Arquivo | dezembro, 2012

Estreia: ”O Impossível” e Caxias do Sul

28 dez
Oi, lindezas, tudo certo?

Cá estou, de férias (merecidas e chuvosas; mais chuvosas do que merecidas…) em Caxias do Sul, e aqui fui assistir ao choroso, triste, molhado em lágrimas e elaborado, ”O Impossível”. Estreou há alguns dias, sim; mas é válido marcar alguns pontos desse longa.


Juan Antonio Bayona é o diretor da trama, e o roteiro é de Sérgio G. Sánchez. O diretor espanhol que, há alguns anos, não trazia às telas sua marca, teve em “O Orfanato” seu último título lançado antes da estreia de “O Impossível”.

Cheguei na sala já com algumas opiniões acerca do filme. Pontos positivos: atores de respeitável bagagem, ser baseado em uma história real, expectativa de efeitos especiais, no mínimo muito bons, para que as ondas pudessem ser reproduzidas, bem como o pós-desastre. E também a torcida para que o filme não fosse desrespeitoso com a família e dramas retratados.

Após 20 minutos de filme, já podia-se ouvir na sala os primeiros choros (meus, admito, não nego. Estava beeeem mulherzinha mesmo.). Tais ~snifs~ duraram todo o filme. Sem mentira. Espalhou-se e permaneceu por toda a sala durante o tempo em que o drama nos era apresentado.

A história inicia com a viagem do casal Maria (Naomi Watts) e Henry (Ewan McGregor), com seus 3 filhos pequenos para Khao Lak, Tailândia, na véspera do natal de 2004. Este início encontra em sua fotografia muitas cores e luzes, retratando a época do ano e o estado de espírito dos que ali estavam a comemorar. Dá-se em um primeiro momento também uma pincelada sobre falhas nossas (naturais e corriqueiras, mas falhas), ao não abstrair em alguns momentos de problemas rotineiros mas superáveis, e aproveitar com os que amamos (OIN! <3). Em seguida, já ocorre o tsunami, que deixou mais de 2 milhões de desabrigados. A família separa-se com o impacto das ondas, e a partir daí, o filme também muda. A experiência retratada, inicialmente, é a de Maria e seu filho mais velho, Thomas (Tom Holland). As dores dos ferimentos, incertezas do que havia ocorrido e suas dimensões; a mostra da mãe e a perna gravemente ferida, enlaçada ao sofrimento do filho mais velho e os medos, trazem a tônica do filme: drama.

O desespero da perda da família é agravante, que mantem-se ativa até o reaparecimento dos demais membros. Pai e os outros dois filhos ressurgem na tela, e com isso o desenrolar dos fatos entre buscas, desencontros e o esperado reencontro de todos em um posto de atendimento, onde Maria está internada em estado grave, tornam o filme reflexivo.

As expressões faciais (principalmente, e PRIN-CI-PAL-MEN-TE da atriz Naomi Watts) são ponto a favor do longa. A identificação com o público ocorre ao conduzir os que o assistem, em direção à dor, sofrimento e dificuldades de mãe, mesclado ao conhecimento de ser uma história real, torna impossível o “não ceder à emoção.”

Os efeitos sonoros – e aqui, elenco em primeiríssimo lugar: os silêncios; são recursos utilizados de forma elaborada e num encaixe perfeito com as situações e reações esperadas do público. 

Solidariedade e caridade são passadas de forma bastante clara e, obviamente, necessária na condição da realidade ali exposta. Mãe, como quase uma entidade na base familiar, é ali evidenciada e respeitosamente alçada à protagonista, assim como seu filho mais velho.

O filme não se torna piegas, mas possui algumas partes nas quais o público pode se perguntar: “tá brincando, né?”, como nos desencontros da família no centro de apoio às vítimas. Isso, no entanto, não invalida, nem deixa opaco todo o resto do longa, que emociona, e faz refletir.

Clap, snif, clap!

Recomendo. Se estiver na TPM, ou apenas for de câncer, sugiro levar um balde com lenços.

