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Estreia: O Amante da Rainha

12 fev
Oi, lindezas!

Gente… esse filme do seu Nikolaj Arcel... bah. Ainda sinto os suspiros e pausas na respiração, em grupo, dentro da sala de cinema. É de uma complexidade encantadora.

Nada boba, essa produção dinamarquesa foi indicada ao Oscar de filme estrangeiro. Já no Festival de Berlim 2012, houve duas premiações com os troféus de melhor roteiro (de Arcel e Rasmus Heisterberg) e melhor ator para Mikkel Boe Folsgaard, intérprete do rei Christian VII.




O filme é bastante denso por envolver conflitos, sociais e pessoais nos quais os personagens estão envolvidos, interligados. O período histórico é Idade Média, “Idade das Trevas”. Nesse período a princesa da Inglaterra, Caroline Mathilde (Alicia Vikander) casa-se com o rei da Dinamarca, Christian VII, que é considerado pelos nobres próximos, louco e incapaz de reger o trono que ocupa, tornando-se ali mera peça política. Mads Mikkelsen, que interpreta o médico Johann Struensee, chega na trama para cuidar do rei e suas crises, mas Christian acaba por fazê-lo além de seu médico particular, principal conselheiro. Dados aí os ingredientes para o ”triângulo capenga” que o filme forma. Um rei pouco lúcido, influenciável e por vezes intimidado. O público, no decorrer do longa, acaba por apiedar-se deste. O médico, com “desvio Iluminista”, e Caroline. Esses dois apaixonam-se, seus ideais são bastante próximos, e aqui o embrião da mudança na história da Dinamarca é criado.

seu rei e o médico sedutor



A claridade e escuridão que se intercalam durante o filme, mostraram-se pra mim um reflexo do estado de espírito que em dado momento nos era alçado. A fotografia delicadamente trabalhada para a época, é fascinante. Momentos escuros do filme me lembraram muito outro filme, este francês, de época “O Nome da Rosa”. Mesma época, mesmas referências. Claras referências.

rainha safada e médico seduzindo



A intensidade na reciprocidade de trocas entre Mikkelsen e Vikander é marcante. Isso faz o público compreender a partir de que momento o interesse mútuo inicia. As tiradas do Rei também são dignas de um comentário a parte: elas são refinadamente simples, e isso é o suficiente pra ser a medida de leveza, dentro de um período socialmente instável e em situações pessoais tão particulares, que o filme pedia.

A parte em que ela tem um filho do Seu Dotôr, os exilamentos feat. decapitações e outros detalhes do fim do filme, acho digno de serem assistidos. As relações são postas à prova a cada momento-chave. E são muitos. Sim… são. Desde a relação do rei com sua mãe, passando pelo Conselho da Dinamarca com seu rei, Christian e sua esposa, e dona Caroline e Struensee.  Poder e desejos são elementos fortes aqui.


É um filme longo, mas vale cada minuto na poltrona. Assita, sim?


That’s all folks.


Estamos de volta. 🙂




Por: Bárbara Argenta

De: São Paulo – SP
Email: babi.argenta@gmail.com

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Estreia "Bárbara" e o saco de pipoca sem fim

17 jan
Oi, nenos.

Antes de qualquer coisa, quero dizer que juro (pela perna de Blondor da Viviane Araújo) que assisti a “Bárbara” pela sinopse, e não pelo sonoridade gostosa que tem esse nome, e habitual simpatia e modéstia das pessoas que o têm.

Dito isso, ao filme.



Em breves linhas: a história se passa na época da Guerra Fria, quando havia ainda a divisão da Alemanha Oriental e Ocidental. Nesse contexto, Bárbara (médica pediátrica) é enviada para o interior da Alemanha Oriental, punição por ter tentado tirar visto para a outra Alemanha, e vive sob vigilância do governo da época. Entretanto, mesmo com forte escolta, ela e seu homem (que vive no lado Ocidental) elaboram um plano para que ela saia ilegalmente do país. No hospital para o qual ela foi enviada, desconfia que André, médico também, está ali para vigiá-la e informar o governo sobre sua rotina. Então, desenvolve-se a história e as relações vão se fazendo, desfazendo e refazendo.

