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De que me VALE-CULTURA

10 dez

OMG we’re back again ♫

E com boas novas, sério, uma provável boa nova.
Do tipo que quase não tem por aqui.


Em novembro desse ano, passou um texto pela Câmara que apresentava a proposta de um Vale-Cultura, que seria um (provável) cartãozinho magnético de R50/mês para se gastar com shows, eventos culturais, peças teatrais, livros, DVDs, CDs, museus, cinemas ou trocar por mercadorias do BAÚ… é realmente muito lindo.
De tanta beleza e ludicidade chega a quase ser onírico, parece um engano, sei lá, de repente eles aprovaram o texto sem ler, ou colocaram antrax no envelope (supondo que se mandam textos de projetos num envelope), enfim, passou.
Na última quinta feira, dia 05/12, O MESMO TEXTO passou pelo Senado!
Sim, sem emenda, sem nada, passou, e agora está no aguardo da nossa Madonna, Dilma.
Ou seja, basta a Dilma dar joinha, compartilhar, virar fã, mandar depoimento e curtir o projeto que ele será absolutamente aprovado em todas as instancias da mundialmente conhecida: desastrosa burocracia brasileira.
As empresas que resolverem adotar o vale poderão ter algumas vantagens no imposto de renda, vantagens essas que desconheço e não vou falar sobre. Também poderão descontar até 10% do valor do Vale (R$5,00) no salário de cada funcionário que optar em ter o benefício. Todo mundo ganha, todo mundo fica feliz.
É óbvio que já é uma manobra pra reeleição da Dilmona, uma vez que projetos de renúncias fiscais só podem vigorar no ano seguinte ao da sua aprovação e ainda precisaria de 6 meses para a implementação do projeto, mas quem se importa?

O projeto é de autoria da deputada “Bah, tri  trovadora, gaucha da dinda,  Manuela D’Ávila, Tchê”.
De tão revolucionário, contemporâneo, inesperado, cutucador de reacionários, defensor das causas nobres que esse projeto é,  caso a presidenta sancione-o, poderá mudar seu nome para  Dilma Guarani Kaiowá.





Dúvidas frequentes
Cal qué trabaiádô?
N.. Não. Trabalhadores CLT com renda menor que 0005 salários mínimos.
Qto dah sinco sarálios?
R$ 3.450
Ah, naum, naum eh meu cazo!
Eu imagino.
Quem paga por isso, a final?
Empresa, Governo e o trabalhador.
Por fim, eu acredito que isso tem um potencial incrível pra ser algo mais que bom, as pessoas consumindo mais arte se tornam menos alienadas, ignorantes, preconceituosas, burras, feias, estúpidas, banguelas, fedidas, rancorosas, sem contar que também reduz o risco de câncer de próstata em homens e mulheres(?).

Mas aqui, um país muito dos engraçado, é capaz que as pessoas gastem essa verbinha mensal com CD do Katinguele, DVD pornô, Stand Up do Rafinha Bastos, Crepúsculo, 50 tons de cinza, Andar de bicicleta pelado na Paulista e show do Latino. Fiquem a vontade para fazer isso, só que morram.




Por: Lucas Vinícius
De: Osasco – SP
Email: Lucas@revistafriday.com.br

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