Arquivo | janeiro, 2013

Drama Online

31 jan
Já diria o sábio usuário do orkut “α vidα é fєiтα dє мσмєитσร”, ruins ou bons, felizes ou trágicos, catchup ou mostarda. Se você estava em marte até agora, fique sabendo que recentemente mais de 200 pessoas morreram queimadas numa casa noturna em Santa Maria-RS. Foi trágico, não deveria ter acontecido, não pode se repetir. A questão é: até que ponto todo esse drama online é hipocrisia? Está proibido ter sentimentos? Só teremos uma unanimidade na tristeza dos usuários da internet quando as tempestades solares afetarem a web e ficaremos sem rede? Hipocrisia é a palavrinha ~~dos indiferentes~~ da moda? 
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Tem gente que não pode ver um drama que “oh meu deus que horror compartilhem”, sabe as tias que entraram no facebook agora pouco ou então a vizinha que queria puxar um cabo de rede da sua casa até a dela e você não quis daí ela foi lá e comprou um pacote com 15GB!  Até que ponto podemos aceitar? ATÉ NENHUM, COM CERTEZA! Só está permitido aceitar se a vizinha for gostosa, daí ela pode compartilhar até a foto da Gina Indelicada mermão uuaehuieauehERROR #humor #hetero

Tudo tem limites, inclusive o respeito. Animal degolado no facebook, TÁ TUDO ERRADO! Oportunismo barato de páginas sem conteúdo e que querem chamar atenção de alguma forma radical, podem ir parando! (Provavelmente quem compartilha foto de bicho morto não é adepto de leitura e provavelmente não está aqui conosco no Blogguer™)


 Um tema tão delicado merece uma atenção especial!


Tive um bate papo com o psquiatra, ex-BBB e atual ídolo bear, Marcelo Arantes para saber sua opinião sobre esse assunto.


Brezolla, sou a favor da liberdade, tanto que costumo comentar sobre tudo, inclusive tabus como a morte, por exemplo. Não existem assuntos intocáveis, existem sim pessoas intolerantes e imaturas. E principalmente o limite. Dá pra lidar com bom humor, desviando o foco de um acontecimento brutal, por exemplo, para consequências engraçadas, sem que isso seja humor negro. Existe o jeito certo de fazer, poucos têm talento. A maioria avacalha.

Sentimento online é uma coisa complicada, no geral a internet é feita por pessoas sozinhas, que não tem vida social, que não namoram, ou que às vezes mantém uma vida social e namoram apenas para mostrar na internet. (Há casos de pessoas que amam internet e que sabem conciliar as coisas tudo perfeitamente~~euzinho) Chegamos a um ponto que qualquer sentimento humano é criticado, é hipocrisia, daqui alguns dias sentir uma dor de barriga vai ser hipocrisia, hipocrisia está tomando conta de tudo, duas doses de hipocrisia para cá, meio kg de hipocrisia para lá, hipocrisia é de comer ou de beber? É de sentir ou de criticar? É de se ouvir  ou de se ver? É de compartilhar ou de favoritar? Não dá para entender se as pessoas realmente sabem o que é hipocrisia e se sabem o significado, por que são hipócritas? “AI GNT PAREM DE SER HIPÓCRITAS NENHUM AMIGOS DE VCS MORREU PFVR MENOS GNT VAMOS PARAR“, então adiciona uma pessoa desconhecida e já posta no mural dela “TE ADOROO“. Oi???


Está de na hora dos próprios umbigos serem olhados, ou respeitar o umbigo saltadinho para fora dos outros, sem bullying! 
No fim das contas a internet é uma grande sala de aula cheia de alunos barulhentos e uma professora baixinha que ninguém enxerga e não serei eu, representante da turma, que vou colocar ordem aqui.


