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Dzi Croquettes, o símbolo da contra cultura retorna ao palco

11 dez

Imagem do documentário “Dzi Croquettes”

Em 1972 surgia o Dzi Croquettes. 13 homens de figuras andrógenas subiam ao palco trazendo, como eles mesmos afirmavam, “a força do macho e a graça da fêmea”, buscando uma liberdade de expressão em plena ditadura militar.

Os Dzi arrebataram plateias pelo Brasil e também no exterior, o espetáculo podia ser classificado como um musical, mas não igual a alguns que vemos hoje em dia pelo mundo. Um musical antropofágico, que misturava a comédia de costumes, com a androginia debochada e um forte apelo homoerótico. Os Dzi Croquettes desafiavam o entendimento dos militares e a censura imposta à época.

Agora, 40 anos depois os Dzi Croquettes ressurgem em com um novo elenco e um espetáculo inédito, o “Dzi Croquettes em Bandália”, Ciro Barcellos e Claudio Tovar que fizeram parte da formação original do grupo estão envolvidos com este novo espetáculo. Ciro assina a dramaturgia, a direção e também atua, enquanto Tovar assume a criação dos figurinos.

Para a criação deste novo espetáculo, Ciro colheu a partir da convivência com os novos integrantes do grupo, conceitos, imagens, métodos, teorias, gestos, sexualidade e questionamentos.

“Dzi Croquettes em Bandália” é inspirado no documentário “Dzi Croquettes”, jovens atores se reúnem decididos a viver uma experiência teatral baseada na filosofia do grupo que revolucionou o teatro brasileiro nos “Anos de Chumbo”. Para isso, se unem a um remanescente da formação original que assume a direção do novo grupo. Assim, lançam-se na aventura de viver em comunidade numa garagem abandonada e adaptada para se tornar o palco de suas performances, onde tudo pode acontecer em busca da preservação de uma causa ideológica. De encenações criadas a partir da vivência entre eles a um cabaré clandestino que funciona após a meia-noite, a montagem nos revela rapazes se divertindo no papel de michês que trabalham na árdua função para garantir o sustento do grupo.

Elenco do “Dzi Croquettes em Bandália”. Crédito da foto: Zé Britto.

O espetáculo estreou no Rio de Janeiro no dia 26 de outubro e fica em cartaz até 6 de janeiro de 2013 no Teatro Leblon (Sala Marília Pêra). Se você ficou curioso em saber mais sobre os “Dzi Croquettes” existe um ótimo documentário dirigido por Tatiana Issa e Raphael Alvarez.

SERVIÇO do “Dzi Croquettes em Bandália”

“Dzi Croquettes em Bandália” – Estreia: 26 de outubro em cartaz até 6 de janeiro de 2013. Teatro Leblon (Sala Marília Pêra) – Rua Conde Bernadotte, 26 – Leblon – Rio de Janeiro – RJ. Quintas, sextas e sábados às 21h e domingo às 20h. Ingressos: R$ 80 (inteira) e R$ 40,00 (meia) na bilheteria do teatro ou pelo site http://www.ingresso.com . Outras informações pelo telefone: (21) 2529-7700.

FICHA TÉCNICA

Produção Geral: Cristal Produções Entretenimento
Concepção, roteiro e direção Geral: Ciro Barcelos
Assistente de direção e roteiro: Radha Barcelos
Músicas, letras e texto: Ciro Barcelos
Colaboração de textos: Colaboração Coletiva
Direção Musical, vocal e arranjos: Demetrio Gil
Figurinista: Claudio Tovar
Participação na estamparia de figurino: Victor Dzenck
Coreografia: Ciro Barcelos e Kiko Guarabyra
Cenógrafo: Pedro Valério
Design de Luz: Paulo Medeiros
Design de Som: Washington Campos
Produção de Elenco: Radha Barcelos
Produção Executiva: Renata Fagundes
  
ELENCO
Bayard Tonelli, Ciro Barcelos, Cleiton Morais, Demétrio Gil, Franco Kuster, Kiko Guarabyra, Kostya Biriuk, Leandro Mello, Pedro Valério, Sonny Duque, Thadeu Torres, Wilson Procopio.
Por: Jorge Gumz
De: São Paulo – SP
Email: djorgumz@hotmail.com

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Conexão Dublin: Aquecimento Halloween

25 out
Outubro: final de outono, começo de Halloween
Acredito que este final de semana foi o mais esperado por mim – e por outros moradores também… Não só aqui como diversos outros lugares no mundo onde a data é comemorada! Dia 31 de Outubro, quarta-feira, é Halloween, mas as festas em Dublin começam cedo… desde sexta-feira.

