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Conexão Dublin: a Virada do Ano Novo

5 jan
“Cause baby you are firework…”

Antes de relatar a minha virada do Ano Novo, gostaria de desejar um feliz 2013 cheio de muita paz, amor, prosperidade e – acima de tudo – FELICIDADE! Confesso que adoro esse clima de “ano novo, vida nova”. Planejamos novas conquistas e mudanças de hábito – nem sempre cumprimos, claro, mas tentamos. Ano Novo renova nossas energias e nossa alma para o que há de vir. Não sei vocês, mas eu estava precisando de uma troca de ano ou, em outras palavras, renovar as esperanças. 

O ano de 2012 marcou minha vida em todos os sentidos: fui assaltada pela primeira vez, fiz a viagem dos meus sonhos, aprendi a gostar de cozinhar e limpar a casa, consegui estabilidade financeira em um outro país, conheci – e conheço frequentemente – pessoas novas, limpei vômito alheio e banheiro de pub… e por ai vai! Posso falar francamente que a maior conquista do ano passado foi conhecer melhor a mim mesma. Descobri que sou muito mais forte do que imaginava.


Infelizmente – ou felizmente – passei as últimas horas de 2012 trabalhando, ou seja, não tenho muitas novidades para contar nem como detalhar como foi a virada aqui em Dublin. O que posso falar é que teve queima de fogos de artifício no parque Stephen’s Green às 20:00 – WTF?! Como aqui eles são proibidos, eles tiveram que antecipar o show! A  avenida que dá em frente a faculdade Trinity College foi fechada para diversas atrações como cantores e na fachada da mesma apareciam diversas imagens como “love from Dublin”.


Permitam-me a sinceridade, mas a virada do ano para mim foi algo meio triste. Passei trabalhando como ajudante de um pub, quer dizer, via os outros bebendo e se divertindo enquanto eu estava lá – sóbria. Sabe, se estivesse no Brasil, a última coisa que viria à cabeça seria trabalho. Além disso, foi meu primeiro Ano Novo longe da família e de todos que amo. Sim, me senti um pouco solitária apesar de conhecer e trabalhar com brasileiros. Mas levo isso como um desafio e – acima de tudo – um sacrifício que será recompensado mais para frente. Acredito que, se sofremos hoje, amanhã tudo ficará bem; choramos agora, mas sorrimos mais tarde. A vida é um desafio e só é bem sucedido aquele que arrisca e eu tenho arriscado todos os dias. Pensando assim, confesso que só recebi 2013 depois das 4 horas da manhã, quando já tínhamos limpado o pub e bebemos nosso primeiro drink. Para amenizar a saudade, pedi logo 3 caipirinhas. O barman chinês mandou muuuuito bem na preparação. 
Sinto que este ano será cheio de alegrias e recompensas. Pelo menos, estou correndo atrás disso. Das coisas que posso dar “certeza” é que em Abril assisto o musical “O Rei Leão” aqui em Dublin e em maio volto para o Brasil para ficar umas 3 semanas e depois venho para Irlanda novamente. Escrevi certeza entre aspas porque os tickets estão comprados – tanto a entrada para o musical quanto a passagem de volta – mas quem sabe do futuro né? Em Janeiro de 2012 eu não tinha a menor ideia que sairia do meu país, então…


ps: respondendo meu post de 2012 – não, não neva!!! Deixa isso quieto – ou para esse ano né!!!  ¬¬’

ps 2: eu falei que fiz os 12 pubs antes do natal? Pois é, mas essa história fica para a próxima semana… 

Por: Mariana Perez
De: Dublin – Ireland
Email: mariana@revistafriday.com.br

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Conexão Dublin: Como é o trabalho no pub?

15 dez
Pessoal do trabalho após Halloween no The Barge
Desde que sai de São Paulo, já vinha com a ideia de trabalhar em um restaurante assim que chegasse em Dublin. Após o esforço e correria atrás de emprego, consegui. Faz 3 meses que trabalho como staff no pub The Barge e já posso fazer uma lista com as vantagens e desvantagens da função. Espero que possa ajudar futuros intercambistas!


Fiquei cerca de um mês só acertando os documentos quando pisei na Ilha Esmeralda. Ou seja, o dinheiro saia e não retornava. Depois que vi minha conta bancária, quase desmaiei e tomei uma atitude: procurar um emprego. As opções eram: garçonete, au pair – mesmo que babá e cleaner – faxina em hotéis, casas de família ou em qualquer outro lugar que precisasse. Óbvio que trabalhar em um bar era meu foco, mas caso não conseguisse emprego rápido, teria que partir para as outras áreas. Até que não demorei tanto para entrar no The Barge, mas o que andei de pub em pub entregando currículo não é brinquedo não!

