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Conexão Holanda: O programa de Au Pair

26 jan

A minha coluna aqui se chama Conexão Holanda, mas por ironias da vida (ok, confesso, ironia das férias que precisei tirar) fui obrigada a me desconectar. Mas estou de volta para as colunas semanais dividindo e relembrando minhas experiências de um ano delicioso.

Como eu já contei, resolvi ser au pair na Holanda, um programa de intercâmbio que não precisa de tanto investimento para morar durante um ano na em outro país.

O que é ser Au Pair?
É um Intercâmbio cultural no qual você mora na casa de uma família e trabalha cuidando das crianças da casa e de todas as atividades relacionadas a elas e em troca você recebe um salário e a família é responsável por sua moradia e alimentação. Levando ao pé da letra, a expressão em francês significa “igual” e que na prática é mais ou menos assim: A Au Pair precisa ser tratada como membro da família, ou a mais perto disso possível e precisa se comprometer a fazer parte da família.
Requisitos para se tornar Au Pair na Holanda:
 – Ter idade entre 18 e 25 anos;
 – Ter experiência com crianças;
 – Possuir nível intermediário de inglês ou holandês;
 – Ter concluído o ensino médio;
 – Ser solteira/solteiro e sem dependentes;
Horários e salário:
Por lei, uma Au Pair na Holanda pode trabalhar no máximo 30 horas por semana e receber entre 300 e 340 euros por mês.
Como?
Você pode contratar agências de intercâmbio em todo o Brasil que te ajudarão com o processo ou poderá se inscrever em websites especializados em conectar famílias e Au Pairs.
Agora se eu pudesse definir a palavra Au Pair eu diria: Ganhar filhos que não são seus por um ano e se apaixonar loucamente por eles.  É aprender a cuidar e entender cada expressão dos pequenos. É pensar antes neles do que em você e em um dia frio doar a sua luva para um que esqueceu a dele na escola. É ser brava e firme quando não se comportam e ficar mordida quando os pais brigam com eles (mesmo que com motivo). É ensinar um pouco da cultura do seu país e morrer de orgulho quando eles aprendem a contar até 10 em português. É querer transferir o resfriado e febre das crianças diretamente para você. É fazer parte de uma família que não é a sua, é mesmo assim gostar muito deles. É ser mãe, pai, irmã mais velha, cavalinho e almofada.  É se sentir importante, pois os pais que nunca te viram antes confiam a coisa mais importante da vida deles á você. É viajar, visitar 13 países e conhecer culturas diferentes. É passar perrengue economizando dinheiro. É sentir saudades de casa. É ter todos os sentimentos e ainda por cima duplicados. É aproveitar ainda mais para acabar com a saudade. É se estressar e querer devolver as crianças para os pais e falar “Quem pariu Mateus que o embale”. É fazer amigos de todo mundo. É fazer amigas brasileiras que se encaixam na sua vida perfeitamente que parecem ser de infância.

 Mas repito: ser Au Pair é conhecer parte do mundo e ganhar crianças que você vai amar para o resto de sua vida.

Melhor Host Familly.
Entendem porque eu me apaixonei?
São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Florianópolis, Foz e Sinop.

Colo bom

Trampolim 
Cultura Holandesa


Por: Lara Monnerat
De: São Paulo – SP
Email: laramonnerat@hotmail.com

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Conexão Dublin: Violência na Irlanda

22 dez
Gatos brincando – ou brigando?
Para dar uma aliviada no assunto – que o nome já diz tudo: violência – decidi colocar a foto de dois gatinhos lindíssimos brincando, eu acho. 

Uma das coisas que mais me impulsionou a fazer esta viagem foi exatamente a violência em São Paulo, minha cidade natal. Uma semana após a virada do ano novo 2011-2012, fui roubada a uma quadra de casa. Lembro que tinha acabado de buscar minhas lentes de contato – de grau – quando dois indivíduos em uma moto encostaram na minha mãe e dizendo que era para entregar tudo. Era uma noite chuvosa, ou seja, não havia ninguém na rua a não ser nós quatro. Desde aquele dia, não conseguia mais andar tranquilamente, que fosse sozinha ou acompanhada.

