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COLUNA DE PESO: Arco-Íris de Metal

6 jun
Rob Halford, vocalista do Judas Priest.


Renato Russo, Cássia Eller, Cazuza, David Bowie, Freddie Mercury, entrem outros, além de terem o Rock como ligação, também, tinham outro fator em comum: mantinham relações com pessoas do mesmo sexo.

Todo mundo sabe disso. Estas eram e são estrelas do Rock, pois a fama destes ultrapassava as barreiras do gênero musical. Porém… e no Heavy Metal? Como é pouco conhecida pelas massas, muitos associam o fã de Metal com o estereótipo do ser machista e rústico. Se “sair do armário” para um roqueiro é difícil, imagine um headbanger?

Na década de 80, o Metal era visivelmente dividido em duas partes. De uma lado havia as bandas de Heavy e Thrash Metal que gostavam de ser agressivas e que vestiam couro ou jeans. Do outro, tinha as bandas de Hard Rock do movimento Glam Metal que usavam um visual andrógeno, ou seja, aparentavam um hibrido entre homem e mulher. Agora dê uma olhada nas imagens abaixo.

Quem você apontaria como gay? A banda da esquerda ou o vocalista da direita?
Poison, banda de Hard Rock.
Halford, vocalista de Haevy Metal.













Se você escolheu a imagem da esquerda, você se deixou levar pela aparência. A banda Poison fez sucesso na década de 80, auge do Hard Rock (vulgarmente conhecido como Metal Farofa), e seguiram o velho jargão “Sexo, drogas e Rock n´Roll” com muitas mulheres (não só esta banda como muitas deste gênero).  Era comum outras pessoas fazerem piadas com o visual exagerado destes grupos, mas a sexualidade era inquestionável.

Em 1998, Rob Halford (o “Metal God”) veio a público e assumiu a homossexualidade. O vocalista do Judas Priest foi o primeiro do estilo musical a se assumir. A notícia, de certo modo, serviu para diluir preconceitos como os citados no começo deste artigo. Halford era o oposto do que o público imaginava como músico gay, pois utilizava roupas de couro, tachinhas e rebites nos shows. A verdade é que este visual foi inspirado nas boates GLS que ele frequentava.

O Metal God deu uma entrevista, ao site Pollstar, e o homossexualismo foi abordado. “Algumas pessoas estão preparadas para viverem suas vidas de uma maneira invisível. Há milhões de pessoas como nós que mantém suas vidas privadas e estão felizes em fazer isso. E há alguns de nós que percebe que se você tem força – e eu acredito que é uma questão de força – você tem que avançar e dizer a todos quem você é. Eu digo, você vai a lugares como Amsterdã e é como ‘Do que você está falando? Você é gay. Então, o que isso tem a ver com qualquer coisa?’ Eu queria que o mundo fosse todo assim, mas não é. Eu penso, particularmente no metal, ainda há um nível de incompreensão. Ainda há um nível de fobia e intolerância. Mas pra mim, e para nós no PRIEST, nós nunca realmente – ‘sofremos’ não é a palavra – nós nunca fomos expostos a esse tipo de reação. Porque nós ainda temos milhões de fãs que nos amam. Então aqui vamos nós. Talvez eu seja o único – você conhece o show ‘Little Britain’? – talvez eu seja o único gay por aqui”, afirmou. Porém ele estava errado, pois se descobriu depois que não era o único.

Kristian Espedal, mais conhecido com Gaahl.
Outro músico que surpreendeu, ainda mais, quando revelou a homossexualidade foi Gaahl, ex-vocalista do Gorgoroth. Esta que é uma das principais bandas do Black Metal, gênero pertencente ao Metal Extremo. Em 2010, ele ganhou o prêmio “Homossexual do Ano”  da Bergen Gay Galla que premia pessoas ou instituições que contribuem para a comunidade Gay desta cidade norueguesa.

Em entrevista a um jornal local afirmou: “Eu não preciso de um prêmio para ser eu mesmo. Mas se isso pode ajudar outras pessoas na mesma cena que eu, é algo positivo”.

