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Hoje é dia de rock, bebê!

13 fev


Eae galera, como é que vocês estão?! Como todo mundo já sabe, essa semana o Brasil parou! Foi por causa do incidente envolvendo o afastamento do Renan Calheiros da presidência no senado? Não! Foi por causa do Papa Bento XVI renunciando o seu posto? Não também! Como sempre acontece nessa época do ano, o país pára pra comemorar o Carnaval e tudo o que se fala é Carnaval! Marchinhas! Moças semi-nuas! Carros alegóricos! Gringos que desembarcaram por aqui pra festejar!


Mas nós da Revista FRIDAY somos diferentes e por isso decidimos trazer pra vocês uma entrevista com três das principais bandas do hard rock paulista: a Dirty Glory, a L.F. Angels e a Vulgar Type. Os caras bateram um papo bastante descontraído numa mesa de bar e entre os assuntos em pauta estão o uso de fogos artificiais durante os shows, a forma como a música brasileira é vista no exterior e a pirataria.


E pra quem ainda não conhece e tiver afim de conhecer o som dos caras, vejam os clipes das bandas e curtam no facebook.

Dirty Glory

L.F. Angels 

Obs.: A Vulgar Type ainda está em processo de produção do EP e por isso ainda não tem videoclipe. 


Por: Renan de Amorim
De: Diadema-SP
Email: renan@revistafriday

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Não se fazem mais passados como antigamente #5- O(s) dia(s) em que a música morreu – Parte II

12 fev

Então, voltando à nossa roda de acampamento com histórias macabras, chegou a hora de contar sobre aquele que é, talvez, a maior tragédia do mundo do rock. E também o fruto de uma das maiores viradas da história. Para isso os personagens são sete branquelos meio barbudos, de calças largas e chapéus sulistas americanos. No caso, a Lynyrd Skynyrd.

Eles sempre foram um caso à parte no mundo da música. O primeiro álbum deles, o auto-explicativo Pronounced ‘Lĕh-‘nérd ‘Skin-‘nérd (o nome complicado era uma homenagem a Leonard Skinner, diretor da escola deles no colegial)  fez um sucesso tão, mas tão arrebatador, que a banda pouco precisou provar depois dali. Um exemplo quase ímpar no Southern rock– aquele de solos de guitarra esticados, uso de banho e grandes bandas como a Allman Brothers e a Marshall Tucker- os garotos seguiam com álbuns excelentes, mas sem o sucesso do primeiro.  Afinal, não é todo dia que se lançam, no mesmo álbum, hinos como Simple Man, Tuesday’s gone e Free Bird.
               

Para satisfazer a maratona de shows, a banda contava com Convair, um avião de médio porte, para as viagens –isso tempos antes de Bruce Dickinson dar o exemplo-. A aeronave, batizada com o nome do maior sucesso da história da banda, levaria 24 pessoas de  Greenville, na Carolina do Sul, até Baton Rouge, na Louisiana. Eram 2 pilotos, os 7 membros da banda mas roadies.
O momento não podia ser o melhor para a banda: há 3 dias eles haviam lançado o quinto álbum, Street Survivors, e a canção That smell já subia nas paradas. Então. No meio do voo o avião apresentou problemas de combustível e, na tentativa de fazer um pouso forçado em uma floresta próxima à cidade de Gillsburg, o piloto acabou enfiando o Free bird dentro de um pântano de difícil acesso, o que causou a explosão que matou seis pessoas na hora.
Da banda, os mortos foram o vocalista Ronnie Van Zandt, o guitarrista Steve Gaines, a backing vocal e irmã mais velha do guitarrista, Cassie Gaines. Além deles, ali no meio do Mississipi jaziam um roadie e do piloto e co-piloto. Aí começam os dados macabras da tragédia: segundo o bateirista, após a queda um fazendeiro das redondezas foi ao local e, acreditando se tratarem de presidiários em fuga, tentou executá-los na bala (o que nunca foi provado ou desmentido). Já o tecladista Billie Powell contou, em um documentário para a VH1, que Cassie morreu de um corte na garganta, de orelha a orelha, e que desfaleceu devido aos sangramentos, em seus braços.

