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McDonald’s e as Olimpíadas de Londres

28 jun
Com o advento das Olimpíadas, uma das maiores redes de fast-food, o McDonald’s, abriu sua maior loja no mundo bem ao lado do Parque Olímpico na cidade de Londres. O restaurante tem capacidade de acomodação para 1500 pessoas sentadas nos seus dois andares, além das mesas dispostas na parte externa.
Nos horário de pico dos Jogos a expectativa é a de atender 1200 pessoas por hora, transformando-o no restaurante mais movimentado do mundo, gerando uma receita  valor aproximado de 3 milhões de libras. Superando as lojas de Moscou, atual campeã em demanda e Orlando, até hoje a maior em metragem.
Por fim, vale, ainda, destacar o design desta loja que trabalha muito com o uso de madeira, plantas e cores criando um ambiente moderno. E, claro, fica a dica! Quem estiver por Londres durante os jogos não se esqueçam de passar por lá!









Por: Kelly Feltrin
De: São Paulo – SP
Email: kelly@revistafriday.com.br

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Conexão Londres #6: A última semana

26 jan
Ao longo de dois meses fiz e conheci muitas coisas em Londres. Porém, como todo bom brasileiro que vai pro exterior, tirei a última semana para fazer compras, tanto para mim quanto para os parentes e amigos.

Como a libra esterlina é uma moeda cara, eletrônico não é algo que valha a pena comprar por lá, portanto, tentei ficar longe de lojas como a Apple Store, a qual ainda assim é muito legal. Afinal de contas, qual outra loja você pode usar e abusar de produtos bons e caros antes de decidir ou não levá-los para casa?

Apple Store London (Foto: Reprodução)

O meu xodó era a famosa Oxford Street. Como ficava perto da minha escola, sempre dava uma passada por lá a pé, pra dar uma olhada nas vitrines, fazer pesquisa de preço e achar coisas legais. Da baratíssima Primark à Selfridges com seus vários produtos de marcas caríssimas, a Oxford é um paraíso pra quem gosta bater perna e gastar dinheiro.

Oxford Street. (Foto: reprodução)

A Regent Street, construída no ano de 1825, começando em na área de St James e passando por Piccadilly Circus e Oxford Circus, também abriga lojas fantásticas como a Burberry, National Geographic e Hamley’s, grande loja de brinquedos. Com sete andares destinados a crianças de todas as idades e inclusive aos pais e mães, a loja oferece entretenimento, com amostras dos brinquedos para os mais novos e até mesmo uma grande variedade de colecionáveis para os mais velhos. Eu, por exemplo, não pude deixar de fotografar mil coisas de Harry Potter que lá tinham. Confesso que queria levar tudo, mas como o preço lá é meio “salgado”, tive que me contentar somente com um chaveiro das relíquias da morte.






Outra loja que também me chamou bastante atenção foi a Harrods, maior (e cara – bote cara nisso) loja de departamentos de Londres. Com mais de 330 departamentos distribuídos entre sete andares incluindo restaurantes, lanchonetes. Outro fato interessante sobre a loja, é que Charlie Chaplin era cliente, além da loja ter pertencido até 2010 a Mohamed Al-Fayed ( pai de Dodi, o namorado da Princesa Diana, na época do acidente de carro em 1997 ).

Harrods (Foto: reprodução)

Mas, pra quem não curte muito glamour e/ou não pode pagar muito caro por coisas de marca e prefere algo mais alternativo, uma ótima pedida são os mercados de rua. O primeiro que eu visitei (num domingo, após ter pedido o ônibus para Brighton) foi o Portobello Market, localizado na Portobello Road, no bairro de Notthing Hill (é, aquele mesmo do filme). Especializado em roupas e antiguidades, o a feira acontece todo sábado e ao longo da rua, existe de tudo: Brechós, restaurantes, livrarias e tendas vendendo bugigangas.




Outro mercado de rua bem interessante é o Camdem Lock, localizado em Camdem Town (bairro que Amy Winehouse morava) e que é o melhor lugar para quem procura se vestir de maneira “não tradicional”. Repleto de brechós, lojas de roupas vintage, pequenas livrarias e estúdios de piercings e tatuagens, Camdem é o bairro mais diferente e divertido de toda Londres.