Mesmo assim, ao descobrirem isso, os fãs não deixaram de escutar ou vestir a camisa destas bandas. A sexualidade ou a aparência de ninguém deve servir como fator para se distanciar e se afastar de algo ou alguém. O ser humano é repleto de características e estas são apenas duas delas.


Veja vídeos do Judas Priest e do Gorgoroth:




Por: Afonso Rodrigues
De: São Paulo – SP
Email: afonsorodrigues@revistafriday.com.br

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COLUNA DE PESO: M.O.A. = Mico Open Air

23 abr
(Fonte da imagem: musica.uol.com.br)

Semana passada nesta coluna, falei que o mês de Abril entraria para a história. Disse isso, pois o Lollapalooza havia estreado com sucesso aqui no país e o Metal Open Air maior festival de Heavy Metal da América Latina iria estrear em uma semana, em São Luis (MA).



Estava tudo lindo e maravilhoso até que umas sucessões de fatos começaram a abalar as estruturas da ideia de um Abril histórico por motivos unicamente bons. O “Lolla” mostrou tradição, organização e qualidade, devido à experiência de mais de duas décadas. Já o M.O.A. mostrou exatamente o contrário, infelizmente.


Na última semana várias bandas cancelaram as apresentações no Metal Open Air. Os motivos foram vários. 

A banda Venom cancelou a apresentação, pois o visto do grupo foi extraviado para a África. Porém a maior parte cancelamentos foi por alegações de falta de pagamento cachê, passagens e hospedagem.

Anthrax, Blind Guardian, Saxon, Hangar, Matanza, Ratos de Porão e o Rock n´ Roll All Stars, de Gene Simmons, são apenas alguns exemplos de bandas que não tocaram. Várias notas foram enviadas alegando os motivos de cada grupo, Blind Guardian: “Devido a enormes problemas técnicos e administrativos, fomos forçados a cancelar. Parece que a produção local não tem sido capaz de garantir a estrutura de um festival. No futuro, teremos mais cuidado ao confirmarmos os shows.” Rock n´Roll All Stars: “Fomos informados, antes de voarmos para o Brasil, que muitas outras bandas já cancelaram suas apresentações. Estamos muito preocupados com a segurança de nossos fãs e dos artistas que já estão no festival. Ouvimos relatos de que é o evento é perigoso e um desastre. Por favor, tenham cuidado. Estamos ansiosos para fazer rock com vocês no futuro”.

O público também criticou o evento pela falta de informações para se chegar ao local, a dificuldade em comprar comida e que parte do acampamento foi instalado em um estábulo, por exemplo.  Veja a baixo a repercussão do caso no Jornal Nacional e no Jornal da Globo:

O festival que era para ser composto por três dias de shows, entre sexta-feira (20) a domingo (22), teve o terceiro dia (também) cancelado.

Kléber José Moreira, gerente do Procon de São Luis, em parceria com o Ministério Público, afirmou já ter aberto um processo contra os organizadores do evento.

O pior de tudo é que com esse descaso, amadorismo, e outros tantos defeitos apresentados, o Metal nacional acaba por perder e muito. Se desse certo, o M.O.A. abriria uma grande oportunidade de firmar o Heavy Metal com uma cena forte e respeitável. Imagina se ele fosse itinerante e atravessasse o país a cada edição? Imagina o Brasil tento um grande festival de metal anualmente? Mas isso, praticamente, não saiu do papel. O evento não passou de uma triste miragem.

Os headbangers brasileiros ainda não têm um gigantesco festival de metal como planejado, porém podem se orgulhar de terem um grande público, que ao contrário do que muitos pensam não manifestaram nenhum ato de violência.

Espero que o metal tenha mais espaço e o respeito que merece. Não foi dessa vez, mas um dia terá…

Fontes e mais informações:



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COLUNA DE PESO: Abril de 2012 entra para a história!

16 abr

Caro leitor fã de música (mais especificamente Rock e Metal). Este mês entrará para a história, pois estamos vivendo um marco. Tudo porque dois grandes festivais estreiam no Brasil.