Essa produção alemã, com direção de Christian Petzold (que por sinal ganhou o Urso de Prata no Festival de Berlim 2012), é envolvente e cheia de recursos. Recursos cinematográficos que levam o público a enveredar pela situação da personagem homônima do título, trabalhando com imagem, sombra, sons e respiração muito particulares.



Desde o início da exibição, é deixado bastante claro que a situação histórica serve como fundo. Os sentimentos dela são exteriorizados, e o ambiente os reflete. Sua impaciência por sair da parte oriental, pode ser colocada junto ao som do relógio como único movimento sonoro durante cenas longas do filme. A frieza com que ela trata todos, pode ser como que o produto da repressão, do cerceamento de sua liberdade. Isso fica bastante claro no filme, bem como a sensibilidade demonstrada por ela quando com seus pacientes, implicando o quão aprazível sua profissão é, para sua construção.

Cenas escuras explicitam a tensão da época, e a agitação dos ventos que remetem ao local em movimento também são sentidos. Um ~bucolismo velado~ é percebido nas roupas e rotina interiorana.

O filme é capaz de entreter do início ao fim (em seus 105 min), e envolver o público numa reflexão – não identificação necessariamente, sobre o que se quer, e o que realmente se quer. Movimentos externos que modificam nosso interior, e quando se percebe que a mudança ocorreu.

O desfecho se faz realmente no final. Não tão imprevisível, mas simplório e de forma serena.Os olhares e expressões, sons de fundo e silêncios alternados são característicos e cabem perfeitamente na proposta. Isso me fez ficar tão sensível que chorei quando saí e vi um guri segurando um “abraço com cheiro de ~suvaquinho~ grátis” na rua. Podem julgar.

Fiquei tão envolvida que minha pipoca média (R$7,50) ficou quase intacta. QUASE. E eu adoro pipoca.



Oooooutras estreias são:

Sacrifício: direção de Kaige Chen. Clã, inimigos do clã, grávida, vingança, sacrifício, Zhao, Cheng Ying, drama.

Jack Reacher – O Último Tiro: direção de Christopher McQuarrie. Saindo de um livro para o cinema, atirador, suspeito óbvio, busca pelo suspeito-não-obvio-provável-culpado, segredo, violência, Tom Cruise, lindo, Ação.

Uma Família em Apuros: direção de Andy Fickman. Avós, netos, quadradisscçes, modernidades, infância perdida, infância buscada, infância encontrada, comédia.

A Viagem: direção de Andy Wachowski, Lana Wachowski e Tom Tykwer. Várias histórias, passado presente futuro, como uma ação pode desencadear revoluções, grande elenco, adaptação que muitos duvidavam/duvidam/tiveram confirmação/amaram/odiaram, ação, ficção científica, mistério, aventura. 

Além das Montanhas: direção de Cristian Mungiu. Amigas, monastério isolado, separação, reencontro, padre pensando que a garota tá possuída, felicidade, simplicidade, Romênia, França, Bélgica, drama.

Até logo!

Beijos iluminados na testa esfoliada.


Por: Bárbara Argenta

De: São Paulo – SP
Email: babi.argenta@gmail.com

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Del Rey – Style

14 jan
Com um ar atemporal, uma confusão de referências e as melodias tristes embaladas pela melancolia de sua voz, Lana Del Rey vem tendo destaque na mídia desde 2011, quando explodiu com seu single “Video Games”.

A cantora que divide as opiniões entre críticos musicais, com seu estilo revival que trás a força dos anos 50-90 em seus clipes, musicas e aparições publicas, é adorada pelos fashionistas em geral devido a sua ampla expressão do vintage, retrô e rockstyle.
Lana é uma tradução muito forte do Street Fashion mundial, onde as preferências por looks com peças retros e principalmente vintage têm se mostrado massiva e ao mesmo tempo dá um ar único e individual. 