Se alguém aí gosta tanto de CDs, DVDs e livros como eu mas não gosta de comprar de segunda mão, a HMV é uma ótima pedida também. Livros novos por até 8 libras e promoções de cd (2 por 10 libras, que é pouco menos de 30 reais).


Após uma semana inteira de compras (com direito a matar aula para ir à inauguração da primeira Forever 21 londrina), aproveitei o meu último final de semana para descansar e arrumar minhas malas. No domingo, dia anterior à minha volta para o Brasil, a roomate tailandesa comprou umas cervejas e fomos beber e jogar conversa fora no parque próximo à nossa casa.


No dia seguinte, o táxi chegou às sete e meia para me levar ao Heathrow, para uma jornada longa de volta para casa, porém cheia de saudades da terra da rainha.

Conexão Londres #5: Fazendo turismo

19 jan

Se tem algo que faz a Europa ser um continente tão legal é o fato das distâncias entre um país e outro serem curtas. Apesar de Londres ter sempre muita coisa para fazer de domingo a domingo, eu não podia perder a oportunidade de conhecer outras cidades da Inglaterra e outros países também.
Juntamente com Larissa, minha fiel escudeira e companheira de aventuras, tivemos como primeira parada turística fora de Londres: Oxford. Como é uma cidade pequena e a viagem é de curta duração (mais ou menos uma hora e meia de trem), pudemos fazer turismo em um dia só. Cheguei na estação por volta das 8h30 e fiquei esperando Larissa aparecer. O tempo foi passando, passando, eu tentando ligar para o celular dela e nada. Quando o trem, previsto para sair por volta das 09:20 da manhã, já estava na estação para os passageiros embarcarem e Larissa ainda não tinha dado sinal de vida, eu pensei: “Bom, se ela não vem, eu vou sozinha.” E embarquei no trem. Lá pela metade do caminho, finalmente recebo uma ligação dela, dizendo que dormiu demais, mas ia pegar um outro trem para se encontrar comigo.
Uma hora e meia depois, desembarquei numa Oxford fria, cinzenta e muito chuvosa. Como eu sou brasileira e não perco o bom humor, comprei um chocolate quente pra passar o frio e sentei na “praça de alimentação” (se é que pode se chamar assim) para esperar Larissa dar as caras e esperar a chuva passar, quando vi uma lojinha do CitySightSeeing, o qual é um ônibus de turismo, onde você paga por um bilhete para fazer um city tour pelos principais pontos turísticos da cidade.
Enquanto esperava Larissa chegar, dei uma volta inteira na cidade dentro do ônibus e quando a chuva diminuiu fiz a minha primeira parada: Alice’s Shop. Uma loja pequenininha que vende vários artigos relacionados a Alice no País das Maravilhas e realmente faz parte da história original.
Em frente, fica a Christ Church, a qual é uma das faculdades constituintes da Universidade de Oxford e também foi cenário de Alice e dos filmes de Harry Potter, como a cena da primeira aula de quadribol em “A Pedra Filosofal” e a inspiração para o salão principal de Hogwarts.

Comemos fish and chips num restaurante tipicamente londrino servidos por um garçom brasileiro (incrível a quantidade de vezes que quando você menos espera, encontra um conterrâneo em terras gringas…), demos mais algumas voltas pela cidade (o suficiente para me apaixonar) e voltamos para casa.
Algumas semanas depois, resolvemos fechar um pacote para passar um final de semana em Paris, outra cidade que eu sempre morri de vontade de conhecer. Encontramos o primeiro guia na estação, que nos levou de trem até Brighton, para de lá pegarmos um ônibus com mais outras pessoas rumo à capital francesa.
Após passar a noite viajando de ônibus, por volta das sete da manhã já estávamos em solo parisiense. Após estacionar o ônibus às margens do rio Sena e próximo à Torre Eiffel, a nossa “guia” nos deu um mapa da cidade, tickets de metrô e nos deixou à vontade para explorar a cidade. Após tomar café da manhã (panini e café), eu, Larissa, mais dois brasileiros, uma venezuelana e uma chinesa abrimos o mapa e fomos em direção ao Louvre.
Bonjour, cara de sono!
Como tínhamos visto de estudante na Europa, conseguimos entrar de graça. Após conseguirmos um mapa, fomos explorar o museu em busca da Gioconda (também apelidada carinhosamente de “Mona” por nós). Após passar por um mar de gente muito mal educada que também queria tirar foto com a Mona, nos desapontamos com o seu tamanho e fomos tentar sair do Louvre. Resultado: mesmo com um mapa na mão, conseguimos nos perder e demoramos mais de meia hora para sair de lá.
 Aventureiros

