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Conexão Qatar #1: Marhaban , QATAR !

10 fev
Até a placa é personalizada!  ( Por Débora Komukai)
E depois de 14 horas de voo me deparei com uma terra totalmente diferente da minha. Não enxerguei nenhuma palmeira e muito menos um sábia. Logo que sai do avião percebi que estava sendo observada, éramos um total de 30 pessoas. Jovens felizes e bravamente barulhentos, mas notamos que não estávamos sendo vistos por estes detalhes e sim porque realmente nós, no caso, eramos os “diferentes” do momento. 
Sim, é estranho falar sobre isso, mas pare e pense, se um grupo de pessoas com véu e turbante andar em plena Avenida Paulista (SP) todos ou quase todos iriam parar para observar. Tudo que é novo ou desigual assusta. Do nada, um rapaz tirou uma câmera do bolso e começou a nos fotografar. Algumas pessoas comentaram algo ao meu redor, outros até apontaram em nossa direção: 
5 minutos de fama? Ou seria 5 minutos de uma “novidade bizarra”? 
Bom, prefiro ficar com a primeira opção.
Ao entrar no ônibus, tive o meu primeiro contato com a famosa e não tão famosa Doha – capital do país. Muitas luzes, prédios, construções – muitas construções, Doha parece não parar de crescer, é obra para todo o lado.

Mas espera, cadê o deserto? Camelos? Beduínos?
Aí pensei rapidamente em todos que me diziam
“Nossa , fazer o que lá? Ficar no deserto para quê?”.
BOA GALERA , TÃO SABENDO LEGAL! (risos)

As ruas são bem limpas, tive a sensação de que estava em uma maquete. Eu era uma espécie de boneca de plástico em uma cidade surreal. Acredite, nada disso é aforismo, o negócio é limpo mesmo. Fiquei bem entretida com as placas, das mais variadas , eu as lia lentamente – igual criança sendo alfabetizada – tudo em minha cabeça girava em um sentimento confuso.

Que LOUCURA! Quando cheguei ao hotel soltei logo um “Marhaban” toda feliz, porém percebi que não era correspondida. Notei que quase nenhum dos funcionários do hotel se comunica em árabe. Bom, já era de se esperar, pois havia lido em algum lugar que o Qatar conta com uma população de mais de 70% estrangeira, ou seja: Inglês, você foi o escolhido da vez! (detalhe que não sei quase nada de inglês e nem árabe. Pensei comigo: “Oh senhor o que estava fazendo naquele país?” Aí você percebe que a coisa ficou séria!)

Já era tarde e precisava dormir. Aquelas 14 horas voando em territórios africanos, latinos e sei lá mais o quê tinham me deixado exausta. Saí à noite e cheguei de noite. A beleza do local me encantou de primeira. Estava bem longe de casa, porém,  me sentia em meu próprio lar. Loucura? Fuso horário? Quem sabe. 
Realmente precisava descansar, pois em poucas horas mais surpresas estavam à minha espera….

 ليلة سعيدة قطر
Boa noite Qatar

Vem aí: Conexão Qatar

7 fev
Qatar, Catar, Quatar, Katar? Como? O que é? É um país? Onde fica? Essas foram às principais palavras que escutei ao dizer que iria visitar este país, QATAR. Alguns ainda me diziam “O que você vai fazer no meio do deserto?” Ou “O que você vai fazer no meio daqueles conflitos?” e me vinha à cabeça algo assim “Pai, perdoe, eles não sabem o que dizem”. Mas, por que pensar isso?  
Aqui narrarei a minha história, na qual vivi por 10 dias e bem longe de casa. Mais especificamente nos Emirados Árabes Unidos, perto do Golfo, no Sudoeste da Ásia. Vou tentar mostrar – da forma mais descontraída possível- que nem tudo que está por trás de um véu é misterioso ou diferente. E que não devemos rotular aquilo que não conhecemos direito. Além do que os olhos podem imaginar, muito além do que eu achei que poderia chegar. 

SEJAM BEM VINDOS AO QATAR!
Todas as quintas-feiras.

We’re in SOPA – don’t cross – pt I

23 jan

Primeira revolução da geração acomodação.

ADOREI A SOPA.
SOU SUPER A FAVOR DA IDEIA DESTE CONGRESSITA DA FANFARRA.