Consegui meu emprego através do site Gumtree.ie em uma semana após o currículo estar completo. Aqui, se você não tem experiência na área, acaba “arranjando”. E sabe como? Da maneira mais simples possível: colocando no currículo que já trabalhou com isso ou com aquilo. Sim meus caros, cara de pau nessas horas é tudo! Ou nada! Porque o gerente também pode perceber que você não tem experiência como diz ter e ai já euvis!

Durante o primeiro mês, trabalhava apenas 2 dias na semana: sexta e sábado. Aqui o salário mínimo é 8,65 euros por hora, então quase não via resultados financeiros que eu estava esperando. O bom de se trabalhar como atendente em um restaurante é a gorjeta, que no começo também não era essas coisas pois não me comunicava muito com o cliente – uma vez que meu inglês não é perfeito.

Agora, com 3 meses na casa, trabalho 4 dias por semana. A escala dos empregados muda toda semana: a única coisa que tenho certeza é que trabalho sexta e sábado – dias mais movimentados. E é ai que está o X da questão! Nunca mais fui para as baladas daqui de Dublin pois trabalho no período noturno (até o pub fechar). Então quanto à diversão, tenho me restringindo e MUITO!!!

O lado bom é que percebi minha evolução na língua inglesa. Hoje em dia já não tenho mais receio de ficar sozinha com um gringo, com medo de puxar assunto. Claro que não estou fluente – AINDA – mas consigo manter um diálogo legal. Notei isso na questão das caixinhas. Estas últimas semanas tenho recebido mais gorjetas que inicialmente. Sei que um pouco desse lucro é por causa da época, mas o outro pouco também é por estar interagindo mais com os clientes.


Outro fator legal agora é a graninha que tenho feito nesses 4 dias que trabalho por semana. Como quero renovar meu visto, ou seja pagar outro curso de inglês + as passagens de avião do Brasil para Irlanda (volto para o Brasil-il-il no dia 18 de maio, fico umas 3 semanas e venho para Dublin novamente) sem a ajuda financeira dos meus pais, posso dizer que estou concluindo meus objetivos. 

Bom, o que eu quis passar neste texto é que, todas as opções tem seus lados positivo e negativo. Basta você colocar na balança e ver o que você mais necessita no momento. Eu podia optar por diversão ou trabalho. Agora estou no trabalho, mas para garantir a diversão futura! Fora que, meus planos para ficar aqui em Dublin passam dos 2 anos, então tudo em seu tempo!


Por: Mariana Perez – esperando ansiosamente o day off – folga
De: Dublin – Ireland
Email: mariana@revistafriday.com.br

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Conexão Dublin: A tradição dos 12 pubs!

1 dez


Ontem, durante o trabalho, descobri uma tradição irlandesa MUITO interessante! Um grupo com cerca de 10 pessoas – todos com algum acessório que lembrava o Natal – entrou no pub  e ficou no máximo 20 minutos. Eles passaram no bar, pediram uma pint de cerveja (copo de 500ml) para cada um, tiraram fotos e foram embora. Se não estivessem vestidos à moda natalina, provavelmente passariam despercebidos. Como uma verdadeira jornalista, decidi perguntar ao segurança porque todos eles estavam vestidos daquela maneira sendo que nem ficaram muito tempo no bar. A resposta fez meus olhos brilharem…

O grupo estava seguindo um costume muito famoso em Dublin: a tradição dos 12 pubs! Na época de Natal, as pessoas vestem algum acessório natalino, visitam 12 bares e pedem uma bebida em cada um deles. É claro que não precisa ser necessariamente bebida alcoólica  mesmo porque quem aguenta beber 6.000 ml de cerveja? – ps: mas também não duvido!

Ai você me pergunta, o que essas pessoas ganham com isto? Nada além de pura diversão e momentos engraçados com os amigos (ou talvez um coma alcoólico se seguir a tradição à risca). 

Esse domingo monto a árvore de Natal com meus flatemates, então já vou aproveitar a oportunidade para sugerir a ideia de passar em 12 pubs! Também farei uma lista dos possíveis bares que vamos visitar: os mais baratos e mais próximos de casa caso alguém passe mal! 

