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Drama Online

31 jan
Já diria o sábio usuário do orkut “α vidα é fєiтα dє мσмєитσร”, ruins ou bons, felizes ou trágicos, catchup ou mostarda. Se você estava em marte até agora, fique sabendo que recentemente mais de 200 pessoas morreram queimadas numa casa noturna em Santa Maria-RS. Foi trágico, não deveria ter acontecido, não pode se repetir. A questão é: até que ponto todo esse drama online é hipocrisia? Está proibido ter sentimentos? Só teremos uma unanimidade na tristeza dos usuários da internet quando as tempestades solares afetarem a web e ficaremos sem rede? Hipocrisia é a palavrinha ~~dos indiferentes~~ da moda? 
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Tem gente que não pode ver um drama que “oh meu deus que horror compartilhem”, sabe as tias que entraram no facebook agora pouco ou então a vizinha que queria puxar um cabo de rede da sua casa até a dela e você não quis daí ela foi lá e comprou um pacote com 15GB!  Até que ponto podemos aceitar? ATÉ NENHUM, COM CERTEZA! Só está permitido aceitar se a vizinha for gostosa, daí ela pode compartilhar até a foto da Gina Indelicada mermão uuaehuieauehERROR #humor #hetero

Tudo tem limites, inclusive o respeito. Animal degolado no facebook, TÁ TUDO ERRADO! Oportunismo barato de páginas sem conteúdo e que querem chamar atenção de alguma forma radical, podem ir parando! (Provavelmente quem compartilha foto de bicho morto não é adepto de leitura e provavelmente não está aqui conosco no Blogguer™)


 Um tema tão delicado merece uma atenção especial!


Tive um bate papo com o psquiatra, ex-BBB e atual ídolo bear, Marcelo Arantes para saber sua opinião sobre esse assunto.


Brezolla, sou a favor da liberdade, tanto que costumo comentar sobre tudo, inclusive tabus como a morte, por exemplo. Não existem assuntos intocáveis, existem sim pessoas intolerantes e imaturas. E principalmente o limite. Dá pra lidar com bom humor, desviando o foco de um acontecimento brutal, por exemplo, para consequências engraçadas, sem que isso seja humor negro. Existe o jeito certo de fazer, poucos têm talento. A maioria avacalha.

Sentimento online é uma coisa complicada, no geral a internet é feita por pessoas sozinhas, que não tem vida social, que não namoram, ou que às vezes mantém uma vida social e namoram apenas para mostrar na internet. (Há casos de pessoas que amam internet e que sabem conciliar as coisas tudo perfeitamente~~euzinho) Chegamos a um ponto que qualquer sentimento humano é criticado, é hipocrisia, daqui alguns dias sentir uma dor de barriga vai ser hipocrisia, hipocrisia está tomando conta de tudo, duas doses de hipocrisia para cá, meio kg de hipocrisia para lá, hipocrisia é de comer ou de beber? É de sentir ou de criticar? É de se ouvir  ou de se ver? É de compartilhar ou de favoritar? Não dá para entender se as pessoas realmente sabem o que é hipocrisia e se sabem o significado, por que são hipócritas? “AI GNT PAREM DE SER HIPÓCRITAS NENHUM AMIGOS DE VCS MORREU PFVR MENOS GNT VAMOS PARAR“, então adiciona uma pessoa desconhecida e já posta no mural dela “TE ADOROO“. Oi???


Está de na hora dos próprios umbigos serem olhados, ou respeitar o umbigo saltadinho para fora dos outros, sem bullying! 
No fim das contas a internet é uma grande sala de aula cheia de alunos barulhentos e uma professora baixinha que ninguém enxerga e não serei eu, representante da turma, que vou colocar ordem aqui.


Por: Cassiano Brezolla
De: Caxias do Sul -Rio Grande do Sul
Email: contato@revistafriday.com.br

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Estreia: ”O Impossível” e Caxias do Sul

28 dez
Oi, lindezas, tudo certo?

Cá estou, de férias (merecidas e chuvosas; mais chuvosas do que merecidas…) em Caxias do Sul, e aqui fui assistir ao choroso, triste, molhado em lágrimas e elaborado, ”O Impossível”. Estreou há alguns dias, sim; mas é válido marcar alguns pontos desse longa.


Juan Antonio Bayona é o diretor da trama, e o roteiro é de Sérgio G. Sánchez. O diretor espanhol que, há alguns anos, não trazia às telas sua marca, teve em “O Orfanato” seu último título lançado antes da estreia de “O Impossível”.

Cheguei na sala já com algumas opiniões acerca do filme. Pontos positivos: atores de respeitável bagagem, ser baseado em uma história real, expectativa de efeitos especiais, no mínimo muito bons, para que as ondas pudessem ser reproduzidas, bem como o pós-desastre. E também a torcida para que o filme não fosse desrespeitoso com a família e dramas retratados.

Após 20 minutos de filme, já podia-se ouvir na sala os primeiros choros (meus, admito, não nego. Estava beeeem mulherzinha mesmo.). Tais ~snifs~ duraram todo o filme. Sem mentira. Espalhou-se e permaneceu por toda a sala durante o tempo em que o drama nos era apresentado.