Ao final dos anos 70 e inicio dos anos 2000, o mundo globalizado e a mídia em geral teve um apelo muito grande pelo novo, pelo vivo e luminosos, mas hoje, em 2013, uma década se passou e os sons que circundam as expressões revisitam as décadas anteriores, o vintage explodiu uma vez mais e Lana marca um período da cultura pop.


Os looks de Lana estão todos fundamentados principalmente na liberdade, no conforto e na sensualidade. Em seus clipes podemos ver o espirito das décadas retratado num contexto atual, Lana trás principalmente o lado “rebelde” da adolescência dos anos 50, onde a vida “American Family” com vestidos rodados, faixas na cabeça e óculos gatinho era preferido das donas de casa e das meninas de família que amavam os colares de pérolas, entra em contra ponto aos shorts curtos e rasgados, T-Shirts largas e despojadas, anéis e muitas jóias misturadas com botas e jaquetas de couro mostrando o outro lado da mesma moeda. 

Como disse acima, Lana é um símbolo de sensualidade, notem que disse sensualidade e não sexualidade, pois ambas tem uma diferença dramática, principalmente quando estamos falando de estilos e roupas, ela não é vulgar mesmo sendo provocativa.
No quesito maquiagem, os tons nude, delineador bem marcado e lábios vermelhos são os pontos fortes, apoiados tanto pelo cabelo clássico ruivo ou pelos recentes cachos castanhos de “Ride”, seu ultimo clipe.

Lana é um exemplo de inspiração para as mulheres hoje e uma ótima referência, então que tal aproveitar que o ano está começando e dar uma repaginada no guarda roupa e abusar do estilo Del Rey?!
Xoxo 


De: São Paulo – SP
Email: valiengofernando@gmail.com

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ANTI BBB

10 jan
Se você não gosta de BBB já pode ir tirando seu cavalinho da chuva, o cavalinho no caso seria a fonte que liga o seu modem e a chuva seria a tomada, porque não vai se falar de outra coisa nas internets até março. Vale lembrar que não gostar de BBB não te faz doutor ou mestre em nada também, tá? Obrigaaado.


O brasileiro gosta da ideia de ver um estranho na televisão, às vezes quem sabe um “conhecido”, gosta de dar tchauzinho para uma câmera, gostaria de estar no BBB!, I Né Inês? ME CHAMA QUE EU VOUBBB foi um dos termos mais procurados no google no ano passado e ao que tudo indica, provavelmente, esse ano também será.




Não sei o que dizer, não sei o que argumentar sobre gente que fica de mimimi com o que os outros postam na internet, é uma das coisas mais ridículas no mundo, que dirá do planeta, quiçá da terra! Desde os primórdios da internet as redes sociais, num geral,  vem com uma ferramenta que você pode excluir a pessoa ou até mesmo não ver o que ela posta, tente isso. 
Pseudo Cult que não gosta de BBB está fora de moda, isso era tendência no BBB 3, agora, BBB já é tradição. Programa passou de 10 temporadas virou tradição, nova regra imposta por mim

O programa é baixaria, é falta de cultura, é laje. Mas você mora no Brasil, país aonde a presidente tem que dar um auxílio de R$50,00 para as pessoas quererem ir ao cinema ou teatro. Se você não pode com o inimigo, junte-se a ele, não precisa assistir nada para poder comentar sobre ele na internet, basta dar uma olhadinha na timeline de qualquer rede social que você já cria uma “””base””” para ser comentarista sobre. Fiz isso em Avenida Brasil, não assisti nenhum dia. #ROLETADOUNFOLLOW 

Sobre essa edição, apenas diria que FOQUEM NA ALINE. 

                           

E lembre-se: Se você soubesse quem você é, até onde vai a sua fé, o que você faria? Pagaria pra ver??

Por: Cassiano Brezolla

De: Caxias do Sul – Rio Grande do Sul
Email: contato@revistafriday.com.br

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Estreia: ”O Impossível” e Caxias do Sul

28 dez
Oi, lindezas, tudo certo?