Pois bem! Assim que cheguei em Dublin, logo estranhei ver as pessoas andando com suas máquinas fotográficas penduradas no pescoço ou na mão. E quando digo câmera, não é aquela ralezinha não! Cansei de ver Nikon e Canon simplesmente à mostra. Bom, até ai tudo bem! E quando voltei da minha primeira baladinha a pé – ás 3 ou 4 horas da madrugada? Vim com o fiofó na mão, confesso. Outra coisa que estranho até hoje são os caixas eletrônicos. Eles ficam ao ar livre, seja ao lado de um mercado ou do banco. Dependendo da localização, forma-se até fila atrás da pessoa, coisa de centímetros de distância. Sim, a pessoa pode ver a quantia que você saca e só! Não ouvi relatos de roubos envolvendo esta situação até agora então pelo visto, aqui funciona. 


Simples assim!!!
Quanto a armas de fogo, sei que nem os policias daqui, chamados de GARDA, podem usar. Pois é, o bicho é mais em baixo quando se trata disso. Acredito que nós, estrangeiros ou não, devemos nos preocupar mais com os grupos que não são tão amorosos com os turistas – chamados vulgarmente de “knackers” – do que assalto a mão armada. Como eles odeiam este apelido pois o significado literal é abatedor de animais velhos, apelidei-os de nanás. Uma palavra que pode ajudar a descrevê-los melhor é diversão. Eles não estão ligando para ninguém, só querem saber de tirar um sarro com os outros. Infelizmente a maioria dos alvos são os gringos. O que geralmente acontece é uma guerra de ovos – ecaaaaa – ou bexiga d’água. Enfim, esse tipo de zoação. Lógico que, de vez em quando, alguns saem na mão, mas é simplesmente ignorá-los. Uma vez, um cara que estava em um grupo grande veio me pedir um cigarro, mas ai só sinalizei um “não” com a cabeça e apertei o passo.

Ultimamente também tenho lido muitos comentários no grupo do Facebook a respeito de batedores de carteira. A pessoa tá distraída e quando vê, a bolsa já está aberta e sem um ou dois acessórios. Também ouvi sobre o mesmo assunto que alguns brasileiros estão entrando nessa onda aqui, mas até ai são apenas boatos. O fato é que não dá para bobiar em nenhum lugar do mundo: seja no Brasil, na Europa ou na PQP!!! Brincadeiras e trocadilhos a parte, vale lembrar que nenhum lugar é 100% seguro. Então evite descuidos como andar sozinho na rua altas horas da madrugada ou com a bolsa de um modo que qualquer um pode pegar.

😉

Por: Mariana Perez
De: Dublin – Ireland
Email: mariana@revistafriday.com.br

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Conexão Dublin: Como é o trabalho no pub?

15 dez
Pessoal do trabalho após Halloween no The Barge
Desde que sai de São Paulo, já vinha com a ideia de trabalhar em um restaurante assim que chegasse em Dublin. Após o esforço e correria atrás de emprego, consegui. Faz 3 meses que trabalho como staff no pub The Barge e já posso fazer uma lista com as vantagens e desvantagens da função. Espero que possa ajudar futuros intercambistas!


Fiquei cerca de um mês só acertando os documentos quando pisei na Ilha Esmeralda. Ou seja, o dinheiro saia e não retornava. Depois que vi minha conta bancária, quase desmaiei e tomei uma atitude: procurar um emprego. As opções eram: garçonete, au pair – mesmo que babá e cleaner – faxina em hotéis, casas de família ou em qualquer outro lugar que precisasse. Óbvio que trabalhar em um bar era meu foco, mas caso não conseguisse emprego rápido, teria que partir para as outras áreas. Até que não demorei tanto para entrar no The Barge, mas o que andei de pub em pub entregando currículo não é brinquedo não!

Consegui meu emprego através do site Gumtree.ie em uma semana após o currículo estar completo. Aqui, se você não tem experiência na área, acaba “arranjando”. E sabe como? Da maneira mais simples possível: colocando no currículo que já trabalhou com isso ou com aquilo. Sim meus caros, cara de pau nessas horas é tudo! Ou nada! Porque o gerente também pode perceber que você não tem experiência como diz ter e ai já euvis!

Durante o primeiro mês, trabalhava apenas 2 dias na semana: sexta e sábado. Aqui o salário mínimo é 8,65 euros por hora, então quase não via resultados financeiros que eu estava esperando. O bom de se trabalhar como atendente em um restaurante é a gorjeta, que no começo também não era essas coisas pois não me comunicava muito com o cliente – uma vez que meu inglês não é perfeito.

Agora, com 3 meses na casa, trabalho 4 dias por semana. A escala dos empregados muda toda semana: a única coisa que tenho certeza é que trabalho sexta e sábado – dias mais movimentados. E é ai que está o X da questão! Nunca mais fui para as baladas daqui de Dublin pois trabalho no período noturno (até o pub fechar). Então quanto à diversão, tenho me restringindo e MUITO!!!