Outras estreias para encerrar este ano ~delicioso~ são:

De pernas para o ar II – Aquela louca da Ingrid Guimarães volta a atacar com a Mariazinha Paula, e a sex shop – aquela, mas agora em level hard, em NY. Alice (Ingrid Guimarães) surta, e precisa de cuidados. Aquela coisa de conhecer e se conhecer, entra aqui. Roberto Santucci é o cara da direção, e deve fazer a gente rir com essas “empresárias atacadas.”

No – Direção de Pablo Larrain traz para esse filme uma outra ótica do governo Pinochet. Trabalha com a construção da campanha contra a permanência do ditador no poder, aqui encabeçada por (pausa dramática seguida de suspiro profundo) Gael García Bernal. O plebiscito convocado pelo próprio Pinochet é o ponto para desencadear a história que faz convergir ideais, repressão e ousadia. 


Na semana do dia 21 também tivemos alguns títulos em cartaz: 

As Aventuras de Pi – Do camaleão Ang Lee. Aventura e drama, com viagens e encontro interno, tudo com um tigre (reproduzido e em algumas partes reais, vale a pena).

Viúvas – De Marcos Carnevale, mostra o encontro de esposa e “a outra” em decorrência da morte do pivô. E.mo.ção.

O Olhar Invisível – Dirigido por Diego Lerman, retrata a jovem María Teresa e sua nova missão: observar os atores da contestação da ditadura em Buenos Aires.

A Filha Do Pai – Amor e separação entre uma jovem e seu piloto de avião, seguida de uma gravidez e seu pai. Dirigido por Daniel Auteuil.

“PERA”, TÊM MAIS UNS, SÓ!

A Negociação –  com o charmoso, bem-sucedido (e futuro genro da mamãe, se ele não morrer antes) Richard Gere, e direção de Nicholas Jarecki. O investidor envolve-se em um acidente com vítima fatal que pode prejudicar suas milionárias negociações, entretanto, um investigador busca os fatos e vai perturbar o lindo.

Um Evento Feliz – aqui, mais uma jovem doutora engravida de seu case sensual, conhecido em uma locadora de vídeos. Porém, seu romance não firma como esperado e o percurso do filme segue com ela solteira enfrentando esse novo momento. Rémi Bezançon dirige.

As Quatro Voltas – de Michelangelo Frammartino, numa co-produção Suécia-Itália-Alemanha. Os ciclos vegetais: animal, mineral e humana são implicitamente (mas não tanto) expostas, a partir de um fato desencadeador.

Hahaha – produção Sul-Corerana, dirigida por Hang Sang-Soo. A realização cinematográfica, reafirmando o que já sabemos: o mundo é um ovo, e todos conhecem alguém, que conhece alguém, que conhece alguém em comum. Boas críticas…

Brichos II – Paulo Munhoz dirige a animação, ~que fará a turminha se divertir à beça~. Bela produção com uma importante moral sobre o meio ambiente e as relações.

E deu, né?  Dá licença que preciso pegar um frio lá fora. E uma chuva. Mais uma chuva de férias.

Beijos sensuais a 15ºC de luz.


 


Por: Bárbara Argenta
De: Caxias do Sul – RS
Email: babi.argenta@gmail.com

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5 livros para ler após sobreviver ao fim do mundo

27 dez
Enquanto algumas famílias compravam casas subterrâneas por US$ 80 mil que resistiriam até a bombas nucleares, nós estávamos aqui esperando o temido Plantão da Globo nos avisar de alguma catástrofe em qualquer parte do planeta no dia 21 de dezembro de 2012. Algum terremoto, o chão se abrindo, ondas gigantescas, alienígenas fazendo uma visita a nós, nevasca em São Paulo ou o Latino voltar ao Youtube.


Bem… Se você está lendo esse post, é porque não esteve (ainda) com o pé na cova!

Logo, não foi desta vez que tudo acabou. E como vitoriosos a mais uma profecia do término dos tempos, aqui vai uma lista de cinco livros inspiradores para ler após “sobreviver” ao fim do mundo.