Eu e a minha amiga Mona.
Em seguida, fomos em busca da Catedral de Notre Dame para depois pegar o metrô, sair em frente ao arco do Triunfo, dar uma volta pela Champs-Elyseés e voltar a tempo para o passeiro de barco no Rio Sena. O grande problema foi: Linhas/estações de metrô absurdamente complicadas de se usar. Ora, para quem estava acostumada com o metrô londrino onde tudo é sinalizado, ter que usar um transporte público onde não tem nenhuma informação é pedir para se perder. E, bom, foi o que aconteceu. Larissa e mais duas pessoas pegaram o metrô errado (que era um expresso e ia direto para o aeroporto) enquanto eu, e mais outras duas pessoas achamos que não era o trem certo e ficamos para trás. Após o passeio de barco no Sena, nos encontramos novamente e partimos para o hotel.

 Notre Dame

Metrô fedido e complicado
No dia seguinte, partimos para Versailles, porém, como o tempo era curto, nos limitamos somente aos jardins (e, olha, que jardins, viu), apesar mesmo da minha vontade ser entrar dentro do palácio. Porém, o tempo era curto para muita fila. Também fomos a uma típica feira de rua francesa, cheia de morangos, blueberries e mais outras frutas lindas dignas de fotos de tumblr.

Em seguida, voltamos para Paris e fomos visitar Monmartre, bairro boêmio da capital francesa, repleto de cabarés e sexs shops (acreditem ou não, existe uma Sex shop de 3 andares e um museu do sexo). De tudo que eu visitei, esse ar de boemia e arte foi o que mais me fascinou. Almoçamos, compramos macarons (meu deus, França, pare de fazer coisas tão gostosas), compramos lembrancinhas e, correndo contra o tempo, fomos atrás do Moulin Rouge para tirar fotos.

Depois de um final de semana corrido e cheio de aventuras, finalmente pegamos o ônibus de volta para a terra da rainha.

Conexão Londres #4: Pottermania

12 jan
Não é segredo pra ninguém que eu sou fã declarada de Harry Potter desde os 11 anos. Lembro-me bem da primeira vez que eu folheei “A pedra filosofal” e fiquei encantada pela história d’O menino que sobreviveu, mal sabendo aquele garotinho magricela de óculos redondo e uma cicatriz em forma de raio na testa e eu ainda teríamos 10 longos e bons anos pela frente.

Desde então, as viagens junto com Harry, Rony e Hermione através da câmara secreta, indas e vindas ao ministério da magia, corredores proibidos e a floresta negra eram garantia de risos, sustos, e muitas vezes, lágrimas.

Eu devo muita coisa à Harry. Por causa dele, fiz amizades com várias pessoas do país, passei noites em claro lendo debaixo das cobertas com a luz do celular (pra minha mãe não aparecer e brigar me mandando ir dormir), fiquei horas em filas de cinema só pra ser uma das primeiras pessoas a ver os meus personagens preferidos ganharem vida na tela do cinema.

Mas se tem uma coisa que eu sempre imaginei como seria ao vivo (e pensei que ia ficar só em sonho mesmo) era a premiére de um dos filmes. Ver os seus ídolos de perto, gritar por eles, conseguir autógrafos e tirar fotos é mais do que um fã pode imaginar.

Quando estava me preparando para viajar, tinha em mente que eu iria participar da última premiére da saga, só nunca imaginei que fosse realmente ficar tão perto de todos eles como fiquei, mesmo sem ter acampado 3, 4, 5 dias como muitos dos meus amigos fizeram, para poder pegar a pulseira que dava acesso à praça e ao tapete vermelho.