E que o melhor fique em pé até o último pub!!! haha

Por: Mariana Perez
De: Dublin – Ireland
Email: mariana@revistafriday.com.br

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Conexão Dublin: Vamos patinar no gelo?

23 nov
Momento da foto: cuidado pra não escorregar!!!
Logo no começo da semana, descobri que eu e meus flatemates iríamos patinar no gelo na quinta-feira. Não pensei duas vezes e já aceitei o desafio – mesmo não tendo patinado antes. Aliás, a experiência mais próxima que tive foi com meus patins no Parque do Ibirapuera. Então pensei “deve ser igual” – em tese apenas, porque na teoria…

O I-Skate fica no local de eventos RDS, em Ballsbridge, Dublin 4. Chegamos para a primeira sessão, às 15h10. Pagamos 12 euros para patinar durante 1 hora, mas como demos sorte e a pista estava praticamente vazia, o monitor nos deixou ficar o tempo que quiséssemos. Estávamos em um grupo de 9 pessoas + outros 4 visitantes. Conseguimos aproveitar bastante nosso tempo lá!


Chegamos meu povo!!!
Assim que colocamos os patins, a primeira pista foi aberta. Levando o nome da Disney, a primeira parte é reservada para as crianças. Para ajudar os pequeninos a se equilibrarem, a pista possui pequenos apoios em formato de pinguim e foca. E é lógico que não passamos em branco!

Logo após uma corrida de focas

Todos congelando com as focas e pinguins

Ps: ele não parece aquele desenho Pingu, que passava na TV Cultura?
Após o aquecimento na área das crianças, fomos convidados a patinar na pista maior, para adultos. Confesso que tremi na base, mas já que estava ali mesmo… Primeiro que era gelo de verdade, não aqueles plásticos ou imitação barata, sabe? Congelei de frio e de medo. Acho que, de todo meu tempo patinando, 85% fiquei perto da borda. E o medo de cair e me esborrachar toda? No início, fui com o pensamento que “estarei no gelo, qualquer coisa, já fico por lá mesmo”, mas me falaram que se ficar muito tempo em contato direto, o gelo também queima. “Pronto, to f*****!”.

Que frio da bexigaaa!!!! haha
Poxa, mandava até que bem no patins – não precisava ficar escorada em nenhuma parede para andar – mas no gelo, as coisas foram bem diferentes. Nunca amei tanto a palavra “quase” no quesito queda no gelo! Devo ter sambado umas 8 vezes para não cair, ao contrário dos meus amigos que vira e mexe esborrachavam no chão. Sim, não aguentava e ria dos tombos gigantes. Mas também, eles mandavam bem no equilíbrio. 

Deve ter doído!

Aquecimento para pegar o jeito!

Fazendo pose, claro!
Saímos de lá umas 17 horas e mega cansados. Meus pés doíam demais e só conseguia pensar em um banho mega quente. Posso dizer que foram 12 euros muito bem utilizados. Pretendo voltar em breve, mas desta vez, para esborrachar no gelo! Afinal, voltei para casa sentindo falta disso! Patinar também me fez pensar no frio que estão falando, -20ºC, e em comprar um blusão bem mais grosso! É meus caros, não está fácil para ninguém! haha

Fotos: Romaric Pouliquen – o francês abrasileirado
            Mariana Perez – a brasileira irlandesada


Por: Mariana Perez

De: Dublin – Ireland
Email: mariana@revistafriday.com.br

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Conexão Dublin: Quando a saudade bate…

15 nov
Eu e meus pais
Começo meu texto pedindo desculpas. Inicialmente não queria escrever algo melancólico e “para baixo”, mas sinto que é uma das melhores formas de aliviar meus pensamentos e coração. Sim meus caros, a saudade e solidão entraram pela porta da frente de casa e com direito a ponta-pés para me acordar… e conseguiram!

Domingo passado, após uma longa e agitada noite no pub que trabalho, só queria saber de deitar na cama e apagar. Sonhar, pra quê? Apesar desligar a cachola e o corpo. Infelizmente não tive tanto sossego assim… Devo ter deitado lá pra 5 horas da manhã de domingo e às 11 já tinha acordado – e do pior jeito possível. Sonhei que minha poodle Pitucha tinha morrido. Abri os olhos e, antes de me dar conta que era um pesadelo, desabei no choro. Sabe quando junta todos os motivos do mundo: saudade, tristeza, medo, solidão…? Pois é! Parecia que tinha levado um soco no estômago pois até dificuldade de respirar eu senti.

