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Se enlouquecer, não se apaixone

1 fev
Antes de mais nada, não julguem o filme pela sua tradução em português. Afinal de contas, todos nós sabemos que os títulos de filmes quando chegam ao Brasil conseguem espantar vários espectadores.

Craig é um adolescente de 16 anos, residente de Nova York. Pais um tanto quanto controladores, uma irmã mais nova com um QI elevadíssimo e ser calouro em um dos programas mais talentosos para o mundo corporativo exerceram uma pressão tão grande no garoto que ele por várias vezes pensou em suicídio.

Ao contrário de outras pessoas com problemas, Craig desiste da idéia e resolve procurar ajuda na ala psiquiátrica de um hospital. Ao ser admitido, descobre que o local destinado aos adolescentes está em reforma e os mesmos estão dividindo o mesmo espaço que os adultos.

Ainda apaixonado pela namorada do seu melhor amigo, ele conhece Noelle, uma menina da mesma idade, e Bobby, o qual torna-se mentor do rapaz durante a sua estada. Durante a semana, Craig descobre mais sobre si mesmo e que os seus problemas não são tão grandes assim como ele imaginava, além de lições sobre a vida, o amor e amadurecimento.

Mais um daqueles filmes que você para e pensa sobre o que realmente é um problema na sua vida e como, às vezes, é fácil solucioná-lo. Mas não precisa preparar a caixa de lenço, pois a história é leve e bem divertida. Bom filme!


Elenco: Keir Gilchrist, Zach Galifianakis, Emma Roberts, Viola Davis, Zoe Kravitz, Lauren Graham, Jim Gaffigan
Diretor: Anna Boden, Ryan Fleck
Gênero: Comédia Dramática
Ano: 2010


Por: Natália Farkatt
De: Natal-RN
Email: natalia@revistafriday.com.br

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Forrest Gump – O Contador de Histórias

18 jan
Para todo mundo que gosta um tantinho assim de cinema, sempre existe um ou outro filme que todo mundo já assistiu e fala bem… Menos você. Comigo não foi diferente (o único problema é que eu ainda não vi vários por pura preguiça) e um desses de muitos foi Forrest Gump.

“A vida é uma caixa de bombons, você nunca sabe o que vai encontrar”. É com essa frase que Forrest inicia a sua história, sentado num banco de uma parada de ônibus. Ele conta que nasceu com um problema nas pernas, o que o impedia de andar normalmente e também um QI abaixo da média, fazendo com que fosse alvo de chacotas entre os colegas da escola, porém, sempre foi incentivado e estimulado pela sua mãe a viver como uma criança qualquer.

Em sua primeira viagem de ônibus para a escola, nenhuma das outras crianças quis dividir um banco com ele, exceto Jenny, uma menina meiga, mas que nunca fica em casa por sofrer abusos constantes do pai alcoólatra. Sendo assim, Jenny apresenta a Forrest um pouco mais do que a vida tem a oferecer.

A medida que Forrest conta a sua história, os ouvintes na parada de ônibus variam. E durante a sua jornada, ele está presente em grandes momentos da história norte-americana, como a Guerra do Vietnã e o processo de impeachment do presidente Richard Nixon. Critica também o materialismo, pois mostra que existe a possibilidade de levar uma vida simples mesmo sendo milionário.

É um filme de longa duração, mas que te deixa tão envolvido na história (a qual, aliás, possui milhares de referências à histórica política, econômica e do entretenimento norte-americanos) que nem percebe o tempo passar. Dizem os especialistas que foi a melhor atuação da carreira de Tom Hanks. Se isso é verdade, eu não sei, mas que vale a pena o play, disso eu tenho certeza!

Bom filme!


Elenco: Tom Hanks, Rebecca Williams, Sally Field, Michael Conner Humphreys, Harold G. Herthum, George Kelly, Bob Penny, John Randall, Sam Anderson, Margo Moorer, Ione M. Telech, Christine Seabrook
Diretor: Robert Zemeckis
Ano: 1994
Gênero: Drama


Por: Natália Farkatt
De: Natal – RN
Email: natalia@revistafriday.com.br

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Estreia "Bárbara" e o saco de pipoca sem fim

17 jan
Oi, nenos.

