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COLUNA DE PESO: Arco-Íris de Metal

6 jun
Rob Halford, vocalista do Judas Priest.


Renato Russo, Cássia Eller, Cazuza, David Bowie, Freddie Mercury, entrem outros, além de terem o Rock como ligação, também, tinham outro fator em comum: mantinham relações com pessoas do mesmo sexo.

Todo mundo sabe disso. Estas eram e são estrelas do Rock, pois a fama destes ultrapassava as barreiras do gênero musical. Porém… e no Heavy Metal? Como é pouco conhecida pelas massas, muitos associam o fã de Metal com o estereótipo do ser machista e rústico. Se “sair do armário” para um roqueiro é difícil, imagine um headbanger?

Na década de 80, o Metal era visivelmente dividido em duas partes. De uma lado havia as bandas de Heavy e Thrash Metal que gostavam de ser agressivas e que vestiam couro ou jeans. Do outro, tinha as bandas de Hard Rock do movimento Glam Metal que usavam um visual andrógeno, ou seja, aparentavam um hibrido entre homem e mulher. Agora dê uma olhada nas imagens abaixo.

Quem você apontaria como gay? A banda da esquerda ou o vocalista da direita?
Poison, banda de Hard Rock.
Halford, vocalista de Haevy Metal.













Se você escolheu a imagem da esquerda, você se deixou levar pela aparência. A banda Poison fez sucesso na década de 80, auge do Hard Rock (vulgarmente conhecido como Metal Farofa), e seguiram o velho jargão “Sexo, drogas e Rock n´Roll” com muitas mulheres (não só esta banda como muitas deste gênero).  Era comum outras pessoas fazerem piadas com o visual exagerado destes grupos, mas a sexualidade era inquestionável.

Em 1998, Rob Halford (o “Metal God”) veio a público e assumiu a homossexualidade. O vocalista do Judas Priest foi o primeiro do estilo musical a se assumir. A notícia, de certo modo, serviu para diluir preconceitos como os citados no começo deste artigo. Halford era o oposto do que o público imaginava como músico gay, pois utilizava roupas de couro, tachinhas e rebites nos shows. A verdade é que este visual foi inspirado nas boates GLS que ele frequentava.

O Metal God deu uma entrevista, ao site Pollstar, e o homossexualismo foi abordado. “Algumas pessoas estão preparadas para viverem suas vidas de uma maneira invisível. Há milhões de pessoas como nós que mantém suas vidas privadas e estão felizes em fazer isso. E há alguns de nós que percebe que se você tem força – e eu acredito que é uma questão de força – você tem que avançar e dizer a todos quem você é. Eu digo, você vai a lugares como Amsterdã e é como ‘Do que você está falando? Você é gay. Então, o que isso tem a ver com qualquer coisa?’ Eu queria que o mundo fosse todo assim, mas não é. Eu penso, particularmente no metal, ainda há um nível de incompreensão. Ainda há um nível de fobia e intolerância. Mas pra mim, e para nós no PRIEST, nós nunca realmente – ‘sofremos’ não é a palavra – nós nunca fomos expostos a esse tipo de reação. Porque nós ainda temos milhões de fãs que nos amam. Então aqui vamos nós. Talvez eu seja o único – você conhece o show ‘Little Britain’? – talvez eu seja o único gay por aqui”, afirmou. Porém ele estava errado, pois se descobriu depois que não era o único.

Kristian Espedal, mais conhecido com Gaahl.
Outro músico que surpreendeu, ainda mais, quando revelou a homossexualidade foi Gaahl, ex-vocalista do Gorgoroth. Esta que é uma das principais bandas do Black Metal, gênero pertencente ao Metal Extremo. Em 2010, ele ganhou o prêmio “Homossexual do Ano”  da Bergen Gay Galla que premia pessoas ou instituições que contribuem para a comunidade Gay desta cidade norueguesa.

Em entrevista a um jornal local afirmou: “Eu não preciso de um prêmio para ser eu mesmo. Mas se isso pode ajudar outras pessoas na mesma cena que eu, é algo positivo”.

Mesmo assim, ao descobrirem isso, os fãs não deixaram de escutar ou vestir a camisa destas bandas. A sexualidade ou a aparência de ninguém deve servir como fator para se distanciar e se afastar de algo ou alguém. O ser humano é repleto de características e estas são apenas duas delas.