Minha companheira de 14 anos
Devo ter ficado uns 10 minutos chorando e pensando em como quem eu amo está. Naquele momento, só queria ver meus pais e minha Pitucha. Pra falar a verdade, ainda quero… Sabe, intercâmbio não é só alegria como se pensam. É medo, insegurança, solidão. Durante esses 3 meses e algumas semanas, cresci demais como pessoa. Enfrentei situações que nunca imaginei, além das dificuldades diárias com o idioma ainda não fluente. 

Acredito que a parte mais difícil é a saudade! Depois do pesadelo, tive que ligar para minha casa no Brasil para saber como as coisas estavam e chorei mais ainda quando meu pai falou que a Pitucha estava tomando banho. Que alívio cara! Naquele instante, pegaria o primeiro voo para vê-los e abraçá-los com toda minha força! E confesso que só sosseguei mesmo quando vi minha poodle pelo Skype.

Às vezes bate aqueles cinco minutos de desespero, de largar tudo e voltar para o aconchego. Mas, quando penso em tudo o que eu enfrentei para estar aqui, a Mariana sensata reaparece – e com força total, como agora escrevendo este texto para vocês! Não, nada veio fácil como gostaria que fosse e vários sacrifícios foram feitos para que este meu sonho se realizasse! É daí que tiro forças para continuar firme e forte! 

Mas confesso a vocês que estou ansiosa para que Maio chegue. Se tudo der certo conforme o planejado, terei de 2 a 3 semanas de folga para curtir meus amores ai no Brasil – família, bichos de estimação, amigos… Até lá, ainda aprendo a lidar melhor com meus sentimentos…

Por: Mariana Perez
De: Dublin – Ireland
Email: mariana@revistafriday.com.br

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Conexão Dublin: e aí, neva ou não neva?

8 nov
A tão sonhada neve


Acredito que todo o brasileiro quer ou já quis ver este pequeno fenômeno da natureza pessoalmente. Afinal, nascemos em um país tropical. Eu, por exemplo, só tive a experiência de vê-la através de filmes da “Sessão da Tarde” – ou em sonhos, claro. Sim, estou falando da neve! Algo tão simples e mágico ao mesmo tempo. Segundo depoimentos, é como se voltássemos a ser criança. Boneco, guerrinha com bolas de neve e até anjos são possíveis fazer com estes pequenos flocos de gelo. 

Vim para Dublin sabendo que não é comum nevar. A última vez que a cidade ficou branca foi em 2010. A cidade parou pois não era algo esperado. E, sinceramente, espero que pare novamente pois já que estou aqui, não custa nada sentir na pele esta experiência. E digo sentir na pele literalmente, pois o clima que já não é quente fica pior ainda. Ouvi falar até que o rio Liffey, que corta a cidade, congelou – mas isso eu já tenho minhas dúvidas haha

Desde o mês de Outubro, a temperatura de Dublin tem sido abaixo de 10ºC. Coisa que, no ano passado, só começou a esfriar pra valer em meados de Novembro. É por essas e outras que as especulações sobre a neve este ano não param. Fico imaginando qual será minha reação ao ver a neve pela primeira vez…Não sei não, mas do jeito que sou “manteiga derretida”, acho que vou chorar! kkk

Christ Church coberta de neve
Desde o final do mês passado, ouço boatos que a temperatura do inverno poderá chegar à -20ºC e com até 2 meses de neve – OMFG!!!! Sinceramente, quero muito pegar esse clima  rigoroso e, é claro, nevoso; mas ainda tenho um certo receio. Se com 8ºC eu já fico morrendo de frio, avalie quando chegar dezembro???


Bom, até lá, ficamos aqui com as especulações e curiosidades à flor da pele. Já tenho procurado botas para neve em algumas lojas, mas deixarei para comprar na última hora – como todo brasileiro que se preze  :p  Fora que, se eu comprar a bota agora e não nevar, a frustração será muito grande – além do dinheiro gasto…



Por: Mariana Perez

De: Dublin – Ireland
Email: mariana@revistafriday.com.br

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Conexão Dublin: o tão esperado Halloween

1 nov
Halloween no trabalho: sábado à noite, final de expediente
Nem acredito que o Halloween já passou! Parece que nem deu para aproveitar… Na verdade, aproveitei ao máximo, mas queria muito mais sabe? 