Antes de qualquer coisa, quero dizer que juro (pela perna de Blondor da Viviane Araújo) que assisti a “Bárbara” pela sinopse, e não pelo sonoridade gostosa que tem esse nome, e habitual simpatia e modéstia das pessoas que o têm.

Dito isso, ao filme.



Em breves linhas: a história se passa na época da Guerra Fria, quando havia ainda a divisão da Alemanha Oriental e Ocidental. Nesse contexto, Bárbara (médica pediátrica) é enviada para o interior da Alemanha Oriental, punição por ter tentado tirar visto para a outra Alemanha, e vive sob vigilância do governo da época. Entretanto, mesmo com forte escolta, ela e seu homem (que vive no lado Ocidental) elaboram um plano para que ela saia ilegalmente do país. No hospital para o qual ela foi enviada, desconfia que André, médico também, está ali para vigiá-la e informar o governo sobre sua rotina. Então, desenvolve-se a história e as relações vão se fazendo, desfazendo e refazendo.

Essa produção alemã, com direção de Christian Petzold (que por sinal ganhou o Urso de Prata no Festival de Berlim 2012), é envolvente e cheia de recursos. Recursos cinematográficos que levam o público a enveredar pela situação da personagem homônima do título, trabalhando com imagem, sombra, sons e respiração muito particulares.



Desde o início da exibição, é deixado bastante claro que a situação histórica serve como fundo. Os sentimentos dela são exteriorizados, e o ambiente os reflete. Sua impaciência por sair da parte oriental, pode ser colocada junto ao som do relógio como único movimento sonoro durante cenas longas do filme. A frieza com que ela trata todos, pode ser como que o produto da repressão, do cerceamento de sua liberdade. Isso fica bastante claro no filme, bem como a sensibilidade demonstrada por ela quando com seus pacientes, implicando o quão aprazível sua profissão é, para sua construção.

Cenas escuras explicitam a tensão da época, e a agitação dos ventos que remetem ao local em movimento também são sentidos. Um ~bucolismo velado~ é percebido nas roupas e rotina interiorana.

O filme é capaz de entreter do início ao fim (em seus 105 min), e envolver o público numa reflexão – não identificação necessariamente, sobre o que se quer, e o que realmente se quer. Movimentos externos que modificam nosso interior, e quando se percebe que a mudança ocorreu.

O desfecho se faz realmente no final. Não tão imprevisível, mas simplório e de forma serena.Os olhares e expressões, sons de fundo e silêncios alternados são característicos e cabem perfeitamente na proposta. Isso me fez ficar tão sensível que chorei quando saí e vi um guri segurando um “abraço com cheiro de ~suvaquinho~ grátis” na rua. Podem julgar.

Fiquei tão envolvida que minha pipoca média (R$7,50) ficou quase intacta. QUASE. E eu adoro pipoca.



Oooooutras estreias são:

Sacrifício: direção de Kaige Chen. Clã, inimigos do clã, grávida, vingança, sacrifício, Zhao, Cheng Ying, drama.

Jack Reacher – O Último Tiro: direção de Christopher McQuarrie. Saindo de um livro para o cinema, atirador, suspeito óbvio, busca pelo suspeito-não-obvio-provável-culpado, segredo, violência, Tom Cruise, lindo, Ação.

Uma Família em Apuros: direção de Andy Fickman. Avós, netos, quadradisscçes, modernidades, infância perdida, infância buscada, infância encontrada, comédia.

A Viagem: direção de Andy Wachowski, Lana Wachowski e Tom Tykwer. Várias histórias, passado presente futuro, como uma ação pode desencadear revoluções, grande elenco, adaptação que muitos duvidavam/duvidam/tiveram confirmação/amaram/odiaram, ação, ficção científica, mistério, aventura. 

Além das Montanhas: direção de Cristian Mungiu. Amigas, monastério isolado, separação, reencontro, padre pensando que a garota tá possuída, felicidade, simplicidade, Romênia, França, Bélgica, drama.

Até logo!

Beijos iluminados na testa esfoliada.


Por: Bárbara Argenta

De: São Paulo – SP
Email: babi.argenta@gmail.com

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As Vantagens de ser Invisível

4 jan
Todo mundo sabe que ser adolescente não é fácil. É nessa época que as pessoas começam a lidar com a realidade de forma responsável e mais madura. É também a fase onde passam a entender a vida de forma mais clara.