Por: Cassiano Brezolla
De: Caxias do Sul -Rio Grande do Sul
Email: contato@revistafriday.com.br

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O Contribuinte – Ray Bradbury

30 jan
(Texto retirado do livro “As Crônicas Marcianas” publicado em2005 pela Editora Globo)

        Ele queria ir a Marte a bordo do foguete. Foi até o campo de lançamento bem cedo de manhã e gritou através da cerca de arame, para os homens de uniforme, que ele queria ir a Marte. Disse a eles que era contribuinte, pagava seus impostos em dia, chamava-se Pritchard,e tinha direito de ir a Marte. Pois não tinha nascido bem ali, no Ohio? Pois não era um bom cidadão? Então, por que não podia ir a Marte? Sacudiu os punhos fechados na direção deles  e lhes disse que queria ir embora da Terra; qualquer pessoa sensata queria ir embora da Terra. Dali a uns dois anos haveria uma enorme guerra atômica na Terra,e ele não queria estar lá quando isso acontecesse. Ele e milhares de outras pessoas como ele se tivessem alguma sensatez, iriam para Marte. Pergunte-lhes se não iriam! Para fugir das guerras, da censura, da estatização, da conscrição  e do controle do governo sobre isso e sobre aquilo, sobre a arte e a ciência! Vocês podem ficar com a Terra! Estava oferecendo sua mão direita boa, seu coração, sua cabeça pela oportunidade de ir a Marte! O que era preciso fazer, onde era preciso assinar, quem era preciso conhecer, para embarcar no foguete?
      Riram dele através da tela de arame. Ele não queria ir a Marte coisa nenhuma, foi o que disseram. Por acaso ele não sabia que a Primeira e a Segunda Expedição tinham falhado, desaparecido? Que os homens provavelmente estavam mortos?
      Mas eles não podiam provar nada, não tinha certeza, ele retrucou, agarrando-se a cerca de arame. Talvez  lá em cima existisse um lugar cheio de leite e mel, e o capitão York e o capitão Williams simplesmente não tivessem se dado ao trabalho de voltar. Agora, será que eles podiam fazer o favor de abrir os portões  e deixá-lo embarcar no Terceiro Foguete Expedicionário, ou teria de derrubá-los a chutes?

     Eles o mandaram calar a boca.

 
Ele viu os homens se dirigindo ao foguete.
-Esperem por mim! – gritou – Não me deixem aqui nesse mundo terrível, preciso ir embora; uma guerra atômica sera deflagrada! Não me deixem na Terra!
     Arrastaram-no , aos chutes e pontapés, para longe. Baterão a porta do furgão da policia e o levaram embora naquela manhã bem cedinho, o rosto pressionado contra a janela traseira , e, no momento exato em que a sirene tocava bem no alto de uma colina, viu o fogo vermelho e ouviu o estrondo. Sentiu o enorme tremor quando o foguete prateado subiu e o deixou para trás em uma manhã de segunda-feira ordinária, no planeta Terra, tão ordinário.

Recomendação pessoal: Se você já tiver lido As Crônicas Marcianas, aproveite também para dar uma olhada na Graphic Novel baseada no livro e desenhada por Dennis Calero. Alguns contos do livro são transformados em quadrinhos sensacionais, acompanhadas de uma introdução feita pelo próprio Bradbury.

       
Por:Virgínia Fróes
De:Natal – RN
Email: virginia@revistafriday.com.br

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Não se fazem mais passados como antigamente #4 – O(s) dia(s) em que a música morreu – Parte I

29 jan
               Às vezes a surpresa bate na porta. Comigo e com você, algumas vezes até.  “Como assim tal cantor morreu?”. Foi assim com Michael Jackson, foi assim com Amy Winehouse, assim foi com Lennon, Sinatra e tantos outros. Como a editoria aqui é rock – e rock antigo- vamos falar de algumas mortes relacionadas aos moços das guitarras. No caso de hoje, uma tragédia que, no próximo domingo, completa 54 anos. O evento conhecido como The Day the music died, ou simplesmente “O dia em que a música morreu” foi um acidente eu levou, pra sete palmos, vários artistas de uma vez.


                3 de fevereiro de 1959. No meio de uma turnê pelo meio-oeste americano, o pequeno avião que levava os cantores  da “The WInter Dancy Party” espatifou-se a pouco depois da decolagem, num lago no estado de Iowa. Dentro da aeronave estavam três dos maiores nomes do rock and roll americano à época: Buddy Holly, “The Big Bopper” Richardson e Ritchie Valens. O primeiro, com óculos wayfarer e perfil de nerd, estourava com Peggy Sue. O segundo, o menos conhecido da turma, estava entrando nas paradas com ChantilyLace. E o terceiro, um imigrante de mexicanos de apenas 17 anos, arrasava bailes com seu primeiro -e obviamente- último sucesso (sim, você conhece).