O lado bom é que percebi minha evolução na língua inglesa. Hoje em dia já não tenho mais receio de ficar sozinha com um gringo, com medo de puxar assunto. Claro que não estou fluente – AINDA – mas consigo manter um diálogo legal. Notei isso na questão das caixinhas. Estas últimas semanas tenho recebido mais gorjetas que inicialmente. Sei que um pouco desse lucro é por causa da época, mas o outro pouco também é por estar interagindo mais com os clientes.


Outro fator legal agora é a graninha que tenho feito nesses 4 dias que trabalho por semana. Como quero renovar meu visto, ou seja pagar outro curso de inglês + as passagens de avião do Brasil para Irlanda (volto para o Brasil-il-il no dia 18 de maio, fico umas 3 semanas e venho para Dublin novamente) sem a ajuda financeira dos meus pais, posso dizer que estou concluindo meus objetivos. 

Bom, o que eu quis passar neste texto é que, todas as opções tem seus lados positivo e negativo. Basta você colocar na balança e ver o que você mais necessita no momento. Eu podia optar por diversão ou trabalho. Agora estou no trabalho, mas para garantir a diversão futura! Fora que, meus planos para ficar aqui em Dublin passam dos 2 anos, então tudo em seu tempo!


Por: Mariana Perez – esperando ansiosamente o day off – folga
De: Dublin – Ireland
Email: mariana@revistafriday.com.br

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Conexão Holanda: Onde, como por quê e quando?

8 dez

Alguém diz Holanda e logo pensamos em tamancos de madeira, tulipas, moinhos, queijos, bicicletas e liberdade. Quando decidi vir para esse pequeno país não sabia muito mais do que isso e me surpreendi. Com a Conexão Holanda dividirei com vocês essa experiência deliciosa. 


Onde? Como? Por quê? Quando?
Sai do Brasil no dia 17 de dezembro de 2011, dia em que o sol brilhava e fazia 32ºC em São Paulo e estava com o coração tão apertado que parecia rosbife amarrado.

Nos últimos meses que antecederam minha partida os diálogos começavam mais ou menos assim assim:
-Vou fazer intercâmbio, serei Au Pair na Holanda.
-Au o que?
-Babá.
-Holanda? Por que Holanda? Umn, safadjénha.

Vou confessar: nunca passou pela minha cabeça ser Au Pair na Holanda, a única coisa que eu tinha certeza era que queria morar um ano na Europa. Aí veio a parte mais importante, o valor altíssimo dos programas mais tradicionais, o único que coube no meu bolso foi o de Au Pair (claro que isso não foi um problema, e sim a solução, já que sou apaixonada por crianças). 

Logo depois veio a escolha do país, Holanda o único país da Europa que tem o visto especial para Au Pair e que 99%* das pessoas falam inglês (a única língua além do português que sei me virar). Passei 2 horas na internet lendo sobre a Holanda e pronto, criei uma nova paixão. Tudo me pareceu tão perfeito que foi como se eu mesma tivesse inventado.

Tudo decidido (na minha cabeça) porque por mais que eu ache que sou dona do meu nariz, eu tinha 20 anos (hoje estou com 21) e um pai e uma mãe. Então veio a segunda fase do processo: preenchi tudo que eu podia, e fui pra casa dos meus pais com toda papelada pronta. Claro que eles fizeram as clássicas perguntas: Por que Au Pair? Por que Holanda? Mais as adicionais: Como assim minha filha? Um ano? E foi aí que eu gastei todo o meu dom de persuasão, todo mesmo, achei que nem ia sobrar mais pra faculdade, mas não me preocupei, corre a boca pequena que persuasão não é município nem cartão de crédito, então não tem limite. Pronto, fase 2: checked.

Depois disso tudo veio só a parte burocrática: Renovar passaporte, achar uma “host family”, legalizar documentos, conseguir o visto, e marcar as passagens.
Do momento que tive essa mirabolante ideia até o dia do meu embarque, foram exatos quatro meses. “O desejo é humano, demasiadamente humano” – e poderoso.

*Estatística baseada no ADL (Achismos da Lara)
Lara Monnerat
Delft – Holanda

Conexão Dublin: Quando a saudade bate…

15 nov
Eu e meus pais
Começo meu texto pedindo desculpas. Inicialmente não queria escrever algo melancólico e “para baixo”, mas sinto que é uma das melhores formas de aliviar meus pensamentos e coração. Sim meus caros, a saudade e solidão entraram pela porta da frente de casa e com direito a ponta-pés para me acordar… e conseguiram!

