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Supercali… O que?

6 fev

            Olá povo da Friday! Hoje eu vou falar de algo que fez parte da minha infância. O primeiro musical que vi na vida. Um dos mais divertidos que já apresentei. E o que sonho em apresentar profissionalmente. Hoje eu vou falar sobre a Mary Poppins.

            Mary, criada pela escritora australiana Pamela Lyndon Travers, é uma babá inglesa que aparece durante uma tempestade de vento para cuidar dos filhos do casal Banks. De acordo com o filme da Disney (que é muito, MUITO, diferente do livro) a babá chega voando logo após ler o anúncio de jornal de Jane e Michael, as crianças Banks, que procuram uma babá praticamente perfeita.
            Logo que chega, Mary, com toda a sua magia deixa todos boquiabertos, em especial as crianças, que passam a se comportar de um jeito muito melhor após a chegada da babá. Elas também conhecem Bert, um limpador de chaminés muito animado, que tem um amor platônico por Mary (esse amor é bem explícito na versão on stage, mas a babá deixa claro que não quer qualquer envolvimento, o que é uma pena, porque pra mim o Bert é um partidão).

Tá, e o que tem de legal? TUDO!


             Mary Poppins é uma babá mágica, tudo o que qualquer criança já sonhou. Em um determinado momento do filme, Mary, Bert, Jane e Michael entram numa figura desenhada no chão, e lá participam de uma corrida de cavalam, passeiam num bosque, brincam com pinguins… Poxa, quem não gostaria de entrar num lugar desenhado por você mesmo?!

            E por fim, a palavra. Já dizia Mary Poppins: “Quando tentar se expressar for deveras absurdo, tente ser espontâneo e diga supercalifragilisticexpialidocious!”. Você, que conseguiu ler, leu certo! São 18 consoantes e 16 vogais, que, colocadas em ordem, podem significar o que você quiser! Essa palavra tornou May extremamente famosa e fez com que pessoas como eu decorassem essa palavra até de trás para frente (sério!).
            A versão on stage é simplesmente fantástica. As danças são todas voltadas para o sapateado e na cena da música Step In Time, onde dançam todos os limpadores de chaminé, Bert sapateia de ponta cabeça, no teto. Lindo! Perfeito! YAY!
            No filme, Mary Poppins é interpretada pela lendária Julie Andrews e Bert pelo lindíssimo (e hoje octogenário) Dick Van Dyke. Tem como não amar?
            Deixo vocês com o vídeo de Step In Time, se estiverem sem paciência, avancem um minuto e aí sim começará o número. Bom espetáculo! ;D

            A versão on stage é simplesmente fantástica. As danças são todas voltadas para o sapateado e na cena da música Step In Time, onde dançam todos os limpadores de chaminé, Bert sapateia de ponta cabeça, no teto. Lindo! Perfeito! YAY!

            No filme, Mary Poppins é interpretada pela lendária Julie Andrews e Bert pelo lindíssimo (e hoje octogenário) Dick Van Dyke. Tem como não amar?


            Deixo vocês com o vídeo de Step In Time, se estiverem sem paciência, avancem um minuto e aí sim começará o número. Bom espetáculo! ;D



Por: Ana Paula Cadamuro
De: São Paulo – SP
Email: anapaula@revistafriday.com.br

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Hora de Desafiar a Gravidade!

15 jan

            E aqui estamos nós, novo ano, novo conteúdo! Bem vindos à minha primeira postagem de 2013! E para estrear a minha coluna, nada melhor do que irmos todos juntos para Oz. Quero que conheçam um pouquinho mais sobre um musical que arrepia os pelinhos da nuca: Wicked.