O Festival foi realizado na 
Chácara do Jockey em São Paulo (SP).
No último final de semana, ocorreu o Lollapalooza. Festival americano voltado para bandas de rock com pegada alternativa, ou seja, que misturam ao rock elementos diferentes, como os da música eletrônica.

O Festival será realizado em
São Luiz (MA).
Já para o público que gosta de um som mais pesado, estreará na próxima sexta-feira (20) a primeira edição do Metal Open Air. Considerado simplesmente como o maior festival de Metal do mundo depois do – veterano – Wacken Open Air.

E imaginar que há 27 anos a primeira edição do Rock in Rio foi o marco zero na “redescoberta” do nosso país pelas grandes bandas.  Eu tal quais muitos de vocês, provavelmente, não tinha nem nascido em 1985.

Aqueles eram outros tempos em vários aspectos. Um deles era a situação do Brasil. Naquela época o país acabava de sair de uma ditadura de mais de vinte anos. Enquanto que agora vivemos em uma nação mais rica e desenvolvida (mas ainda com muitos problemas, sem dúvida, porém…) na quais artistas internacionais encontram aqui, uma fonte segura de retorno financeiro.  

Espero que estas sejam as primeiras edições do Lollapalooza e do Metal Open Air de muitos que virão. Um verdadeiro turbilhão de emoções em um único mês. O que poderemos ver ao final de Abril é a consagração do Brasil como um país que ama a música e que tem capacidade para portar grandes eventos (com exceção do futebol). 

Abaixo o famoso comediante Charlie Sheen convidado todos a irem ao M.O.A.:

Lollapalooza: “I love Rock n´ Roll”

9 abr
A última vez que o Foo Fighters veio ao Brasil foi na edição do Rock in Rio de 2001.

Neste final de semana, foi realizado a primeira edição do festival Lollapalooza no Brasil.  135 mil pessoas lotaram a Chácara do Jockey em São Paulo/SP para ver as várias de bandas de (indi) rock que tocaram no evento criado por Perry Farrell, vocalista do Jane´s Addiction.

                               PRIMEIRO DIA
                               Sábado, dia 7.
As atrações foram muitas, porém a mais esperada pelo público era o Foo Fighters, que encerrou o primeiro dia do festival. A Banda passa por um momento delicado, pois o vocalista Dave Grohl descobriu que tem um cisto na garganta. Isso fez com que o líder do grupo cantasse com bastante dificuldade.  

Para tentar compensar este problema, Grohl esbanjou carisma, energia e muito esforço ao cantar as músicas, quase gritando todas elas. Na internet, muitos criticaram severamente o desempenho de Dave Grohl, mas os fãs presentes no festival apoiaram a banda, cantando e agitando o show inteiro, além de levarem cartazes com o coro da canção “Best of You”.  Além desta, o Foo Fighters tocou hits como: “Big me”, “Times Like This”, “Long Road to Ruin” e “Everlong”, entre outros.

As outras bandas que antecederam o Fighters, e que merecem destaque são: os nacionais do O Rappa e Marcelo Nova, além das menos conhecidas Band of Horses, Cage the Elephant e TV on the Radio.

Capa do álbum, “I Love Rock n´ Roll”
(1981)

O destaque a parte fica para a apresentação de Joan Jett and the Blackhearts. Jett foi vocalista de uma das primeiras bandas de rock apenas composta por garotas, a The Runaways, nos anos setenta. Do grupo, a experiente roqueira executou o maior hit da antiga banda: “Cherry Bomb”. Após o fim do grupo, ela seguiu em carreira solo e lançou Bad Reputation (1981). A faixa-título do disco, um clássico, foi tocada no Lollapalooza. Ainda no mesmo ano, Joan Jett se juntou com o The Blackhearts e lançaram juntos o álbum mais bem sucedido da cantora: I Love Rock n´ Roll. O disco vendeu mais de 10 milhões de cópias. O hino eternizado por Jett, “I Love Rock n´ Roll”, é uma composição do grupo The Arrows.