Charlie é um garoto de 15 anos que, além de ser um calouro no ensino médio, saiu recentemente de uma crise de depressão, que ocorreu por conta do suicídio de seu melhor amigo e a morte da tia que ele mais gostava em um acidente de carro.

Ao entrar na escola, Charlie se torna um excluído, pois todas as “panelinhas” já estão formadas, e ele sente extrema dificuldade em encontrar novos amigos. Até que os meio-irmãos Charlie e Sam entram na sua vida e mostram que existe um lugar dentro da escola até mesmo para os mais “desajustados”, como eles gostam de chamar. A partir daí, Charlie parte para um mundo de descobertas sobre o amor, amizade e a vida real. 

“As Vantagens de ser invisível” é baseado no livro de mesmo nome, do autor/roteirista/diretor do filme, Stephen Chbosky e se consolidou no cenário indie com um roteiro divertido, delicado, inteligente e ao mesmo tempo, duro.

É o tipo de filme que não precisa de grandes efeitos especiais para se tornar marcante, os diálogos por si só já fazem isso, além de contar com uma trilha sonora fantástica, repleta de grandes artistas como David Bowie, New Order, The Smiths e Sonic Youth.

Bom filme!


Elenco: Emma Watson, Nina Dobrev, Logan Lerman, Paul Rudd, Ezra Miller, Mae Whitman, Melanie Lynskey, Kate Walsh
Diretor: Stephen Chbosky
Gênero: Drama
Ano: 2012


Por: Natália Farkatt
De: Natal-RN
Email: natalia@revistafriday.com.br

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O Clube dos Cinco

30 nov
Não importa a década, todo mundo sabe que ser adolescente não é fácil. Muitas mudanças, muitas informações a serem captadas e muito aprendizado sobre a vida começa nessa fase. Foi isso que o diretor John Hughes quis passar com o filme “Clube dos Cinco”.

John, Allison, Andrew, Claire e Brian são cinco jovens do Ensino Médio que, por castigo, tem que passar um sábado inteiro na escola e fazer uma redação de mil palavras com o tema “quem sou eu?”, só que o problema é que nenhum deles sabe quem realmente é.

Os adolescentes são os retratos dos estereótipos de uma escola qualquer: A patricinha, o nerd, o atleta bonitão, o rebelde e a esquisitona. No início, todos eles se comportam como o esperado, porém, no desenrolar da história há a quebra de todos os rótulos construídos.

O primeiro conflito que os protagonistas tem que enfrentar é a redação explicando sobre eles mesmos, o que é algo muito difícil para alguém (principalmente na adolescência) de ser feito. A princípio, eles não interagem muito entre si e conversam apenas trivialidades do dia-a-dia. A longo do dia, eles começam a estabelecer mais contato e se sentem à vontade para falar de tudo aquilo que os incomoda e que os tornaram aquilo que são.

Pressão dos pais para ser o melhor da classe, ser durão para impressionar o pai, esconder a virgindade para ser aceita são alguns temas abordados na história. Basicamente, o filme aborda de forma simples e leve alguns dos problemas da adolescência e provoca pais, professores e alunos.

Elenco: Emilio Estevez, Paul Gleason, Anthony Michael Hall, John Kapelos, Judd Nelson, Molly Ringwald
Direção: John Hughes
Gênero: Drama
Ano: 1985


Por: Natália Farkatt
De: Natal – RN
Email: natalia@revistafriday.com.br

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The Rocky Horror Picture Show

2 nov
Se alguma vez você pensou em ser cineasta mas nunca soube como começar um filme, atenção para as seguintes dicas: Pegue um casal que se fica perdido numa estrada esquisita à noite e pedem socorro à uma mansão meio suspeita na beira da estrada. Pronto, agora misture estes ingredientes com um anfitrião cheio de idéias mirabolantes, músicas que grudam na cabeça e você terá um dos meus filmes de Halloween preferidos: The Rocky Horror Picture Show!

Brad e Janet noivaram recentemente e, após retornar do casamento de  uns amigos numa noite chuvosa, ficam presos no meio do caminho devido a um problema no carro. Então ele se lembram que um pouco mais atrás, viram um castelo um tanto quanto misterioso, porém, com várias motos estacionadas dentro. Resolvem então entrar e pedir para usar o telefone.