Veja vídeos do Judas Priest e do Gorgoroth:




Por: Afonso Rodrigues
De: São Paulo – SP
Email: afonsorodrigues@revistafriday.com.br

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COLUNA DE PESO: M.O.A. = Mico Open Air

23 abr
(Fonte da imagem: musica.uol.com.br)

Semana passada nesta coluna, falei que o mês de Abril entraria para a história. Disse isso, pois o Lollapalooza havia estreado com sucesso aqui no país e o Metal Open Air maior festival de Heavy Metal da América Latina iria estrear em uma semana, em São Luis (MA).



Estava tudo lindo e maravilhoso até que umas sucessões de fatos começaram a abalar as estruturas da ideia de um Abril histórico por motivos unicamente bons. O “Lolla” mostrou tradição, organização e qualidade, devido à experiência de mais de duas décadas. Já o M.O.A. mostrou exatamente o contrário, infelizmente.


Na última semana várias bandas cancelaram as apresentações no Metal Open Air. Os motivos foram vários. 

A banda Venom cancelou a apresentação, pois o visto do grupo foi extraviado para a África. Porém a maior parte cancelamentos foi por alegações de falta de pagamento cachê, passagens e hospedagem.

Anthrax, Blind Guardian, Saxon, Hangar, Matanza, Ratos de Porão e o Rock n´ Roll All Stars, de Gene Simmons, são apenas alguns exemplos de bandas que não tocaram. Várias notas foram enviadas alegando os motivos de cada grupo, Blind Guardian: “Devido a enormes problemas técnicos e administrativos, fomos forçados a cancelar. Parece que a produção local não tem sido capaz de garantir a estrutura de um festival. No futuro, teremos mais cuidado ao confirmarmos os shows.” Rock n´Roll All Stars: “Fomos informados, antes de voarmos para o Brasil, que muitas outras bandas já cancelaram suas apresentações. Estamos muito preocupados com a segurança de nossos fãs e dos artistas que já estão no festival. Ouvimos relatos de que é o evento é perigoso e um desastre. Por favor, tenham cuidado. Estamos ansiosos para fazer rock com vocês no futuro”.

O público também criticou o evento pela falta de informações para se chegar ao local, a dificuldade em comprar comida e que parte do acampamento foi instalado em um estábulo, por exemplo.  Veja a baixo a repercussão do caso no Jornal Nacional e no Jornal da Globo:

O festival que era para ser composto por três dias de shows, entre sexta-feira (20) a domingo (22), teve o terceiro dia (também) cancelado.

Kléber José Moreira, gerente do Procon de São Luis, em parceria com o Ministério Público, afirmou já ter aberto um processo contra os organizadores do evento.

O pior de tudo é que com esse descaso, amadorismo, e outros tantos defeitos apresentados, o Metal nacional acaba por perder e muito. Se desse certo, o M.O.A. abriria uma grande oportunidade de firmar o Heavy Metal com uma cena forte e respeitável. Imagina se ele fosse itinerante e atravessasse o país a cada edição? Imagina o Brasil tento um grande festival de metal anualmente? Mas isso, praticamente, não saiu do papel. O evento não passou de uma triste miragem.

Os headbangers brasileiros ainda não têm um gigantesco festival de metal como planejado, porém podem se orgulhar de terem um grande público, que ao contrário do que muitos pensam não manifestaram nenhum ato de violência.

Espero que o metal tenha mais espaço e o respeito que merece. Não foi dessa vez, mas um dia terá…

Fontes e mais informações:



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COLUNA DE PESO: Abril de 2012 entra para a história!

16 abr

Caro leitor fã de música (mais especificamente Rock e Metal). Este mês entrará para a história, pois estamos vivendo um marco. Tudo porque dois grandes festivais estreiam no Brasil.

O Festival foi realizado na 
Chácara do Jockey em São Paulo (SP).
No último final de semana, ocorreu o Lollapalooza. Festival americano voltado para bandas de rock com pegada alternativa, ou seja, que misturam ao rock elementos diferentes, como os da música eletrônica.

O Festival será realizado em
São Luiz (MA).
Já para o público que gosta de um som mais pesado, estreará na próxima sexta-feira (20) a primeira edição do Metal Open Air. Considerado simplesmente como o maior festival de Metal do mundo depois do – veterano – Wacken Open Air.