Pulseira do amor + chaveiro Deathly Hallows


Como não pude acampar e me disseram que eu só conseguiria a pulseira se ficasse lá, acabei por desistir de ir, porém, fui informada que teria um pequeno bate papo com alguns atores do elenco na Apple Store dois dias antes da Premiére. Então pensei “Bom, já que não vou poder ver todos ao vivo, vou lá pelo menos ver alguns, né?”. Cheguei em frente à loja duas horas antes e já não havia mais espaço na fila formada lá dentro e fui a terceira do lado de fora. Como o espaço da Apple Store para eventos não é muito grande, mesmo ficando lá atrás, consegui ver bem o Tom Felton (Draco Malfoy), Jason Isaacs (Lúcio Malfoy), Helen McCory (Narcisa Malfoy) e Matthew Lewis (Neville Longbottom). Um bate papo bem legal, todos foram bem solíticitos e simpáticos, respondendo todas as perguntas dos fãs no maior bom humor.

Jason, Tom, Helen, Matthew.



Na véspera da premiére, já estava conformada de que só iria ver a transmissão pelo computador, até que aparece a minha roomate tailandesa dizendo que “estava passeando com uma amiga minha pela Trafalgar Square na hora que estavam entregando as pulseiras e como sabia que você queria ir, peguei uma pra você”. (Eu poderia descrever a minha reação aqui, mas creio que já foi vergonhoso demais fazer aquilo uma vez, quanto mais repetir aqui pra todo mundo ler)


Cheguei na Trafalgar as 7h30-8h da manhã, levando comida pros meus amigos (que também serviu como desculpa para chegar até à grade, onde eles se encontravam) e ajudei a montar a bandeira do Brasil com o símbolo de Hogwarts que a Bia tinha pintado. A partir daí foi só espera. Sol, chuva, sol, chuva, sol, chuva e assim continuou por todo o dia.


Foto: reprodução. (Sim, ficamos num lugar estratégico!)


Por volta das 4 da tarde, Sam (o segurança que virou nosso amigo hahaha) disse que os atores iam começar a chegar. A essa altura, já tinha por volta de cinco mil pessoas espalhadas na praça esperando JK Rowling e todos os outros. O primeiro a chegar foi o Rupert Grint. Depois dele vieram os Gêmeos Phelps, Jason Isaacs, Helena Bonham Carter (sem o Tim Burton, infelizmente), Emma Watson, Evanna Lynch…


Nunca vi e nem vivi algo igual. Pessoas gritando, quase morrer esmagada cada vez que alguém vinha dar autógrafo e milhares chorando com o discurso da JK Rowling. Porque “the stories we love best do live with us forever”.

Ver seus ídolos de uma década tão de perto é algo surreal. Mais surreal ainda é ver que tudo aquilo que você sempre sonhou se tornar realidade. Até hoje eu ainda não acredito que eu tenho autógrafos e fotos e, se alguém me perguntar qual foi o dia mais feliz da minha vida, não foi nem quando eu passei no vestibular e nem quando eu descobri que estava indo para Londres. Foi esse. Dia 07 de Julho de 2011.








(clique nas fotos para ampliar)

Ver o desfecho de uma história que me acompanhou por toda adolescência no cinema também foi marcante. Se foi o melhor filme de todos ou não ou se o livro é melhor do que o filme, honestamente, não me interessa. O que me interessa de verdade é que eu vivi essa experiência de ser fã, de chorar e de colecionar coisas e sou muito grata por isso ter sido com Harry Potter.


Na madrugada do dia 14 para o dia 15 de julho (data da estréia mundial do filme) o nosso grupo se reuniu no cinema Odeon da Leicester Square (praça onde geralmente ocorrem pré-estréias de filmes e onde aconteceram as de todos os filmes da saga Harry Potter, com exceção do último, pois está em reforma devido às obras das Olimpíadas) para assistir ao último filme. Experiência única. Se eu tivesse programado assistir a última premiére e o último filme em Londres e ainda por cima, na mesma sala de cinema que todos os atores já sentaram e viram os filmes pela primeira vez, não teria dado certo.