A capa original de 1977.
Porém o que mais chama atenção é a capa do então recém-lançado álbum, o Street Survivors: O avião causou um incêndio de grandes proporções no pântano que caiu, o que conspira com as próprias chamas da capa do álbum!. Steve Gaines (o do meio) é engolido pelas chamas de um estranho incêndio, e Van Zandt, o terceiro da esquerda para a direita, também tem os pés consumidos pelas chamas. Mau presságio ou não, a capa foi refeita em 2009, para uma edição especial, sem o tal fogo.
A banda parou ali, e assim ficou por 10 anos. Em 1987, graças a alguns dos sobreviventes e de familiares (caso do irmão mais novo do vocalista, Johnny Van Zandt, que assumiu o microfone), a banda-símbolo dos confederados. voltou à baila, com excelentes álbuns, caso do Gods and Guns, e ainda realiza turnês mundo afora.
A capa, mais sóbria, em 2009.
Sem mais mortes. Por enquanto.


Por: G.L. Mendes
De: Carapicuíba-SP

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Não se fazem mais passados como antigamente #4 – O(s) dia(s) em que a música morreu – Parte I

29 jan
               Às vezes a surpresa bate na porta. Comigo e com você, algumas vezes até.  “Como assim tal cantor morreu?”. Foi assim com Michael Jackson, foi assim com Amy Winehouse, assim foi com Lennon, Sinatra e tantos outros. Como a editoria aqui é rock – e rock antigo- vamos falar de algumas mortes relacionadas aos moços das guitarras. No caso de hoje, uma tragédia que, no próximo domingo, completa 54 anos. O evento conhecido como The Day the music died, ou simplesmente “O dia em que a música morreu” foi um acidente eu levou, pra sete palmos, vários artistas de uma vez.


                3 de fevereiro de 1959. No meio de uma turnê pelo meio-oeste americano, o pequeno avião que levava os cantores  da “The WInter Dancy Party” espatifou-se a pouco depois da decolagem, num lago no estado de Iowa. Dentro da aeronave estavam três dos maiores nomes do rock and roll americano à época: Buddy Holly, “The Big Bopper” Richardson e Ritchie Valens. O primeiro, com óculos wayfarer e perfil de nerd, estourava com Peggy Sue. O segundo, o menos conhecido da turma, estava entrando nas paradas com ChantilyLace. E o terceiro, um imigrante de mexicanos de apenas 17 anos, arrasava bailes com seu primeiro -e obviamente- último sucesso (sim, você conhece).

                Dizem que o destino é implacável, e essa afirmação é válida no caso de Ritchie: ele nunca tinha viajado de avião na vida, e ganhou o lugar do outro cantor, Dion DiMucci, da Dion and the Belmonts, no cara ou coroa. Ao ver que era ele o escolhido a pagar os 36 dólares da viagem, resolveu entrar. Uma de suas frases finais foi: “É a primeira vez que ganho qualquer coisa na vida”. Pra quem acredita, é um prato cheio.

               Não foram poucos os influenciados por esta tragédia. Grande parte da obra de rock and roll original estava nos destroços daquele pequeno avião. Do outro lado do país, em Nova Iorque, um adolescente, entregador de jornais, estava estarrecido pela notícia que estava nos jornais a tiracolo. O nome dele era Don McLean e o enigmático poema que compôs sobre aquele dia virou uma canção-símbolo de sua época, alcançando o topo das paradas. Virou uma American Pie.