 

 1) “Eu Sou a Lenda”, Richard Matheson (1954)
Acredito que o primeiro pensamento a rodear nossas mentes ao lermos esse título é… “Will Smith”. Isso porque o cinema já lançou três diferentes adaptações da obra, tamanho foi o sucesso da mesma!
Nova York é o plano de fundo dessa ficção científica que narra a história do único sobrevivente a uma epidemia viral. Todos os humanos afetados pelo vírus se transformam em seres semelhantes a vampiros (vampiros cruéis, longe de se espelharem em Crepúsculo); e, assim, o homem traça a luta pela própria vida para, sozinho, salvar sua espécie.
Confira um trechinho aí de “Eu Sou a Lenda”, que neste ano foi consagrado como O Melhor Romance Sobre Vampiros do Século pela Horror Writers Association:
 “Ele se deitou na cama e respirou a escuridão, torcendo para conseguir dormir. Mas o silêncio não ajudou muito. Ele ainda podia vê-los lá fora, os homens de rosto branco rondando sua casa, incessantemente procurando um jeito de entrar e chegar até ele. Alguns deles, provavelmente, agachados como cães, os olhos vidrados na casa, os dentes se mexendo devagar; indo e vindo, indo e vindo.”
2) “O Último Homem”, Mary Shelley (1826)
Escrito no século XIX, o livro avança no futuro e retrata o ano de 2100 aos olhos da mesma autora de “Frankenstein”.  Filho de uma nobre família que se afundou na pobreza, a trama conta a trajetória de Lionel Verney, o único a sobreviver a uma maldição que, aos poucos, destruiu a humanidade por meio de uma terrível guerra.
A tensão do livro já se inicia na introdução, feita a partir do relato de um autor desconhecido. Este diz respeito a um manuscrito encontrado em uma caverna, que seria escrito por uma sacerdotisa de Apolo, prevendo acontecimentos que destruirão o mundo em dois séculos posteriores (encaixe uma risada maléfica aqui).


3) “Ensaio Sobre a Cegueira”, José Saramago (1995)

Ok, neste livro o mundo não acaba. Famosa obra do querido autor português vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, a narrativa se desenrola quando um motorista parado no sinal vermelho do semáforo percebe-se cego. Isso porque o protagonista fora atingido por uma epidemia de cegueira que transformou a vida de todos em um caos.
Olha aí um pedacinho dessa descoberta que envolve todo o livro:
“Num movimento rápido, o que estava à vista desapareceu atrás dos punhos fechados do homem. (…) Estou cego, estou cego, repetia com desespero enquanto o ajudavam a sair do carro, e as lágrimas, rompendo, tomaram mais brilhantes os olhos que ele dizia estarem mortos.”
4) “O Pequeno Príncipe”, Saint-Exupéry (2006, 48ª edição)
Vamos fugir das epidemias e catástrofes agora. “O Pequeno Príncipe” é um clássico que já ultrapassa a marca de 6 milhões de exemplares vendidos.
O livro conta a história de um príncipe que surgiu do asteróide B612 e é encontrado pelo alter ego do autor da obra. O escritor conta ao pequeno sobre a pane de seu avião que o fez cair em pleno deserto do Saara e, a partir daí, o príncipe pede ao escritor que faça desenhos para ele a fim de demonstrar seu planeta.
Assim, a obra nos faz mergulhar em um mundo imaginário em que refletimos questões da vida real.
Recortei aqui uma famosa frase do livro:
“Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.”
5) “Jogos Vorazes”, Suzanne Collins (2010)
Este é o primeiro livro de uma trilogia que fez tanto sucesso que até estourou em bilheterias pelo mundo com sua versão cinematográfica.
A trama acontece em Panem, uma nação formada por cerca de 12 distritos e comandada pela Capital, sede do governo. Diante ao país carente, a Capital demonstra seu poder com uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão: os chamados Jogos Vorazes. Um casal de adolescentes de cada distrito é selecionado e obrigado a lutar até a morte nestes jogos. O vencedor terá fama e fortuna. Todos os demais, morrem.
Para evitar que sua irmã mais nova seja vítima do cruel programa, a jovem Katniss se oferece em seu lugar. Para ganhar a luta, é preciso mais do que habilidade. O que cada jogador está disposto a fazer para ser o vitorioso? É em busca da resposta que a incrível narrativa se desenrola.

Por: Tatiane Gonsales
De: São Paulo – SP
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Review: Trine, diversão em litros!