Assim que cheguei na Irlanda, vinha pensando no Halloween. Afinal, aqui as pessoas realmente comemoram a data vestidos a caráter e assustando quem passar pela frente, seja nas ruas, pubs ou parques. Uma verdadeira festa ao ar livre.

Em termos de aparência para a festa, sempre quis ter uma fantasia do Beetlejuice. Cara, como sou apaixonada pelo filme “Os fantasmas se divertem” de Tim Burton. Acho incrível a história, o diretor, os personagens e a trilha sonora. Enfim, sai como louca atrás desta fantasia e só achei em um site irlandês. Comprei em um sábado  e a entrega foi na terça. Até ai, tudo perfeito… até eu provar o vestido e ver que uso o tamanho “small” – pequeno – e não o “medium” em Dublin. Não troquei a roupa para não dar muita dor de cabeça, mas estou pensando seriamente em dar umas apertadinhas nele… 😡
Vestido com gravatinha e peruca do Beetlejuice
No pub que trabalho também terá festa durante todo o final de semana até o dia 31. E, para descontrair,  terei que trabalhar fantasiada apenas no sábado. Como esta fantasia do Beetlejuice é apenas para o último dia do mês – tipo uso exclusivo, saca? – hoje fui atrás de outra fantasia barata e bacana. Acabei comprando uma de pirata, vestido nem tão curto nem tão longo, com tapa olho e bandana. Para incrementar, comprei uma lente de contato verde bem falsa com duração de um mês. 

Vamos comemorar o Halloween no The Barge?  ;]
Para dar o toque final, resolvi mudar meu esmalte também. Não sou nenhuma expert em unhas artísticas, mas imaginei um laranja abóbora com preto. Queria muito diferenciar pois além de cuidar da limpeza do pub, também sirvo bebidas e retiro pratos da mesa. O resultado da unha não ficou do jeito que queria, mas melhor que o esperado. Dá uma olhada ai:

Quebra um galho, vai!
Bom, próxima quinta-feira colocarei fotos de como foi minha noite tanto no pub quanto na quarta-feira, aonde eu realmente espero não trabalhar e curtir o dia também!

Ahhh, esqueci de contar! Esta segunda-feira será feriado! Então já viu como terei MUITA coisa boa pra contar! 

😉



Por: Mariana Perez

De: Dublin – Ireland
Email: mariana@revistafriday.com.br

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COLUNA DE PESO: Arco-Íris de Metal

6 jun
Rob Halford, vocalista do Judas Priest.


Renato Russo, Cássia Eller, Cazuza, David Bowie, Freddie Mercury, entrem outros, além de terem o Rock como ligação, também, tinham outro fator em comum: mantinham relações com pessoas do mesmo sexo.

Todo mundo sabe disso. Estas eram e são estrelas do Rock, pois a fama destes ultrapassava as barreiras do gênero musical. Porém… e no Heavy Metal? Como é pouco conhecida pelas massas, muitos associam o fã de Metal com o estereótipo do ser machista e rústico. Se “sair do armário” para um roqueiro é difícil, imagine um headbanger?

Na década de 80, o Metal era visivelmente dividido em duas partes. De uma lado havia as bandas de Heavy e Thrash Metal que gostavam de ser agressivas e que vestiam couro ou jeans. Do outro, tinha as bandas de Hard Rock do movimento Glam Metal que usavam um visual andrógeno, ou seja, aparentavam um hibrido entre homem e mulher. Agora dê uma olhada nas imagens abaixo.

Quem você apontaria como gay? A banda da esquerda ou o vocalista da direita?
Poison, banda de Hard Rock.
Halford, vocalista de Haevy Metal.













Se você escolheu a imagem da esquerda, você se deixou levar pela aparência. A banda Poison fez sucesso na década de 80, auge do Hard Rock (vulgarmente conhecido como Metal Farofa), e seguiram o velho jargão “Sexo, drogas e Rock n´Roll” com muitas mulheres (não só esta banda como muitas deste gênero).  Era comum outras pessoas fazerem piadas com o visual exagerado destes grupos, mas a sexualidade era inquestionável.

Em 1998, Rob Halford (o “Metal God”) veio a público e assumiu a homossexualidade. O vocalista do Judas Priest foi o primeiro do estilo musical a se assumir. A notícia, de certo modo, serviu para diluir preconceitos como os citados no começo deste artigo. Halford era o oposto do que o público imaginava como músico gay, pois utilizava roupas de couro, tachinhas e rebites nos shows. A verdade é que este visual foi inspirado nas boates GLS que ele frequentava.