Cá estou, de férias (merecidas e chuvosas; mais chuvosas do que merecidas…) em Caxias do Sul, e aqui fui assistir ao choroso, triste, molhado em lágrimas e elaborado, ”O Impossível”. Estreou há alguns dias, sim; mas é válido marcar alguns pontos desse longa.


Juan Antonio Bayona é o diretor da trama, e o roteiro é de Sérgio G. Sánchez. O diretor espanhol que, há alguns anos, não trazia às telas sua marca, teve em “O Orfanato” seu último título lançado antes da estreia de “O Impossível”.

Cheguei na sala já com algumas opiniões acerca do filme. Pontos positivos: atores de respeitável bagagem, ser baseado em uma história real, expectativa de efeitos especiais, no mínimo muito bons, para que as ondas pudessem ser reproduzidas, bem como o pós-desastre. E também a torcida para que o filme não fosse desrespeitoso com a família e dramas retratados.

Após 20 minutos de filme, já podia-se ouvir na sala os primeiros choros (meus, admito, não nego. Estava beeeem mulherzinha mesmo.). Tais ~snifs~ duraram todo o filme. Sem mentira. Espalhou-se e permaneceu por toda a sala durante o tempo em que o drama nos era apresentado.

A história inicia com a viagem do casal Maria (Naomi Watts) e Henry (Ewan McGregor), com seus 3 filhos pequenos para Khao Lak, Tailândia, na véspera do natal de 2004. Este início encontra em sua fotografia muitas cores e luzes, retratando a época do ano e o estado de espírito dos que ali estavam a comemorar. Dá-se em um primeiro momento também uma pincelada sobre falhas nossas (naturais e corriqueiras, mas falhas), ao não abstrair em alguns momentos de problemas rotineiros mas superáveis, e aproveitar com os que amamos (OIN! <3). Em seguida, já ocorre o tsunami, que deixou mais de 2 milhões de desabrigados. A família separa-se com o impacto das ondas, e a partir daí, o filme também muda. A experiência retratada, inicialmente, é a de Maria e seu filho mais velho, Thomas (Tom Holland). As dores dos ferimentos, incertezas do que havia ocorrido e suas dimensões; a mostra da mãe e a perna gravemente ferida, enlaçada ao sofrimento do filho mais velho e os medos, trazem a tônica do filme: drama.

O desespero da perda da família é agravante, que mantem-se ativa até o reaparecimento dos demais membros. Pai e os outros dois filhos ressurgem na tela, e com isso o desenrolar dos fatos entre buscas, desencontros e o esperado reencontro de todos em um posto de atendimento, onde Maria está internada em estado grave, tornam o filme reflexivo.

As expressões faciais (principalmente, e PRIN-CI-PAL-MEN-TE da atriz Naomi Watts) são ponto a favor do longa. A identificação com o público ocorre ao conduzir os que o assistem, em direção à dor, sofrimento e dificuldades de mãe, mesclado ao conhecimento de ser uma história real, torna impossível o “não ceder à emoção.”

Os efeitos sonoros – e aqui, elenco em primeiríssimo lugar: os silêncios; são recursos utilizados de forma elaborada e num encaixe perfeito com as situações e reações esperadas do público. 

Solidariedade e caridade são passadas de forma bastante clara e, obviamente, necessária na condição da realidade ali exposta. Mãe, como quase uma entidade na base familiar, é ali evidenciada e respeitosamente alçada à protagonista, assim como seu filho mais velho.

O filme não se torna piegas, mas possui algumas partes nas quais o público pode se perguntar: “tá brincando, né?”, como nos desencontros da família no centro de apoio às vítimas. Isso, no entanto, não invalida, nem deixa opaco todo o resto do longa, que emociona, e faz refletir.

Clap, snif, clap!

Recomendo. Se estiver na TPM, ou apenas for de câncer, sugiro levar um balde com lenços.

