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O Clube dos Cinco

30 nov
Não importa a década, todo mundo sabe que ser adolescente não é fácil. Muitas mudanças, muitas informações a serem captadas e muito aprendizado sobre a vida começa nessa fase. Foi isso que o diretor John Hughes quis passar com o filme “Clube dos Cinco”.

John, Allison, Andrew, Claire e Brian são cinco jovens do Ensino Médio que, por castigo, tem que passar um sábado inteiro na escola e fazer uma redação de mil palavras com o tema “quem sou eu?”, só que o problema é que nenhum deles sabe quem realmente é.

Os adolescentes são os retratos dos estereótipos de uma escola qualquer: A patricinha, o nerd, o atleta bonitão, o rebelde e a esquisitona. No início, todos eles se comportam como o esperado, porém, no desenrolar da história há a quebra de todos os rótulos construídos.

O primeiro conflito que os protagonistas tem que enfrentar é a redação explicando sobre eles mesmos, o que é algo muito difícil para alguém (principalmente na adolescência) de ser feito. A princípio, eles não interagem muito entre si e conversam apenas trivialidades do dia-a-dia. A longo do dia, eles começam a estabelecer mais contato e se sentem à vontade para falar de tudo aquilo que os incomoda e que os tornaram aquilo que são.

Pressão dos pais para ser o melhor da classe, ser durão para impressionar o pai, esconder a virgindade para ser aceita são alguns temas abordados na história. Basicamente, o filme aborda de forma simples e leve alguns dos problemas da adolescência e provoca pais, professores e alunos.

Elenco: Emilio Estevez, Paul Gleason, Anthony Michael Hall, John Kapelos, Judd Nelson, Molly Ringwald
Direção: John Hughes
Gênero: Drama
Ano: 1985


Por: Natália Farkatt
De: Natal – RN
Email: natalia@revistafriday.com.br

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Ruby Sparks – A Namorada Perfeita

16 nov
Todo mundo tem um modelo de homem ou mulher perfeitos. Mas você já imaginou como seria se tudo aquilo que sempre viveu somente na sua imaginação se tornasse realidade de um dia para o outro?

Calvin é um escritor que teve o seu primeiro momento de fama aos 19 anos. Porém, ele é um pouco problemático, pois nunca foi um adolescente descolado e tem dificuldades em se relacionar com o sexo oposto, além de estar cercado de pessoas que vivem dando palpite em sua vida, como o irmão mais velho, a mãe que virou hippie, o padrasto metido a artista e o seu agente.

No meio de um grande bloqueio de idéias para um próximo livro, Calvin começa a sonhar regularmente com uma moça e depois de um tempo, se descobre apaixonado por ela. Então, seja por um desses mistérios da natureza, poder da imaginação ou como você queira chamar, Ruby magicamente se materializa na vida de Calvin como se já estivesse lá a muito tempo.

A princípio, Calvin pensa que enlouqueceu de vez, porém, Ruby consegue ser vista e interagir com todos aqueles ao seu redor, cativando-os com o seu jeito meio moleca de ser e assim os dois iniciam um relacionamento cheio de altos e baixos. O que Ruby não sabe, é que Calvin consegue editar todo e qualquer traço da sua personalidade apenas com apenas algumas frases escritas em sua máquina de datilografar.

Dirigido pela mesma dupla de “Pequena Miss Sunshine”, “Ruby Sparks” é o típico filme indie-fofinho-que-todo-mundo-adora. Apesar de me lembrar bastante “500 dias com ela”, vale a pena o ingresso, a pipoca e arejar as idéias na sala de cinema.