Ao chegar na mansão, eles são recebidos por várias criaturas estranhas: Uma governanta de cabelos rebeldes e um mordomo com uma grande corcunda e uma cara assustadora. O casal é convidado a entrar e se depara com uma festa e um anfitrião ainda mais estranhos. É então que eles conhecem o Dr. Frank-N-Furter, um cientista-et-travesti-bissexual que usa salto alto com cinta-liga e revela que está construindo um “homem para satisfazer as suas necessidades”.

A partir daí, Brad e Janet se aventuram dentro da mansão para tentar fugir das garras do Dr Frank. Tudo isso recheado de diálogos rápidos, referências artísticas e músicas contagiantes.  É o tipo de filme que vocêtem que dar mais de uma chance para descobrir todos os mistérios e referências escondidas a cada cena.

Então, let’s do the time warp again e bom filme! 



Elenco: Tim Curry, Susan Sarandon, Barry Bostwick, Richard O’Brien, Patricia Quinn, Little Nell, Jonathan Adams, Peter Hinwood
Diretor: Jim Sharman
Ano: 1975
Gênero: Comédia


Por: Natália Farkatt
De: Natal-RN
Email: natalia@revistafriday.com.br

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Toast

19 out
Nesta segunda-feira (16) foi comemorado o dia mundial da alimentação. E, bom, quem não gosta de uma comidinha gostosa, né? Pensando nisso, resolvi trazer um filme que trata exatamente sobre comida: Toast.

Nigel (Oscar Kennedy) é um menino de nove anos que nunca comeu nada além de comidas enlatadas e torradas (daí o nome do filme). Como sua mãe (Victoria Hamilton) não sabia cozinhar, o menino tomou gosto e fascínio por alimentos que fossem feitos de vegetais, frutas, queijos e carnes frescos. Então, ao invés de colecionar álbuns de figurinhas como qualquer garoto normal, ele possuía vários livros de receitas e se divertia imaginando como seria fazer e comer todos aqueles quitutes.

Porém, como nenhuma história é completamente feliz, a mãe de Nigel morre e seu pai (Ken Stott) contrata Ms. Potter (Helena Bonham Carter) a qual, além de cuidar da casa, é uma cozinheira de mão cheia e conquista o coração (e o estômago) do viúvo. Apesar de estar se alimentando como sempre sonhou, Nigel não é bem tratado pela madrasta e se vê cada vez mais distante do pai.

Alguns anos mais tarde, ele (agora interpretado por Freddie Highmore) encontra seu porto seguro nas aulas de economia doméstica da escola, contudo, Ms Potter não entrega o seu reinado na cozinha tão fácil e começa uma batalha gastronômica dentro de casa. Frustrado, Nigel começa a trabalhar na cozinha do pub local, o que abre seus olhos para novas oportunidades e possibilidades.

O longa é baseado na biografia de Nigel Slater, famoso chef britânico. É um filme sensível e ao mesmo tempo divertido e atiça toda a gula que existe dentro de você. Então, só me resta o conselho de assisti-lo com várias guloseimas ao lado e desejar bom filme! 



Elenco: Freddie Highmore, Helena Bonham Carter, Ken Stott, Victoria Hamilton, Colin Prockter, Oscar Kennedy, Matthew McNulty, Frasier Huckle
Direção: S.J. Clarkson
Duração: 96 minutos
Ano: 2010


Por: Natália Farkatt
De: Natal – RN
Email: natalia@revistafriday.com.br

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RESENHA: Cantando na Chuva

10 ago
Todos conhecem “Cantando na Chuva” como “aquele filme em que um cara sai sapateando na rua debaixo de um temporal”, cena tão imitada ao longo das décadas quanto a do vestido esvoaçante de Marilyn Monroe. Porém, o filme não se resume somente a isso.

O ano é 1927 e somos apresentados a Don Lockwood (Gene Kelly), um dos grandes galãs dos filmes mudos e sua companheira de cena, Lina Lamont (Jean Hagen). Após ser atacado por fãs ao sair da estréia do seu mais novo filme, Don foge pelas ruas e acaba parando dentro do carro de Kathy Selden (Debbie Reynolds), uma aspirante a atriz, a qual lhe chama atenção, pelo fato de não se deslumbrar com sua fama.

Contudo, a história não está restrita somente ao romance entre Don e Kathy cheia de sorrisos, músicas e números de sapateado, pois assim como “O Artista” (2011), “Cantando na Chuva” é uma celebração à indústria e à uma das mais importantes inovações tecnológicas cinematográficas: a transição dos filmes mudos para os filmes falados.

