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Conexão Dublin: tatuagem feita na Irlanda

13 set

Sexta-feira passada, dia 07, resolvi massagear meu ego. Confesso que vinha com esta ideia desde em que estava no Brasil, mas a coragem não permitia. Mesmo porque, como acharia um local e profissional de confiança em outro país? O procedimento de procurar um estúdio bem recomendado e com preço acessível demorou um pouco, mas valeu a pena!

Como alguns sabem, tenho uma tatuagem abaixo da nuca. O desenho é uma coruja tribal. Escolhi a ave noturna pois além de admirá-la, ela também representa sabedoria e  conhecimento. Se doeu? Demais! Principalmente na parte em que o desenho fica em cima da coluna. Vi estrelinhas quando a fiz, mas mesmo com a dor, a sensação após ver a tatuagem pronta é impagável. Mas vou logo avisando: pense muito bem antes de fazer uma tattoo, como significado do desenho e a região do corpo, pois isto faz toda a diferença no futuro.



Retomando o raciocínio…

Já cheguei no Velho Mundo com a ideia de retocar minha tattoo e fazer uma outra que simbolizasse a Irlanda – esta viagem mudou e está mudando minha vida – mas só não sabia o que. Pesquisei em vários sites e percebi que a Terra dos Leprechauns não se resume a uma única figura: o próprio duende irlandês, a harpa, a cruz celta e o trevo. De todos estes, o que mais me chamou a atenção foi o último. 


O trevo de 3 folhas é chamado de “shamrock” e vem do gaélico (o de 4 folhas se chama “clover”). É possível encontrar este símbolo em quase toda a Irlanda. O padre São Patrício – ou Saint Patrick – utilizou o trevo para explicar a Santíssima Trindade. A forma didática encontrada pelo padre demonstrou com clareza o significado do Pai, Filho e Espírito Santo para os pagãos irlandeses. 

Quanto ao local do corpo, fiquei em dúvida até um dia antes de fazer o desenho. Não sabia se fazia abaixo do quadril ou na panturrilha. Por motivos profissionais, escolhi a primeira opção.  Apesar do jornalismo ser uma área mais liberal, prefiro não arriscar e brincar com a sorte. Além disso, optei por fazê-lo colorido, para dar aquele charme, sabe? rs
Pois bem! Vamos para a parte que interessa! Cheguei no estúdio às 14h00 e logo fui atendida. Precisei preencher um formulário com perguntas do tipo “você almoçou antes de fazer a tatuagem?” e “Você tem pressão baixa?”. Depois disso, já fui para a salinha da alegria. Preciso desabafar, senti minha mão gelar enquanto o Wagner preparava seus instrumentos de trabalho. Primeiro retoquei a coruja. Demorou cerca de 2 horas, contando com as 3 pausas que fizemos. Pensei seriamente em arregar, mas o que é um peido para quem já está cagado? kkk


Quando o Wagner terminou a coruja, não sabia se chorava ou sorria. Olha ai o resultado final:

Quando lembrei que ainda tinha o trevo, respirei fundo. Se já tinha visto estrelas novamente com a primeira tatuagem, imagine a segunda? Por incrível que pareça, o shamrock foi feito em menos de meia hora e quase não senti tanta dor quanto a das costas. 

Saí do estúdio às 17h40 e igual um pinguim: andando bem devagar e toda torta para não arder mais o quadril e as costas. As recomendações foram:

– utilizar filme plástico, aqueles de cozinha, durante 3 dias

– trocar o “curativo” 3 vezes ao dia
– na hora de limpar a tatuagem, lavar com sabão neutro, secar com papel toalha e passar bepantol
– evitar comer alimentos gordurosos como chocolate e carne de porco

Hoje, após 6 dias, minha tatuagem está naquele processo chato de sentir vontade de coçá-la. Ótimo sinal pois significa que está cicatrizando, mas que dá uma agonia tremenda, dá!

Por: Mariana Perez
De: Dublin – Ireland
Email: mariana@revistafriday.com.br

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