Elenco: Zoe Kazan, Antonio Banderas, Paul Dano, Alia Shawkat, Deborah Ann Woll, Annette Bening, Steve Coogan, Chris Messina, Elliott Gould, Aasif Mandvi, Wallace Langham, Toni Trucks, Eleanor Seigler
Diretor: Jonathan Dayton, Valerie Faris
Duração: 106 min.
Ano: 2012


Por: Natália Farkatt
De: Natal-RN
Email: natalia@revistafriday.com.br

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The Rocky Horror Picture Show

2 nov
Se alguma vez você pensou em ser cineasta mas nunca soube como começar um filme, atenção para as seguintes dicas: Pegue um casal que se fica perdido numa estrada esquisita à noite e pedem socorro à uma mansão meio suspeita na beira da estrada. Pronto, agora misture estes ingredientes com um anfitrião cheio de idéias mirabolantes, músicas que grudam na cabeça e você terá um dos meus filmes de Halloween preferidos: The Rocky Horror Picture Show!

Brad e Janet noivaram recentemente e, após retornar do casamento de  uns amigos numa noite chuvosa, ficam presos no meio do caminho devido a um problema no carro. Então ele se lembram que um pouco mais atrás, viram um castelo um tanto quanto misterioso, porém, com várias motos estacionadas dentro. Resolvem então entrar e pedir para usar o telefone.

Ao chegar na mansão, eles são recebidos por várias criaturas estranhas: Uma governanta de cabelos rebeldes e um mordomo com uma grande corcunda e uma cara assustadora. O casal é convidado a entrar e se depara com uma festa e um anfitrião ainda mais estranhos. É então que eles conhecem o Dr. Frank-N-Furter, um cientista-et-travesti-bissexual que usa salto alto com cinta-liga e revela que está construindo um “homem para satisfazer as suas necessidades”.

A partir daí, Brad e Janet se aventuram dentro da mansão para tentar fugir das garras do Dr Frank. Tudo isso recheado de diálogos rápidos, referências artísticas e músicas contagiantes.  É o tipo de filme que vocêtem que dar mais de uma chance para descobrir todos os mistérios e referências escondidas a cada cena.

Então, let’s do the time warp again e bom filme! 



Elenco: Tim Curry, Susan Sarandon, Barry Bostwick, Richard O’Brien, Patricia Quinn, Little Nell, Jonathan Adams, Peter Hinwood
Diretor: Jim Sharman
Ano: 1975
Gênero: Comédia


Por: Natália Farkatt
De: Natal-RN
Email: natalia@revistafriday.com.br

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A Noviça Rebelde

26 out
Se alguém que está lendo esse texto e alguma vez fez curso de inglês, com certeza já ouviu a seguinte música: 

“Doe, a deer, a female deer/Ray, a drop of golden sun/Me, a name I call myself/Far, a long long way to run/Sew, a needle pulling thread/La, a note to follow sew/Tea, I drink with jam and bread/That will bring us back to do…oh oh oh”

Se não, então a dica de filme de hoje é pra você:
O filme conta a história de Maria, noviça em uma pequena cidade Austríaca, que não consegue se adaptar às normas rígidas do convento onde vive por possuir um espírito livre e amar a natureza. Por isso, a Madre Superiora decide manda-la para trabalhar na mansão Von Trapp, como babá de sete crianças inquietas que tem um pai nervoso e autoritário, mas que não consegue contê-las.
No início Maria tem muito trabalho, pois as crianças se recusam a ficarem sob os cuidados de uma babá, mas aos poucos, ela vai conquistando o coração e a confiança deles e também do frio Capitão Von Trapp através do poder da música.
A história se passa no final da década de 30, quando o regime nazista de Hitler começava a se disseminar para outros países próximos à Alemanha e é baseado na história real de Maria Von Trapp, ex-noviça.
(A verdadeira família Von Trapp)
O filme é inspirado no famoso musical da Broadway e consegue passar com leveza a história da família Von Trapp, dividida em duas partes: Pré e pós invasão nazista na Áustria. O lado perverso da ideologia de Hitler não consegue interferir de forma negativa na narrativa, tornando, assim, “A Noviça Rebelde”, uma das histórias mais conhecidas do mundo.