Pré-estréia do filme no Odeon


Tenho quase 22 anos, mas nenhuma vergonha de dizer que sou uma Pottermaníaca. Um dia desses, depois de 6 meses de tudo isso ter acontecido, revi o último filme da saga. Relembrar de toda essa aventura me traz tantas lembranças boas que é impossível não encher os olhos de lágrima de saudade.

Eu só tenho a agradecer. Não só à JK Rowling por ter criado esse mundo mágico, mas à todos aqueles que entraram na minha vida através de Harry Potter.

Conexão Londres #3: Os museus.

5 jan

Que Londres possui uma grande diversidade cultural, isso não é segredo pra ninguém. E pra quem tem interesse em exposições diferentes, e enriquecer o intelecto, os museus da terra da rainha são uma excelente opção, ainda por cima, quase todos de graça (exceto algumas exposições especiais temporárias).
Todos os dias após o jantar, eu sempre pesquisava em sites brasileiros dicas sobre o que fazer em Londres. Como minhas aulas eram somente pela manhã, durante o meu primeiro mês de estadia, resolvi visitar alguns museus que me chamaram a atenção.
British Museum
O primeiro deles (que coincidentemente, ficava perto da minha escola) foi o British Museum, o qual reúne antiguidades de várias civilizações. Múmias egípcias, objetos da Babilônia, antiga Pérsia, Mesopotâmia e Palestina, além de peças gregas, romanas e da Alta Idade Média.
Prazer, Cleópatra. (É sério)
O próximo da lista foi o Natural History Museum, o qual abriga exposições didáticas, explorando temas como ecologia, reciclagem, fósseis de dinossauros, animais empalhados de diversas espécies, surgimento do universo e o mais legal, na minha humilde opinião, curiosidades do corpo humano, como o “bebê gigante”, que mostra como as características físicas são herdadas.
Natural History Museum 
Surgimento do universo 
Sim, aquilo ali são ossos de dinossauro.
Vizinho ao Natural History museum, existem mais dois museus: O Science Museum e o Victoria & Albert. O primeiro foi fundado a partir da coleção da Sociedade Real das Artes (Royal Society of Arts) e de alguns artigos provenientes da “Grande Exposição” (Great Exhibition – 1851). Confesso que não fez muito o meu estilo, mas me apaixonei pelas exibições “A Ciência e a Arte da Medicina” e “Vislumbre da História da Medicina”. Muitas das exposições são interativas, o que aumenta ainda mais a curiosidade e nos faz ficar mais tempo no museu. Já o Victoria & Albert é um museu mais decorativo, ótimo pra quem gosta de moda, abrigando a coleções desde 1600 até hoje com tecidos, jóias maravilhosas de Cartier, Tiffany, as jóias de Josephine de Napoleão, pinturas, fotografias, etc.
 Locomotiva do Science Museum
 Jóias reais (Victoria & Albert)
Figurinos de espetáculos (Victoria & Albert)

Assim como existem os museus com entrada grátis, existem os pagos, que chamam mais a atenção dos jovens. Desses, eu visitei dois: O Sherlock Holmes Museum e o Museu de Cera Madame Tussaud’s, ambos localizados próximos a estação de Baker Street. Um fato curioso da estação: As paredes possuem imagens do famoso personagem do SirArthur Conan Doyle.
Estação de Baker Street. (Foto: Reprodução)

O primeiro custa seis libras a entrada, onde o visitante faz um mergulho nas histórias de Sherlock, com quartos que possuem bonecos dos vilões mais famosos, além de objetos pessoais do famoso detetive. Fica localizado em 221b Baker Street, endereço onde Sherlock e Dr. Watson viveram de 1881 a1904, segundo as histórias escritas por Conan Doyle.

“Elementar, meu caro Watson”

Já o Madame Tussaud’s foi um dos lugares que mais tive ansiedade em conhecer. Quem nunca viu fotos dos amigos que viajaram para o exterior com as estátuas de ceras de grandes personalidades do cinema, música e esportes que atire a primeira pedra! A única parte ruim deste museu é a demora (chegando a 2h de espera) na fila para entrar, porém, uma vez lá dentro, vale muito a pena. Nada mais divertido do que tirar fotos com grandes personalidades (vivas ou mortas) e fazer gracinhas com isso.
 2h de espera na fila resultam em: fotos.
Depois nessa, fui demitida.