            Pois é minha gente, Wicked (ou Malígna aqui no Brasil), é um musical que conta a verdadeira história das bruxas de Oz, explicando que a tal Bruxa Má do Oeste não é lá tão má assim. Para quem gosta de O Mágico de Ozou para quem NÃO GOSTA, como eu, é um prato cheio. Esqueça a história de que Glinda, a Bruxa Boa do Norte, sempre foi boazinha e que Elphaba, a Bruxa Má do Oeste, é uma bruxa velha e ranzinza. Há muito mais para se saber nessa história.
            No desenrolar da história, descobrimos que Elphaba não é ruim, mas sim uma pessoa simples e dedicada, que sofre com o preconceito das pessoas por conta de sua pele verde. Pois é galera, rolava um bullyingcontra ela! Apesar do desprezo por parte de seu pai, ela era extremamente devotada a ele e a sua irmã, Nessarose, que andava de cadeira de rodas. Vale ressaltar que nenhum deles tinha a pela verde, somente Elphie. Indo para a Universidade de Shiz, Elphaba acaba tendo que dividir o quarto com Glinda, mostrando que a primeira impressão não é realmente a que vale e fazendo nascer uma grande amizade dessa convivência forçada. Pois é minha gente, as bruxas eram melhores amigas! Não existia essa coisa toda de maldade ou bondade. Conforme Elphaba vai crescendo, ela entra em contato com o pior das pessoas e acaba se vendo forçada a assumir a postura que lhe é imposta: a de uma bruxa má. Mas essa “maldade” não dura muito.
            É claro que não vou entregar o final da história, mas confiem em mim quando digo que vale muito a pena. Já comprei e estou lendo o livro que deu origem a esse musical! Ele se chama Wicked: The Life and Times of the Wicked Witch of the West (em português é Malígna: A Vida e a Época da Bruxa Malvada do Oeste), de Gregory Maguire. A história começa muito antes da chegada de Dorothy (aquela menininha chata, dona do cachorro fofo) em Oz e termina um pouco depois da sua partida. Durante o livro e o musical também contada a história do espantalho, do leão, do homem de lata e até mesmo do próprio Mágico de Oz. Não quero estragar a surpresa, mas o homem de lata e o espantalho eram humanos!
            Eu já conhecia Wicked, mas não sabia de fato sua história. Cantarolava algumas músicas e só. M as no comecinho de dezembro eu assisti uma montagem simplesmente FANTÁSTICA, onde eu fiquei, literalmente, arrepiada. Eles eram apenas alunos, não havia profissionais ali, mas eles conseguiram me emocionar e me emocionar muito. Fizeram a lição de casa perfeitamente. Não consigo explicar qual foi a minha sensação ao sair de lado. Era orgulho daqueles atores, misturado com uma animação gigante por causa das musicas e da história e um pouco de arrependimento por não ter participado daquela coisa linda que vi no palco.
            Para os que gostam de ler, leiam Malígna, aos que gostam de teatro assistam Malígnae para quem gosta dos dois, você é lindo.
            Como de costume, deixo aqui um vídeo para vocês saborearem um pouquinho do que é o Wicked. É a música mais famosa de Wicked, ela termina o primeiro ato com muita classe! Defying Gravity:


Por: Ana Paula Cadamuro
De: São Paulo – SP
Email: anapaula@revistafriday.com.br

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Aqui No Mar ♪

7 nov
            Olá leitores lindos da Revista Friday! Quarta é dia deeeeeee… TEATRO! Então, sem mais delongas, vamos ao que interessa. Hoje vou falar de uma das peças mais lindas, mais fofas, mais gracinhas e mais fantásticas peças que fizeram partes da sua infância e foram parar nos palcos. Estou falando de A Pequena Sereia.



            The Little Mermaid foi uma das animações mais vistas nos cinemas do mundo todo. A estreia do filme da Disney foi em 17 de novembro 1989 (nos EUA) e 15 de dezembro de 1989 (no Brasil), 30 anos depois do último conto de fadas, A Bela Adormecida. Já em 2001, o clássico foi adaptado para os palcos da nossa querida Broadway.