27 dez


Hoje vou falar um pouco sobre um jogo que me encantou durante essa semana e que eu não consegui parar de jogar, terminando em menos de 10 horas. O game se chama Trine.

O jogo não é novo, foi laçado em 2009 pela Frozenbyte e disponibilizado para Windows, OS X e Playstation. A versão para Linux foi produzida pela Alternative Games e lançada em 2011 dentro de um pacote intitulado “Humble Indie bundle”.

O jogo é estilo plataforma, com elementos de ação e puzzle. Os gráficos do jogo são MUITO bonitos e, apesar de ser um game side scrolling 2D, a profundidade, as cores  e os elementos 3D são impressionantes.

Durante o jogo você controla três personagens (Zoya – Ladina, Pontius – Cavaleiro e Amadeus – Mago) e deve “revezá-los” para conseguir solucionar todos os enigmas e finalizar as fases. Cada personagem possui habilidades únicas que precisam ser utilizadas no decorrer dos desafios. Os personagens ganham experiência ao eliminar inimigos e ao apanhar garrafas de XP, ao atingir 50 pontos de XP as personagens sobem de nível e é possível melhorar suas habilidades.

O enredo do game também é bacana!  Curiosamente, as três personagens ficam presas pelo feitiço do Trine (artefato que da origem ao nome do game) e são obrigados a coexistir como uma mesma entidade. Durante o jogo, você vai guiando as personagens pelos mais diferentes cenários buscando quebrar o feitiço do Trine.

Conclusão

Trine é um jogo MUITO divertido, desafiador, inteligente e com gráficos ótimos (levando em consideração seu ano de lançamento). Recomendo a todos que gostem de jogos de plataforma com elementos puzzle e que, principalmente, queiram um pouco de diversão entre os outros jogos mais hardcores.

Notas

Gráficos 9
Jogabilidade 7 (devido alguns bugs)
Trilha musical e sonora 9
Enredo 8
Diversão 10
Replay 9

Nota final: 8.6


Por: Lucas Alves
De: São Paulo – SP
Email: lucas.a@outlook.com

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Retrospectiva Da Internet 2012™

27 dez
O ano que o mundo ia acabar mas não acabou vai acabar! Mas como o World Wide Web nunca termina, começa agora a Retrospectiva Da Internet 2012™, é com você Chapelin.




Para noooooooooooossa alegria 2012 está terminando, né Suelen? 2012 foi um ano cheio de memes, menes e amores na internet. Tanta coisa para se falar, só de fazer essa foto ali em cima que está escrito retrospectiva 2012 e tem a Carolina Dieckman bem grande, viram a foto? Ah, ok, foi muito cansativo inclusive ficar recortando essa gente toda e colocando ali,  sabe, precisava desabafar com alguém, fora as Spice Girls nas Olimpíadas que não couberam (está na hora de fazer uma regime garotas).




O ano mal começou e a Luíza não pode ver uma garota sendo “estuprada” no BBB porque estava no Canadá! Vê se pode isso? Perder um estupro na TV aberta, que foi comentado em todas as redes sociais, não tem intercâmbio para a lua que pague isso. Inclusive, ao meu ver, nunca a internet e a televisão estiveram tão juntas, tão interligadas. 

Avenida Brasil foi um dos tópicos mais procurados do Google no mundo todo, quem não fez o seu avatar congelado? Até GIRL BAND de empregadas o nossa grande amiga Emissora Rede Glogo emplacou, quem não levava vida de empreguete se empolgou e começou a pegar as 7.  O sbt hitou com a pegadinha da menina no elevador, quem não viu?


Pessoas reconhecidas na internet também foram parar na televisão.
(Não conta no programa da Eliana)

Família Para Nossa Alegria: Deram entrevista para quase todas as emissoras, hoje em dia estão louvando o Sr.


Gina Indelicada: Nunca a internet ficou tão indignada com o reconhecimento de alguém, alguns chamaram de recalque, MAS GENTE QUERER COMPARAR UM CARA QUE KIBA COM WASHINGTON OLIVETTO É DEMAIS.