               O problema é que este desastre não foi o único. No próximo post, o mais sangrento episódio das tragédias do rock: quando (quase) uma banda inteira foi pro saco. Até

Por: G.L. Mendes
De: Carapicuíba – SP

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Não se fazem mais passados como antigamente #3 – Uma aula de Blues

15 jan

Layla and another assorted songs _ Derek and the Dominos (1970)
Polydor
Nota: 9.7 / 10



            Não é preciso ir longe para entender o porquê de, durante os anos 60, tantos muros em Londres conterem a pichação “Clapton is god”. O ícone da Fender Stratocaster até hoje tem uma habilidade literalmente divina, que lota estádios mesmo cinquenta anos após o início da sua carreira. Alguns deles, como “Cocaine” e “Bad Love” são referências até hoje pra qualquer um que aprecie um bom rock.
            Quase sempre agindo como um músico mambembe, Clapton tocou em diversos grupos nos anos 60, tais como os Yardbirds, o Blind Faith, o John Mayall and the Bluesbreakers, além do Cream. Na virada da década, procurando mais o anonimato de uma banda comum, Eric juntou amigos para um supergrupo- por mais irônico que isso pareça: o Derek and the dominos (nome criado em cima da hora do primeiro show, sem nenhuma razão em especial), que só teve uma obra. Obra esta que poderia ser facilmente exibida em um museu.
            Layla and anotherassorted songs foi gravado em Miami, e contou, em grande parte das músicas, com Duane Allman, guitarrista solo da Allman Brothers Band e considerado o melhor da terra do Tio Sam em termos de blues- em todos os tempos. Com essa química rolando no grupo (fora a outra “química” que deixava-os chapados), o que se tem nesse disco é um misto de improvisação, coverse composições inéditas que demonstram uma força incrível dos dois guitarristas.
            As três primeiras faixas são composições do grupo, que ainda não tinha Duane participando. “I looked away” e “Bell Bottom Blues” são mais românticas, enquanto “Keep on Growing” é uma canção elétrica, com solos mais destacados. Entre os covers, uma versão ”Nobody knows when you’re down and out”, que é o famoso blues que canta as tristezas da vida, além de uma bela improvisação sobre a já espetacular “Little Wing” de Jimi Hendrix.
            Uma das músicas que mostram como a dupla Clapton-Allman foi produtiva é a faixa 9, “Why does love got to be so sad”, uma disputa acirrada de solos longos e travados nota a nota entre os dois. Só quando se ouve pela décima vez consegue-se notar quem é quem dentro da maestria de notas.
            A outra canção é Layla.
            Famosa por aquela versão acústica, conhecida nas rádios e rodas e violão, que Clapton fez em 1992, a faixa-título, em sua versão original, é explosiva e perfeita. A letra,baseada tanto em uma lenda oriental antiga quanto no amor platônico de Eric com Patti Harrison, tem uma primeira parte como um blues moderno, novamente protagonizado pelas disputas entre os guitarristas. Subitamente a música muda para uma coda em piano em dó maior, feita pelo bateirista Jim Gordon, que torna a música macia, quase melancólica. Duas faces de uma mesma música, que se juntam em uma harmonia incontestável.
            Pouco após o lançamento do disco, Duane Allman morreu, ainda com vinte e tantos, vítima de um acidente de moto. Isso, aliado com brigas e críticas da mídia acusando Clapton de usar a banda para se promover– o que ele nega veementemente – fizeram com que a Derek and the Dominos fosse enterrada logo após o fim de sua última faixa, a balada “Thorn tree in the garden”. Mas não há problemas: esse álbum, com a belíssima capa assinada por Émile Schonberg, não faria feio em qualquer museu do mundo.

Por: G.L. Mendes
De: Carapicuíba – SP
Email:  

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Não se fazem mais passados como antigamente #2 – As maiores músicas de todos os tempos (literalmente)

1 jan
Canções: não importa o ritmo, autor, tema, são quase sempre iguais. As faixas quase sempre escritas para a mesma estrutura (introdução, verso-refrão duas vezes, algum solo e refrão de novo). Desde o início dos tempos é assim e até o fim dos tempos, provavelmente, será. Mas graças ao bom e velho rock, essa lógica às vezes é alterada, para que se possa dar espaço para a liberdade do artista, que normalmente não consegue colocar suas ideias em apenas três ou quatro minutos.



