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Conexão Holanda: Onde, como por quê e quando?

8 dez

Alguém diz Holanda e logo pensamos em tamancos de madeira, tulipas, moinhos, queijos, bicicletas e liberdade. Quando decidi vir para esse pequeno país não sabia muito mais do que isso e me surpreendi. Com a Conexão Holanda dividirei com vocês essa experiência deliciosa. 


Onde? Como? Por quê? Quando?
Sai do Brasil no dia 17 de dezembro de 2011, dia em que o sol brilhava e fazia 32ºC em São Paulo e estava com o coração tão apertado que parecia rosbife amarrado.

Nos últimos meses que antecederam minha partida os diálogos começavam mais ou menos assim assim:
-Vou fazer intercâmbio, serei Au Pair na Holanda.
-Au o que?
-Babá.
-Holanda? Por que Holanda? Umn, safadjénha.

Vou confessar: nunca passou pela minha cabeça ser Au Pair na Holanda, a única coisa que eu tinha certeza era que queria morar um ano na Europa. Aí veio a parte mais importante, o valor altíssimo dos programas mais tradicionais, o único que coube no meu bolso foi o de Au Pair (claro que isso não foi um problema, e sim a solução, já que sou apaixonada por crianças). 

Logo depois veio a escolha do país, Holanda o único país da Europa que tem o visto especial para Au Pair e que 99%* das pessoas falam inglês (a única língua além do português que sei me virar). Passei 2 horas na internet lendo sobre a Holanda e pronto, criei uma nova paixão. Tudo me pareceu tão perfeito que foi como se eu mesma tivesse inventado.

Tudo decidido (na minha cabeça) porque por mais que eu ache que sou dona do meu nariz, eu tinha 20 anos (hoje estou com 21) e um pai e uma mãe. Então veio a segunda fase do processo: preenchi tudo que eu podia, e fui pra casa dos meus pais com toda papelada pronta. Claro que eles fizeram as clássicas perguntas: Por que Au Pair? Por que Holanda? Mais as adicionais: Como assim minha filha? Um ano? E foi aí que eu gastei todo o meu dom de persuasão, todo mesmo, achei que nem ia sobrar mais pra faculdade, mas não me preocupei, corre a boca pequena que persuasão não é município nem cartão de crédito, então não tem limite. Pronto, fase 2: checked.

Depois disso tudo veio só a parte burocrática: Renovar passaporte, achar uma “host family”, legalizar documentos, conseguir o visto, e marcar as passagens.
Do momento que tive essa mirabolante ideia até o dia do meu embarque, foram exatos quatro meses. “O desejo é humano, demasiadamente humano” – e poderoso.

*Estatística baseada no ADL (Achismos da Lara)
Lara Monnerat
Delft – Holanda

Conexão Dublin: A tradição dos 12 pubs!

1 dez


Ontem, durante o trabalho, descobri uma tradição irlandesa MUITO interessante! Um grupo com cerca de 10 pessoas – todos com algum acessório que lembrava o Natal – entrou no pub  e ficou no máximo 20 minutos. Eles passaram no bar, pediram uma pint de cerveja (copo de 500ml) para cada um, tiraram fotos e foram embora. Se não estivessem vestidos à moda natalina, provavelmente passariam despercebidos. Como uma verdadeira jornalista, decidi perguntar ao segurança porque todos eles estavam vestidos daquela maneira sendo que nem ficaram muito tempo no bar. A resposta fez meus olhos brilharem…

O grupo estava seguindo um costume muito famoso em Dublin: a tradição dos 12 pubs! Na época de Natal, as pessoas vestem algum acessório natalino, visitam 12 bares e pedem uma bebida em cada um deles. É claro que não precisa ser necessariamente bebida alcoólica  mesmo porque quem aguenta beber 6.000 ml de cerveja? – ps: mas também não duvido!

Ai você me pergunta, o que essas pessoas ganham com isto? Nada além de pura diversão e momentos engraçados com os amigos (ou talvez um coma alcoólico se seguir a tradição à risca). 

Esse domingo monto a árvore de Natal com meus flatemates, então já vou aproveitar a oportunidade para sugerir a ideia de passar em 12 pubs! Também farei uma lista dos possíveis bares que vamos visitar: os mais baratos e mais próximos de casa caso alguém passe mal! 