Diário de Classe: Sou fã incondicional de Isadora Faber, a cagueta responsável social mais famosa da internet, hoje em dia a menina até sofre com toda essa fama, mas vamoas aguardar novidades no caso, né? Vamos esperar para ver se ela vira Lindsay Lohan ou Deputada. 

Falando em deputada a campanha política para prefeito de José Serra foi FANTÁSTICA, quantas fotos, quantos momentos, quanto amor, quantos beijos, quantos abraços, quantas caras. Praticamente uma Britney no Xfactor só que mais popular  e mais calvo. 



E o furacão Sandy Codinome Nana Gouvêa? MELHOR MEME DE 2012 COM CERTEZA! Ela virou sinônimo de desastre, com direto a tumblr e tudo. Vale lembrar com essa foto da Nana com Romney que nunca na história das internets um político teve tanta aceitação como Obama, ajudando a conseguir votos do público jovem e consequentemente puxando a família americana toda influenciada pelo filho obeso sedentário que fica na frente do computador compartilhando 9GAG. 


2012 também foi o ano da MOTHER MONSTER vir ao Brasil e engordar, gente ela engordou sim, eu também, vocês sabiam que a população de obesos está crescendo? Não nos culpem. Eu, vocês e Lady Gaga apenas estamos desfrutando de ums dos melhores prazeres da vida que é comer (ALGUNS CASOS COMER COM AQUELA  _\|/_LARICA _\|/_, né Gaga?). A fila do show dela pode ser por horas debatidas mas vou me limitar a 4 palavras: Menino de Vestido Azul.

Se você é do tipo Saradona e  não é como nós obesos mórbidos, lhes apresento uma das maiores revelações da internet no ano de 2012 onde o recalque de vocês bate nas 10 séries de agachamento de bumbum e volta: BIANCA ANCHIETA. Para ficar famosa na internet vocês já sabem né garotas, ou você é gostosona, ou você transa com o namorado e tira fotos para ele depois postar quando vocês terminarem (Karina Veiga) ou então se você quiser simplesmente CAUSAR 50 tons de inveja, você já é famosa e vazam fotos suas nua em pelo (Carolina Dieckman), ou então leiloa a virgindade (HAHAHAHAHA, VOCÊS VIRGENS, HAHAHAHA), quem sabe você não perde o seu amor na balada também e sai procurando na rede como se não houvesse vergonha na cara. (Alguém tem aquele celular?)

Vale lembrar também que se você for bonito, está permitido virar mendigo e se você não é tão favorecida de beleza, está permitido ser filha do Justus. Caso você seja a XUXA, pinte o cabelo e se for a Sonia Abrão, tire uma foto de maiô. Na ultima das hipóteses pode ir para a Baleia.


Ficar lembrando de 2012 me deixou que nem a HEBE, mortinho. 

QUE 2013 SEJA UM ANO DE MUITOS LIKES, MUITOS SHARES, MUITOS RTS, MUITOS FAVS, MUITOS CORAÇÃOZINHOS NO INSTAGRAM.

ALO ALO VCS SABEM QUEM SOU? 2013! VOCÊS JÁ ME CONHECEM PELO CALENDÁRIO, NÉ?


Por: Cassiano Brezolla
De: Caxias do Sul – Rio Grande do Sul
Email: contato@revistafriday.com.br

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Vista o Natal

24 dez
Eis que chega o dia 24 de dezembro, é véspera de Natal, essa data super gostosinha onde todos se amam e até aqueles que sequer te conhecem, te desejam felicidades. Se você não entrar no clima, preferir ser um hater, vai se dar muito mal, querido leitor, pois veja que este tal espírito de Natal está em todos os lugares, até no meio da Avenida Paulista! Então, para entrar de cabeça no clima e se inspirar para montar o look natalino para engordar horrores na ceia de logo mais, vamos às tendências.


Apesar do must da estação ser cítrico, renda colorida, mullet, saia lápis e tudo mais que você já se cansou de ver no lookbook.nu, o legal do Natal é se caracterizar, então atenha-se nas cores verde escuro, vermelho e no dourado, que simboliza a prosperidade e também remete a um dos presentes dos reis magos. É valido também usar o turquesa no lugar do verde escuro, já que esta promete ser a cor do ano de 2013.