O Senador Lamar Smith é um puta revolucionário ou foi só cagada mesmo, mas ele causou na sociedade moderna uma das coisas que eu, particularmente, já achava impossível.
Ele conseguiu reacender dentro da maioria dos jovens internautas um espírito de um verdadeiro “comitê revolucionário Ultra-Jovem” que já havia sido extinto há anos.

Isto é, a geração que tinha na acomodação um “dever”, e que pouco fazia para garantir seus direitos e que por tanto tempo se mostrou tão indefesa e alienada, pela primeira vez está fazendo sua opinião valer alguma coisa (mesmo que dentro de casa e através de um computador).

SOPA poderia ser a sigla para Special Operation to Prevaricate the Accommodation
Ou Simple Obliteration of Primary “Anonymous”. (Operação especial para prevaricar a acomodação e Obliteração simples dos primordiais “anonymous”, respectivamente) mas não é o caso.

O projeto de lei conhecido como S.O.P.A. – Stop Online Piracy Act (Fim dos atos de pirataria online – em tradução livre ) – atingiu grande parte dos jovens na maior e mais dolorosa ferida possível… a internet… e isso foi incrível, libertou uma força de “povo oprimido pela ditadura” na galera que começou uma série de protestos around the globe prometendo boicotes à indústria do entretenimento, derrubadas de sites governamentais, e a P0### toda. Falam até na terceira guerra mundial (chega a ser um desrespeito com a história mundial um bando de cadeirudo falando de terceira guerra..mas fazer o que?!).
A população precisava disso, parece que se fez entender que o mundo é bem maior que a sua casa e seus amigos no face, e uma lei ou uma colocação no congresso por sim mudar a rotina de dezenas, centenas, milhares e nesse caso Bilhares de pessoas.
É o fim dos jogos, filmes, pornografia, músicas…o fim da era gratuita camuflada sob o pano do fim da liberdade de expressão. Se aprovada, será indiscutivelmente o maior salto da humanidade.. pena que para trás.

Eu poderia escrever sobre o mundo pós sopa, mas prefiro deixar isso pro futuro (Vai que a lei é aprovada e o mundo vive realmente essa era)…


(Fim da parte I, para não ficar tão extenso, amanhã continua, reticências)

Conexão Londres #4: Pottermania

12 jan
Não é segredo pra ninguém que eu sou fã declarada de Harry Potter desde os 11 anos. Lembro-me bem da primeira vez que eu folheei “A pedra filosofal” e fiquei encantada pela história d’O menino que sobreviveu, mal sabendo aquele garotinho magricela de óculos redondo e uma cicatriz em forma de raio na testa e eu ainda teríamos 10 longos e bons anos pela frente.

Desde então, as viagens junto com Harry, Rony e Hermione através da câmara secreta, indas e vindas ao ministério da magia, corredores proibidos e a floresta negra eram garantia de risos, sustos, e muitas vezes, lágrimas.

Eu devo muita coisa à Harry. Por causa dele, fiz amizades com várias pessoas do país, passei noites em claro lendo debaixo das cobertas com a luz do celular (pra minha mãe não aparecer e brigar me mandando ir dormir), fiquei horas em filas de cinema só pra ser uma das primeiras pessoas a ver os meus personagens preferidos ganharem vida na tela do cinema.

Mas se tem uma coisa que eu sempre imaginei como seria ao vivo (e pensei que ia ficar só em sonho mesmo) era a premiére de um dos filmes. Ver os seus ídolos de perto, gritar por eles, conseguir autógrafos e tirar fotos é mais do que um fã pode imaginar.

Quando estava me preparando para viajar, tinha em mente que eu iria participar da última premiére da saga, só nunca imaginei que fosse realmente ficar tão perto de todos eles como fiquei, mesmo sem ter acampado 3, 4, 5 dias como muitos dos meus amigos fizeram, para poder pegar a pulseira que dava acesso à praça e ao tapete vermelho.

Pulseira do amor + chaveiro Deathly Hallows


Como não pude acampar e me disseram que eu só conseguiria a pulseira se ficasse lá, acabei por desistir de ir, porém, fui informada que teria um pequeno bate papo com alguns atores do elenco na Apple Store dois dias antes da Premiére. Então pensei “Bom, já que não vou poder ver todos ao vivo, vou lá pelo menos ver alguns, né?”. Cheguei em frente à loja duas horas antes e já não havia mais espaço na fila formada lá dentro e fui a terceira do lado de fora. Como o espaço da Apple Store para eventos não é muito grande, mesmo ficando lá atrás, consegui ver bem o Tom Felton (Draco Malfoy), Jason Isaacs (Lúcio Malfoy), Helen McCory (Narcisa Malfoy) e Matthew Lewis (Neville Longbottom). Um bate papo bem legal, todos foram bem solíticitos e simpáticos, respondendo todas as perguntas dos fãs no maior bom humor.