Como se sabe, na época dessa transição, muitos atores do cinema mudo foram esquecidos, pois havia a dificuldade em utilizar expressões faciais condizentes com o texto a ser falado (podem perceber que nos filmes mudos, há um maior uso de caretas), as vozes que não combinavam com os rostos na tela (havendo a necessidade de usar dublês para as falas/músicas, o que acontece na relação entre Kathy e Lina), sem contar as dificuldades técnicas, tais como o posicionamento dos microfones para melhor captação das falas.

Todas estas dificuldades tornaram os primeiros filmes falados uma grande piada para a população, inclusive o de Don e Lina, retrato que só foi mudado após o sucesso de “O Cantor de Jazz”, o que deu a Don e seu grande amigo, Cosmo Brown (Donald O’Connor), a idéia de fazer um filme falado com aquilo que eles sabiam fazer de melhor: Música! Surgiu, assim, o conceito dos filmes musicais.

Uma excelente pedida para quem gosta de musicais (assim como eu) e quer garantir umas boas risadas, principalmente com as trapalhadas da Lina Lamont.

Bom filme, então!

Elenco: Gene Kelly, Donald O’Connor, Debbie Reynolds, Jean Hagen, Millard Mitchell
Diretor: Gene Kelly, Stanley Donen
Gênero: Musical
Ano: 1952


Por: Natália Farkatt
De: Natal-RN
Email: natalia@revistafriday.com.br

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Resenha: Cidade de Ladrões – David Benioff

6 ago

David Benioff, nascido em 1970 nos EUA, é um escritor, roteirista e produtor televisivo. É famoso principalmente pelos roteiros de A Última Noite (2002), Tróia (2004), O Caçador de Pipas (2007), X-Men Origens: Wolverine (2009) além da adaptação televisiva dos livros para a série da HBO, Game of Thronesjuntamente com D.B. Weiss. Seu romance, Cidade de Ladrões, lançado em 2008, é um romance histórico de ficção em primeira pessoa onde um avô conta ao seu neto historias da sua juventude durante o cerco nazista a São Petersburgo.
            Lev Beniov é um rapaz de 17 anos, que por ser muito novo para entrar no exército, trabalha como bombeiro voluntário junto aos companheiros do prédio onde mora. Para ele, esse serviço é a sua forma de contribuir com a vitória dos russos sobre os alemães na guerra e mesmo que sua mãe e irmã tenham ido embora de São Petersburgo, Lev não quer abandonar sua cidade nem fugir de seu inimigo. Em um de suas noites de vigília, Lev e seus amigos encontram um cadáver de um para-quedista alemão e roubam dele diversos objetos. Entretanto, a policia encontra os garotos, mas consegue prender apenas Lev, que é escoltado para a prisão local, famosa por suas historias aterrorizantes. É lá que ele conhece Kolya, um soldado que foi preso sob a acusação de ser um desertor e ambos são levados a presença do Coronel. Ao contrário do que pensavam, não haverá pena de morte e sim um trato: O coronel deixaria os dois viverem se em dentro de cinco dias trouxerem uma caixa de ovos para fazer o bolo de casamento de sua filha.
Assim, mesmo contra todas as possibilidades, Lev e Koyla vão em busca de uma dúzia de ovos em uma cidade infestada por ladrões, crianças esfomeadas, prostitutas, cadáveres e até mesmo canibais. Uma cidade onde as rações dadas pelo governo são extremamente racionadas e as pessoas comem lama e cola de livros para sobreviver. Isso tudo sem mencionar a guerra e os implacáveis soldados nazistas.
Talvez para aliviar um pouco a situação ou mesmo para mostrar um pensamento adolescente mesmo em meio a tudo isso, Benioff nos apresenta a dupla de personagens principais como algo tão agradável que os diálogos entre os dois acabam se tornando grande parte do livro. Afinal, ambos estão andando por São Petersburgo (Na época chamada de Leningrado) praticamente sozinhos. Suas personalidades são bem contrastantes o que rende sempre bons momentos. Lev é tímido, inseguro, fechado e com um constante desejo de se tornar um herói mesmo que na maior parte do tempo se considere um covarde. Kolya é um tagarela que aparentemente não tem nenhum medo ou preocupação. Um dos medos constantes de Lev é que Kolya fale algo que os possa condenar a morte e isso sempre parece acontecer durante todo o livro. O passatempo favortio de Kolya parece ser falar sobre sexo e sobre um autor desconhecido chamado Ushakovo. Ele também está sempre importunando Lev em relação as mulheres ou ao xadrez, rendendo discussões sempre divertidas. Ao longo do livro, ambos passam por situação onde sua coragem, habilidades e até mesmo sua recém amizade são testadas
Não havia comida suficiente, não havia energia. Havia apenas a possibilidade de ser bombardeado a qualquer momento. Ou a possibilidade de morrer de fome ou frio. O cerco a Leningrado foi uma das situações mais trágicas enfrentadas pelo povo russo. Apesar de todo o sofrimento causado pela guerra, Cidade de Ladrões não proporciona uma leitura densa e complicada. As habilidades de Benioff como roteirista permitem que esse romance seja tão dinâmico como um filme, com a historia sempre fluindo de maneira que o leitor não consiga largar o livro.
Recomendação pessoal: Ler sobre o cerco de Leningrado. Pode parecer chocante mas Benioff conseguiu ser bem realista em muitos aspectos do cerco nazista sobre a maior cidade russa. É interessante dar uma olhada para ver como os russos e seu inverno ajudaram a derrotar os nazistas apesar das terríveis perdas civis e militares.