Domingo passado, após uma longa e agitada noite no pub que trabalho, só queria saber de deitar na cama e apagar. Sonhar, pra quê? Apesar desligar a cachola e o corpo. Infelizmente não tive tanto sossego assim… Devo ter deitado lá pra 5 horas da manhã de domingo e às 11 já tinha acordado – e do pior jeito possível. Sonhei que minha poodle Pitucha tinha morrido. Abri os olhos e, antes de me dar conta que era um pesadelo, desabei no choro. Sabe quando junta todos os motivos do mundo: saudade, tristeza, medo, solidão…? Pois é! Parecia que tinha levado um soco no estômago pois até dificuldade de respirar eu senti.

Minha companheira de 14 anos
Devo ter ficado uns 10 minutos chorando e pensando em como quem eu amo está. Naquele momento, só queria ver meus pais e minha Pitucha. Pra falar a verdade, ainda quero… Sabe, intercâmbio não é só alegria como se pensam. É medo, insegurança, solidão. Durante esses 3 meses e algumas semanas, cresci demais como pessoa. Enfrentei situações que nunca imaginei, além das dificuldades diárias com o idioma ainda não fluente. 

Acredito que a parte mais difícil é a saudade! Depois do pesadelo, tive que ligar para minha casa no Brasil para saber como as coisas estavam e chorei mais ainda quando meu pai falou que a Pitucha estava tomando banho. Que alívio cara! Naquele instante, pegaria o primeiro voo para vê-los e abraçá-los com toda minha força! E confesso que só sosseguei mesmo quando vi minha poodle pelo Skype.

Às vezes bate aqueles cinco minutos de desespero, de largar tudo e voltar para o aconchego. Mas, quando penso em tudo o que eu enfrentei para estar aqui, a Mariana sensata reaparece – e com força total, como agora escrevendo este texto para vocês! Não, nada veio fácil como gostaria que fosse e vários sacrifícios foram feitos para que este meu sonho se realizasse! É daí que tiro forças para continuar firme e forte! 

Mas confesso a vocês que estou ansiosa para que Maio chegue. Se tudo der certo conforme o planejado, terei de 2 a 3 semanas de folga para curtir meus amores ai no Brasil – família, bichos de estimação, amigos… Até lá, ainda aprendo a lidar melhor com meus sentimentos…

Por: Mariana Perez
De: Dublin – Ireland
Email: mariana@revistafriday.com.br

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Conexão Dublin: Aquecimento Halloween

25 out
Outubro: final de outono, começo de Halloween
Acredito que este final de semana foi o mais esperado por mim – e por outros moradores também… Não só aqui como diversos outros lugares no mundo onde a data é comemorada! Dia 31 de Outubro, quarta-feira, é Halloween, mas as festas em Dublin começam cedo… desde sexta-feira.

Assim que cheguei na Irlanda, vinha pensando no Halloween. Afinal, aqui as pessoas realmente comemoram a data vestidos a caráter e assustando quem passar pela frente, seja nas ruas, pubs ou parques. Uma verdadeira festa ao ar livre.

Em termos de aparência para a festa, sempre quis ter uma fantasia do Beetlejuice. Cara, como sou apaixonada pelo filme “Os fantasmas se divertem” de Tim Burton. Acho incrível a história, o diretor, os personagens e a trilha sonora. Enfim, sai como louca atrás desta fantasia e só achei em um site irlandês. Comprei em um sábado  e a entrega foi na terça. Até ai, tudo perfeito… até eu provar o vestido e ver que uso o tamanho “small” – pequeno – e não o “medium” em Dublin. Não troquei a roupa para não dar muita dor de cabeça, mas estou pensando seriamente em dar umas apertadinhas nele… 😡
Vestido com gravatinha e peruca do Beetlejuice
No pub que trabalho também terá festa durante todo o final de semana até o dia 31. E, para descontrair,  terei que trabalhar fantasiada apenas no sábado. Como esta fantasia do Beetlejuice é apenas para o último dia do mês – tipo uso exclusivo, saca? – hoje fui atrás de outra fantasia barata e bacana. Acabei comprando uma de pirata, vestido nem tão curto nem tão longo, com tapa olho e bandana. Para incrementar, comprei uma lente de contato verde bem falsa com duração de um mês. 