A data é comumente passada com os familiares, então não exagere! Menos make e mais naturalidade deixarão todos mais felizes e aqueles olhares tortos da tia serão evitados, vamos cooperar para evitar que a sobremesa seja torta de (c)limão.

Para o dourado, o look ficará muito mais elegante e digno de uma festa de família se a cor aparecer moderadamente em brincos, colares (tá, eu deixo usar o maxi-colar), pulseiras e até relógios.

Se você não tiver ou não estiver a fim de usar nada de acessório dourado, uma sombra neste tom ficará mais sutil e trend com tons terrosos. Delineie o côncavo com sombra mais escura após aplicar a sombra dourada. É simples quando se sabe o que fazer, nada que um vídeo-aula da Alice Salazar não resolva. Como o natal é sempre associado com neve, deixe as maçãs mais vermelhinhas, como se você estivesse com frio, assim como a ponta do nariz, mas nada de exagero, é claro. Se os olhos estão mais trabalhados, a regra é clara, nada de forçar na boca. Mas se os olhos são mais básicos, usa aquele vermelho matte que toda mulher precisa ter.

Homens, eu não esqueci de vocês, não. Um homem elegante vale por dois, diria minha finada avó, e com muita razão. O bermudão é legal. Para ficar em casa. Aquela camiseta que já tem seus dias contados ficará ótima no chão. Se arrume, aceite conselhos dos outros e para de manha, vá bem vestido para não fazer feio, viu?  

Por: Rafael Trocatti
De: Embu das Artes – SP
Email: rafaeltrocatti@gmail.com

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Conexão Holanda: Se minha magrela falasse

22 dez

Na Holandinha as magrelas estão por toda parte, eu já sabia, mas não imaginava que era como é. Todo mundo tem uma: as crianças, os adultos, as au pairs, os velhinhos, magrinhos e gordinhos. E têm de todos os modelos: com cadeirinha, com cesta, com bolsas laterais, com caixas para carregar bebes, e algumas pessoas encaram a sua como abadá: super personalizada.– A Holanda é o único país em que o número de bicicletas é maior que o número de habitantes. Nos estacionamentos das estações de trem é possível ver centenas de bicicleta (eu ainda acho que eles compram bicicleta por kg para impressionar turista)

As crianças ganham uma bicicletinha sem pedal já com 2 anos, com 3 elas andam perfeitamente e com uns 5 pedalam sozinhas em sua própria bicicleta. E continuam pedalando quando vão pra a universidade, quando trabalham de terno e quando voltam da balada com micro saia e salto alto.

Eu aprendi a andar de bicicleta bem novinha e achei bem tranquilo. Meu primeiro passeio foi uma longa volta pela cidade, e comecei a aprender as regras, é preciso fazer sinal com o braço indicando onde vai virar, quando escurece (17h00 no inverno) tem que ligar a luz, as bicicletas têm preferência, mas em alguns lugares é preciso atravessar na faixa (os motoristas dos carros sabem do perigo que pode ser se quer encostar-se a um ciclista na rua e sabem o quão grande pode ser a dor de cabeça depois). Meu maior medo foi a primeira vez com o meu mais novo na cadeirinha, o que eu iria dizer aqui em casa se chegasse com o moleque esfolado? Mas me acostumei rapidamente e claro que com ele na bicicleta o cuidado era em dobro. E na hora do rush também e perigoso, bikes por todo o lado.

Andar de bicicleta é fácil, andar com uma criança na garupa e 3 mochilas é fácil, carregar uma bike na garupa de outra bike é fácil, mas meu amigo, quando venta e chove á coisa fica feia viu, um sentimento horrível de frio que causa até dor na testa, mas estamos falando de Holanda né, país conhecido pela chuva, vento e bicicleta, então não tem como fugir muito disso.

Sobre usar luz na bicicleta: LEVE A SÉRIO, eu não levei e dancei bonito. Resolvi ir ao banco, eram 22h00 e o banco ficava a 4 minutos pedalando da minha casa, mas quando virei na primeira esquina um senhor polícia e me mandou parar dizendo que era blitz, perguntou sobre minha luz traseira e eu não tinha, multa na lata, nada mais nada menos do que 51 euros. Depois daí andava sempre com uma lanterninha e durex no bolso, escurecia eu pregava a lanterna no guidão da magrela.