Título: Cidade de Ladrões (City of Thieves)
Autor: David Benioff

Editora: Alfaguara

Ano: 2008

Número de páginas: 296

Por: Virgínia Fróes
De: Natal – RN
Email: virginia@revistafriday.com.br

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RESENHA: Garota Safada

3 ago
Antes de começar a ler: KEEP CALM que eu não vou falar sobre a banda de forró, tá?


Se você gosta de filmes divertidos, sem histórias complexas ou grandes efeitos especiais, “Garota Safada” é o filme perfeito. Mistura de drama, comédia e “road movie” e tratando de temas clichês com uma pitada de humor, remete aos tempos em que ficávamos em frente da tv assistindo “sessão da tarde”.

O filme á ambientado no final da década de 80, em Oklahoma e conta a história de Danielle (Juno Temple), adolescente criada pela mãe (Milla Jovovich) e que nunca conheceu o pai. Rebelde, independente e conhecida como a “vadia da escola”, ela vê sua vida mudar quando é colocada na sala dos “retardados” (como é dito no filme). 

Lá ela é obrigada a fazer dupla com Clarke (Jeremy Dozier) para um trabalho: Cuidar de um saco de farinha como se fosse um filho. Clark é típico gordinho que sofre bullying de toda a escola e vive em tratamento psiquiátrico a fim de tirar as dúvidas quanto a sua sexualidade e não ser mandado para uma escola militar pelo pai.

Apesar de Danielle rejeitar Clarke no início, os dois acabam virando grandes amigos e, tentando fugir das suas realidades, partem em uma viagem rumo à Califórnia: Ela, para tentar encontrar o seu pai e ele, para fugir do seu e tentar se encontrar como pessoa.

“Garota Safada” é um daqueles filmes que não cria muita expectativa de início, mas acaba te envolvendo na história sem nem perceber. A personalidade forte de Danielle e a história de vida de Clarke, além da amizade construída entre os dois são apenas alguns dos atrativos que fazem do filme tão bom.

A pegada anos 80 remete aos filmes que costumavam passar na sessão da tarde, meio clichê, mas que garantem boa diversão e algumas risadas, ao tratar de temas polêmicos (vide a história do Clark) sem se aprofundar neles, de maneira leve e ao mesmo tempo com seriedade. Outro ponto forte? A trilha sonora recheada de músicas boas da época, como Joan Jett, Pat Benatar e The Outfield.


E o melhor: Não tem Wesley Safadão.


Então, bom filme!

Elenco: Milla Jovovich, Mary Steenburggen, Juno Temple, William H. Macy, Nicholas D’Agosto, Tim McGraw, Elsie Fisher, Dwight Yoakam, Brian Baumgartner, Nate Hartley
Diretor: Abe Sylvia
Gênero: Comédia/Drama
Ano: 2010


Por: Natália Farkatt
De: Natal – RN
Email: natalia@revistafriday.com.br

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