                Dizem que o destino é implacável, e essa afirmação é válida no caso de Ritchie: ele nunca tinha viajado de avião na vida, e ganhou o lugar do outro cantor, Dion DiMucci, da Dion and the Belmonts, no cara ou coroa. Ao ver que era ele o escolhido a pagar os 36 dólares da viagem, resolveu entrar. Uma de suas frases finais foi: “É a primeira vez que ganho qualquer coisa na vida”. Pra quem acredita, é um prato cheio.

               Não foram poucos os influenciados por esta tragédia. Grande parte da obra de rock and roll original estava nos destroços daquele pequeno avião. Do outro lado do país, em Nova Iorque, um adolescente, entregador de jornais, estava estarrecido pela notícia que estava nos jornais a tiracolo. O nome dele era Don McLean e o enigmático poema que compôs sobre aquele dia virou uma canção-símbolo de sua época, alcançando o topo das paradas. Virou uma American Pie.


               O problema é que este desastre não foi o único. No próximo post, o mais sangrento episódio das tragédias do rock: quando (quase) uma banda inteira foi pro saco. Até

Por: G.L. Mendes
De: Carapicuíba – SP

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Conexão Holanda: O programa de Au Pair

26 jan

A minha coluna aqui se chama Conexão Holanda, mas por ironias da vida (ok, confesso, ironia das férias que precisei tirar) fui obrigada a me desconectar. Mas estou de volta para as colunas semanais dividindo e relembrando minhas experiências de um ano delicioso.

Como eu já contei, resolvi ser au pair na Holanda, um programa de intercâmbio que não precisa de tanto investimento para morar durante um ano na em outro país.

O que é ser Au Pair?
É um Intercâmbio cultural no qual você mora na casa de uma família e trabalha cuidando das crianças da casa e de todas as atividades relacionadas a elas e em troca você recebe um salário e a família é responsável por sua moradia e alimentação. Levando ao pé da letra, a expressão em francês significa “igual” e que na prática é mais ou menos assim: A Au Pair precisa ser tratada como membro da família, ou a mais perto disso possível e precisa se comprometer a fazer parte da família.
Requisitos para se tornar Au Pair na Holanda:
 – Ter idade entre 18 e 25 anos;
 – Ter experiência com crianças;
 – Possuir nível intermediário de inglês ou holandês;
 – Ter concluído o ensino médio;
 – Ser solteira/solteiro e sem dependentes;
Horários e salário:
Por lei, uma Au Pair na Holanda pode trabalhar no máximo 30 horas por semana e receber entre 300 e 340 euros por mês.
Como?
Você pode contratar agências de intercâmbio em todo o Brasil que te ajudarão com o processo ou poderá se inscrever em websites especializados em conectar famílias e Au Pairs.
Agora se eu pudesse definir a palavra Au Pair eu diria: Ganhar filhos que não são seus por um ano e se apaixonar loucamente por eles.  É aprender a cuidar e entender cada expressão dos pequenos. É pensar antes neles do que em você e em um dia frio doar a sua luva para um que esqueceu a dele na escola. É ser brava e firme quando não se comportam e ficar mordida quando os pais brigam com eles (mesmo que com motivo). É ensinar um pouco da cultura do seu país e morrer de orgulho quando eles aprendem a contar até 10 em português. É querer transferir o resfriado e febre das crianças diretamente para você. É fazer parte de uma família que não é a sua, é mesmo assim gostar muito deles. É ser mãe, pai, irmã mais velha, cavalinho e almofada.  É se sentir importante, pois os pais que nunca te viram antes confiam a coisa mais importante da vida deles á você. É viajar, visitar 13 países e conhecer culturas diferentes. É passar perrengue economizando dinheiro. É sentir saudades de casa. É ter todos os sentimentos e ainda por cima duplicados. É aproveitar ainda mais para acabar com a saudade. É se estressar e querer devolver as crianças para os pais e falar “Quem pariu Mateus que o embale”. É fazer amigos de todo mundo. É fazer amigas brasileiras que se encaixam na sua vida perfeitamente que parecem ser de infância.

 Mas repito: ser Au Pair é conhecer parte do mundo e ganhar crianças que você vai amar para o resto de sua vida.

Melhor Host Familly.
Entendem porque eu me apaixonei?
São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Florianópolis, Foz e Sinop.