A história inicia com a viagem do casal Maria (Naomi Watts) e Henry (Ewan McGregor), com seus 3 filhos pequenos para Khao Lak, Tailândia, na véspera do natal de 2004. Este início encontra em sua fotografia muitas cores e luzes, retratando a época do ano e o estado de espírito dos que ali estavam a comemorar. Dá-se em um primeiro momento também uma pincelada sobre falhas nossas (naturais e corriqueiras, mas falhas), ao não abstrair em alguns momentos de problemas rotineiros mas superáveis, e aproveitar com os que amamos (OIN! <3). Em seguida, já ocorre o tsunami, que deixou mais de 2 milhões de desabrigados. A família separa-se com o impacto das ondas, e a partir daí, o filme também muda. A experiência retratada, inicialmente, é a de Maria e seu filho mais velho, Thomas (Tom Holland). As dores dos ferimentos, incertezas do que havia ocorrido e suas dimensões; a mostra da mãe e a perna gravemente ferida, enlaçada ao sofrimento do filho mais velho e os medos, trazem a tônica do filme: drama.

O desespero da perda da família é agravante, que mantem-se ativa até o reaparecimento dos demais membros. Pai e os outros dois filhos ressurgem na tela, e com isso o desenrolar dos fatos entre buscas, desencontros e o esperado reencontro de todos em um posto de atendimento, onde Maria está internada em estado grave, tornam o filme reflexivo.

As expressões faciais (principalmente, e PRIN-CI-PAL-MEN-TE da atriz Naomi Watts) são ponto a favor do longa. A identificação com o público ocorre ao conduzir os que o assistem, em direção à dor, sofrimento e dificuldades de mãe, mesclado ao conhecimento de ser uma história real, torna impossível o “não ceder à emoção.”

Os efeitos sonoros – e aqui, elenco em primeiríssimo lugar: os silêncios; são recursos utilizados de forma elaborada e num encaixe perfeito com as situações e reações esperadas do público. 

Solidariedade e caridade são passadas de forma bastante clara e, obviamente, necessária na condição da realidade ali exposta. Mãe, como quase uma entidade na base familiar, é ali evidenciada e respeitosamente alçada à protagonista, assim como seu filho mais velho.

O filme não se torna piegas, mas possui algumas partes nas quais o público pode se perguntar: “tá brincando, né?”, como nos desencontros da família no centro de apoio às vítimas. Isso, no entanto, não invalida, nem deixa opaco todo o resto do longa, que emociona, e faz refletir.

Clap, snif, clap!

Recomendo. Se estiver na TPM, ou apenas for de câncer, sugiro levar um balde com lenços.

Outras estreias para encerrar este ano ~delicioso~ são:

De pernas para o ar II – Aquela louca da Ingrid Guimarães volta a atacar com a Mariazinha Paula, e a sex shop – aquela, mas agora em level hard, em NY. Alice (Ingrid Guimarães) surta, e precisa de cuidados. Aquela coisa de conhecer e se conhecer, entra aqui. Roberto Santucci é o cara da direção, e deve fazer a gente rir com essas “empresárias atacadas.”

No – Direção de Pablo Larrain traz para esse filme uma outra ótica do governo Pinochet. Trabalha com a construção da campanha contra a permanência do ditador no poder, aqui encabeçada por (pausa dramática seguida de suspiro profundo) Gael García Bernal. O plebiscito convocado pelo próprio Pinochet é o ponto para desencadear a história que faz convergir ideais, repressão e ousadia. 


Na semana do dia 21 também tivemos alguns títulos em cartaz: 

As Aventuras de Pi – Do camaleão Ang Lee. Aventura e drama, com viagens e encontro interno, tudo com um tigre (reproduzido e em algumas partes reais, vale a pena).

Viúvas – De Marcos Carnevale, mostra o encontro de esposa e “a outra” em decorrência da morte do pivô. E.mo.ção.

O Olhar Invisível – Dirigido por Diego Lerman, retrata a jovem María Teresa e sua nova missão: observar os atores da contestação da ditadura em Buenos Aires.

A Filha Do Pai – Amor e separação entre uma jovem e seu piloto de avião, seguida de uma gravidez e seu pai. Dirigido por Daniel Auteuil.

“PERA”, TÊM MAIS UNS, SÓ!

A Negociação –  com o charmoso, bem-sucedido (e futuro genro da mamãe, se ele não morrer antes) Richard Gere, e direção de Nicholas Jarecki. O investidor envolve-se em um acidente com vítima fatal que pode prejudicar suas milionárias negociações, entretanto, um investigador busca os fatos e vai perturbar o lindo.

Um Evento Feliz – aqui, mais uma jovem doutora engravida de seu case sensual, conhecido em uma locadora de vídeos. Porém, seu romance não firma como esperado e o percurso do filme segue com ela solteira enfrentando esse novo momento. Rémi Bezançon dirige.

As Quatro Voltas – de Michelangelo Frammartino, numa co-produção Suécia-Itália-Alemanha. Os ciclos vegetais: animal, mineral e humana são implicitamente (mas não tanto) expostas, a partir de um fato desencadeador.

Hahaha – produção Sul-Corerana, dirigida por Hang Sang-Soo. A realização cinematográfica, reafirmando o que já sabemos: o mundo é um ovo, e todos conhecem alguém, que conhece alguém, que conhece alguém em comum. Boas críticas…

Brichos II – Paulo Munhoz dirige a animação, ~que fará a turminha se divertir à beça~. Bela produção com uma importante moral sobre o meio ambiente e as relações.

E deu, né?  Dá licença que preciso pegar um frio lá fora. E uma chuva. Mais uma chuva de férias.

Beijos sensuais a 15ºC de luz.


 


Por: Bárbara Argenta
De: Caxias do Sul – RS
Email: babi.argenta@gmail.com

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