E imaginar que há 27 anos a primeira edição do Rock in Rio foi o marco zero na “redescoberta” do nosso país pelas grandes bandas.  Eu tal quais muitos de vocês, provavelmente, não tinha nem nascido em 1985.

Aqueles eram outros tempos em vários aspectos. Um deles era a situação do Brasil. Naquela época o país acabava de sair de uma ditadura de mais de vinte anos. Enquanto que agora vivemos em uma nação mais rica e desenvolvida (mas ainda com muitos problemas, sem dúvida, porém…) na quais artistas internacionais encontram aqui, uma fonte segura de retorno financeiro.  

Espero que estas sejam as primeiras edições do Lollapalooza e do Metal Open Air de muitos que virão. Um verdadeiro turbilhão de emoções em um único mês. O que poderemos ver ao final de Abril é a consagração do Brasil como um país que ama a música e que tem capacidade para portar grandes eventos (com exceção do futebol). 

Abaixo o famoso comediante Charlie Sheen convidado todos a irem ao M.O.A.:

COLUNA DE PESO: Metal na Net Brasileira

2 abr

Semana passada, a Coluna de Peso falou a respeito dos programas feitos na internet pelos norte-americanos. Agora é vez dos brasileiros.
Se há alguns anos atrás você tentasse procurar na internet algum programa ou pelo menos um vlog a respeito de música (Heavy Metal) no YouTube, seria uma perda de tempo. Tudo por que a ideia de que é possível produzir conteúdo independente nela é nova. 
Desde o final de 2009 para o início de 2010, muitos começaram a seguir os passos de vlogueiros de sucesso como Felipe Neto e Pc Siqueira, e fizeram vídeos a respeito de assuntos polêmicos para, pura e simplesmente, tentar alcançar a fama.  Em contra partida, alguns jovens viram que o site de vídeos, poderia servir como um espaço para produzir um conteúdo de qualidade, autoral e que certamente não teria espaço na televisão.
Nasciam aí, os webmakers do Heavy Metal. Um pessoal que produz entrevistas, coberturas e muito mais dedicado ao gênero, através do YouTube.   A lista é grande, mas podemos destacar: o Moita Rock que é o canal brasileiro dedicado ao Metal no site, pois tem o maior número de inscritos e de visualizações:
O Lokaos Rock Show apresentado por Edu Rox, Dani Buarque e Bento Mello, se destacam pelo profissionalismo da produção, aliados a descontração e o toque de bom humor:
No fim do ano passado, o novato Rock Express foi responsável pela polêmica entrevista com Edu Falaschi, na qual o cantor criticou severamente a postura do publico nacional:
Neste começo de 2012, duas novas produções merecem destaque. O programa Undergroud, criado por Samuel Barcelos, é um noticiário a respeito dos principais acontecimentos da cena na semana, e o Metal Busted, que realiza entrevistas com bandas independentes e que é produzido apenas por mulheres.
Saindo do mundo dos vídeos do YouTube, outro formato que está crescendo na internet é o podcast. Tal qual um programa de rádio, os sites WikiMetal e o Crazy Metal Mind fazem entrevistas e debatem a respeito de música de uma maneira divertida. Vale a pena conferir.
Isso é só o começo. A tendência é que estas pessoas sejam vistas como exemplo de que é possível produzir um conteúdo de qualidade na internet e sobre um assunto  de que se gosta. Viva a liberdade da internet, a criatividade e a força de vontade destes internautas por defender a cena desta maneira!  