            Como todos conhecem, A Pequena Sereiaconta a história de Ariel, uma jovem sereia que quer conhecer e explorar o mundo dos humanos (Eu quero estar onde o povo está, eu quero ver os homens dançando e caminhando em seus… Qual o nome mesmo? Ah, pés! – Part Of That World). Contra a vontade de seu pai, Ariel vai sozinha a superfície e acaba se apaixonando pelo príncipe Erik (Oh meu Deus, esperem um minuto. Ela está apaixonada, seu coração bate mais forte! – She’s In Love). Para conseguir ir atrás de seu amado, Ariel faz um acordo com Úrsula, a bruxa dos mares, que lhe concede pernas, em troca de sua voz. Contudo, para ter sua voz de volta, o príncipe tem que beijá-la dentro de um período de três dias (Não custará muito, somente a sua voz. Se você quer atravessar a ponte, você precisa pagar a taxa! – Poor Unfortunate Souls). Para evitar que Ariel ganhe o beijo do príncipe e para conseguir que ela se torne sua escrava para sempre, Úrsula se transforma numa humana e, com a ajuda da voz de Ariel, faz com que o príncipe se apaixone por ela. A pequena sereia tenta de todas as formas que o príncipe a beije, e conta, inclusive, com a ajuda de Sebastião (Parece que ele está tímido e não vai beijar a garota… Você vai perdê-la! – Kiss The Girl). A medida que o tempo passa, Ariel vai perdendo as esperanças de beijar o príncipe, enquanto Erik perde as esperanças de encontrar a dona da voz que ele tanto procura e Tritão, de encontrar Ariel (Ariel: Se ao menos fosse verdade, se ao menos por um instante, se ao menos você percebesse o quanto sofro por trás do meu sorriso… / Erik: Quando ela me olha, parece que o mundo para, como naquele dia à orla da praia! Mas aquela voz… / Tritão: Como ela consegue desaparecer completamente nas águas rasas? Já fazem dois dias e eu não sei para onde ela foi! – If Only).

            História linda, magnífica, fantástica! Juro, assisti o musical completo pelo youtube e fiquei completamente hipnotizada. Vale muito a pena! Mas, se você não quiser assistir pelo youtube, fica a dica:

Local: Teatro Maria Della Costa.
Dias e Horários: Sábados as 15h30 / Domingos as 15h30.
Duração da Temporada: Temporada: até 19/11/2012.
Valor do Ingresso: R$30,00 (inteira), R$15,00 (meia-entrada e crianças de 02 a 12 anos), R$ 13,00(antecipados até 01 hora antes).

             E para aquecer, vamos assistir If Only, uma música LINDA! ♥
Por: Ana Paula Cadamuro
De: São Paulo – SP
Email: anapaula@revistafriday.com.br

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Os Homens São de Marte… E É Pra Lá Que Eu Vou!

17 out

            Olá lindos e lindas da Friday! Hoje eu vou falar sobre uma peça que vale muito a pena assistir. Essa vai para todas as mulheres que tem problemas com relacionamentos, que curtem comédias, que querem aprender um pouco mais, que pretendem se divertir bastante ou que reúnam todas as características. E é claro, homens também são permitidos na plateia, afinal, vocês vão acabar aprendendo um pouquinho mais sobre o universo feminino. A peça em questão é Os Homens São de Marte… E É Pra Lá Que Eu Vou!

“Eu fiquei ali, agarrada na grade, tentando fazer xixi enquanto os mosquitos me comiam viva. Mas tudo bem, vamos praticar o desapego!”


            Mônica Martelli escreveu e atua SO-ZI-NHA nessa peça e, acredite, ela faz tudo isso impecavelmente. A peça trata de um grande dilema feminino: encontrar o grande amor. Claro que nem todas as mulheres vivem por isso, mas no caso da protagonista, Fernanda, isso é quase que seu motivo para respirar. Há a crítica de certos valores e comportamentos da sociedade, mas ela é mostrada de um jeito leve e cômico.
            Fernanda é uma mulher moderna, independente e bem sucedida e tem dificuldade em encontrar um homem que saiba compartilhar dessa liberdade. Ela tem 35 anos, é jornalista formada e trabalha organizando festas de casamento. Para ela, a vida sem amor é em preto e branco. A história começa dentro do consultório de sua psicóloga, a Bete. Lá Fernanda conta todas as suas histórias e, assim, conhecemos os amores da Fê. Ela também sofre de ansiedade e isso faz com que ela ganhe um ar neurótico e muitas vezes até mesmo psicótico. 

            Ao longo da montagem, Fernanda chega a conhecer melhor um político, um rico playboy, um alternativo do Sul da Bahia e um gay. Uma das coisas mais legais da peça é que Mônica não sai do palco nenhuma vez! Ela usa um vestido que pode ser usado de várias formas e as mudanças temporais são feitas assim, mudando o vestido. Não é genial? Para que ela mude o vestido, há uma sutil mudança de luz, permanecendo somente as luzes de fundo acesas e, assim, podemos ver só a sombra da atriz.

