Arquivo | HardFriday RSS feed for this section

NecroLove

6 set

Ricardo e Letícia se conheceram na faculdade. Ambos tinham os mesmos sonhos, a mesma pretensão de se tornar médicos, enfim, o fato de estudarem juntos o mesmo curso acabou aproximando os dois de uma forma que parecia ser coisa do destino…Mas o que os tornavam um casal perfeito estava longe de ser apenas o convívio na mesma área profissional, eles tinham perversões semelhantes e fora do comum.


Começou com a primeira aula usando um cadáver, Ricardo sentou ao lado de Letícia e resolveu puxar conversa usando o defunto como assunto: “nossa, quem será este pobre coitado?” pergunta Ricardo. Letícia balança a cabeça demonstrando não saber.
“Esses defuntos de faculdade são em sua maioria indigentes cujo corpo nunca é reclamado pela família…faz a gente pensar né? Triste isso não?” Emenda Ricardo. 

Letícia apenas balançou a cabeça novamente, dessa vez em sinal positivo, mas não demonstrava estar muito interessada nesse papo…Vendo que a garota estava desinteressada, Ricardo resolve arriscar uma piada pra ver se conquistava sua atenção ou fazia tudo ir por água abaixo de uma vez: “pior que morrer sem nenhum parente vir reclamar, seria morrer e ter o rabo comido por algum tarado!”

A piada havia sido lançada! Ricardo percebeu com isso que ainda conservava da adolescência o seu talento pra dizer besteiras…Mas foi uma jogada arriscada, se a garota fosse careta, se ofenderia e sairia de perto dele, se ela fosse uma garota safadinha iria rir.

Letícia coloca a mão na boca pra segurar uma gargalhada. Estava comprovado: era uma garota safadinha. Ela não só achou engraçado como resolveu emendar com uma pergunta totalmente indecente:
“e quem transaria com esse cadáver? Você teria coragem?”
“com este não. Mas se fosse…” disse Ricardo.
“se fosse o quê?” perguntou Letícia.
“Se fosse uma MULHER.. quem sabe…”  completou Ricardo.

Tolo…Qual a chance de conseguir ficar com a gostosinha se ele solta uma dessas? Mas estranhamente, Letícia não pareceu horrorizada, pelo contrário, pareceu ficar mais interessada ainda em Ricardo depois dessa estranha revelação. Percebendo que tinha conquistado a confiança e simpatia da garota, ele continuou e começou a sussurrar baixinho no ouvido dela o que ele gostaria de fazer com um cadáver feminino. Para surpresa de Ricardo a cada descrição medonha de necrofilia que ele fazia, menos encabulada Letícia ficava, e na verdade mais excitada ela aparentava, nascia ali uma relação física e amorosa extremamente forte e doentia.

Não demorou e os dois começaram a namorar. Depois de alguns dias eles já estavam transando loucamente em suas repúblicas, eram dois pervertidos sexuais (ao menos entre quatro paredes), mas para todo o resto da faculdade e no convívio com amigos e familiares eles agiam como jovens exemplares.


Porém, essa relação não demorou a necessitar de novos fetiches, já que trepar feito animais no cio já não os satisfaziam. Depois de um mês de sexo convencional, eles queriam algo diferente, foi nesta época que Letícia revelou que o cheiro de FORMOL a deixava excitada.


Logo em seguida aconteceu o inevitável (ao menos para jovens tão tarados): eles começaram a fazer sexo dentro do necrotério da faculdade, o cheiro da morte fazia Letícia ficar toda molhadinha, ela tinha orgasmos muito mais violentos quando fazia sexo sentado numa mesa gélida, ao lado de cadáveres em decomposição, o mesmo acontecia com Ricardo que parecia se sentir  em casa, no seu banheiro, gozando feito um adolescente na puberdade.

E foi assim durante um tempo: eles transavam, quebravam alguns tubos de ensaio, mas depois limpavam tudo e saiam como se nada tivesse acontecido. Durante meses, os dois fizeram sexo incontrolavelmente dentro do necrotério e ninguém descobriu, porém, eles eram dois maníacos insaciáveis e novamente a constante necessidade de inovar seus fetiches começou a falar mais alto e foi ai que Ricardo sugeriu a ideia mais bizarra que ele poderia ter…

Em uma noite, após os últimos guardas se afastarem do campus, eles retornaram ao IML da faculdade, arrombaram a porta, abriram algumas gavetas e procuraram por corpos, corpos que fossem minimamente  limpos e atraentes, um homem e uma mulher. Ricardo teve sorte, encontrou uma defunta razoavelmente sexy,  peitinhos durinhos, provavelmente uma prostituta que morreu e foi abandonada pela família. Letícia só encontrava cadáveres de homens rústicos, barbudos e feios, a maioria mendigos, e ainda tinha o agravante de que ela sequer sabia como poderia conseguir sexo com aqueles corpos, já que um pequeno “detalhe” (o da ereção)  era difícil de ser contornado.


Ricardo descobriu o corpo da morta, subiu nela e começou a penetrá-la sem nenhum pudor; Letícia, sem muitas opções, encontrou um bisturi, decepou o pênis de um dos cadáveres e colocou rapidamente dentro de um vidro com hidrogênio líquido, fazendo-o endurecer imediatamente, usando o membro congelado para se masturbar enquanto assistia o namorado se satisfazer com a piranha morta. Ricardo então cometeu um erro: gozou lá dentro e não estava usando camisinha, e isso significava que ele havia deixado seu DNA ali. Assim os dois resolveram ir embora, antes que a situação se complicasse.

