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Dos Palcos Para A Telona

3 out

            Senhoras e senhores, lindos e lindas, meu povo e minha pova, olá! Meu nome é Ana Paula e eu vim aqui pra falar de teatro! Hoje eu vou destacar três filmesmuito bons que nasceram nos palcos! Vamos falar de O Auto da Compadecida, Chicago e Trair e Coçar É Só Começar.

O Auto da Compadecida


            O Auto da Compadecida é um dos filmes nacionais de maior sucesso e levou mais de 2 milhões de espectadores ao escurinho do cinema. O autor, Ariano Suassuna, escreveu a peça de teatro em 1957. Em 1999, a Rede Groboexibiu uma minissérie baseada na história do mestre Suassuna e logo veio o convite para fazer o filme. E que filme!


            O Auto da Compadecida conta a história de João Grilo e Chicó, dois sertanejos muito pobres que vivem de trambiques e pequenos negócios para sobreviver no sertão nordestino. Em uma de suas jornadas, eles se envolvem com Severino de Aracajú, um temido cangaceiro. Uma história de drama e comédia que faz com que o espectador fique hipnotizado na cadeira. O destaque é pra cena do purgatório, onde João Grilo, o padeiro e sua esposa, o padre, o bispo e Severino estão sendo julgados por seus pecados e por fim só sobre João, que tem que pedir ajuda a Nossa Senhora para poder resolver seu problema.



Chicago


             Quem nunca assistiu Chicago, não sabe o que está perdendo. A peça foi produzida em 1975, escrita por Fred Ebb e Bob Fosse e suas raízes vêm da história de Beaulah Annan e Belva Gaertnet, duas mulheres acusadas de assassinato e absolvidas após um certo tempo.


            Chicago conta a história de Roxie Hart, uma dona de casa que sonha em ser uma grande estrela. Roxie é uma grande fã de Velma Kelly, uma estrela dos bares. Velma ganha ainda mais fama quando mata seu marido e sua irmã – amante dele – a sangue frio e vai para a prisão. Lá acaba encontrando Roxie, que foi presa por matar seu amante Fred. Começa então uma disputa de egos entre as duas, enquanto o advogado de ambas, Billy Flynn, tenta tirá-las da prisão. O destaque é para o número musical Cell Block Tango, que conta com as seis assassinas, inclusive Velma, que contam como assassinaram os seus maridos. (“Eu estava cortando o frango para o jantar. Então meu marido Wilbur entra na cozinha, louco de raiva e grita que eu estou dando para o leiteiro. E foi aí que ele correu em direção à minha faca. Ele correu em direção à minha faca dez vezes.”)



Trair e Coçar É Só Começar


           A peça é de Marcos Caruso e teve sua estreia em 1986, no Rio de Janeiro. Em 2006 a peça foi transformada em filme e acabou virando um filme muito bom! 

           Trair e Coçar É Só Começar conta a história de Olímpia, uma empregada doméstica muito intrometida, que coloca um condomínio grande de classe média/alta de pernas para o ar ao desconfiar que seus patrões são adúlteros. O destaque aqui não é pra uma cena, mas sim pra genialidade e simplicidade da coisa. O autor mistura tudo e dá um nó cego, mas no fim é só puxar uma das pontas para que tudo se resolva. Genial!





É isso gente, espero que tenham gostado! Vou continuar fazendo meus levantamentos sobre peças que viraram filmes para contar aqui para vocês. Até semana que vem (:



Por: Ana Paula Cadamuro
De: São Paulo – SP
Email: anapaula@revistafriday.com.br

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