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Não se fazem mais passados como antigamente #1 – Bee Gees para quem não gosta de balada.

18 dez
Odessa_Bee Gees
Gravadora: RSO
Lançado em: 22 de Fevereiro de 1969
Nota: 8.3 / 10

         

           A associação é clássica: tente parar alguém na rua e pedir para que cante uma música dos Bee Gees. Não importa quem, a trilha vai ser sempre a mesma: as músicas presentes no clássico “Embalos de Sábado a noite”, aquele filme de 1979 em que John Travolta mostra ao mundo seu rebolado, e que entupiu cinemas durante algum tempo. “Stayin’ alive”, “You should be dancing” e a baladinha “How deep is your love” até hoje são lembradas nos “momento saudade” das rádios FM Brasil afora.


            Mas quem resolver pesquisar a história dos irmãos Gibb vai descobrir que essa é apenas a ponta do iceberg. Antes de se renderem à era Disco – e encher os tubos de dinheiros com isso- os rapazes fizeram de tudo: rock como os Beatles, psicodélico como Jefferson Airplane e, quem diria, um ótimo álbum duplo com tudo isso. É o que provou ser o Odessa.
           Lançado no início de 1969, no ápice dos álbuns clássicos de rock, tem uma produção impecável de Robert Stigwood – o mesmo que cuidou de Eric Clapton – e um acabamento dos discos em uma caixinha de veludo. Menos musical que o anterior Idea, o Odessa tem mais experimentação, mais texturas diferentes e canções mais trabalhadas e longas.
                A introdutória, “Odessa (City in the black sea)”, é uma das melhores do álbum: Um tema sombrio, com sete minutos permeados com violão, violoncelo e um vocal equilibrado de Robin. Outra música onde ele solta seus agudos com vibrato é “Black Diamond”, essa já mais curta e com uma cara mais romântica.
            O irmão mais velho, Barry, é o responsável pelas surpresas agradáveis do álbum: “Marley put drive”, junto com “Give your best” são duas faixas inspiradas no country e no bluegrassamericano, com banjo e violino. O grupo chegou a se separar durante as gravações do álbum, com Robin alegando não ter tanto espaço para cantar quanto seu irmão. Por essas e outras razões o trabalho do irmão de cavanhaque seja, pelo menos aqui, diminuído.
                No segundo disco o experimentalismo do grupo fica mais visível:três das nove faixas são instrumentais, onde predominam a liderança de Maurice, o multi-instrumentista da família. Apesar de abrir com um single,”Lamplight”, a parte final é realmente mais progressiva e soturna. Alguns dos arranjos que se ouvem seriam repetidos anos depois, pela Electric Light Orchestra.
             Quem chega ao final do segundo disco provavelmente passou por uma das obras mais desconhecidas e subjugadas do rock moderno. Os Bee Gees não são apenas “aquela banda do filme do Travolta” ou “os caras que cantaram com a Celine Dion”. O tempo enterrou essa grande obra de arte, mas, como eu sempre tenho dó de vocês, cá está o disco completo para quem quiser ouvir.


Agora, só em 2013.
Até.

Por: G.L. Mendes
De: Carapicuíba, SP

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