            No site da atriz, podemos encontrar a descrição da peça. “Na verdade, a busca pelo amor pode ser uma oportunidade de aprendizado, mas para quem está solteiro não é assim, é castigo. Quem está solteiro quer encontrar um amor e ponto final, só não sabe como.

            De uma forma muito divertida, mas também emocionante e com um final surpreendente [assino embaixo, surpreende mesmo!], a peça fala do amor e da falta dele. Tudo isso com um tipo de humor que as mulheres são capazes de fazer muito bem: rir das suas próprias desgraças.”

            Como de costume, vou deixar aqui um vídeo relacionado à peça! Mas esse vale muito a pena ver, porque aí sim vocês vão ter ideia do que eu tô falando! 😀

            

Por: Ana Paula Cadamuro
De: São Paulo – SP
Email: anapaula@revistafriday.com.br

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Tell Me More, Tell Me More!

19 set

                Olá lindas e lindos leitores da Revista Friday! Semana passada eu falei sobre um musical super conhecido, o Mamma Mia!. Agora, vou falar sobre um HIPER conhecido: Grease – Nos Tempos da Brilhantina.


            Grease é um musical de 1971, criado por Jim Jacobs e Warren Casey. A ideia do nome Grease veio das gangues de rua dos Estados Unidos nos anos 50 e 60, os greasers. Essas gangues tinham um estilo bem rebelde (não, não igual aqueles rebeldes mexicanos da TV) que se popularizou no país durante aquela época.
            Quando estreio na Broadway, em 1959, o musical era agressivo e vulgar. Contudo, as produções seguintes passaram a ‘limpar’ o espetáculo até deixá-lo como conhecemos hoje. Esse musical aborda temas como gravidez na adolescência, violência entre gangues, amor, amizade, rebelião juvenil, descoberta da sexualidade e até mesmo conflito de classes. Greasefoi o 14º musical mais longo da Broadway, com 3388 performances.
            Grease – Nos Tempos da Brilhantina conta a história de Sandy, uma garota boazinha e virgem que começa a estudar na Rydell High School. Durante o verão, Sandy conheceu Danny, um garoto doce e sonhador que, por obra do destino, também estudava na Rydell. Ao encontrarem seus amigos, ambos passam a contar sobre o verão e seu encontro (Pink Ladies: Conte mais, conte mais, foi amor a primeira vista? / T-Birds: Conte mais, conte mais, ela foi até o fim? – Tell Me More). Acontece que os dois se reencontram e Sandy percebe que Danny não é bem aquilo que ela pensava que ele era e decide deixá-lo de lado. A moça então se junta com as Pink Ladies e vai à festa do pijama de Marty, enquanto os garotos roubam peças para o novo carro de Kenickie (Calotas cromadas, carburados envenedado, vai ficar demais! – Greased Lightinin’). Apesar de Danny viver pedindo desculpas a Sandy, ela se recusa a aceitá-las, embora ainda se sinta atraída pelo rapaz. No baile da escola, a moça vê Danny dançando com Cha-Cha num campeonato de dança (Elogiado e aplaudido quantinha tinha apena cinco anos, eu nasci para dançar! – Born To Hand-Jive). Apesar de Sandy se sentir traída, ela não consegue parar de pensar em Danny (Acho que meu coração não é o primeiro a se partir e meus olhos não são os primeiros a chorar. E não sou a primeira a perceber que não tem como esquecer você – Hopelessly Devoted To You). Não vou contar o final (mesmo que todo mundo já saiba!), mas digo uma coisa: não tem coisa mais fofa que esse musical!
            Não vou colocar Summer Nightsporque é a mais famosa. Escolhi uma que eu, particularmente, adoro! We Go Together:


            Bom, Grease é um filme musical estilo A Lagoa Azul, todo mundo já viu pelo menos uma vez (mas como há sempre uma exceção, eu confesso: nunca assisti A Lagoa Azul. Pronto, falei!). O filme conta com Olivia Newton-John como Sandy e John Travolta como Danny e mais um elenco todo lindo e cheio de brilho, que fazem o musical ser incrível e memorável!