Elenco: Julie Andrews, Christopher Plummer, Eleanor Parker, Richard Haydn, Peggy Wood.
Diretor: Robert Wise
Duração: 171 min.
Ano: 1965


Por: Natália Farkatt
De: Natal – RN
Email: natalia@revistafriday.com.br

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Toast

19 out
Nesta segunda-feira (16) foi comemorado o dia mundial da alimentação. E, bom, quem não gosta de uma comidinha gostosa, né? Pensando nisso, resolvi trazer um filme que trata exatamente sobre comida: Toast.

Nigel (Oscar Kennedy) é um menino de nove anos que nunca comeu nada além de comidas enlatadas e torradas (daí o nome do filme). Como sua mãe (Victoria Hamilton) não sabia cozinhar, o menino tomou gosto e fascínio por alimentos que fossem feitos de vegetais, frutas, queijos e carnes frescos. Então, ao invés de colecionar álbuns de figurinhas como qualquer garoto normal, ele possuía vários livros de receitas e se divertia imaginando como seria fazer e comer todos aqueles quitutes.

Porém, como nenhuma história é completamente feliz, a mãe de Nigel morre e seu pai (Ken Stott) contrata Ms. Potter (Helena Bonham Carter) a qual, além de cuidar da casa, é uma cozinheira de mão cheia e conquista o coração (e o estômago) do viúvo. Apesar de estar se alimentando como sempre sonhou, Nigel não é bem tratado pela madrasta e se vê cada vez mais distante do pai.

Alguns anos mais tarde, ele (agora interpretado por Freddie Highmore) encontra seu porto seguro nas aulas de economia doméstica da escola, contudo, Ms Potter não entrega o seu reinado na cozinha tão fácil e começa uma batalha gastronômica dentro de casa. Frustrado, Nigel começa a trabalhar na cozinha do pub local, o que abre seus olhos para novas oportunidades e possibilidades.

O longa é baseado na biografia de Nigel Slater, famoso chef britânico. É um filme sensível e ao mesmo tempo divertido e atiça toda a gula que existe dentro de você. Então, só me resta o conselho de assisti-lo com várias guloseimas ao lado e desejar bom filme! 



Elenco: Freddie Highmore, Helena Bonham Carter, Ken Stott, Victoria Hamilton, Colin Prockter, Oscar Kennedy, Matthew McNulty, Frasier Huckle
Direção: S.J. Clarkson
Duração: 96 minutos
Ano: 2010


Por: Natália Farkatt
De: Natal – RN
Email: natalia@revistafriday.com.br

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Agora e Sempre

12 out
Todo mundo tem um filme que marcou a sua infância. Principalmente para aqueles que foram crianças na década de 90, é comum que sejam filmes animados da Disney. Porém, como falar de algum desses filmes não ia ser nenhuma surpresa, resolvi (após assistir pela trilionésima vez) trazer pra vocês outra história que fez parte das minhas tardes em frente à televisão assistindo Sessão da Tarde.

“Agora e sempre” conta a história de quatro amigas: Chrissy, Roberta, Tina e Samantha que, aos 30 anos, se reunem no chá de bebê de Chrissy e relembram o verão de 1970, o qual foi cheio de aventuras e descobertas sobre a vida e sobre o que é crescer.

Roberta (Christina Ricci/ Rose O’Donell) perdeu a mãe aos quatro anos e desde então vive com o pai e dois irmãos mais velhos, o que fez com que ela se tornasse a mais realista superprotetora do grupo, sem nunca levar desaforo para casa.

Samantha (Gaby Hoffmann/Demi Moore) é apaixonada por ficção científica e não consegue lidar bem com o fato de seus pais brigarem muito e terem se divorciado, fato que ainda era motivo de fofocas entre os vizinhos. Com muito interesse pelo sobrenatural, sempre tentava invocar espíritos junto com as amigas no cemitério da cidade.