Como disse no post anterior, o Halloween começou desde sexta-feira, dia 26. No meu trabalho, por exemplo, bombou de fantasias criativas. Nem senti a hora passar naquele dia de tão corrido que estava. O que me deixou muito feliz pois nós do pub combinamos de trabalharmos fantasiados no sábado. Tinha comprado minha fantasia do Beetlejuice semanas atrás, mas não queria usá-la no pub pois o vestido era um pouco curto. Acabei comprando uma fantasia baratíssima e confortável de pirata. No começo do trabalho estava assim:


Como não tinha aquela maquiagem especial para o Halloween, acabei improvisando com meu corretivo, lápis preto e batom forte. Quem não tem dinheiro, conta história, não é? 


Chegando ao trabalho, dou de cara com outra pirata, uma das funcionárias. E, ao contrário do que muitas mulheres fazem – birra, fecham a cara, ficam p* da vida por ter outra pessoa com a mesma roupa – chamei a menina que estava com o mesmo tema que o meu para bater uma foto e ainda falei: “achei minha irmã gêmea aqui em Dublin”! Sim, tirei uma onda! Não sei pra que tanto estresse por besteiras como esta!


Resumo de sábado: gorjeta boa, noite engraçada no trabalho e lentes de contato no lixo – chegou uma hora que incomodou demais. Mas beleza, o domingo prometia MUITO MAIS!!!

Como não ia trabalhar no domingão – e nem sabia quais os dias da próxima semana que ia trabalhar, inclusive na quarta-feira de Halloween – decidi curtir o dia com minha flatemate Nadia nas ruas do Temple Bar – famosa rua de Dublin por causa dos bares. E dessa vez vestida de Beetlejuice.


Estava com vergonha no começo, pois sentia que minha peruca chegava primeiro que eu nos lugares. Mas depois que entramos na casa noturna The Buskers fiquei mais tranquila e aliviada. A maioria que estava lá foi fantasiada. Me senti em casa depois de uma dose de tequila e uma pint de Heineken – copo de 500 ml. No meio da festa, recebo uma mensagem dizendo que iria trabalhar na segunda, quarta e quinta-feira. Ou seja, meu esquema para o dia 31 de Outubro foi por água abaixo. Foi ai que falei: “garçom, me vê mais uma heineken”!

Olha ai as figuras que encontramos na baladinha:

Versão feminina do Edward – Mãos de tesoura

Buzz Lightyear entrando em ação

Chucky – o boneco assassino (e bêbado também)

Bumblebee e Optimus Prime (Transformers) na dança do robozinho

Samara falando pessoalmente que tenho apenas 7 dias

Banana de Pijama – acho que era o B1

Freddy Krueger brasileiro depois de bater aquele rango
No dia mesmo do Halloween, ontem, entrei no trabalho às 18 horas. E, o que parecia calmo acabou rendendo boas risadas e ótimo movimento para o pub. Tivemos uma festa de aniversário e cerca de 20 lugares reservados. Como estava no meio do trabalho, não pude tirar muitas fotos, mas teve um indivíduo que chamou minha atenção. Aliás, não só minha, mas de todos que trabalhavam no The Barge. Dá uma olhada nisso:

Salva vidas brasileira: sem comentários
Cheguei de lado nesse cara e falei: posso tirar uma foto sua? Sabe como é, sou brasileira… Ele olhou pra mim e deu risada. Perguntou como ele estava, falei que estava quase lá. Sempre que esbarrava com ele, ele brincava comigo. Foi algo bem engraçado. Assim que tirei a foto, mostrei para quem trabalhava e demos ótimas gargalhadas. Ontem também teve outras fantasias legais como Jack Sparrow – uma das melhores – e até Jesus Cristo com sua cruz. Fico devendo essas fotos… =/

Outra coisa que vi e me deixou maravilhada foi as crianças batendo de porta em porta pedindo doces. Tá ai uma coisa simples e que mexeu comigo. Sabe quando você só vê tal cena nos filmes e não tem ideia de como é na realidade? Pois é, foi algo que me emocionou e me fez rir durante um percurso até o trabalho. Vi cerca de 7 pequeninos fantasiados e acompanhados com suas mães pulando de alegria para a próxima porta. A saocolinha que eles segurava pareciam estar gordinhas de guloseimas. Queria muito ter me juntado no grupo, mas meu trabalho me chamava… 

Posso dizer que o Halloween foi exatamente do jeito que eu esperava: alegre, divertido, um pouco assustador e com direito até a tímidos fogos de artifício. Espero estar aqui no próximo…

Por: Mariana Perez
De: Dublin – Ireland
Email: mariana@revistafriday.com.br

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