Por: Ana Paula Cadamuro
De: São Paulo – SP
Email: anapaula@revistafriday.com.br

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Mamma Mia! Here I Go Again…

12 set

             Olá leitores lindos da Revista Friday! Hoje eu estou aqui para falar de um musical que todos conhecem e amam. Quem nunca foi numa festa e cantou e dançou loucamente Dancing Queen? Exatamente, minha gente, vamos falar de Mamma Mia! hoje (:


            A ideia inicial foi da produtora inglesa Judy Cramer, que ouviu as músicas do ABBA e percebeu que elas tinham potencial para tecer a história de um grande musical. Em 1997, Judy encomendou o enredo a Catherine Johnson, começando assim a história de um espetáculo de muito sucesso.
            O musical conta a história de Sophie, uma moça que vive com a mãe na Grécia e está prestes a se casar. Sophie sempre teve curiosidade por saber quem é seu pai, embora sua mãe, Donna, nunca tenha lhe contado. Quando Sophie encontra o diário de Donna, ela descobre que tem três possíveis pais: o arquiteto Sam, o escritor Bill e o banqueiro Harry. Por ter o sonho de conhecer ser pai (Eu tenho um sonho, uma canção para cantar – I Have a Dream), Sophie convida os três homens para virem ao seu casamento com Sky, o grande amor de sua vida (Você ouviu dizer que fumar era meu único vício, mas agora isso não é mais verdade, porque para mim agora tudo é você! – Lay All Your Love). Alguns dias depois, Sam, Bill e Harry desembarcam na ilha e Donna se desespera ao ver os três após tantos anos (Mamma Mia, aqui vou eu novamente… Meu Deus, como vou conseguir resistir? – Mamma Mia). Paralelamente à chegada dos homens a ilha, as amigas de Donna chegam também e percebem que algo está errado com Donna (Chiquitita, eu vejo a tristeza nos seus olhos e o casamento é amanhã! – Chiquitita). Após conhecer os três, até mesmo Sophie fica confusa e não consegue se decifrar esse grande enigma (Sophie: E agora você trabalha num banco, é um homem de família, um fã de futebol… E seu nome é Harry!/ Harry: Isso soa muito chato!/ Sophie: É você o herói dos meus sonhos?– Our Last Summer). Com a visita de seus ex-namorados, Donna também acaba relembrando seu grande amor do passado (O que aconteceu com o nosso amor? Eu queria entender… Era tão bom! – S.O.S.). Não vou contar o final caso alguém ainda não tenha visto, mas garanto que é muito fantástico e que as músicas fazem você querem sair cantando e dançando pela sala! (Imaginem só quando assisti a primeira vez no cinema).
            Mamma Mia! faz parte da lista básica de musicais que te fazem mais feliz! É um dos musicais mais famosos da história, tendo estreado em 1999 no West End em Londres e na Broadway em 2001. Esse é um dos únicos musicais que já foi apresentado em 14 línguas diferentes! Queria dar um destaque para a atriz Lone Van Roosendaal, que fez a personagem Donnaem três línguas diferentes (inglês, holandês e alemão). Fácil, né?
Não é surpresa para ninguém que o musical ganhou sua versão para cinema (que para nós aqui do Brasil, estreou em setembro de 2009), com Meryl Streep, Pierce Brosnan e Amanda Seyfried. O filme arrecadou nada mais, nada menos que U$600 milhões internacionalmente! Graças a essa marca, ele ficou em terceiro lugar no ranking de filmes musicais que mais deram certo, ficando atrás de Grease e Chicago.
Fiquei muito em dúvida sobre qual número musical escolher para postar aqui, então optei por colocar o trailer do filme! Nada melhor do que um trailer para dar aquela água na boca para assistir alguma coisa!



Por: Ana Paula Cadamuro
De: São Paulo – SP
Email: anapaula@revistafriday.com.br

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Acende a Minha Vela?

29 ago
Olá pessoas lindas que leem a Friday! Hoje é dia de teatro por aqui e vou falar sobre um musical muito bom, mas que poucos conhecem. Hoje vou falar de Rent.

“No day, but today.”