Outras estreias para encerrar este ano ~delicioso~ são:

De pernas para o ar II – Aquela louca da Ingrid Guimarães volta a atacar com a Mariazinha Paula, e a sex shop – aquela, mas agora em level hard, em NY. Alice (Ingrid Guimarães) surta, e precisa de cuidados. Aquela coisa de conhecer e se conhecer, entra aqui. Roberto Santucci é o cara da direção, e deve fazer a gente rir com essas “empresárias atacadas.”

No – Direção de Pablo Larrain traz para esse filme uma outra ótica do governo Pinochet. Trabalha com a construção da campanha contra a permanência do ditador no poder, aqui encabeçada por (pausa dramática seguida de suspiro profundo) Gael García Bernal. O plebiscito convocado pelo próprio Pinochet é o ponto para desencadear a história que faz convergir ideais, repressão e ousadia. 


Na semana do dia 21 também tivemos alguns títulos em cartaz: 

As Aventuras de Pi – Do camaleão Ang Lee. Aventura e drama, com viagens e encontro interno, tudo com um tigre (reproduzido e em algumas partes reais, vale a pena).

Viúvas – De Marcos Carnevale, mostra o encontro de esposa e “a outra” em decorrência da morte do pivô. E.mo.ção.

O Olhar Invisível – Dirigido por Diego Lerman, retrata a jovem María Teresa e sua nova missão: observar os atores da contestação da ditadura em Buenos Aires.

A Filha Do Pai – Amor e separação entre uma jovem e seu piloto de avião, seguida de uma gravidez e seu pai. Dirigido por Daniel Auteuil.

“PERA”, TÊM MAIS UNS, SÓ!

A Negociação –  com o charmoso, bem-sucedido (e futuro genro da mamãe, se ele não morrer antes) Richard Gere, e direção de Nicholas Jarecki. O investidor envolve-se em um acidente com vítima fatal que pode prejudicar suas milionárias negociações, entretanto, um investigador busca os fatos e vai perturbar o lindo.

Um Evento Feliz – aqui, mais uma jovem doutora engravida de seu case sensual, conhecido em uma locadora de vídeos. Porém, seu romance não firma como esperado e o percurso do filme segue com ela solteira enfrentando esse novo momento. Rémi Bezançon dirige.

As Quatro Voltas – de Michelangelo Frammartino, numa co-produção Suécia-Itália-Alemanha. Os ciclos vegetais: animal, mineral e humana são implicitamente (mas não tanto) expostas, a partir de um fato desencadeador.

Hahaha – produção Sul-Corerana, dirigida por Hang Sang-Soo. A realização cinematográfica, reafirmando o que já sabemos: o mundo é um ovo, e todos conhecem alguém, que conhece alguém, que conhece alguém em comum. Boas críticas…

Brichos II – Paulo Munhoz dirige a animação, ~que fará a turminha se divertir à beça~. Bela produção com uma importante moral sobre o meio ambiente e as relações.

E deu, né?  Dá licença que preciso pegar um frio lá fora. E uma chuva. Mais uma chuva de férias.

Beijos sensuais a 15ºC de luz.


 


Por: Bárbara Argenta
De: Caxias do Sul – RS
Email: babi.argenta@gmail.com

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5 livros para ler após sobreviver ao fim do mundo

27 dez
Enquanto algumas famílias compravam casas subterrâneas por US$ 80 mil que resistiriam até a bombas nucleares, nós estávamos aqui esperando o temido Plantão da Globo nos avisar de alguma catástrofe em qualquer parte do planeta no dia 21 de dezembro de 2012. Algum terremoto, o chão se abrindo, ondas gigantescas, alienígenas fazendo uma visita a nós, nevasca em São Paulo ou o Latino voltar ao Youtube.


Bem… Se você está lendo esse post, é porque não esteve (ainda) com o pé na cova!

Logo, não foi desta vez que tudo acabou. E como vitoriosos a mais uma profecia do término dos tempos, aqui vai uma lista de cinco livros inspiradores para ler após “sobreviver” ao fim do mundo.

