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Lançamento: “O Pesadelo”, o quebra-cabeça que mexe com o terror psicológico

12 dez

(Cena do filme “O Hipnotista”. Foto: Reprodução)

Hey, como vão? Sou a Tatiane Gonsales, uma das mais novas integrantes da Revista Friday! A cada 15 dias deixarei aqui meu registro a respeito de lançamentos, best-sellers ou causarei polêmicas debaterei aspectos a respeito da Literatura.

O mês de dezembro chegou, trazendo as tradicionais festas de final de ano e a famosa brincadeira de amigo-secreto. E nessa troca de presentes, muitos colocam livros na lista de “coisas que eu gostaria de ganhar”. Então aí vai uma boa sugestão para presentear o colega, a namorada, o vizinho e a avó – e, claro, para quem não dispensa uma boa leitura nas férias -: o thriller policial “O Pesadelo”, que chegou às livrarias brasileiras em novembro.

A obra é a continuação do quebra-cabeça de Lars Kepler, o pseudônimo de um casal sueco que conquistou diversos leitores com o livro “O Hipnotista” e sua trama desenvolvida através dos olhos do detetive Joona Lima. Nesta primeira peça da coletânea, o policial investiga o estranho assassinato de uma família sueca. O único sobrevivente à cena do crime é um jovem de 15 anos; e aparentemente o assassino também o queria morto, afinal, o garoto possui mais de cem facadas pelo corpo! Para desvendar o massacre, Joona recorre a um hipnotista que não realiza trabalhos há dez anos e é acusado de ser antiético.
(Foto: Reprodução)
A história mexe com a imaginação por sua riqueza de detalhes em cada capítulo: há descrições fortes que nos levam a criar a cena perfeita do que está sendo relatado – o que tornou o livro um best-seller internacional. E estas descrições são mescladas a conflitos de relacionamento, questões familiares, cenas de sexo e surpreendentes ligações de fatos que, à primeira vista, não pareciam ter sentido algum!
Aliás, é essa a peça-chave da série que te envolve da primeira à última página: a surpresa. Em dado momento você, em sua concepção, tem a certeza de que tal personagem foi responsável pelo crime; após alguns capítulos, você aposta em outro personagem; e depois outro e outro. No final, não sabe mais quem deve apontar como assassino e… PÁ! O livro desvenda cada detalhe do crime de uma forma que você, com certeza, não havia imaginado.
O sucesso da obra de Lars Kepler foi tamanho que o livro ganhou sua versão cinematográfica! O filme foi lançado em setembro na Suécia e ainda não tem previsão para chegar ao Brasil (todos chora e torce, né?).Enquanto isso, dá para conferir o trailer:

 

Assim, “O Pesadelo” traz de volta Joona Lima, que agora é responsável por decifrar dois novos enigmas. O corpo de uma jovem é encontrado pela polícia dentro de uma lancha próxima ao arquipélago de Estocolmo – grande centro urbano e cultural da Suécia. Médicos afirmam que ela afogou-se ao constatarem seus pulmões cheios d’água. Porém, – tãn tãn tããããããn! – o barco está intacto e a garota, com corpo e roupas totalmente secas. No dia seguinte, um funcionário de alto escalão do governo aparece enforcado em seu apartamento ao som de uma música de violino; dizem que o mesmo suicidou-se, maaaas… O salão tem pé-direito alto e não há um móvel sequer que ele possa ter utilizado para subir.

Esta segunda obra de um grande quebra-cabeça tenta desvendar se há um vínculo entre estes dois crimes através da psicologia obscura de cada um dos personagens que revelam que, muitas vezes, temos de lutar contra nossas próprias motivações e medos.

O Pesadelo
Ano: 2012
Autor: Lars Kepler
Editora: Intrínseca


Por: Tatiane Gonsales
De: São Paulo – SP
Email: tatiane@hotmail.co.uk
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Conexão Dublin: Quando a saudade bate…

15 nov
Eu e meus pais
Começo meu texto pedindo desculpas. Inicialmente não queria escrever algo melancólico e “para baixo”, mas sinto que é uma das melhores formas de aliviar meus pensamentos e coração. Sim meus caros, a saudade e solidão entraram pela porta da frente de casa e com direito a ponta-pés para me acordar… e conseguiram!

Domingo passado, após uma longa e agitada noite no pub que trabalho, só queria saber de deitar na cama e apagar. Sonhar, pra quê? Apesar desligar a cachola e o corpo. Infelizmente não tive tanto sossego assim… Devo ter deitado lá pra 5 horas da manhã de domingo e às 11 já tinha acordado – e do pior jeito possível. Sonhei que minha poodle Pitucha tinha morrido. Abri os olhos e, antes de me dar conta que era um pesadelo, desabei no choro. Sabe quando junta todos os motivos do mundo: saudade, tristeza, medo, solidão…? Pois é! Parecia que tinha levado um soco no estômago pois até dificuldade de respirar eu senti.

Minha companheira de 14 anos
Devo ter ficado uns 10 minutos chorando e pensando em como quem eu amo está. Naquele momento, só queria ver meus pais e minha Pitucha. Pra falar a verdade, ainda quero… Sabe, intercâmbio não é só alegria como se pensam. É medo, insegurança, solidão. Durante esses 3 meses e algumas semanas, cresci demais como pessoa. Enfrentei situações que nunca imaginei, além das dificuldades diárias com o idioma ainda não fluente. 

Acredito que a parte mais difícil é a saudade! Depois do pesadelo, tive que ligar para minha casa no Brasil para saber como as coisas estavam e chorei mais ainda quando meu pai falou que a Pitucha estava tomando banho. Que alívio cara! Naquele instante, pegaria o primeiro voo para vê-los e abraçá-los com toda minha força! E confesso que só sosseguei mesmo quando vi minha poodle pelo Skype.

Às vezes bate aqueles cinco minutos de desespero, de largar tudo e voltar para o aconchego. Mas, quando penso em tudo o que eu enfrentei para estar aqui, a Mariana sensata reaparece – e com força total, como agora escrevendo este texto para vocês! Não, nada veio fácil como gostaria que fosse e vários sacrifícios foram feitos para que este meu sonho se realizasse! É daí que tiro forças para continuar firme e forte! 

Mas confesso a vocês que estou ansiosa para que Maio chegue. Se tudo der certo conforme o planejado, terei de 2 a 3 semanas de folga para curtir meus amores ai no Brasil – família, bichos de estimação, amigos… Até lá, ainda aprendo a lidar melhor com meus sentimentos…

Por: Mariana Perez
De: Dublin – Ireland
Email: mariana@revistafriday.com.br

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