  


                                                                      SEGUNDO DIA
                                                                     Domingo, dia 8.
No segundo dia, houve a apresentação do som dançante do Friendly Fires, além de Foster the People e MGMT. Todas com um som moderno que mistura as melodias do rock com as batidas da música eletrônica.


O criador do festival, Perry Farrell se apresentou com o Jane´s Addiction no final do dia, porém o grupo recebeu uma recepção bastante “fria”. Parece que o público, a maioria jovens, estava realmente mais interessado nas bandas novas. 


Fechando o palco principal do Lollapalooza, o Arctic Monkeys, banda mais esperada do domingo. Alex Turner, vocalista, é considerado por críticos como um dos melhores front-mens dos últimos tempos no rock. 



O evento foi um sucesso com pessoas vindo de outros estados e até países. Com isso, o público aguarda ansiosamente pela volta do festival o mais rápido do possível. 

Público curtindo o Lollapalooza em baixo de chuva. (Foto: Flávio Moraes/G1)


COLUNA DE PESO: Metal na Net Brasileira

2 abr

Semana passada, a Coluna de Peso falou a respeito dos programas feitos na internet pelos norte-americanos. Agora é vez dos brasileiros.
Se há alguns anos atrás você tentasse procurar na internet algum programa ou pelo menos um vlog a respeito de música (Heavy Metal) no YouTube, seria uma perda de tempo. Tudo por que a ideia de que é possível produzir conteúdo independente nela é nova. 
Desde o final de 2009 para o início de 2010, muitos começaram a seguir os passos de vlogueiros de sucesso como Felipe Neto e Pc Siqueira, e fizeram vídeos a respeito de assuntos polêmicos para, pura e simplesmente, tentar alcançar a fama.  Em contra partida, alguns jovens viram que o site de vídeos, poderia servir como um espaço para produzir um conteúdo de qualidade, autoral e que certamente não teria espaço na televisão.
Nasciam aí, os webmakers do Heavy Metal. Um pessoal que produz entrevistas, coberturas e muito mais dedicado ao gênero, através do YouTube.   A lista é grande, mas podemos destacar: o Moita Rock que é o canal brasileiro dedicado ao Metal no site, pois tem o maior número de inscritos e de visualizações:
O Lokaos Rock Show apresentado por Edu Rox, Dani Buarque e Bento Mello, se destacam pelo profissionalismo da produção, aliados a descontração e o toque de bom humor:
No fim do ano passado, o novato Rock Express foi responsável pela polêmica entrevista com Edu Falaschi, na qual o cantor criticou severamente a postura do publico nacional:
Neste começo de 2012, duas novas produções merecem destaque. O programa Undergroud, criado por Samuel Barcelos, é um noticiário a respeito dos principais acontecimentos da cena na semana, e o Metal Busted, que realiza entrevistas com bandas independentes e que é produzido apenas por mulheres.
Saindo do mundo dos vídeos do YouTube, outro formato que está crescendo na internet é o podcast. Tal qual um programa de rádio, os sites WikiMetal e o Crazy Metal Mind fazem entrevistas e debatem a respeito de música de uma maneira divertida. Vale a pena conferir.
Isso é só o começo. A tendência é que estas pessoas sejam vistas como exemplo de que é possível produzir um conteúdo de qualidade na internet e sobre um assunto  de que se gosta. Viva a liberdade da internet, a criatividade e a força de vontade destes internautas por defender a cena desta maneira!  