Jason, Tom, Helen, Matthew.



Na véspera da premiére, já estava conformada de que só iria ver a transmissão pelo computador, até que aparece a minha roomate tailandesa dizendo que “estava passeando com uma amiga minha pela Trafalgar Square na hora que estavam entregando as pulseiras e como sabia que você queria ir, peguei uma pra você”. (Eu poderia descrever a minha reação aqui, mas creio que já foi vergonhoso demais fazer aquilo uma vez, quanto mais repetir aqui pra todo mundo ler)


Cheguei na Trafalgar as 7h30-8h da manhã, levando comida pros meus amigos (que também serviu como desculpa para chegar até à grade, onde eles se encontravam) e ajudei a montar a bandeira do Brasil com o símbolo de Hogwarts que a Bia tinha pintado. A partir daí foi só espera. Sol, chuva, sol, chuva, sol, chuva e assim continuou por todo o dia.


Foto: reprodução. (Sim, ficamos num lugar estratégico!)


Por volta das 4 da tarde, Sam (o segurança que virou nosso amigo hahaha) disse que os atores iam começar a chegar. A essa altura, já tinha por volta de cinco mil pessoas espalhadas na praça esperando JK Rowling e todos os outros. O primeiro a chegar foi o Rupert Grint. Depois dele vieram os Gêmeos Phelps, Jason Isaacs, Helena Bonham Carter (sem o Tim Burton, infelizmente), Emma Watson, Evanna Lynch…


Nunca vi e nem vivi algo igual. Pessoas gritando, quase morrer esmagada cada vez que alguém vinha dar autógrafo e milhares chorando com o discurso da JK Rowling. Porque “the stories we love best do live with us forever”.

Ver seus ídolos de uma década tão de perto é algo surreal. Mais surreal ainda é ver que tudo aquilo que você sempre sonhou se tornar realidade. Até hoje eu ainda não acredito que eu tenho autógrafos e fotos e, se alguém me perguntar qual foi o dia mais feliz da minha vida, não foi nem quando eu passei no vestibular e nem quando eu descobri que estava indo para Londres. Foi esse. Dia 07 de Julho de 2011.








(clique nas fotos para ampliar)

Ver o desfecho de uma história que me acompanhou por toda adolescência no cinema também foi marcante. Se foi o melhor filme de todos ou não ou se o livro é melhor do que o filme, honestamente, não me interessa. O que me interessa de verdade é que eu vivi essa experiência de ser fã, de chorar e de colecionar coisas e sou muito grata por isso ter sido com Harry Potter.


Na madrugada do dia 14 para o dia 15 de julho (data da estréia mundial do filme) o nosso grupo se reuniu no cinema Odeon da Leicester Square (praça onde geralmente ocorrem pré-estréias de filmes e onde aconteceram as de todos os filmes da saga Harry Potter, com exceção do último, pois está em reforma devido às obras das Olimpíadas) para assistir ao último filme. Experiência única. Se eu tivesse programado assistir a última premiére e o último filme em Londres e ainda por cima, na mesma sala de cinema que todos os atores já sentaram e viram os filmes pela primeira vez, não teria dado certo.

Pré-estréia do filme no Odeon


Tenho quase 22 anos, mas nenhuma vergonha de dizer que sou uma Pottermaníaca. Um dia desses, depois de 6 meses de tudo isso ter acontecido, revi o último filme da saga. Relembrar de toda essa aventura me traz tantas lembranças boas que é impossível não encher os olhos de lágrima de saudade.

Eu só tenho a agradecer. Não só à JK Rowling por ter criado esse mundo mágico, mas à todos aqueles que entraram na minha vida através de Harry Potter.

Conexão Londres #3: Os museus.