COLUNA DE PESO: Metal na Net Gringa

26 mar
A cada dia, mais pessoas têm acesso à internet. Com ela, aos poucos, a população está entendo que não são mais dependentes de outros meios para lerem ou assistirem aquilo que querem.
Pelo site YouTube, por exemplo, temos a chance de ver videoclipes ou mesmo apenas escutar as músicas de nossas bandas favoritas, além de poder encontrar novos artistas.
É neste mundo de possibilidades chamado internet que, cada vez mais, alguns indivíduos percebem que estão diante da chance de não serem apenas telespectadores, mas também produzirem os próprios conteúdos.
Os internautas gringos já têm ciência disto há mais tempo. Não faltam exemplos de pessoas que pegaram uma filmadora ou câmera e fizeram vídeos a respeito de determinados assuntos. Dentre eles a música.
No caso do Metal, o exemplo mais notório é o do canal The Needled Drop, criado por Anthony Fantano. Nos vídeos produzidos por ele, o americano faz resenhas de álbuns dos mais variados gêneros musicais, incluindo as vertentes do Heavy Metal.
Fantano faz vídeos de uma forma caseira, mas devido ao grau de qualidade dos vídeos, seja pela qualidade da imagem somada ao talento do próprio, fazem com que o The Needled Drop se torne um ótimo exemplo do fato da internet estar se profissionalizando e crescendo.
Uma característica importante que deve ser salientada é que este webmaker não age como se estivesse fazendo algo para a TV. A forma em que Fantano apresenta é descontraída, divertida e carismática. Veja um exemplo:
O The Needled Drop começou em Janeiro de 2009 e deste então muitos outros seguiram o caminho e exemplo de Fantano e começaram a produzir os próprios vídeos contendo opiniões a respeito de bandas e discos. Ainda naquele ano nasceria o JumbleJunkie Music e, em 2010, o CoverKiller, veja:
Outras produções também surgiram, só que feitos de uma maneira diferente. Os jovens da Absent Productions criaram o web programa chamado A Moment of Metal e os veteranos canadenses Alan e Jimmy, o The Metal Voice. Ambos são bons programas e são apresentados em dupla. Assista:
Dos web programas criados até hoje, aquele que mais se assemelha ao formato televisivo é, sem dúvida, o Metal Injection. Contendo entrevistas e coberturas de eventos feitas com humor e descontração, mas sem perder o profissionalismo, fazem o Metal Injection mostrar que é possível criar conteúdo para internet e com muita qualidade. Acompanhe:

A internet é um mundo de possibilidades e os brasileiros estão começando a também desbravá-lo. Mas isso fica para o artigo de semana que vem…

COLUNA DE PESO: Metal no papel

19 mar
Nos últimos anos, quando se pensa em jornalismo impresso voltado para o Rock/Metal no Brasil, a revista Roadie Crew vem à mente.
Edição deste mês da revista.

Com uma publicação de qualidade impar, seja pela grande variedade de matérias como entrevistas, resenhas, cobertura de shows ou seções características, garantem a Roadie Crew o posto de melhor publicação nacional a respeito da área da música pesada.

Criada no final dos anos 90, por Ricardo Batalha e Cláudio Vicentin como uma fanzine, a revista foi crescendo e superando várias dificuldades que vão de arranjar fotos de divulgação das bandas até conseguir fazer estas entrevistas. Para conferir uma entrevista concedida ao site WikiMetal onde Batalha e Vicentin contam como tudo começou: click aqui
Steve Harris (Iron Maiden) e Claudio Vicentin  (Editor da Roadie Crew) 
Ricardo Batalha (Redator Chefe da Roadie Crew)
Atual edição da Rock Brigade.
Também não podemos esquecer a importância de outra publicação dedicada ao gênero e que completa 31 anos de tradição em publicações que é a revista Rock Brigade.
Agora, em 2012, estamos vivendo a ascensão dos tablets. A cada ano fica mais difícil para o impresso competir com a velocidade e acessibilidade da internet. Porém, o veículo que poderia ser considerado como um vilão torna-se um aliado para impresso, pois a internet acaba servindo de bônus para o leitor já que no site da revista (www.roadiecrew.com) sempre há matérias que não couberam na versão impressa.
O meio impresso especializado sobrevive a todos os percalços graças a alguns ingredientes: fidelidade do público que consome estas revistas combinadas à paixão e dedicação de jornalistas que acreditam nesta mídia e que tal a briga entre qual é o melhor: CD/Vinil x o MP3, sabem que a internet tem suas vantagens, mas sabem que ter o material em mãos é uma sensação bem diferente e especial.   

Longa vida ao Jornalismo Musical Impresso!      

COLUNA DE PESO: Metal na TV

12 mar

A partir de hoje, a COLUNA DE PESO tratará de um assunto muito especial: o Heavy Metal em veículos de comunicação seja o impresso, internet ou na TV. Será uma série de quatro posts onde você está convidado a conhecer um pouco da história do Metal nos meios de comunicação!  E para começar, falarei a respeito da TV.