Chrissy (Ashleigh Aston Moore/ Rita Wilson) é a bobinha do grupo. Criada por uma mãe cheia de tabus, é super vaidosa e cheia de frescuras e a sua maior ambição na vida é casar com um médico rico e ter vários filhos.

Tina (Thora Birch/Melanie Griffith), filha de mais da alta sociedade, é filha única e sempre foi muito sozinha. Sonha em ser uma grande atriz de Cinema e tenta parecer a mais velha e mais madura do grupo.

O verão de 1970 teria tudo para ser como um outro qualquer em Shelby, Indiana: Três meses sem escola e todas as crianças tentando inventar maneiras de mão morrer de tédio. As protagonistas tinham como meta comprar uma casa na árvore e para isso topavam qualquer trabalho para ganhar alguns dólares.  
Certa noite de lua cheia, Samantha resolve organizar uma sessão espírita no cemitério da cidade. Após uma trovoada, elas pensam que o espírito de um menino de 12 anos chamado “Querido Johnny”, cuja lápide foi quebrada, as persegue, o que as estimula a saber como se deu a sua morte.
No caminho entre as pesquisas sobre as circunstâncias que causaram o falecimento de Jhonny, elas vão descobrir mais sobre o primeiro amor, sobre a transição da infância para a adolescência, tudo isso acompanhado por uma ótima trilha sonora, um enredo leve e atuações fantásticas.

“Agora e sempre” é uma história sobre aprendizados. É o tipo de filme que você assiste em várias fases da vida e que sempre terá um significado novo. Então, junte as amigas, prepare a pipoca e bom filme!

Elenco: Demi Moore, Rosie O’Donnell, Melanie Griffith, Rosie Wilson, Christina Ricci, Thora Birch, Gaby Hoffmann, Ashleigh Aston Moore, Rita Wilson, Janeane Garofalo, Hank Azaria, Devon Sawa e Brendan Fraser.
Direção: Lesli Linka Glatter
Gênero: Comédia/Drama
Ano: 1995


Por: Natália Farkatt
De: Natal-RN
Email: natalia@revistafriday.com.br

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As coisas impossíveis do amor

5 out
Ao contrário do que a título sugere, “As coisas impossíveis do amor” não é uma comédia romântica (vocês estão autorizados a culpar as traduções) e apesar de ser de 2009, o filme só veio chegar em terras brasileiras em 2011.

Emilia (Natalie Portman) é novata em um escritório de advocacia em Nova York, onde conhece Jack (Scott Cohen) pelo qual se apaixona imediatamente. O problema é que Jack é casado e tem um filho.

Porém, isso não impede de que os dois comecem a ter um caso, pois ele não se sentia feliz no casamento com Carolyn (Lisa Kudrow) uma renomada médica. O fim do casamento se dá quando Emilia fica grávida e ela e Jake resolvem oficializar a união.

Porém, o destino não foi tão generoso com o casal e a filha deles, Isabel, morre de repente, com apenas três dias de vida. A partir daí, Emilia tem que aprender a lidar com o luto, a entender tudo o que está passando em sua vida e também a conquistar o enteado problemático e fragilizado diante da separação dos pais e conviver com as neuroses da mãe.

O longa trabalha, de forma clara e simples, a questão da traição e da perda de um filho. É uma boa oportunidade de desvincular a Lisa Kudrow da personagem de Friends, além do destaque ao Charlie Tahan (que interpreta Willian, o enteado de Emilia), o qual, junto com Natalie Portman, protagoniza as melhores cenas, o que lembra um pouco a relação entre as protagonistas de “Grande menina, pequena mulher”.

Eu não chorei, mas não custa nada recomendar lencinhos de papel, né? Portanto, bom filme!

Elenco: Natalie Portman, Scott Cohen, Lisa Kudrow, Daisy Tahan, Lauren Ambrose, Charlie Tahan
Diretor: Don Roos
Duração: 98 min
Gênero: Drama
Ano: 2009

Por: Natália Farkatt
De: Natal – RN
Email: natalia@revistafriday.com.br

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