O Metal God deu uma entrevista, ao site Pollstar, e o homossexualismo foi abordado. “Algumas pessoas estão preparadas para viverem suas vidas de uma maneira invisível. Há milhões de pessoas como nós que mantém suas vidas privadas e estão felizes em fazer isso. E há alguns de nós que percebe que se você tem força – e eu acredito que é uma questão de força – você tem que avançar e dizer a todos quem você é. Eu digo, você vai a lugares como Amsterdã e é como ‘Do que você está falando? Você é gay. Então, o que isso tem a ver com qualquer coisa?’ Eu queria que o mundo fosse todo assim, mas não é. Eu penso, particularmente no metal, ainda há um nível de incompreensão. Ainda há um nível de fobia e intolerância. Mas pra mim, e para nós no PRIEST, nós nunca realmente – ‘sofremos’ não é a palavra – nós nunca fomos expostos a esse tipo de reação. Porque nós ainda temos milhões de fãs que nos amam. Então aqui vamos nós. Talvez eu seja o único – você conhece o show ‘Little Britain’? – talvez eu seja o único gay por aqui”, afirmou. Porém ele estava errado, pois se descobriu depois que não era o único.

Kristian Espedal, mais conhecido com Gaahl.
Outro músico que surpreendeu, ainda mais, quando revelou a homossexualidade foi Gaahl, ex-vocalista do Gorgoroth. Esta que é uma das principais bandas do Black Metal, gênero pertencente ao Metal Extremo. Em 2010, ele ganhou o prêmio “Homossexual do Ano”  da Bergen Gay Galla que premia pessoas ou instituições que contribuem para a comunidade Gay desta cidade norueguesa.

Em entrevista a um jornal local afirmou: “Eu não preciso de um prêmio para ser eu mesmo. Mas se isso pode ajudar outras pessoas na mesma cena que eu, é algo positivo”.

Mesmo assim, ao descobrirem isso, os fãs não deixaram de escutar ou vestir a camisa destas bandas. A sexualidade ou a aparência de ninguém deve servir como fator para se distanciar e se afastar de algo ou alguém. O ser humano é repleto de características e estas são apenas duas delas.


Veja vídeos do Judas Priest e do Gorgoroth:




Por: Afonso Rodrigues
De: São Paulo – SP
Email: afonsorodrigues@revistafriday.com.br

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Cinco livros nunca traduzidos para o português que PRECISAM ser lidos – 2/5

6 maio
Por: Bruna Lobato
De: Poultney, Vermont, EUA
Email: brunalobato@revistafriday.com.br

Como eu escrevi no último texto que publiquei aqui, há verdadeiras obras-primas escritas em outros idiomas, que nunca foram traduzidas para o português. Apesar da minha frustração, decidi recomendar alguns desses livros aqui. Afinal, todos deveriam lê-los quando tiverem a oportunidade. Apesar de que, obviamente, nunca ninguém poderá ler todos os bons livros escritos em todos os idiomas (ou nem mesmo no nosso), alguns deles são essenciais para que possamos entender melhor a nossa sociedade, o mundo que nos rodeia e o cenário literário do período a que essas obras pertencem.

Resolvi, então, fazer uma curta lista de cinco livros que considero importantes, mas que não possuem traduções acessíveis. Este segundo livro da seleção é o que mais me surpreendeu, afinal o livro é um clássico imperdível:

2. Cat’s Craddle do Kurt Vonnegut:

Cat’s Cradle, ou Cama de Gato, em português, é uma exceção nesta lista, pois já foi traduzido no passado. No entanto, a tradução da editora Record de 1991 é extremamente rara e só pode ser encontrada em sebos, por preços exorbitantes.

Apesar de outras obras do Vonnegut possuírem traduções populares para o português, Cama de Gato é, sem dúvida, a sua melhor obra.

Vonnegut é um dos escritores americanos mais comentados do século 20. Cama de Gato, publicado originalmente em 1963, é o seu quarto livro e é um verdadeiro clássico da ficção científica. Há até quem diga que seja um dos livros mais importantes da década de 1960.

O livro abrange diversos temas como antropologia, religião, política e sociologia – tanto que lhe valeu como uma tese de mestrado em antropologia na Universidade de Chicago.