Ainda existem milhares de outros museus a serem visitados, dependendo do gosto de cada um que visite Londres. Entretanto, além de museus, existem mais um milhão de coisas a serem feitas por lá, que serão temas das próximas postagens. Até semana que vem, então!

Conexão Londres #2: A primeira semana e as pessoas que marcaram

29 dez
Cair de pára-quedas em um país estranho não é fácil. Saber como funciona o transporte público, a vida da sua família gringa (afinal, é você quem tem que se adaptar a eles e não o contrário) e aprender a “se virar” sozinho (a) são requisitos básicos de um intercambista.

Intercâmbio para a Europa durante o verão é algo diferente. Primeiro, que você estuda em uma escola somente para estrangeiros. Segundo, na sua “casa” você não é o único intercambista, algo que, particularmente, foi uma das coisas mais proveitosas da minha estadia. Na minha host family, a hora do jantar era o momento para todos socializarem, dizerem o que fizeram de interessante ao longo do dia e, obviamente, praticar o inglês.

Na noite seguinte a minha chegada, foi hora de conhecer os outros companheiros internacionais da casa: Uma japonesa, uma coreana, uma chinesa, uma tailandesa e um italiano perdido no meio do oriente. Alguns estavam lá por muito tempo, outros por menos, algo relevante para que eu pudesse conhecer outras culturas.

Como não sabia nem onde ficava a estação de metrô mais próxima, perguntei se alguém poderia me acompanhar e me ajudar a descobrir a localização da minha escola. A tailandesa (que mais tarde se tornaria uma das minhas companheiras de aventuras) se ofereceu como guia, me ensinou a usar o metrô, me ajudou a achar a escola e ainda me levou até King’s Cross para eu ir a Hogwarts!

Tchau, seus trouxas, tô indo pra Hogwarts!

No primeiro dia de aula, eu tinha que chegar as 8h30 na escola para o meu teste de nivelamento e, bom, como toda boa brasileira, imaginei que o verão inglês fosse similar ao do Brasil. Belo engano. Tive que enfrentar o belíssimo frio de 12ºC apenas com um cardigã. Primeira anotação mental: Comprar um casaco de frio. Na hora do teste de nivelamento, sentei do lado de uma Alemã (com origens turcas) que, mesmo não ficando na mesma turma que a minha, viramos bem amigas e sempre tinha companhia na hora do almoço.

Aliás, que sofrimento é comida de outro país, viu. Ora, para quem está acostumado a comer arroz, feijão e carne, quentinhos, bem temperados na hora do almoço, comer coisas frias, sem sal ou com muita pimenta é algo sofrível. Por sorte, me indicaram um restaurante self-service de comida brasileira próximo à Leicester Square, salvação do meu estômago.

VIDA.

O primeiro a ir embora da casa, foi o Italiano, que trabalhava num departamento da polícia, a qual estava fazendo um programa de intercâmbio para o pessoal que trabalhava por lá. Conseqüência disso foi ter convivido com mais dois policiais italianos. Um veio com a filha de 15 anos, cozinhou para nós e ainda comprou ingressos para ver o musical “We Will rock you”. Já o último, não falava quase nada de inglês, mas insistia que eu deveria ficar em Londres para sempre e arrumar um marido por lá (eu bem que tentei, mas dois meses não foi o suficiente).


Ainda convivi com um médico de Recife, com mais uma coreana, um menino de dezesseis anos do Cazaquistão, uma professora da Rússia e por fim, uma Italiana da minha idade. E, olha, vou te contar que esses quatro últimos (e a tailandesa) formaram o grupo mais divertido que eu tive naquele país, tanto que resultou em fotos como estas no meio da noite.

 Drugs, manolo.