Colo bom

Trampolim 
Cultura Holandesa


Por: Lara Monnerat
De: São Paulo – SP
Email: laramonnerat@hotmail.com

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Whisky ou água de coco??

24 jan
Volta e meia uma música popular  colabora para a produção de memes nacionaisno momento toda uma nação de jovens alcoolatras bancados pela mesada dos pais está divida  entre água de coco e whisky/vodka, aliás, dividida não, na verdade tanto faz


Esse post tem um compromisso com a verdade.~~DENUNCIA~~ Não sabia por que  tanto se falava de “whisky ou água de coco”, fui pesquisar sobre o que se tratara e descobri que é uma canção do cantor Naldo, essa descoberta não alterou  meu status de incompreensão sobre esse tema, afinal, quem é Naldo? Naldo é o Mr. Catra versão POP e com menos filhos, fim.
Ele pode ser muito bem um golpe publicitário de alguma empresa que produza água de coco e não sabemos! (A partir de agora esse post não tem mais um compromisso com a verdade)  Querem trocar nossas bebidas alcoólicas por água de coco, tendo em vista a grande produção de cocos no Brasil este ano, caso essa safra não seja aproveitada ela será queimada, dando um prejuízo de 13% no PIB do Espírito Santo! Tudo isso é claro manipulado pela rede Globo, emissora onde o cantor Naldo foi descoberto pelo apresentador Luciano Huck, e  que todo ano passa o Especial de Fim de Ano Do Roberto Carlos, que por sua vez é capixaba!! #ACORDA #BRASIL 
Vocês já tomaram um porre com água de coco? Olha, eu não sei se pode isso, mas caso isso aconteça, no máximo a pessoa vai ficar com a circunferência abdominal maior que 120 cm. ENTÃO, TANTO FAZ COISA NENHUMA.

A questão é que eu não gosto de água de coco e acho que a grande maioria da população mundial está comigo, “apontam estudos”.

Quando você for ingerir uma bebida alcoólica, certifique-se que a mesma não foi substituída por água de coco. #GLOBO #E #NALDO #MENTE


Por: Cassiano Brezolla
De: Caxias do Sul – Rio Grande do Sul
Email: contato@revistafriday.com.br

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Forrest Gump – O Contador de Histórias

18 jan
Para todo mundo que gosta um tantinho assim de cinema, sempre existe um ou outro filme que todo mundo já assistiu e fala bem… Menos você. Comigo não foi diferente (o único problema é que eu ainda não vi vários por pura preguiça) e um desses de muitos foi Forrest Gump.

“A vida é uma caixa de bombons, você nunca sabe o que vai encontrar”. É com essa frase que Forrest inicia a sua história, sentado num banco de uma parada de ônibus. Ele conta que nasceu com um problema nas pernas, o que o impedia de andar normalmente e também um QI abaixo da média, fazendo com que fosse alvo de chacotas entre os colegas da escola, porém, sempre foi incentivado e estimulado pela sua mãe a viver como uma criança qualquer.

Em sua primeira viagem de ônibus para a escola, nenhuma das outras crianças quis dividir um banco com ele, exceto Jenny, uma menina meiga, mas que nunca fica em casa por sofrer abusos constantes do pai alcoólatra. Sendo assim, Jenny apresenta a Forrest um pouco mais do que a vida tem a oferecer.

A medida que Forrest conta a sua história, os ouvintes na parada de ônibus variam. E durante a sua jornada, ele está presente em grandes momentos da história norte-americana, como a Guerra do Vietnã e o processo de impeachment do presidente Richard Nixon. Critica também o materialismo, pois mostra que existe a possibilidade de levar uma vida simples mesmo sendo milionário.

É um filme de longa duração, mas que te deixa tão envolvido na história (a qual, aliás, possui milhares de referências à histórica política, econômica e do entretenimento norte-americanos) que nem percebe o tempo passar. Dizem os especialistas que foi a melhor atuação da carreira de Tom Hanks. Se isso é verdade, eu não sei, mas que vale a pena o play, disso eu tenho certeza!

Bom filme!


Elenco: Tom Hanks, Rebecca Williams, Sally Field, Michael Conner Humphreys, Harold G. Herthum, George Kelly, Bob Penny, John Randall, Sam Anderson, Margo Moorer, Ione M. Telech, Christine Seabrook
Diretor: Robert Zemeckis
Ano: 1994
Gênero: Drama


Por: Natália Farkatt
De: Natal – RN
Email: natalia@revistafriday.com.br

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Estreia "Bárbara" e o saco de pipoca sem fim

17 jan
Oi, nenos.