Explica-se: Devido à alta rotatividade das rádios, que precisam tocar bastantes canções, o tempo destinado a elas costuma ser milimetricamente medido, entre dois minutos e meio a quatro minutos. Se tiver paciência ou curiosidade, qualquer hora, pare e note o tempo de música dos maiores sucessos das rádios brasileiras, e verá que realmente faz sentido. Até o início dos anos 60 músicos como Elvis, Cash e Roy Orbinson tinham canções que chegavam, no máximo, a 180 segundos. Aí vieram os rebeldes.

Tudo começou com aquele jovem questionador do violão-e-gaita, señor Bob Dylan: o cantor folk, ídolo de 10 entre 10 músicos americanos, desafiou a ditadura das rádios no seu sexto álbum, o (coloque aqui o seu adjetivo positivo) Highway 61 Revisited.  A faixa de abertura, “Like a Rolling Stone” era (e é) uma composição a frente do seu tempo: a letra com personagens enigmáticos, uma sequência vocal trôpega e um refrão que, pela primeira vez, fazia uma  perguntava aos ouvintes. Tudo isso em 6:09, o dobro do tempo usual. Mesmo com a relutância das rádios, a música foi ao ar, sem cortes, e alcançou o #2 nas paradas. De lambuja a Rollign Stone a escolheu “a maior canção de todos os tempos”

Esse feito abriu espaço para mais bandas apostarem nas chamadas “Músicas de Banheiro”, aquelas em que, quando você vai ao toalete, elas não acabam. A maioria, realmente, não nasceu pra rádio, mas algumas lograram bastante sucesso. Os britânicos do Led Zeppelin não lançaram “Stairway to heaven”como um single, mesmo assim, a música entrou no ar, com seus 8 minutos e 2 segundos, mais de 2 milhões de vezes nas rádios americanas, fazendo-a, assim, a mais tocada em todos os tempos.

  (A segunda da lista, convenhamos, também não é lá tão curta).

Todo mundo conhece o Rush como a banda de “Tom Sawyer”, aquela do MacGyver. Mas o power-triocanadense também teve sua fase progressiva, das mais consistentes: a faixa-título do álbum 2112 é uma epopeia de 20 minutos, com um tema pouco cabeça: a revolta de um cidadão contra o sistema em que vive, numa galáxia distante num futuro distante (pra ser bem sucinto).
Em um disco de vinil cabem, em média, 20 minutos de gravação em cada lado. Uma banda comum produzia, em média, cinco músicas em cada lado (os Beatles já chegaram a colocar oito), mas o Pink Floyd essa média era riscada dos planos. Em quatro álbuns, colocaram apenas uma música em cada lado do LP (Em 1969, com um solo de teclado de 13 minutos; em 1970; e em 1975, que ficou tão grande que teve de ser cortada em dois). Mas Echoes, que ocupava o lado B do disco Meddle, de 1972, é uma jornada de 22 minutos com questões metafísicas, passagens perturbadoras e solos espetaculares. Não ao acaso, é uma das favoritas dos fãs.

Para finalizar, uma pergunta: se uma música de 20 minutos, que ocupasse um lado do disco, não fosse o suficiente, porque não aumentar- ainda mais? Depois do lançamento do Aqualung, o álbum mais aclamado do Jethro Tull (vai dizer que você não conhece essa), o vocalista Ian Anderson ficou desapontado com as críticas, que diziam que o álbum, que pra ele era folk, na verdade era progressivo. Como resultado dessa birra, um ano depois ele aparece com Thick as a Brick, um disco de uma faixa só, uma canção-poema que ocupa os dois lados do disco – 43 minutos!  Talvez Niemeyer tivesse tempo hábil para tal.