O livro começa com a descrição de um homem comum chamado John, o protagonista, que pretende escrever um livro sobre o que os americanos estavam a fazer no dia em que a bomba de Hiroshima foi lançada. John viaja para conduzir uma entrevista que serviria de material para o seu livro e, depois de algumas pequenas confusões, acaba parando em uma ilha ficcional de San Lorenzo – uma das mais pobres da terra, falante de um idioma crioulo e regida por um ditador.

John aprende sobre a cultura, costumes e manifestações religiosas de San Lorenzo. O livro narra a adaptação de John à ilha, além da queda e substituição do seu ditador. O romance é muito mais complexo do que parece, elucidando conceitos de apropriação cultural e até o fenômeno de suicídio em massa. É claro que John volta para casa com um livro melhor do que o que ele pretendia escrever, apesar de mais desestimulante para a raça humana. O seu novo livro intitula-se “Uma História da Estupidez Humana”.

Capas de algumas das diversas edições de Cama de Gato

Possivelmente devido às experiências do próprio Vonnegut como soldado na Segunda Guerra Mundial, Vonnegut consegue transmitir com um olhar clínico a aridez dos seres humanos, sem repetir as já tão conhecidas descrições dos horrores da guerra. Vonnegut descreve outros tipos de guerra, menos explícitas: as contradições de um cientista amoral, de um ditador com ideais irracionais e religiões fabricadas.

Cama de Gato é uma irreverente sátira à humanidade, uma irônica autocrítica e um “boicote” criativo aos ideais sociais repetitivos e impensados do mundo moderno. O livro possui um humor crítico implacável, divertidíssimo, profundo e provocante. Apesar de bem curto, a obra é absolutamente memorável.

“Quando um homem se torna um escritor, eu acho que ele toma a obrigação sagrada de produzir beleza e esclarecimento e conforto em alta velocidade”.  Kurt Vonnegut em Cama de Gato (tradução livre)

“When a man becomes a writer, I think he takes on a sacred obligation to produce beauty and enlightenment and comfort at top speed.”



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Virada Cultural 2012 – #RotaFRIDAY

3 maio
Por: Kelly Feltrin
De: São Paulo
Email: kelly@revistafriday.com.br

Ontem vocês já puderam conferir um pouco do que é a Virada Cultural que acontece na cidade de São Paulo. Além disso, conhecem também o fato de que as atrações são muitas e muito boas. Daí que selecionar as que não podem faltar se torna uma tarefa difícil, mas não impossível. 
Assim a Revista FRIDAY traz pra você um pequeno roteiro daquilo que achamos que não deve ser esquecido na sua programação:

  • Catedral da Sé:

      Stand Up Comedy: Utilizando apenas um microfone, os comediantes farão de tudo para nos fazer rir. A oportunidade garantida de dar muitas risadas com a família e amigos. 

  • Anhangabaú:

     Cenário especialmente escolhido para concertos e diferentes apresentações. Vale a pena visitar e prestigiar as expressões artísticas.

  • 24 Maio:

      A arte de se comunicar não é fácil, ainda mais se usamos sua forma não verbal. Partindo disso indicamos pra você o Palco Arte Corporal que trará diferentes artistas que utilizam o corpo como mídia e meio de comunicação. Uma forma inusitada de expressão cultural, corporal e artística que engloba um campo tão grande que é o da comunicação.

  • Minhocão:

      Um passeio diferente no conhecido Elevado Costa e Silva. Dividido em dois momentos, o Mercado Mundo Mix no Minhocão e Chefs na Rua, o público poderá saborear uma mescla da alta gastronomia com a comida de rua. 

  • Cine Olido – O Cinema no Ritmo de Gene Kelly:

   No ano de 2012, Gene Kelly estaria completando 100 anos. Assim, como forma de homenagear este tão importante e grande artista do cinema, o Cine Olido localizado na Avenida São João, 473, reuniu alguns dos clássicos protagonizados por ele e irão exibí-los a partir das 18h do dia 05 de maio.

  • Unidade Móvel Projetiva:

      Vale a pena estar atento a esta atração itinerante. Este Trio Elétrico estará transitando por todo o centro durante o evento com Djs e dois projetores de alta potência, propiciando um ambiente ainda mais irreverente a Virada Cultural Paulista.


São essas nossas dicas para você!

Esperamos que aproveitem e se divirtam bastante e, antes, durante ou depois postem seus comentários e sugestões sobre o evento!




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Virada Cultural 2012: Não deixem de conferir!

