Não se fazem mais passados como antigamente #4 – O(s) dia(s) em que a música morreu – Parte I

29 jan
               Às vezes a surpresa bate na porta. Comigo e com você, algumas vezes até.  “Como assim tal cantor morreu?”. Foi assim com Michael Jackson, foi assim com Amy Winehouse, assim foi com Lennon, Sinatra e tantos outros. Como a editoria aqui é rock – e rock antigo- vamos falar de algumas mortes relacionadas aos moços das guitarras. No caso de hoje, uma tragédia que, no próximo domingo, completa 54 anos. O evento conhecido como The Day the music died, ou simplesmente “O dia em que a música morreu” foi um acidente eu levou, pra sete palmos, vários artistas de uma vez.


                3 de fevereiro de 1959. No meio de uma turnê pelo meio-oeste americano, o pequeno avião que levava os cantores  da “The WInter Dancy Party” espatifou-se a pouco depois da decolagem, num lago no estado de Iowa. Dentro da aeronave estavam três dos maiores nomes do rock and roll americano à época: Buddy Holly, “The Big Bopper” Richardson e Ritchie Valens. O primeiro, com óculos wayfarer e perfil de nerd, estourava com Peggy Sue. O segundo, o menos conhecido da turma, estava entrando nas paradas com ChantilyLace. E o terceiro, um imigrante de mexicanos de apenas 17 anos, arrasava bailes com seu primeiro -e obviamente- último sucesso (sim, você conhece).

                Dizem que o destino é implacável, e essa afirmação é válida no caso de Ritchie: ele nunca tinha viajado de avião na vida, e ganhou o lugar do outro cantor, Dion DiMucci, da Dion and the Belmonts, no cara ou coroa. Ao ver que era ele o escolhido a pagar os 36 dólares da viagem, resolveu entrar. Uma de suas frases finais foi: “É a primeira vez que ganho qualquer coisa na vida”. Pra quem acredita, é um prato cheio.

               Não foram poucos os influenciados por esta tragédia. Grande parte da obra de rock and roll original estava nos destroços daquele pequeno avião. Do outro lado do país, em Nova Iorque, um adolescente, entregador de jornais, estava estarrecido pela notícia que estava nos jornais a tiracolo. O nome dele era Don McLean e o enigmático poema que compôs sobre aquele dia virou uma canção-símbolo de sua época, alcançando o topo das paradas. Virou uma American Pie.


               O problema é que este desastre não foi o único. No próximo post, o mais sangrento episódio das tragédias do rock: quando (quase) uma banda inteira foi pro saco. Até

Por: G.L. Mendes
De: Carapicuíba – SP

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