conta a história de guerreiros que usam armaduras baseadas nas constelações para proteger Saori Kido, que é a reencarnação da deusa Atena nessa era. A franquia lucrou muito com bonecos, álbuns de figurinha e tantos outros produtos, além de despertar o interesse nas crianças em saber quem era o dono da voz do Seiya, do Shiryu e dos demais personagens. Falei demais, né?! Fiquem então com a segunda abertura brasileira fechando o iFriday de hoje.


Por: Renan Amorim
De: Diadema-SP
Email: renan@revistafriday.com.br

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Agora e Sempre

12 out
Todo mundo tem um filme que marcou a sua infância. Principalmente para aqueles que foram crianças na década de 90, é comum que sejam filmes animados da Disney. Porém, como falar de algum desses filmes não ia ser nenhuma surpresa, resolvi (após assistir pela trilionésima vez) trazer pra vocês outra história que fez parte das minhas tardes em frente à televisão assistindo Sessão da Tarde.

“Agora e sempre” conta a história de quatro amigas: Chrissy, Roberta, Tina e Samantha que, aos 30 anos, se reunem no chá de bebê de Chrissy e relembram o verão de 1970, o qual foi cheio de aventuras e descobertas sobre a vida e sobre o que é crescer.

Roberta (Christina Ricci/ Rose O’Donell) perdeu a mãe aos quatro anos e desde então vive com o pai e dois irmãos mais velhos, o que fez com que ela se tornasse a mais realista superprotetora do grupo, sem nunca levar desaforo para casa.

Samantha (Gaby Hoffmann/Demi Moore) é apaixonada por ficção científica e não consegue lidar bem com o fato de seus pais brigarem muito e terem se divorciado, fato que ainda era motivo de fofocas entre os vizinhos. Com muito interesse pelo sobrenatural, sempre tentava invocar espíritos junto com as amigas no cemitério da cidade.

Chrissy (Ashleigh Aston Moore/ Rita Wilson) é a bobinha do grupo. Criada por uma mãe cheia de tabus, é super vaidosa e cheia de frescuras e a sua maior ambição na vida é casar com um médico rico e ter vários filhos.

Tina (Thora Birch/Melanie Griffith), filha de mais da alta sociedade, é filha única e sempre foi muito sozinha. Sonha em ser uma grande atriz de Cinema e tenta parecer a mais velha e mais madura do grupo.

O verão de 1970 teria tudo para ser como um outro qualquer em Shelby, Indiana: Três meses sem escola e todas as crianças tentando inventar maneiras de mão morrer de tédio. As protagonistas tinham como meta comprar uma casa na árvore e para isso topavam qualquer trabalho para ganhar alguns dólares.  
Certa noite de lua cheia, Samantha resolve organizar uma sessão espírita no cemitério da cidade. Após uma trovoada, elas pensam que o espírito de um menino de 12 anos chamado “Querido Johnny”, cuja lápide foi quebrada, as persegue, o que as estimula a saber como se deu a sua morte.
No caminho entre as pesquisas sobre as circunstâncias que causaram o falecimento de Jhonny, elas vão descobrir mais sobre o primeiro amor, sobre a transição da infância para a adolescência, tudo isso acompanhado por uma ótima trilha sonora, um enredo leve e atuações fantásticas.

“Agora e sempre” é uma história sobre aprendizados. É o tipo de filme que você assiste em várias fases da vida e que sempre terá um significado novo. Então, junte as amigas, prepare a pipoca e bom filme!

Elenco: Demi Moore, Rosie O’Donnell, Melanie Griffith, Rosie Wilson, Christina Ricci, Thora Birch, Gaby Hoffmann, Ashleigh Aston Moore, Rita Wilson, Janeane Garofalo, Hank Azaria, Devon Sawa e Brendan Fraser.
Direção: Lesli Linka Glatter
Gênero: Comédia/Drama
Ano: 1995


Por: Natália Farkatt
De: Natal-RN
Email: natalia@revistafriday.com.br

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Conexão Dublin: Curiosidades – Parte 1

11 out
Rio Liffey
foto: banco de imagens

Opa!

Hoje venho para falar sobre aquilo que QUASE nos mata! Não, não é a fome e sim a CURIOSIDADE! Desde que cheguei aqui, a ideia de um post sobre os atrativos irlandeses vem dominando minha cabeça. Além de ser mega interessante, também pode ajudar futuros intercambistas. 

Como estou morando aqui a mais de 2 meses, acredito que posso falar bem sobre algumas coisas e outras nem tanto. Na medida do possível, claro. O que vocês tiverem dúvidas, por favor, só deixar um recadinho aqui na página que procuro me informar e explicar melhor para vocês.

1 – Começo falando sobre o fuso horário. A diferença normal é de 3 horas. Porém, quando a Irlanda está no horário de verão – que acaba dia 28 deste mês – a diferença aumenta uma hora. E, quando o Brasil entra no horário de verão, são apenas 2 horas que “distanciam” estes dois países. 

2 – Seguindo esta mesma linha de raciocínio, no verão o sol demora para se por. Cheguei aqui no final de Julho e a noite só escurecia às 23h. Já no inverno, o sol vai embora mais rápido. Me falaram que às 9h o céu fica claro e ás 16h já está tudo escuro. =x

3 – Aqui na Irlanda, os motoristas dirigem do lado direito do automóvel e do lado esquerdo da rua – assim como na Inglaterra. No começo, quase fui atropelada por causa disso – mãe, eu  disse QUASE = isto significa que eu não fui, ok? 😉

4 – Quanto ao meio de transporte, você pode optar pelos ônibus – de dois andares *–*, pelo LUAS – trem elétrico que circula nas ruas de Dublin, trem – que liga a outras cidades da Irlanda ou bikes – aqui o pessoal respeita os ciclistas.

Luas na rua de Dublin
imagem: site Brasileire
5 – Não há conta de água para residências – ebaaa, meu bolso comemora!!! Apenas as empresas pagam pelo fornecimento do recurso, o que não muda o fato de evitar desperdício né!!!

6 – Informação inicialmente besta, mas muito importante para quem gosta de doces: até agora não vi formigas nas casas. É possível deixar bolo em cima do balcão da cozinha que no dia seguinte ele ainda está inteiro!!!

7 – Gaivota aqui em Dublin é igual pomba na Praça da Sé, em São Paulo. Tem todo o lugar!!! As aves até que são bonitinhas, mas fazem um barulho de manhã que tá loco!!! ;p


Pegue o pombo… ou melhor, a gaivota!!! Foto do dia em que conheci o lindo do Colin Farrell
8 – Remédio sem receita? Nem pensar, meu caro!!! Aqui eles são bastante metódicos nesta parte – o que acho completamente certo. Se passou mal, terá que ir ao doctor só para pegar um remedinho básico!

9 – Percebi que muitas mulheres possuem filhos ainda na “flor da idade”, com seus 20 e poucos anos. O governo irlandês paga um benefício para cada pequenino, até ele completar 18 anos. 

10 – Aqui em Dublin não há CEP. A cidade é dividida pelo rio Liffey, ou seja, a parte norte da cidade possui código postal ímpar (exemplo Dublin 3, Dublin 5 e Dublin 1) e a parte sul tem números pares.

Ps: próxima semana, tem a segunda parte com mais curiosidades!!!  Não percam!!!  😉

Por: Mariana Perez
De: Dublin – Irlanda
Email: mariana@revistafriday.com.br

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