2 maio
Por: Kelly Feltrin
De: São Paulo
Email: kelly@revistafriday.com.br

Para os que já conhecem e, principalmente, os que não possuem conhecimento, a Virada Cultural é uma famosa e importante festa de rua que acontece na cidade de São Paulo. Organizada pela Secretaria Municipal de Cultura, este evento tem por objetivo entreter, divertir e reunir pessoas das mais diferentes classes sociais, faixas etárias, tribos, etc.

A cada edição, a Virada Cultural atrai um público de milhões de pessoas ao longo das 24 horas de programação sem nenhuma interrupção. E, o mais importante, é totalmente gratuito. 

As atrações são muitas e se espalham pelos principais museus, teatros e centros culturais da cidade, além das muitas organizações difusoras de cultura que aderem ao evento. O centro antigo de nossa cidade se modifica radicalmente com os diversos palcos e cenas montados.


Na cidade que nunca dorme, essa é uma ótima opção que alia diversão para toda família e custo zero, proporcionando um momento diferente, um desligar do dia a dia corrido, uma nova forma de enxergar a cidade.

Além disso, os serviços de transporte público, metrô, trens e ônibus, operam direto, assim como o evento. Facilitando a movimentação do público nas áreas de entretenimento e no seu retorno para casa. 

Não deixem de conferir! 
Amanhã fique atento à nossa #RotaFRIDAY da Virada Cultural 2012

Para maiores informações acerca da programação acessem virada cultural e baixem o aplicativo para não perder nada! 

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Cinco livros nunca traduzidos para o português que PRECISAM ser lidos – Parte I

29 abr
Por: Bruna Lobato
De: Poultney, Vermont, EUA
Email: brunalobato@revistafriday.com.br

Vai fazer um ano que eu moro nos Estados Unidos, então dá para imaginar que eu leio cada vez menos em português. Onde eu moro, ainda bem, tem mais de uma biblioteca pública. Mas não é difícil deduzir que a coleção em português é muito reduzida e que, mesmo quando eu tenho acesso à abundância de livros em português, quando vou à bibliotecas maiores (as bibliotecas públicas de Boston e Nova Iorque passando pela minha mente), eu não tenho tanto tempo assim para lê-los.

Por outro lado, estou sempre lendo em inglês. Eu faço faculdade de literatura e escrita criativa por aqui, então, mesmo quando eu estou sem tempo de ler por diversão, eu não paro de ler livros para trabalhos da faculdade, etc. Por essa razão, constantemente eu acabo tendo ideias de escrever aqui sobre “um livro maravilhoso que eu li” e fico desapontada ao saber que não existe tradução de tal livro para o português.

 Capas de algumas das várias edições de Pilgrim at Tinker Creek, livro nunca publicado no Brasil

 
Pensei que, ainda assim, eu deveria compartilhar a minha lista de livros não-traduzidos. Eles são livros muito bons e, alguns deles, de grande importância histórica. Além do mais, eu ainda tenho esperança que um dia eles sejam traduzidos para este idioma em que vos escrevo – nem mesmo que eu seja a pessoa a traduzi-los!

Segue a primeira parte da lista:

1.  Pilgrim at Tinker Creek da Annie Dillard:

Annie Dillard é uma escritora maravilhosa, com metáforas impressionantes e narrativas memoráveis. Os textos de não-ficção do seu livro Pilgrim at Tinker Creek saíram do diário do seu diário e descrevem o ambiente natural às proximidades da casa dela, em Roanoke, Virgínia, EUA.

O livro descreve Deus através dos estudos de criacionismo, levando, inclusive, alguns críticos literários a rotular Dillard como uma das mais importantes escritoras de horror do século 20. Este livro rendeu a Dillard o Prêmio Pulitzer de Não-Ficção de 1975 (o prêmio mais importante da literatura americana, organizado pela Universidade de Colúmbia), quando ela tinha apenas 29 anos.

Uma das minhas cenas favoritas do livro está bem no comecinho, uma em que o gato da Annie a acorda, depois de voltar da caça noturna, ao caminhar sobre o corpo dela, manchando-a com as suas patas sujas de sangue. “Parecia que eu tinha sido pintada de rosas”, ela diz (tradução livre). No entanto, esse trecho foi o que mais gerou controvérsias, pois, na verdade, Annie nunca teve um gato, levantando a questão de o quanto de liberdade um escritor tem para inventar coisas em uma obra de não-ficção.

Eu acho a maior decepção que esse livro não tenha tradução para o português. Eu mesma já entrei em contato com editoras solicitando a tradução da obra, mas “o livro não teria espaço no mercado”, eles dizem. Otimista como sou, penso que eles não podem estar falando sério.

…continua…

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