COLUNA DE PESO: Metal na Net Gringa

26 mar
A cada dia, mais pessoas têm acesso à internet. Com ela, aos poucos, a população está entendo que não são mais dependentes de outros meios para lerem ou assistirem aquilo que querem.
Pelo site YouTube, por exemplo, temos a chance de ver videoclipes ou mesmo apenas escutar as músicas de nossas bandas favoritas, além de poder encontrar novos artistas.
É neste mundo de possibilidades chamado internet que, cada vez mais, alguns indivíduos percebem que estão diante da chance de não serem apenas telespectadores, mas também produzirem os próprios conteúdos.
Os internautas gringos já têm ciência disto há mais tempo. Não faltam exemplos de pessoas que pegaram uma filmadora ou câmera e fizeram vídeos a respeito de determinados assuntos. Dentre eles a música.
No caso do Metal, o exemplo mais notório é o do canal The Needled Drop, criado por Anthony Fantano. Nos vídeos produzidos por ele, o americano faz resenhas de álbuns dos mais variados gêneros musicais, incluindo as vertentes do Heavy Metal.
Fantano faz vídeos de uma forma caseira, mas devido ao grau de qualidade dos vídeos, seja pela qualidade da imagem somada ao talento do próprio, fazem com que o The Needled Drop se torne um ótimo exemplo do fato da internet estar se profissionalizando e crescendo.
Uma característica importante que deve ser salientada é que este webmaker não age como se estivesse fazendo algo para a TV. A forma em que Fantano apresenta é descontraída, divertida e carismática. Veja um exemplo:
O The Needled Drop começou em Janeiro de 2009 e deste então muitos outros seguiram o caminho e exemplo de Fantano e começaram a produzir os próprios vídeos contendo opiniões a respeito de bandas e discos. Ainda naquele ano nasceria o JumbleJunkie Music e, em 2010, o CoverKiller, veja:
Outras produções também surgiram, só que feitos de uma maneira diferente. Os jovens da Absent Productions criaram o web programa chamado A Moment of Metal e os veteranos canadenses Alan e Jimmy, o The Metal Voice. Ambos são bons programas e são apresentados em dupla. Assista:
Dos web programas criados até hoje, aquele que mais se assemelha ao formato televisivo é, sem dúvida, o Metal Injection. Contendo entrevistas e coberturas de eventos feitas com humor e descontração, mas sem perder o profissionalismo, fazem o Metal Injection mostrar que é possível criar conteúdo para internet e com muita qualidade. Acompanhe:

A internet é um mundo de possibilidades e os brasileiros estão começando a também desbravá-lo. Mas isso fica para o artigo de semana que vem…

COLUNA DE PESO: Metal no papel

19 mar
Nos últimos anos, quando se pensa em jornalismo impresso voltado para o Rock/Metal no Brasil, a revista Roadie Crew vem à mente.
Edição deste mês da revista.

Com uma publicação de qualidade impar, seja pela grande variedade de matérias como entrevistas, resenhas, cobertura de shows ou seções características, garantem a Roadie Crew o posto de melhor publicação nacional a respeito da área da música pesada.

Criada no final dos anos 90, por Ricardo Batalha e Cláudio Vicentin como uma fanzine, a revista foi crescendo e superando várias dificuldades que vão de arranjar fotos de divulgação das bandas até conseguir fazer estas entrevistas. Para conferir uma entrevista concedida ao site WikiMetal onde Batalha e Vicentin contam como tudo começou: click aqui
Steve Harris (Iron Maiden) e Claudio Vicentin  (Editor da Roadie Crew) 
Ricardo Batalha (Redator Chefe da Roadie Crew)
Atual edição da Rock Brigade.
Também não podemos esquecer a importância de outra publicação dedicada ao gênero e que completa 31 anos de tradição em publicações que é a revista Rock Brigade.
Agora, em 2012, estamos vivendo a ascensão dos tablets. A cada ano fica mais difícil para o impresso competir com a velocidade e acessibilidade da internet. Porém, o veículo que poderia ser considerado como um vilão torna-se um aliado para impresso, pois a internet acaba servindo de bônus para o leitor já que no site da revista (www.roadiecrew.com) sempre há matérias que não couberam na versão impressa.
O meio impresso especializado sobrevive a todos os percalços graças a alguns ingredientes: fidelidade do público que consome estas revistas combinadas à paixão e dedicação de jornalistas que acreditam nesta mídia e que tal a briga entre qual é o melhor: CD/Vinil x o MP3, sabem que a internet tem suas vantagens, mas sabem que ter o material em mãos é uma sensação bem diferente e especial.   

Longa vida ao Jornalismo Musical Impresso!