E que o melhor fique em pé até o último pub!!! haha

Por: Mariana Perez
De: Dublin – Ireland
Email: mariana@revistafriday.com.br

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Conexão Dublin: Zombie Walk 2012

9 ago


No último sábado, dia 04 de Agosto, as ruas de Dublin pareciam os cenários do seriado “The Walking Dead”. Rastros de sangue no chão, roupas rasgadas, ferimentos expostos. Uma verdadeira carniça – mas com muita organização! Bastava escolher seu melhor traje e ir atrás de cérebros com centenas de zumbis ao seu redor. Vale lembrar que, além da diversão proporcionada anualmente, a Dublin Zombie Walk tem como finalidade arrecadar dinheiro para causas sociais como o câncer e violência contra as crianças (Irish Cancer Society e Barnardo’s).

Peço para tirar uma foto e o que eu ganho? 3 zombies vindo em minha direção

O encontro dos mortos vivos começou ao meio dia, no parque St. Stephen’s Green. As pessoas podiam ir maquiadas para a caminhada ou pagar 10 euros para obterem um belo machucado “artificial”. Como nunca tinha ido a um evento desses (nem no Brasil), minha primeira impressão foi: como eles estão nojentos! Só não corri de medo porque o encontro era durante o dia. Não gosto nem de imaginar aquele parque à noite com vários zumbis – to foraaa!!!

Pessoalmente era pior!

Assim que entrei no parque, pude ver várias pessoas sentadas na grama, arrumando-se para a caminhada. As mochilas aparentemente grandes tornavam-se cada vez menores quando os donos tiravam maquiagens, garrafas de sangue falso, papel higiênico e até algumas guloseimas. Ver o resultado final é incrível, mas ver o making of é melhor ainda!

Produção à la zombie

Quase pronto para a caminhada

Acredito ter visto todos os tipos de zumbis existentes: americanos, asiáticos, super herois, famosos, médicos, padres, crianças, homens vestidos de mulheres e vice-versa. E não pense que os pequenininhos tinham medo não! ELES assustavam os outros! Inclusive, todos que estavam no parque incorporaram o espírito de um morto vivo. Era algo muito legal e estranho de se ver! Pensei – e vivenciei – por alguns instantes como seria se tivéssemos que conviver com os zombies. Que loucura!

Say “Hello” to Brazil
So shy and beautiful!!! *–*


Mas, se há os mortos vivos, também há aqueles que os caçam e os matam, certo? Em Dublin não foi diferente! Perto de um dos portões do parque, encontrei os exterminadores de zombies! Todos muito bem vestidos e com armas de brinquedo, o grupo também botava respeito no lugar. Ahhh sim, a todo instante, eles eram provocados pelos zombies, mas se saiam muito bem.

Bora timeeee!!!!!

Boto fé em vocês – mesmo com essa arminha de água!

Infelizmente não pude ficar para a caminhada porque precisava matar quem me matava: a fome! Sai de casa sem tomar o café da manhã, então o bicho tava pegando. E pasmem, consegui comer tranquilamente depois de ver muitas fantasias nojentas! De qualquer forma, mostro aqui algumas fotos de como foi o encontro da galera no Stephen’s Green! 😉

Quanta cortesia!
Um dos mais nojentos também!

Princesa + linda do parque!

Desde quando zombie toma refri? 

O bracinho + criativo da caminhada

Chapeuzinho Vermelho com a cabeça do Lobo Mal

A freira doidona – e grávida haha
Quem manda mexer com a pessoa errada?
Por: Mariana Perez
De: Dublin – Ireland
Email: mariana@revistafriday.com.br

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Bora conhecer Irlanda?

20 jul
Dublin dividida pelo rio Liffey

Você já imaginou andar em uma rua com casas georgianas enquanto os raios de sol aquecem os cabelos e o vento canta uma doce melodia? Apenas peço para não se assustar se encontrar um pequeno ruivo de vestimentas verdes que traz consigo um potinho de ouro. Talvez seja um Leprechaun ou um cosplay. De qualquer forma, eu os convido a conhecer a Ilha Esmeralda. Ou Irlanda, se preferirem!


Próxima segunda-feira, 23/07, viajo de São Paulo para Dublin. A duração do voo é de apenas 14 horas, com direito a conexão de 1 hora em Amsterdã. Durante esse tempo que vou morar e estudar no Velho Mundo, 1 ano, registrarei aqui na Friday tudo o que for interessante e peculiar. Desde passeios culturais até artistas de rua com seus números fascinantes! 
Prepare-se para conhecer tudo o que rola na terra do U2 – ou do lugar onde não há cobras 😡


Então, marca ai na sua agenda ou no celular: temos um encontro marcado TODAS AS QUINTAS-FEIRAS


Até a próxima, só que desta vez, direto de Dublin! 
Por: Mariana Perez
De: São Paulo – SP
Email: mariana@revistafriday.com.br

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