Deixei de citar alguns exemplos clássicos, como os caras da Allman Brothers Band, os do Yes e do Genesis, além dessa pérola do Mike Portnoy (a maior que eu encontrei). Mas vamos combinar, haja neurônios para tantos épicos.

E feliz 2013. Dessa vez sem fim do mundo.

Por: G.L. Mendes
De: Carapicuíba – SP
Email: 

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UNDER CONTROL

19 set

Eis que em 2008 em Divinópolis (MG) uns caras tem a idéia de criar uma banda com a idéia de fazer um rock rápido e com muita energia, sempre tendo algo a mais para falar usando uma linguagem simples e direta, sem se limitar apenas as formas de amor que muitas bandas de hoje em dia estão acostumadas a tratar. E dai nasceu a Under Control, pelo Diogo “Dizzy” Araújo (vocal e guitarra) e pelo Bernardo “BG” Barreto (baixo). Obviamente não parou por ai!
Logo no começo já foram conquistando seu espaço na mídia, ganhando diversos prêmios e fazendo, em seus shows, a galera literalmente sair de controle.
E para mostrar que os caras são realmente sem limites, eles decidiram sair da terra do queijo para vir para São Paulo, em 2011. Dessa mudança, eles se juntaram ao Ronald “Sagazz” (baterista) e mais tarde ao Paulo (guitarra), seguindo hoje com essa formação. Para o batera “A banda precisava aparecer mais para o pais e em Minas já tinha conquistado um espaço bem legal, porém limitando-se apenas ao estado. A intenção é espalhar nossa música pelo pais e a mídia se encontra mais por aqui”.
Depois da junção, em 2011 mesmo eles lançaram o álbum “Faça Você Mesmo”, o que fez com que a banda tivesse ainda mais vontade de expandir o seu som por ai.  Depois do lançamento do primeiro disco, o bateria diz que a relação deles com o público melhorou muito – “O público que já acompanhava a gente queria muito um álbum completo e quem ainda não conhecia, quando apresentamos alguns sons perguntam se tem mais. Para a mídia foi essencial também mostrar um trabalho completo. Nos abriu muitas portas para divulgação”.
Muitas coisas boas vieram com essa mudança, não só midiaticamente falando, mas pessoalmente. A união deles hoje é imensa. “A banda cresceu muito musicalmente, começamos a nos organizar mais, e como todos tem o mesmo objetivo pela banda tudo começou a fluir. Começamos a trabalhar para o crescimento, todos remando para o mesmo objetivo. Sonoramente pode se ouvir uma banda com mais pegada, bem rock!” – diz Ronald.
Under Control já participou de programas de grandes emissoras e teve seu segundo clipe “Entardecer no Quintal” seguido de uma entrevista na MIX TV e na MTV. Para o baterista, é um sonho realizado para a banda toda. – “Sempre assistíamos, vimos muitas bandas nascerem e crescerem por essas emissoras, então foi uma conquista grandíssima conseguir estrear nosso clipe na programação” -. Puta orgulho!
Eles estão aos poucos lançando o segundo álbum chamado “Faça Você Mesmo: De novo?” com alguns bônus e versões Acústicas que já estão sendo divulgadas: uma por mês. Só esperar o que vem por ai 🙂
CONHEÇA A UNDER CONTROL

Por: Mayara Munhós
De: São Bernardo do Campo – SP
Email: may.munhos@gmail.com // 8kproducoes@gmail.com