Gastão Moreira, VJ da MTV na década de 90.

Pensar em assistir videoclipes ou simplesmente ver alguma notícia a respeito do gênero atualmente na TV é impossível. Esperar que a emissora que tem a música nome, a MTV (Music Television), fale a respeito do assunto, é apenas um sonho.

Mas o Metal já teve, sim, um espaço especial na grade da emissora. Na década de 90, o VJ Gastão Moreira foi o responsável por apresentar o programa mais celebre da música pesada na TV aberta, o Fúria Metal. Neste programa exibido entre os anos de 1990 a 2000, o telespectador headbanger saciava a sede de clipes e notícias de suas bandas favoritas, além de ter a oportunidade conhecer outras novas.

Após o fim do programa em 2000, Penélope Nova ficou responsável pelo Heavy Metal na emissora, quando apresentou o Riff MTV em 2001, porém a atração não durou muito.  Depois de um jejum de quatro anos, os humoristas do Hermes & Renato (atual Banana Mecânica) apresentaram o Total Massacration que tentou sanar a carência dos bangers por dois anos. Agora, lá se vão seis anos sem nenhuma atração dedicada ao estilo na TV aberta.

Em compensação, se olharmos para a TV fechada encontraremos uma realidade bem diferente da atual em comparação com a aberta. Pois o programa Stay Heavy vem defendendo o gênero há nove anos. Desde 2003, Vinicius Neves e Cintia Diniz garantem o espaço do Metal na telinha, com cobertura de festivais, entrevistas com bandas e apresentação de videoclipes.

O cenário estrangeiro ainda consegue ser mais confortável com a apresentação, pelo VH1, do That Metal Show. Comandado pelo, também radialista, Eddie Trunk e com a companhia de Jim Florentine e Don Jamieson, o programa é um talk show onde a cada episódio uma banda é entrevistada pelo trio. Roonie James Dio, Rob Halford (Judas Priest), Kerry King (Slayer) e Sebastian Bach, são alguns exemplos de artistas que já pisaram no palco da atração. Além de entrevistas em estúdio, existem vários outros quadros bem divertidos que mostram o Metal de uma maneira mais descontraída.

Este é o resumo do que aconteceu ou está acontecendo no cenário do Heavy Metal televisivo nos últimos 20 anos. A compreensão da falta de atrações dedicadas ao estilo não podem ser encarado como algum tipo de perseguição ou preconceito, pois, atualmente, pode ser visto que não só o Metal, mas a música como um todo, não tem o espaço que merece na TV aberta. É notório que hoje, não é mais necessário que o fã fique aguardando em frente à televisão para assistir o clipe de sua banda favorita, já que a internet abriu a oportunidade de podermos decidir o que queremos ver e quando queremos. Sendo assim, uma emissora, como empresa, não vê alternativa a não ser trabalhar com aquilo que possa lhe trazer um retorno financeiro garantido por parte da audiência e da publicidade, ou seja, transmitir apenas aquilo que está na moda e que venha de uma grande gravadora. O problema é que a televisão ainda tem um impacto ainda muito maior que o do computador na população.

A liberdade de escolha, então, parece ter surgido com a popularização da internet (vide o YouTube). Mais isto é assunto para outro post…

COLUNA DE PESO: A guerra do 3º milênio

22 jan
Piada a respeito da tradicional pausa
aos 72 minutos na visualização de
filmes, via Megavideo, serviço do
Megaupload.

Hoje a Coluna de Peso não tratará de um assunto exclusivamente ligado à música, apesar da mesma estar envolvida, pois o tema irá um pouco mais além.  Tudo porque nesta semana um dos maiores sites de compartilhamento de arquivos na internet foi fechado: o Megaupload.  Culminando com a prisão dos donos do serviço.

Na última quinta-feira, 19, o F.B.I. fechou o site com a acusação de pirataria.  O Megaupload que iria completar 7 anos de existência em Março de 2012, ficou famoso mundialmente pela capacidade de armazenar e disponibilizar o download de arquivos enormes com uma velocidade superior a de seus concorrentes. Outro site que também foi tirado do ar, foi a versão americana da famosa enciclopédia online, a Wikipédia, por um dia como forma de protesto ao que está acontecendo na internet.