O musical é baseado na ópera de Giacomo Puccini, La Bohème, e conta com composições de Jonathan Larson. Gosto muito desse musical por que ele foge um pouco do padrão. Não são músicas tocadas por orquestras, com ritmos clássicos e repletas de violinos e instrumentos de metal. É um musical de rock. Isso mesmo! São solos de guitarra, ritmos rápidos e envolventes. Talvez por isso me chame tanta atenção. Ou talvez seja pelo fato de lidar com assuntos polêmicos como homossexualidade e AIDS. Só para vocês terem uma ideia, são sete personagens centrais, e com a exceção de Mark, todos têm AIDS ou são homossexuais (ou no caso de Collins e Angel, os dois).

Rent – Os Boêmios conta a história de Mark, Roger, Mimi, Maureen, Angel, Joanne e Collins. (lembrando que vou me basear no filme para fazer a resenha do espetáculo, ok?) Tudo começa com Mark e Roger, em plena véspera de Natal, recebendo um aviso de que se não pagarem o aluguel, serão despejados (Como vamos pagar o aluguel do ano passado, o desse ano, o do próximo ano? – Rent). Então Collins chega à casa dos amigos, mas, antes de entrar acaba sendo atacado por alguns arruaceiros. Já no dia seguinte, Collins chega totalmente recuperado e atribui seu bem estar a Angel, uma drag queen que o havia levado para casa. Angel então explica que faz caridade (Hoje para você e amanhã para mim! – Today For You, Tomorrow For Me) e que tem um grupo de apoio para pessoas com AIDSe assim, convida Roger para participar, mas este recusa. No dia seguinte, dia de Natal, Maureen, ex-namorada de Mark, pede que o rapaz a ajude a concertar os microfones que ela usará para fazer um protesto. Mark resolve ajudar Maureen, mas ao chegar ao local combinado, ele encontra a atual namorada de Maureen, Joanne, e os dois discutem a respeito de Maureen (Você finge acreditar nas mentiras que ela diz, porque no final, você simplesmente não consegue deixá-la – The Tango Maureen). Paralelamente a isso, Roger, que está no apartamento, conhece Mimi, sua vizinha, e eles acabam se interessando um pelo outro, embora o rapaz tente se esquivar da dançarina (Só há nós dois aqui, só há o agora. Esqueça os arrependimentos ou você vai perder o melhor da vida – (Mimi) Another Day). Conforme o tempo passa, Collins e Angel se apaixonam e vivem um belo romance (More na minha casa, seja meu inquilino, mas me pague com um milhão de beijos. Seja meu amor e eu te protegerei – I’ll Cover You) e Maureen e Joanne se separam por concluírem que nenhuma das duas dá valor ao que tem nas mãos (Me aceite como eu sou ou me esqueça! – Take Me Or Leave Me). Mas as situações só pioram quando o vírus consome Angel e os amigos se separam (Não acredito que ela se foi, não acredito que vocês estão indo. Não consigo acreditar que isso é o adeus (Collins) – Goodbye).

Gente, sério, esse é um dos musicais mais legais que eu já vi e eu super recomendo! Deixo vocês com um vídeo do momento em que o Roger e a Mimi se conhecem. Aí vai Light My Candle – Acende a Minha Vela (ã, ã, entendeu o nome do post agora?):

Dica de Hoje:

Para comemorar o centenário de Nelson Rodrigues, está em cartaz no Sesi a peça Boca de Ouro, com Marco Ricca!

A sinopse da peça, segundo o próprio site do Sesi, diz que o motorista do ônibus que Nelson Rodrigues costumava pegar, se orgulhava sempre de seus 27 dentes de ouro maciço, 24 quilates. Ele foi a inspiração para o dramaturgo contar uma história do submundo e do poder paralelo da contravenção. Boca de Ouro é o representante fiel da malandragem e da ginga carioca. Metido, cheio de bossa, o protagonista tem densidade psicológica, complexado por causa da sua origem humilde. Antecipando uma discussão que até hoje não tem fim, Nelson desvenda o processo metafísico da violência e da ambição pelo poder, numa lição construtiva e cada vez mais contemporânea.
A peça fica em cartaz até novembro, mas agora em setembro a peça será GRATUITA todas as quintas e sextas, às 20h30. O Teatro do Sesi fica na Avenida Paulista, 1313, perto do metrô Trianon-Masp. Lembrando que Nelson Rodrigues é cultura e você será uma pessoa muito melhor se assistir uma peça dessas! 

                             

Por: Ana Paula Cadamuro
De: São Paulo – SP
Email: anapaula@revistafriday.com.br

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