5 jan

Que Londres possui uma grande diversidade cultural, isso não é segredo pra ninguém. E pra quem tem interesse em exposições diferentes, e enriquecer o intelecto, os museus da terra da rainha são uma excelente opção, ainda por cima, quase todos de graça (exceto algumas exposições especiais temporárias).
Todos os dias após o jantar, eu sempre pesquisava em sites brasileiros dicas sobre o que fazer em Londres. Como minhas aulas eram somente pela manhã, durante o meu primeiro mês de estadia, resolvi visitar alguns museus que me chamaram a atenção.
British Museum
O primeiro deles (que coincidentemente, ficava perto da minha escola) foi o British Museum, o qual reúne antiguidades de várias civilizações. Múmias egípcias, objetos da Babilônia, antiga Pérsia, Mesopotâmia e Palestina, além de peças gregas, romanas e da Alta Idade Média.
Prazer, Cleópatra. (É sério)
O próximo da lista foi o Natural History Museum, o qual abriga exposições didáticas, explorando temas como ecologia, reciclagem, fósseis de dinossauros, animais empalhados de diversas espécies, surgimento do universo e o mais legal, na minha humilde opinião, curiosidades do corpo humano, como o “bebê gigante”, que mostra como as características físicas são herdadas.
Natural History Museum 
Surgimento do universo 
Sim, aquilo ali são ossos de dinossauro.
Vizinho ao Natural History museum, existem mais dois museus: O Science Museum e o Victoria & Albert. O primeiro foi fundado a partir da coleção da Sociedade Real das Artes (Royal Society of Arts) e de alguns artigos provenientes da “Grande Exposição” (Great Exhibition – 1851). Confesso que não fez muito o meu estilo, mas me apaixonei pelas exibições “A Ciência e a Arte da Medicina” e “Vislumbre da História da Medicina”. Muitas das exposições são interativas, o que aumenta ainda mais a curiosidade e nos faz ficar mais tempo no museu. Já o Victoria & Albert é um museu mais decorativo, ótimo pra quem gosta de moda, abrigando a coleções desde 1600 até hoje com tecidos, jóias maravilhosas de Cartier, Tiffany, as jóias de Josephine de Napoleão, pinturas, fotografias, etc.
 Locomotiva do Science Museum
 Jóias reais (Victoria & Albert)
Figurinos de espetáculos (Victoria & Albert)

Assim como existem os museus com entrada grátis, existem os pagos, que chamam mais a atenção dos jovens. Desses, eu visitei dois: O Sherlock Holmes Museum e o Museu de Cera Madame Tussaud’s, ambos localizados próximos a estação de Baker Street. Um fato curioso da estação: As paredes possuem imagens do famoso personagem do SirArthur Conan Doyle.
Estação de Baker Street. (Foto: Reprodução)

O primeiro custa seis libras a entrada, onde o visitante faz um mergulho nas histórias de Sherlock, com quartos que possuem bonecos dos vilões mais famosos, além de objetos pessoais do famoso detetive. Fica localizado em 221b Baker Street, endereço onde Sherlock e Dr. Watson viveram de 1881 a1904, segundo as histórias escritas por Conan Doyle.

“Elementar, meu caro Watson”

Já o Madame Tussaud’s foi um dos lugares que mais tive ansiedade em conhecer. Quem nunca viu fotos dos amigos que viajaram para o exterior com as estátuas de ceras de grandes personalidades do cinema, música e esportes que atire a primeira pedra! A única parte ruim deste museu é a demora (chegando a 2h de espera) na fila para entrar, porém, uma vez lá dentro, vale muito a pena. Nada mais divertido do que tirar fotos com grandes personalidades (vivas ou mortas) e fazer gracinhas com isso.
 2h de espera na fila resultam em: fotos.
Depois nessa, fui demitida.

Ainda existem milhares de outros museus a serem visitados, dependendo do gosto de cada um que visite Londres. Entretanto, além de museus, existem mais um milhão de coisas a serem feitas por lá, que serão temas das próximas postagens. Até semana que vem, então!

Hello Kitty Dreams Restaurant

29 dez

A gatinha mais famosa do mundo agora possui um Restaurante. Além de estampar diferentes produtos, como canecas e bolsas, ela possui um espaço, criado a menos de uma semana, que a tem em toda a sua decoração!

Com predominância do rosa, o Hello Kitty Dreams Restaurant, localizado em Pequim na China, tem desde a personagem vestida pra jantar em um grande pôster de boas vindas na entrada até guardanapos e encostos de cadeira que a levam como estampa. Coincidentemente ou não, o Restaurante inaugurou pouco tempo depois de uma companhia aérea do Taiwan tê-la estampado em seus aviões.