Eu usava minha bike para tudo, já esqueci que fui de bike e voltei pra casa andando, já pedalei de madrugada, já fui para outras cidades pedalando e passei vários momentos inesquecíveis com a Blú (Esqueci de comentar que esse era o nome da minha). Ah se minha magrela falasse….
Estacionamento


Por: Lara Monnerat
De: São Paulo – Brasil
Email: laramonnerat@hotmail.com

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Conexão Dublin: Violência na Irlanda

22 dez
Gatos brincando – ou brigando?
Para dar uma aliviada no assunto – que o nome já diz tudo: violência – decidi colocar a foto de dois gatinhos lindíssimos brincando, eu acho. 

Uma das coisas que mais me impulsionou a fazer esta viagem foi exatamente a violência em São Paulo, minha cidade natal. Uma semana após a virada do ano novo 2011-2012, fui roubada a uma quadra de casa. Lembro que tinha acabado de buscar minhas lentes de contato – de grau – quando dois indivíduos em uma moto encostaram na minha mãe e dizendo que era para entregar tudo. Era uma noite chuvosa, ou seja, não havia ninguém na rua a não ser nós quatro. Desde aquele dia, não conseguia mais andar tranquilamente, que fosse sozinha ou acompanhada.

Pois bem! Assim que cheguei em Dublin, logo estranhei ver as pessoas andando com suas máquinas fotográficas penduradas no pescoço ou na mão. E quando digo câmera, não é aquela ralezinha não! Cansei de ver Nikon e Canon simplesmente à mostra. Bom, até ai tudo bem! E quando voltei da minha primeira baladinha a pé – ás 3 ou 4 horas da madrugada? Vim com o fiofó na mão, confesso. Outra coisa que estranho até hoje são os caixas eletrônicos. Eles ficam ao ar livre, seja ao lado de um mercado ou do banco. Dependendo da localização, forma-se até fila atrás da pessoa, coisa de centímetros de distância. Sim, a pessoa pode ver a quantia que você saca e só! Não ouvi relatos de roubos envolvendo esta situação até agora então pelo visto, aqui funciona. 


Simples assim!!!
Quanto a armas de fogo, sei que nem os policias daqui, chamados de GARDA, podem usar. Pois é, o bicho é mais em baixo quando se trata disso. Acredito que nós, estrangeiros ou não, devemos nos preocupar mais com os grupos que não são tão amorosos com os turistas – chamados vulgarmente de “knackers” – do que assalto a mão armada. Como eles odeiam este apelido pois o significado literal é abatedor de animais velhos, apelidei-os de nanás. Uma palavra que pode ajudar a descrevê-los melhor é diversão. Eles não estão ligando para ninguém, só querem saber de tirar um sarro com os outros. Infelizmente a maioria dos alvos são os gringos. O que geralmente acontece é uma guerra de ovos – ecaaaaa – ou bexiga d’água. Enfim, esse tipo de zoação. Lógico que, de vez em quando, alguns saem na mão, mas é simplesmente ignorá-los. Uma vez, um cara que estava em um grupo grande veio me pedir um cigarro, mas ai só sinalizei um “não” com a cabeça e apertei o passo.

Ultimamente também tenho lido muitos comentários no grupo do Facebook a respeito de batedores de carteira. A pessoa tá distraída e quando vê, a bolsa já está aberta e sem um ou dois acessórios. Também ouvi sobre o mesmo assunto que alguns brasileiros estão entrando nessa onda aqui, mas até ai são apenas boatos. O fato é que não dá para bobiar em nenhum lugar do mundo: seja no Brasil, na Europa ou na PQP!!! Brincadeiras e trocadilhos a parte, vale lembrar que nenhum lugar é 100% seguro. Então evite descuidos como andar sozinho na rua altas horas da madrugada ou com a bolsa de um modo que qualquer um pode pegar.

😉

Por: Mariana Perez
De: Dublin – Ireland
Email: mariana@revistafriday.com.br

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