Antes de qualquer coisa, quero dizer que juro (pela perna de Blondor da Viviane Araújo) que assisti a “Bárbara” pela sinopse, e não pelo sonoridade gostosa que tem esse nome, e habitual simpatia e modéstia das pessoas que o têm.

Dito isso, ao filme.



Em breves linhas: a história se passa na época da Guerra Fria, quando havia ainda a divisão da Alemanha Oriental e Ocidental. Nesse contexto, Bárbara (médica pediátrica) é enviada para o interior da Alemanha Oriental, punição por ter tentado tirar visto para a outra Alemanha, e vive sob vigilância do governo da época. Entretanto, mesmo com forte escolta, ela e seu homem (que vive no lado Ocidental) elaboram um plano para que ela saia ilegalmente do país. No hospital para o qual ela foi enviada, desconfia que André, médico também, está ali para vigiá-la e informar o governo sobre sua rotina. Então, desenvolve-se a história e as relações vão se fazendo, desfazendo e refazendo.

Essa produção alemã, com direção de Christian Petzold (que por sinal ganhou o Urso de Prata no Festival de Berlim 2012), é envolvente e cheia de recursos. Recursos cinematográficos que levam o público a enveredar pela situação da personagem homônima do título, trabalhando com imagem, sombra, sons e respiração muito particulares.



Desde o início da exibição, é deixado bastante claro que a situação histórica serve como fundo. Os sentimentos dela são exteriorizados, e o ambiente os reflete. Sua impaciência por sair da parte oriental, pode ser colocada junto ao som do relógio como único movimento sonoro durante cenas longas do filme. A frieza com que ela trata todos, pode ser como que o produto da repressão, do cerceamento de sua liberdade. Isso fica bastante claro no filme, bem como a sensibilidade demonstrada por ela quando com seus pacientes, implicando o quão aprazível sua profissão é, para sua construção.

Cenas escuras explicitam a tensão da época, e a agitação dos ventos que remetem ao local em movimento também são sentidos. Um ~bucolismo velado~ é percebido nas roupas e rotina interiorana.

O filme é capaz de entreter do início ao fim (em seus 105 min), e envolver o público numa reflexão – não identificação necessariamente, sobre o que se quer, e o que realmente se quer. Movimentos externos que modificam nosso interior, e quando se percebe que a mudança ocorreu.

O desfecho se faz realmente no final. Não tão imprevisível, mas simplório e de forma serena.Os olhares e expressões, sons de fundo e silêncios alternados são característicos e cabem perfeitamente na proposta. Isso me fez ficar tão sensível que chorei quando saí e vi um guri segurando um “abraço com cheiro de ~suvaquinho~ grátis” na rua. Podem julgar.

Fiquei tão envolvida que minha pipoca média (R$7,50) ficou quase intacta. QUASE. E eu adoro pipoca.



Oooooutras estreias são:

Sacrifício: direção de Kaige Chen. Clã, inimigos do clã, grávida, vingança, sacrifício, Zhao, Cheng Ying, drama.

Jack Reacher – O Último Tiro: direção de Christopher McQuarrie. Saindo de um livro para o cinema, atirador, suspeito óbvio, busca pelo suspeito-não-obvio-provável-culpado, segredo, violência, Tom Cruise, lindo, Ação.

Uma Família em Apuros: direção de Andy Fickman. Avós, netos, quadradisscçes, modernidades, infância perdida, infância buscada, infância encontrada, comédia.

A Viagem: direção de Andy Wachowski, Lana Wachowski e Tom Tykwer. Várias histórias, passado presente futuro, como uma ação pode desencadear revoluções, grande elenco, adaptação que muitos duvidavam/duvidam/tiveram confirmação/amaram/odiaram, ação, ficção científica, mistério, aventura. 

Além das Montanhas: direção de Cristian Mungiu. Amigas, monastério isolado, separação, reencontro, padre pensando que a garota tá possuída, felicidade, simplicidade, Romênia, França, Bélgica, drama.

Até logo!

Beijos iluminados na testa esfoliada.


Por: Bárbara Argenta

De: São Paulo – SP
Email: babi.argenta@gmail.com

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