Para conhecer o lugar, você têm de passar por uma longa fila de reservas e, vale ressaltar que apenas 10 clientes são aceitos sem a terem feito. Afora, o consumidor gasta o equivalente a R$ 40,00 ou US$ 25, por refeição.   


Quem tiver a oportunidade, vale a pena conferir! Mas, por enquanto, seguem algumas fotos abaixo:


Conexão Londres #2: A primeira semana e as pessoas que marcaram

29 dez
Cair de pára-quedas em um país estranho não é fácil. Saber como funciona o transporte público, a vida da sua família gringa (afinal, é você quem tem que se adaptar a eles e não o contrário) e aprender a “se virar” sozinho (a) são requisitos básicos de um intercambista.

Intercâmbio para a Europa durante o verão é algo diferente. Primeiro, que você estuda em uma escola somente para estrangeiros. Segundo, na sua “casa” você não é o único intercambista, algo que, particularmente, foi uma das coisas mais proveitosas da minha estadia. Na minha host family, a hora do jantar era o momento para todos socializarem, dizerem o que fizeram de interessante ao longo do dia e, obviamente, praticar o inglês.

Na noite seguinte a minha chegada, foi hora de conhecer os outros companheiros internacionais da casa: Uma japonesa, uma coreana, uma chinesa, uma tailandesa e um italiano perdido no meio do oriente. Alguns estavam lá por muito tempo, outros por menos, algo relevante para que eu pudesse conhecer outras culturas.

Como não sabia nem onde ficava a estação de metrô mais próxima, perguntei se alguém poderia me acompanhar e me ajudar a descobrir a localização da minha escola. A tailandesa (que mais tarde se tornaria uma das minhas companheiras de aventuras) se ofereceu como guia, me ensinou a usar o metrô, me ajudou a achar a escola e ainda me levou até King’s Cross para eu ir a Hogwarts!

Tchau, seus trouxas, tô indo pra Hogwarts!

No primeiro dia de aula, eu tinha que chegar as 8h30 na escola para o meu teste de nivelamento e, bom, como toda boa brasileira, imaginei que o verão inglês fosse similar ao do Brasil. Belo engano. Tive que enfrentar o belíssimo frio de 12ºC apenas com um cardigã. Primeira anotação mental: Comprar um casaco de frio. Na hora do teste de nivelamento, sentei do lado de uma Alemã (com origens turcas) que, mesmo não ficando na mesma turma que a minha, viramos bem amigas e sempre tinha companhia na hora do almoço.

Aliás, que sofrimento é comida de outro país, viu. Ora, para quem está acostumado a comer arroz, feijão e carne, quentinhos, bem temperados na hora do almoço, comer coisas frias, sem sal ou com muita pimenta é algo sofrível. Por sorte, me indicaram um restaurante self-service de comida brasileira próximo à Leicester Square, salvação do meu estômago.

VIDA.

O primeiro a ir embora da casa, foi o Italiano, que trabalhava num departamento da polícia, a qual estava fazendo um programa de intercâmbio para o pessoal que trabalhava por lá. Conseqüência disso foi ter convivido com mais dois policiais italianos. Um veio com a filha de 15 anos, cozinhou para nós e ainda comprou ingressos para ver o musical “We Will rock you”. Já o último, não falava quase nada de inglês, mas insistia que eu deveria ficar em Londres para sempre e arrumar um marido por lá (eu bem que tentei, mas dois meses não foi o suficiente).


Ainda convivi com um médico de Recife, com mais uma coreana, um menino de dezesseis anos do Cazaquistão, uma professora da Rússia e por fim, uma Italiana da minha idade. E, olha, vou te contar que esses quatro últimos (e a tailandesa) formaram o grupo mais divertido que eu tive naquele país, tanto que resultou em fotos como estas no meio da noite.

 Drugs, manolo.

Mas como já diz o ditado “Não há lugar como o nosso lar”, eu só tenho a agradecer pelos momentos tensos e felizes à Larissa, outra intercambista que conheci através da comunidade do orkut, a qual reunia os brasileiros que pretendiam estar presentes na premiére de “Harry Potter e as relíquias da morte pt.2”. Viagem à Oxford, à Paris (com direito a se perder no metrô), primeiro city tour por Londres, premiére e pré-estréia à meia noite de Harry Potter e tantas outras coisas a mais, ela sempre esteve presente.

Sendo lindas em Paris.

Mas isso aí são cenas nos próximos capítulos.

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