 

 1) “Eu Sou a Lenda”, Richard Matheson (1954)
Acredito que o primeiro pensamento a rodear nossas mentes ao lermos esse título é… “Will Smith”. Isso porque o cinema já lançou três diferentes adaptações da obra, tamanho foi o sucesso da mesma!
Nova York é o plano de fundo dessa ficção científica que narra a história do único sobrevivente a uma epidemia viral. Todos os humanos afetados pelo vírus se transformam em seres semelhantes a vampiros (vampiros cruéis, longe de se espelharem em Crepúsculo); e, assim, o homem traça a luta pela própria vida para, sozinho, salvar sua espécie.
Confira um trechinho aí de “Eu Sou a Lenda”, que neste ano foi consagrado como O Melhor Romance Sobre Vampiros do Século pela Horror Writers Association:
 “Ele se deitou na cama e respirou a escuridão, torcendo para conseguir dormir. Mas o silêncio não ajudou muito. Ele ainda podia vê-los lá fora, os homens de rosto branco rondando sua casa, incessantemente procurando um jeito de entrar e chegar até ele. Alguns deles, provavelmente, agachados como cães, os olhos vidrados na casa, os dentes se mexendo devagar; indo e vindo, indo e vindo.”
2) “O Último Homem”, Mary Shelley (1826)
Escrito no século XIX, o livro avança no futuro e retrata o ano de 2100 aos olhos da mesma autora de “Frankenstein”.  Filho de uma nobre família que se afundou na pobreza, a trama conta a trajetória de Lionel Verney, o único a sobreviver a uma maldição que, aos poucos, destruiu a humanidade por meio de uma terrível guerra.
A tensão do livro já se inicia na introdução, feita a partir do relato de um autor desconhecido. Este diz respeito a um manuscrito encontrado em uma caverna, que seria escrito por uma sacerdotisa de Apolo, prevendo acontecimentos que destruirão o mundo em dois séculos posteriores (encaixe uma risada maléfica aqui).


3) “Ensaio Sobre a Cegueira”, José Saramago (1995)

Ok, neste livro o mundo não acaba. Famosa obra do querido autor português vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, a narrativa se desenrola quando um motorista parado no sinal vermelho do semáforo percebe-se cego. Isso porque o protagonista fora atingido por uma epidemia de cegueira que transformou a vida de todos em um caos.
Olha aí um pedacinho dessa descoberta que envolve todo o livro:
“Num movimento rápido, o que estava à vista desapareceu atrás dos punhos fechados do homem. (…) Estou cego, estou cego, repetia com desespero enquanto o ajudavam a sair do carro, e as lágrimas, rompendo, tomaram mais brilhantes os olhos que ele dizia estarem mortos.”
4) “O Pequeno Príncipe”, Saint-Exupéry (2006, 48ª edição)
Vamos fugir das epidemias e catástrofes agora. “O Pequeno Príncipe” é um clássico que já ultrapassa a marca de 6 milhões de exemplares vendidos.
O livro conta a história de um príncipe que surgiu do asteróide B612 e é encontrado pelo alter ego do autor da obra. O escritor conta ao pequeno sobre a pane de seu avião que o fez cair em pleno deserto do Saara e, a partir daí, o príncipe pede ao escritor que faça desenhos para ele a fim de demonstrar seu planeta.
Assim, a obra nos faz mergulhar em um mundo imaginário em que refletimos questões da vida real.
Recortei aqui uma famosa frase do livro:
“Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.”
5) “Jogos Vorazes”, Suzanne Collins (2010)
Este é o primeiro livro de uma trilogia que fez tanto sucesso que até estourou em bilheterias pelo mundo com sua versão cinematográfica.
A trama acontece em Panem, uma nação formada por cerca de 12 distritos e comandada pela Capital, sede do governo. Diante ao país carente, a Capital demonstra seu poder com uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão: os chamados Jogos Vorazes. Um casal de adolescentes de cada distrito é selecionado e obrigado a lutar até a morte nestes jogos. O vencedor terá fama e fortuna. Todos os demais, morrem.
Para evitar que sua irmã mais nova seja vítima do cruel programa, a jovem Katniss se oferece em seu lugar. Para ganhar a luta, é preciso mais do que habilidade. O que cada jogador está disposto a fazer para ser o vitorioso? É em busca da resposta que a incrível narrativa se desenrola.