Vamos comemorar o Halloween no The Barge?  ;]
Para dar o toque final, resolvi mudar meu esmalte também. Não sou nenhuma expert em unhas artísticas, mas imaginei um laranja abóbora com preto. Queria muito diferenciar pois além de cuidar da limpeza do pub, também sirvo bebidas e retiro pratos da mesa. O resultado da unha não ficou do jeito que queria, mas melhor que o esperado. Dá uma olhada ai:

Quebra um galho, vai!
Bom, próxima quinta-feira colocarei fotos de como foi minha noite tanto no pub quanto na quarta-feira, aonde eu realmente espero não trabalhar e curtir o dia também!

Ahhh, esqueci de contar! Esta segunda-feira será feriado! Então já viu como terei MUITA coisa boa pra contar! 

😉



Por: Mariana Perez

De: Dublin – Ireland
Email: mariana@revistafriday.com.br

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Conexão Dublin: Curiosidades – Parte 2

18 out
Ponte Ha’Penny com seus inúmeros cadeados
Opa! Hoje finalizo as curiosidades com a segunda parte, mas nada impede que eu escreva sobre isto mais pra frente. Afinal, cada dia que passa, descubro algo novo e diferente aqui…

E lá vamos nós:

11 – Diferente de São Paulo, cidade onde morava, a vida noturna de Dublin tem hora de encerramento: 03:00 da madrugada. Com exceção de algumas lanchonetes 24 horas, a maioria dos pubs e baladas fecham exatamente às três da matina. Até me acostumar com isso, demorou um pouco… 

12 – Dublin possui várias pontes que ligam o lado norte ao sul, mas destaco a Ha’Penny Bridge. O nome é uma abreviação de “half a penny”, pois era cobrado meio penny para a travessia. À noite, o visual da ponte é maravilhoso e mega romântico. Se olhar com atenção, verá vários cadeados pendurados na Ha’Penny Bridge. Casais que querem selam o amor, escrevem seus nomes nos cadeados e os colocam nesta ponte. 

13 – Não há cobras aqui na Irlanda! Segundo a lenda, o Santo Patrício – ou Saint Patrick – teria expulsado todas elas, conduzindo-as até o topo de uma colina e fazendo-as cair no mar. A verdade é que, como a Irlanda é uma ilha, as cobras nunca chegaram aqui. Para vê-las, só se for no zoológico ou coleção particular.

14 – O contato com a natureza é constante. Basta ir ao parque e dar de cara com esta criatura lindíssima e fofa chamada esquilo. Poxa, como são bonitinhos pessoalmente. Além dos esquilos, é comum encontrar raposa atravessando a rua aqui em Dublin – em uma dessas madrugadas voltando do pub, quase morri de tanto susto quando vi uma delas correndo para o outro lado da rua. 

Coisinha mais fofinha *–*
15 – A Irlanda possui dois idiomas oficiais: o inglês e o gaélico – ou irish. Apesar de ser difícil encontrar alguém conversando em gaélico, os irlandeses aprendem o idioma desde crianças, na escola. 

16 – Beber álcool na rua? Nem pensar! Se a polícia te pegar com um gorozinho aqui, pode dar uma encrenca das feias, até ser preso. Mesmo assim, ainda vejo alguns corajosos bebendo cerveja nos parques ou nas ruas.

17 – Conheça o momumento Spire, localizado na O’Connell Street. O Spire – ou Spike, como alguns chamam – tem o formato de uma agulha e tem 120 metros de altura. Como está localizado bem no centro da cidade, o monumento vira um ótimo ponto de referência.

Spire visto da base para a ponta
18 – Aqui os mercados não tem sacolinhas plásticas gratuitas. Ou o pessoal traz alguma bag ecológica ou compra sacolas nos mercados. Cansei de ir para casa com leite, sucrilhos e até papel higiênico na mão. Isso é normal para eles!

19 – A Sexta-feira santa- chamada de Good Friday – é o único dia do ano em que não se pode vender bebida alcoólica no país. Como trabalho em um pub, menos um dia sem work =/


20 – Há uma joia típica irlandesa, um anel chamado Claddagh. As mãos indicam amizade, o coração simboliza o amor e a coroa representa a lealdade. Geralmente é usado como anel de casamento, mas também é possível achar o símbolo em brincos, pulseiras e colares.


O lindo anel Claddagh


E ai, o que achou da Irlanda? Consegui matar um pouco da curiosidade? 😉

Por: Mariana Perez
De: Dublin – Ireland
Email: mariana@revistafriday.com.br

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