As novas e (talvez) futuras mudanças na maneira na qual consumimos conteúdos na internet, são causados pela lei do congresso americano chamada de S.O.P.A. (Stop Online Pirate Act), lei de combate à pirataria online. Ela visa (se for aprovada) o fechamento e até da prisão dos donos de sites que compartilhem direta (hospedando conteúdo ilegal) ou indiretamente (com a publicação de links para estes sites ilegais).

As impressas que aprovam a implantação desta ordem judicial, logicamente, são as beneficiadas, ou seja, as gravadoras/produtoras como Warner Bros, Universal Music Group e The Walt Disney Company, por exemplo, que reivindicam os direitos autorais.

Logo do grupo
A represália daqueles que não são a favor da S.O.P.A., começou com o famoso grupo de hackers e ativistas, os  Anonymous, que tiraram do ar site importantes como os do Departamento de justiça dos Estados Unidos e da Universal Group, que são a favor.

A lista dos que são contra a esta nova lei é grande, indo de artistas até o próprio presidente norte-americano, que junto a Casa Branca afirmou que: ”um projeto de lei que reduz a liberdade de expressão, amplia os riscos de segurança na computação ou o dinamismo e inovação da internet global”, fonte: g1.globo.com.

Do lado artístico, o vocalista da banda de Metalcore americana, Trivium, publicou em seu blog pessoal o que pensa a respeito do assunto: “…O objetivo é lutar contra a pirataria on-line e restaurar e proteger os direitos dos criadores de conteúdo. Isso é um objetivo nobre. Mas ele quer muito mais poder do que isso. É como dar um míssil Tomahawk a um exterminador para ele atirar em uma colmeia de abelhas a partir de sua varanda. Claro, as abelhas morrerão, assim como tudo em um raio de cem jardas”, fonte: whiplash.net.
Logo do site fundado em 1999.

Vale lembrar que esta batalha entre as grandes indústrias do entretenimento contra o download ilegal de conteúdo não é novidade, pois há 12 anos, a música enfrentava seu primeiro grande “vilão”: o Napster. Site, este, que permitia o download de arquivos em sua maioria de Mp3, gerando assim a primeira grande crise.




Dave Grohl.

Naquele mesmo ano, 2000, Dave Grohl, vocalista do Foo Fighters, deu uma entrevista sobre a visão dele sobre o que estava acontecendo, e disse: “Eu acho que é uma boa ideia porque são pessoas trocando músicas. Isso não tem nada a ver com indústrias ou finanças. São apenas pessoas que querem música e não existe nada de errado com isso. É o mesmo que alguém ligar a porra de um rádio; é o mesmo que alguém colocar uma fita cassete pra gravar quando a BBC toca um especial na rádio. Eu não acho que é um crime, isso tem sido assim por anos. É o mesmo que pessoas fazerem fitas umas para as outras. A indústria está se sentindo mais ameaçada porque é a rede mundial, é uma esfera maior de troca, mas eu não acho que uma coisa horrível pra caralho como dizem. A primeira coisa que deveríamos fazer é mandar todos esses milionários desgraçados calarem suas bocas e pararem com essa boiolagem devido a 25 centavos que eles estão perdendo por segundo”, fonte: whiplash.net.


No Brasil, algumas personalidades famosas deram também uma opinião a respeito:

Para entender ainda um pouco mais sobre o que está acontecendo, veja esse vídeo:

A guerra começou e eu já escolhi o meu lado. Eu, logicamente, sou contra esta lei, pois penso que se a mesma for aprovada, irá prejudicar, e muito, a liberdade de expressão/a liberdade de criativa e a oportunidade de aumentarmos o nosso conhecimento cultural e o fato de desfrutamos de uma internet livre/sem barreiras. Devemos nos importar com coisas mais importantes do que saber quem foi ou não para o Canadá ou se certa garota foi estuprada ou não em um reality show.

COLUNA DE PESO: Heavy Christmas!

25 dez
Apesar de que historicamente o Heavy Metal já entrou (e ainda entra) em choque com as religiões (principalmente o cristianismo), quando artistas do gênero resolvem homenagear a data unindo a música pesada com as letras e melodias natalinas, o resultado é ótimo, pois é sempre divertido.