Mas como já diz o ditado “Não há lugar como o nosso lar”, eu só tenho a agradecer pelos momentos tensos e felizes à Larissa, outra intercambista que conheci através da comunidade do orkut, a qual reunia os brasileiros que pretendiam estar presentes na premiére de “Harry Potter e as relíquias da morte pt.2”. Viagem à Oxford, à Paris (com direito a se perder no metrô), primeiro city tour por Londres, premiére e pré-estréia à meia noite de Harry Potter e tantas outras coisas a mais, ela sempre esteve presente.

Sendo lindas em Paris.

Mas isso aí são cenas nos próximos capítulos.

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Conexão Londres #1: A Chegada.

22 dez

Ah, Londres. Terra da Rainha, do Big Ben, da cabine telefônica vermelha, dos ônibus de dois andares, dos Beatles e do sotaque mais adorado ao redor do mundo.


Desde pequena tive fascínio pela Inglaterra. Sabe quando você olha pra fotos, vídeos ou qualquer imagem de um lugar e tem a sensação de que já esteve ou deveria estar ali?

Pois bem. Sempre imaginei como seria viver essa experiência londrina (aliás, a experiência de morar numa cidade grande pois Natal, apesar de ser capital, possui ainda características específicas de uma cidade de interior) e ver finalmente tudo aquilo uma vez visto só em sonhos.

Saí de Natal dia 03 de Junho às 22h num vôo direto pra Lisboa. Chegando lá, passei mais umas 4h esperando o mais um voo que me levaria direto para o Heathrow (Não sei ao certo, tava tão fora de fuso horário e tão cansada que provavelmente contabilizei um tempo maior do que o necessário esperando a minha conexão). Tempo suficiente para observar o fluxo de pessoas que por ali passaram e ainda ter tempo pra bater um papo com uma senhora que mora no Rio de Janeiro e tinha ido visitar a filha que mora na Suíça.

Após mais 2h30 de ansiedade, enfim desembarquei em Londres por volta das 19h (15h no Brasil), passei pela imigração, ganhei meu visto peguei as malas e ÊÊÊ…pa, cadê que tinha alguém pra me buscar?

Aeroporto de Lisboa, entediada, cansada e com sono.

Vou explicar: no contrato com escola, eles disponibilizam um táxi com alguém pra te recepcionar no aeroporto e deixar na casa da Host Family. Só que, como eu tinha que chegar em grande estilo, não tinha ninguém pra me receber. Então, foi hora de colocar o meu inglês em prática e ir no balcão de informações tentar resolver como eu ia chegar “em casa”.

[tecla SAP] Ah, oi tia, então, eu sou intercambista, vim do Brasil e deveria ter um táxi me esperando aqui pra poder me levar pra casa, sabe? Eles inclusive me deixaram um número de emergência pra eu ligar caso isso acontecesse… [/tecla SAP]

Primeira surpresa que eu tive foi com o fato da atendente ter sido super simpática e prestativa, afinal, os europeus já tem a reputação de serem pessoas frias e rudes. Bom, eu não tive esse problema. Ao longo desses meus dois meses em terras britânicas, só topei com pessoas simpáticas, educadas e dispostas a ajudar, como foi o caso da atendente do Heathrow, que ligou pra a escola, a qual providenciou outro táxi pra me buscar.

Londres, 22h.

Cheguei na casa da minha Host Family por volta das 23h e ao longo do trajeto aeroporto – Willesden Green (bairro onde eu passaria os próximos meses) eu pude perceber algumas coisas que fazem Londres ser uma cidade tão fantástica: diversidade. Gente de burca, sári, turbante, asiáticos… Tudo aquilo que a gente só é acostumado a ver na televisão e o melhor, todas as crenças são respeitadas de uma forma nunca vista. Prova disso é uma grande mesquita na esquina da rua em que eu morava, além da minha host mother não ser inglesa e sim, do Irã.

Aliás, que mulher maravilhosa. Cheguei super tarde na casa dela e ainda assim ela me recebeu muito bem e ainda me fez comida (torradas com queijo e… CHÁ! Meu primeiro chá londrino!) e me liberou pra usar o telefone pra eu poder ligar pros meus pais. Fui apresentada ao meu quarto e depois de quase 24h acordada…

…finalmente pude dormir.