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ONZE:20

5 set

É da expressão RootsRockReggaeque Onze:20 aposta no seu sucesso. E essa super aposta tem dado certo! Formada pelos “comem quietos” Vitin (vocal), Marlos (baixo), Lulu (guitarra), Fábio (bateria), Athos (teclados) e Chris (guitarra), a banda Onze:20 aposta em algo que muitas outras bandas às vezes esquecem: a união. O nome já mostra, já que tem super a ver com uma antiga banda do irmão do vocalista, que diz “Temos vários motivos para o nome, mas o princípio da história é que a antiga banda do meu irmão queria fazer um clipe que no fundo teria um relógio marcando uma hora fixa. Eles não sabiam que hora marcar e fomos ajudando e decidimos 11:20. O clipe deles nem saiu, a banda acabou, mas esse numero nos perseguiu em vários lugares. Ai para decidir o nome, não tivemos como fugir”.
Os meninos saíram de Minas Gerais e decidiram arriscar aqui, em São Paulo. Hoje em dia estão fazendo o maior sucesso em diversas rádios e o mais legal: moram todos juntos em um apê. Para o Vitin, essa história de morar junto, ao contrario do que pensam, ajuda muito mais a manter toda essa essência que é a Onze:20. “É a nossa convivência, nossa amizade! Moramos em oito pessoas num apartamento de três quartos. Dividimos tudo, e nessa divisão vem as idéias e vivencias que são passadas em nossas musicas. Somos sinceros com a gente, isso influencia no som que é sincero com o público” – diz o vocal. Mas nem tudo foi tão fácil! “Quando mudamos para Sampa foi muito difícil, foi um divisor de águas, a partir do momento em que começamos a morar juntos tudo mudou. Éramos oito pessoas diferentes em um espacinho dividindo nossos sonhos, vidas e buscas, cada um veio da sua casa com a sua mania… foi uma loucura e ainda é! Mas hoje somos uma unidade muito forte”.
A ideia dos caras de mudarem pra São Paulo foi para buscar novas oportunidades. Foi difícil no começo, como dizem ainda ser, mas com muita luta e enfrentando diversos desafios, eles conseguiram reverter a situação e fazer com que seus problemas se tornassem a solução para eles.
E se liguem que as oportunidades paulistas não foram poucas não! Além de clipes, músicas, shows, rádios, eventos… Eles já tiveram a honra de ver o skatista Bob Burnquistsubir ao palco e dançar ao som da musica deles. Mas não é para menos, viu? Quem já conhece e quem ouve seu som sabe do que eu to falando. Ouvir e dançar nesse caso andam lado a lado, é realmente envolvente. E o Vitin fala disso com muito orgulho: “Acho que essa é a melhor parte do nosso trabalho. Fazemos o que fazemos e passamos o que passamos para quando vocês ouvirem nossas músicas poderem dançar felizes, seja com alguém do lado ou sozinhos. O Onze:20 é isso. Alegria, festa… Não tem frescura com a gente. O importante é fazer a galera dançar, cantar e sorrir. Esse feedback da galera é sinal que a mensagem está chegando ai com a mesma intenção que ela sai daqui”. Isso que é humildade! Não há nada como ouvir uma música que você sabe que é feita com muito amor.
Agora Onze:20 só tem a crescer. Teve um imenso “boom” na mídia e isso é incrível quando se trata de pessoas que você realmente percebe que correram atrás não só daquilo que querem mas do que amam. “Estamos trabalhando para expandir cada vez mais nosso trabalho. Estamos muito felizes de conseguir levar nosso trabalho a um numero maior de pessoas através das rádios. É um sinal de que nosso trabalho ta tomando uma direção legal. O que nos move é ter um desafio a cada dia, nosso objetivo é estar cada vez mais perto do público” – diz Vitin – “Essa é a essência do Onze:20. Nosso apoio um no outro e a busca eterna. Estamos sempre nos desafiando em todos os aspectos. Acho isso positivo”. E com certeza é muito positivo.
Hoje eles estão bombando com o sucesso “Meu Lugar”, que é a música dançante que eu falei, rs. E prometem bombar com muito mais!
Para quem não conhece, aconselho conhecer. E para quem já conhece, com certeza vai concordar com tudo o que eu disse e ainda ter muito mais a dizer. Boa sorte meninos e sucesso!
CONHEÇA ONZE:20

Por: Mayara Munhós
De: São Bernardo do Campo – SP
Email: may.munhos@gmail.com // 8kproducoes@gmail.com

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