No dia seguinte os reitores da faculdade souberam que os corpos foram mexidos, de início acharam que poderia ser apenas uma brincadeira de algum estudante engraçadinho, mas a coisa começou a ficar séria quando acharam esperma dentro de um dos corpos. Ricardo de início não se importou muito, achou que se não pedissem o sêmen dele, não teriam como provar, mas ai é que ele se enganou, pois a polícia já havia comparado o sêmen encontrado na defunta com resíduos que haviam em outros locais da sala (das suas transas esporádicas) e ao contrário do que ele imaginava, TODO MUNDO sabia o que eles faziam. Então mesmo que não tivessem como provar que o sêmen era dele e com isso provar que tinham sido eles que fizeram sexo com os corpos naquela noite, o fato de transarem dentro de um necrotério já servia de prova circunstancial, algo mais do que suficiente para expulsá-los.

E assim aconteceu, eles foram afastados e tiveram seus nomes riscados do curso de medicina para sempre. Eles continuaram juntos, inventaram uma desculpa para a família e começaram a tentar viver uma vida normal.

Até uma certa noite, quando a loucura e a tentação os acometeu de tal forma que eles se viram obrigados a voltar na faculdade,  arrombar novamente o necrotério e ter nem que seja pela última vez, uma suruba de cadáveres para saciar suas taras maníacas.

Mas o que eles não esperavam é que o local tivesse sua segurança reforçada. Eles foram pegos com a mão na massa e prestes a consumar o ato novamente, a polícia foi acionada e para evitar a humilhação, eles tentaram fugir desesperadamente. Entram no carro, mas na fuga Ricardo dá de cara com uma viatura,  pisa no acelerador e acaba batendo, fazendo Letícia espatifar seu crânio contra o painel.

Agora não era mais um simples caso de perversão sexual, Letícia estava morta e ele levaria a culpa pelo assassinato. Assombrado pelo desespero, Ricardo foge do local e desaparece na escuridão.

Na mesma noite, no meio da tristeza das famílias na delegacia diante de tal tragédia, outra coisa bizarra acontece: o corpo de Letícia é roubado. 

Longe dali,  no frio e silêncio da madrugada, em uma construção abandonada, vemos um homem currar violentamente um corpo sem vida, uma garota de pele alva cabelos vermelhos ondulados. A penetração traz um misto de êxtase e tristeza, Ricardo sente-se em parte mal (e até enojado) pelo que está fazendo com quem há poucas horas era a mulher amada, mas outra parte dele se sente viva…pela primeira vez em sua vida.


Por: Blood Mary
De: Inferno
Email: blood_mary@revistafriday.com.br

Você já curtiu a Revista FRIDAY no Facebook? faça como eles 😉

No Bar Sujo em 1987

31 ago
A história de uma garota gostosa que teve um fim trágico.
Foi em um barzinho de New Jersey, no Réveillon de 1987. Ela estava lá, trabalhando com seu uniforme de garçonete: avental, saia justa e um belo decote, deixando a vista boa parte de suas lindas pernas e seus deliciosos seios. Ela queria juntar dinheiro para melhorar de vida, pagar um curso superior talvez…
Já depois da meia-noite, estando ali já a bem mais tempo do que deveria, já não tinha mais paciência pra aguentar ser incomodada pelos bêbados que a chamavam de gostosa e cada bandeja de pedidos que ela entregava, era obrigada a sentir as mãos sujas daqueles bêbados nojentos em seu corpo. Mas pelo menos dessa forma, ela ganhava uma grana extra.
Mesmo se sentindo desejada por todos os homens, ela havia se cansado daquilo tudo e estava exausta. A gota d’água foi quando um palhaço (literalmente – ele trabalhava de palhaço) lhe jogou em cima da mesa, passou a mão em sua bunda e arrancou sua calcinha fio dental, jogando-a para todos os outros caras do bar, demonstrando tamanha escrotice que um amigo que estava com ele, cujo apelido era “Blondie” e tinha um amor platônico pela garçonete, resolveu defendê-la. Resultado: os dois saíram no tapa, quebraram umas garrafas, e moça tirou o avental soltou um “pra mim chega!” e foi ao banheiro se trocar pra enfim sair daquele inferno e poder voltar pra casa.
Mas ela não voltou.
Na manhã seguinte ela foi encontrada: MORTA, violentamente estuprada e cheia de marcas de facadas pelo corpo…

 O assassino? Bem, 25 anos se passaram e ninguém sabe ainda…
Poderia ser o sujeito medonho vestido de palhaço, querendo terminar a investida grosseira, e a apunhalado quando essa se negou à satisfazê-lo?
Poderia ser o Blondie? Que apesar de ter boas intenções, estava tão bêbado quanto os amigos e poderia ter se irritado com uma rejeição, já que devia achar que seu ato de bondade deveria ser recompensado?
O dono do bar que não aceitou a garota deixá-lo sozinho no meio daquele caos?
Ou algum personagem que deixamos de fora? Alguém que já poderia ter alguma história com a moça e provavelmente a queria morta por algum motivo?
Suspeitos não faltam, já que a garçonete costumava fazer horas extras no banheiro, pagando deliciosos boquetes para os que estavam menos chapados e dispostos a pagar mais pelo serviço, ou então nos fundos do bar, sentada na mesa deixando alguém chupar seus peitos.
Esta é apenas uma introdução. Nas próximas semanas vamos retomar este caso de inúmeros ângulos, levantar inúmeras hipóteses, com todos os detalhes sórdidos…
E não há ninguém que queira mais do que eu, resolver este mistério.
Afinal..
Eu era a garçonete.

Por: Blood Mary
De: Inferno
Email: blood_mary@revistafriday.com.br

Você já curtiu a Revista FRIDAY no Facebook? faça como eles 😉