Uma bela amostra deste espírito natalino pode ser escutada no álbum We Wish You A Metal Xmas And A Headbanging New Year, que foi lançado em 2008 contendo a participação de grandes estrelas do Metal como, por exemplo: Alice Cooper; o falecido, porém eterno Ronnie James Dio (Rainbow, Black Sabbath, Dio e Heaven and Hell); Tony Iommi (Black Sabbath e Heaven and Hell); Lemmy Kilmister (Motörhead); George Lynch (ex-Dokken) e Geoff Tate (Queensryche).  Alguns dos clássicos de final de ano que ganharam uma roupagem nova foram Silver Bells, Auld Lang Syne, Happy Xmas (War Is Over), por exemplo. Escute:
                                                  
Charlie Parra del Riego de 26 anos é um notório webmaker, que produz vídeos para o YouTube interpretando várias canções populares apenas tocando guitarra, como temas de abertura de desenhos animados como Dragon Ball Z e He-Man, por exemplo. E para celebrar o Natal, ele resolveu fazer um vídeo tocando a clássica Santa Claus is Coming to Town. Veja:
                                           
Outra banda clássica dos anos 80, também resolveu dar uma repaginada em músicas de Natal. Liderados pelo carismático Dee Snider, o Twisted Sister resolveu lançar um álbum inteiro só com músicas com o tema. Em 2006, lançaram A Twisted Christmas. Como o Twisted Sister já é conhecido como uma das bandas mais divertidas de todos os tempos, logo, neste álbum especial eles conseguiram criar uma das versões mais diferentes e divertidas já vistas para comemorar embalando esta data. Assista:
                                          

Por fim, desejo um Feliz Natal 2011 para todos os leitores e também para os próprios integrantes da Friday neste nosso primeiro Natal trabalhando juntos!

COLUNA DE PESO: Não parece… Mas na verdade elas adoram um belo de um…

18 dez
Heavy Metal!

Muitas vezes, de maneira errônea ou até ignorante, acabamos por engessar e estereotipar certos cantores no gênero na qual trabalham, pois quando descobrimos que estes determinados artistas gostam de estilos musicais bem diferentes daqueles que somos habituados a vê-los nos palcos ou em estúdio, a reação natural acaba sendo a do espanto!

Mas esta “fugidinha” (veja, eu que sou metaleiro, usando este “belo” termo que caiu no gosto popular via música sertaneja) dos limites da música é mais comum do que se imagina, pois exemplos não faltam.

A cantora pop, atriz e “rebelde” Miley Cyrus, a eterna Hannah Montana, já foi várias vezes fotografada desfilando com um visual rock´n´roll. Em quase todas as fotos, Miley estava usando camisetas da banda Iron Maiden.  O assunto foi tão comentado pela mídia e pelos fãs da banda de Heavy Metal, que a cantora resolveu fazer até um vídeo comentando, entre outras coisas, que ela realmente gosta da banda inglesa e que para provar isso, resolve citar as músicas favoritas dela do Maiden.


Já a colombiana Shakira (os quadris dela não mentem mesmo!) resolveu não só dizer que gostava de Metallica desde adolescência, como resolveu colocar no show dela uma versão, digamos “alternativa”, da balada Nothing Else Matters, lançada originalmente em 1991 no álbum conhecido como Black Album que já vendeu mais de 22 milhões de discos.

E ainda temos “a nada chamativa” Lady Gaga, que já improvisou durante um show uma coreografia ao lado de sua DJ (essa que tal qual Miley Cyrus parace gostar também de Iron Maiden, pois estava vestida com uma camiseta da banda) ao som de Metal Militia do Metallica, lançada no primeiro álbum da banda em 1983.

Preconceito, fanatismo e mente fechada não deveriam existir em nenhum lugar, principalmente na música. Estas cantoras servem como exemplo de que o Metal pode ser mais acessível do muitos pensam. No fim, cada um tem o seu gosto musical, mas isto não impede que ninguém possa e deva conhecer o estilo favorito do amigo, pois cultura só faz bem.

                                       
Esta é a estreia da Coluna de Peso, um espaço reservado para Artigos e Comentários jornalísticos que terá área reservada aos domingos falando do maravilhoso mundo da música. Um local que misturará notícias/informação, curiosidades e doses de opinião e humor, por Afonso Rodrigues.
                                  
 Só para deixar claro, o autor desta coluna não gosta nem de música sertaneja tão pouca música Pop!