Por: Tatiane Gonsales
De: São Paulo – SP
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Cinco coisas para você fazer na internet antes que o mundo acabe

20 dez
Adeus mundo velho, feliz mundo novNÃO PERA, confundi fim de ano com o fim do mundo e o mundo termina amanhã, amigos. Coloca uma roupinha branca e curta o reveillon maia!


Chega de baixar série! 
Chega de stalkear aquela pessoa que nem sabe que você existe! 
Chega de assistir pornô!


Eu até diria para vocês correrem e fazerem alguma coisa super impulsiva, como por exemplo: sair pelado na rua, cantar uma música romântica na janela da pessoa que você ama, ir para a balada de vestido e sem calcinha (tb serve para homens) ou então gritar uma verdade na janela da sua casa, do tipo: “EU ODEIO VOCÊS, VIZINHOS FILHOS DA PUTA!!”. Mas como eu sei que vocês são sedentários, fora de forma, não amam ninguém e adoram os vizinhos segue a lista do TOP FIVE COISAS PARA SE FAZER NA INTERNET ANTES QUE O MUNDO ACABE

1) Visite aquele perfil que você mantém numa rede social e não entra faz 1000 anos.

Quem nunca recebeu aquele scrap na quinta feira que era um gif dizendo “Bom início de semana”, ou então se sentiu o melhor amigo de infância do artista porque ele te aceitou no Myspace. Visitar uma rede social antiga que você não usa mais está para a internet  assim  como visitar aquela tia que você  nunca mais viu está para a vida real, ou seja, É MUITO AMOR. Também vale Therwords.me, Piche.me, Formspring que cresceu e virou Ask. Uma vez a moda era ter perfis em todas as redes sociais possíveis, né? ENFIM VISITEM VAMOS FALAR DE OUTRA COISA



 2) Poste uma foto sua feia


Internet vem do latim, “in” quer dizer viver e “ternet” que significa pose, logo, internet é” viver de pose”. Parem de querer bancar a Paris Hilton do bairro online, ainda há tempo. Tire uma foto aparecendo o reboco  da casa, sem maquiagem, cabelo desarrumado, sem photoshop (O MUNDO PRECISA SABER QUE VOCÊ TEM ESPINHAS). Se você já faz isso, está permitido ser lindo uma vez.




3) Auto stalk pesado.


Já diria a sábia:

“O facebook é uma farsa. No status aparece “no que

você está pensando?” mas eu nunca vi alguém

postar: em mim.” ENDREFFY, Fernanda.

Não dá para entender uma sociedade onde as pessoas vivem pensando nelas mesmas, mas na hora de cuidar da própria vida, cuidam da dos outros.
Está permitido se auto stalkear, ver comentários de pessoas que você nem tem mais no facebook, dar risada das fotos que aquele amigo ainda tem DE 2010 e q você está marcado! (SOCORRO) Quem sabe você não coloca uma trilha fazendo tudo isso! Eu pensei NESSA. Pode chorar. 



Apenas.



5) Log Out.


Desliga esse computador porque amanhã você tem que trabalhar, se não trabalha aproveita e entra num site de uma agência de emprego e arruma um emprego, vai comprar o peru da ceia de natal, pega o livro de receitas da sua vó e aprenda a fazer pudim de leite condensado, ou então,  vai dormir, ou quem sabe criar vergonha na cara também muito bom.

 Ao findar deste texto queria citar uma música que nos passa uma mensagem muito linda em relação ao fim do mundo, gosto muito dela e queria compartilhar:

“Oooôôô  oooôôô  oooôôô oooôôô” Britney Spears – Till the world ends.


BJAS. 

Por: Cassiano Brezolla
De: Caxias do Sul – Rio Grande do Sul
Email: contato@revistadriday.com.br

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